As “fake news” e a responsabilidade das plataformas
A era digital promoveu o aparecimento de novas formas de comunicação, já que os cidadãos passaram a ter a possibilidade de interagir através de chamadas telefónicas, de mensagens e, também, por via de plataformas “online”.
Esta nova realidade veio, assim, alimentar debates sobre o nível de honestidade das pessoas nas redes sociais, já que estas plataformas parecem ser facilitadoras de discursos enganosos.
Contudo, conforme apontou um estudo realizado pelo investigador David Markowitz, que inquiriu 250 alunos universitários sobre as suas diferentes interacções, concluiu que, por norma, os utilizadores das redes sociais não têm qualquer intenção de mentir sobre a sua própria realidade.
Aliás, o relatório assinala que os jovens têm maior probabilidade de mentir em conversas por telefone ou por chamada de vídeo, do que nas redes sociais.
Isto leva-nos, assim, a repensar a disseminação de notícias falsas.
Novembro 21
Ou seja, embora os utilizadores não queiram induzir os seus seguidores em erro, ainda podem fazê-lo inusitadamente, caso se deparem com artigos enganosos.
Por isso mesmo, a responsabilidade pela disseminação de “fake news” deveria recair sobre as plataformas, e não sobre os cidadãos.
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