O vice-presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Mário Mesquita, considera que a compra da participação da Lusa pelo grupo Bel é um “assunto grave“, e que não há “grande margem de manobra” contra esta operação.
“Reafirmo que, efectivamente, disse [em Janeiro, no Parlamento] que considerava o assunto grave e continuo a considerar”, afirmou Mário Mesquita, durante a audição da ERC na comissão da Cultura e Comunicação.
E “considero tanto mais grave” a ideia de que “na base da legislação actual a ERC não tem grande margem de manobra” na matéria, já que “a agência noticiosa é um lugar estratégico na comunicação social”.
Segundo, ainda, Mesquita “Parece-me não haver […] uma estratégia definida quer pelo Governo, quer pela Assembleia da República, quer pela ERC, para a agência noticiosa”, salientou.
Na sua intervenção, o vice-presidente da ERC observou, da mesma forma, que o Grupo liderado por Marco Galinha (também accionista da Global Media), “não tem tradição” nem “passado“ no sector dos “media”.
“Isto é preocupante. Acho que era bom a ERC ter meios para se pronunciar”, rematou.
Fevereiro 21
Na mesma audiência, João Pedro Figueiredo, também membro do Conselho Regulador da ERC, considerou, por sua vez, que o documento está “suficientemente articulado para dar uma ideia precisa” do processo que envolve a Lusa.
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