No âmbito do Dia da Literacia Mediática, o jornal Público inseriu um texto, assinado por Daniela Carmo, acerca da vasta proposta mediática que existe actualmente, assim como os desafios que esta tem vindo a criar.
Trata-se de uma opinião partilhada por Manuel Pinto, professor em Ciências da Comunicação, na Universidade do Minho, e primeiro coordenador do projecto “PÚBLICO na Escola”. Este argumentou que o tema da literacia mediática é extremamente importante e relevante, devendo ser levado ao público mais jovem, tendo em conta os seus interesses.
De acordo com o Reuters Digital News Report, realizado pela Reuters Institute for the Study of Journalism, existe uma grande quebra de interesse por notícias, principalmente do público mais jovem, sendo que os temas preferidos envolvem a educação, celebridades e entretenimento.
De acordo com Pinto, “é preciso começar a ouvir os jovens”. Tendo isto em conta, o projecto “PÚBLICO na Escola” tenciona promover “um maior conhecimento sobre o funcionamento dos media e a literacia a eles associados (…) para que sejam capazes de desconstruir a linguagem destes”.
Um dos objectivos do projecto “PÚBLICO na Escola” é dar ferramentas aos alunos, para que “saibam distinguir o que são notícias credíveis de fake news”.
Esta ponto do programa é importante, tendo em conta que o relatório permitiu observar que grande parte do público mais jovem não confia nas notícias, devido à desinformação que tem vindo a contaminar os media.
Através de “indicadores como a liberdade da imprensa, educação e confiança interpessoal”, o Índice de Literacia Mediática 2022 colocou Portugal na 14ª posição, em relação à vulnerabilidade do país às fake news e a fenómenos de desinformação.
Novembro 22
O Reuters Digital News Report defendeu que a educação é a solução mais viável para distinguir notícias reais de falsas.
Quanto aos hábitos de consumo de notícias, o relatório demonstrou que o público jovem utiliza, cada vez mais, as redes sociais como fonte de notícias, sendo o Twitter a mais consultada, assim como o TikTok, Whatsapp e o Instagram.
Assim, é necessário que este público adquira uma “perspectiva crítica para que não se tome o mundo tal como ele é pintado nas redes sociais”.
Em contrapartida, a imprensa escrita continua em declínio em Portugal, sendo que “o número de pessoas que recorre a este suporte como fonte de notícias passou de 47% para 22% em sete anos”.
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