Autoridades moçambicanas continuam a perseguir jornalistas…
Os jornalistas continuam a ser alvo de perseguição em Moçambique, onde o repórter Armando Nenane, que colabora com uma publicação independente, foi detido e agredido pelas autoridades, segundo o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).
A violência ocorreu depois de Nenane ter captado imagens e vídeos relativos a um acidente rodoviário em Maputo, e de tê-los partilhado através da rede social Facebook, denunciou o CPJ.
Conforme, ainda, o CPJ, já na esquadra policial, os agentes exigiram que Nenane apagasse as imagens publicadas.
Nenane acabou por ser libertado pouco tempo depois, e regressou ao local do incidente para continuar a sua reportagem, o que resultou na segunda detenção.
“Este tipo de abuso por parte das autoridades é frequente”, disse Nenane ao CPJ. “É assim que os jornalistas são tratados pelas autoridades em Moçambique”.
De acordo com os relatórios da Freedom House, Moçambique é um país parcialmente livre, onde a maioria dos “media” é controlada pelo governo e os jornalistas independentes são alvo de perseguições e agressões.
Outubro 21
Estas acções governamentais incentivam, ainda, a prática de auto-censura.
Moçambique encontra-se em 108º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), entre 180 países.
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