Os líderes do Facebook, Google e Twitter responderam a mais de 120 perguntas dos senadores de ambas as forças políticas norte- americanas – democratas e republicanos – sobre uma importante lei da internet, a secção 230.
A secção 230 é a principal responsável pelo crescimento destas empresas, já que lhes fornece imunidade perante qualquer conteúdo publicado, por terceiros, nas suas plataformas, e permite-lhes moderar os “posts” que considerem ofensivos.
Vários membros do Congresso mostraram-se preocupados com a possibilidade de esta lei estar desactualizada e exigiram que fosse reformulada urgentemente.
Por outro lado, Sundar Pichai, CEO da Google, sugeriu que o comité fosse “cauteloso”. Jack Dorsey, que lidera o Twitter, afirmou que a erosão do núcleo da lei faria “colapsar a forma como comunicamos na internet”.
Mark Zuckerberg acabou por posicionar-se de forma diferente. O presidente executivo do Facebook disse que “o debate sobre a Secção 230 mostra que cidadãos de todas as tendências políticas estão insatisfeitos com o status quo”. “Mudá-la [ à secção] é uma decisão significativa. No entanto, acredito que o Congresso deve actualizar a lei para se certificar de que está tudo a funcionar como pretendido.”
Outubro 20
As posições contraditórias parecem colocar ainda mais tensão sobre a já difícil tarefa de Zuckerberg, Pichai e Dorsey em proteger os respectivos canais de comunicação contra abusos.
Ao longo de toda a sessão, as figuras do Facebook, Google e Twitter deixaram claro que foram concretizados grandes avanços no contexto das práticas de moderação de conteúdo das respectivas empresas.
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