“A aquisição pela Meo do controlo exclusivo da Media Capital, nos termos notificados à Autoridade da Concorrência, traduz-se numa integração vertical completa da cadeia de valor. Internaliza no mesmo grupo as relações comerciais entre a produção de conteúdos, o fornecimento grossista de canais de TV e de rádio, a publicidade e a distribuição do serviço de televisão”  - refere a Anacom em comunicado enviado às redacções. 

O parecer divulgado explicita as várias situações em que a empresa resultante da concentração pode adquirir poderes que efectivamente limitem o acesso dos operadores concorrentes ou, mesmo, possam “utilizar informação sensível ou confidencial dos concorrentes em seu benefício, nomeadamente no âmbito das campanhas de publicidade”. (...) 

A Anacom também considera que a concentração proposta tem potencial para “introduzir menor transparência nos preços praticados no serviço de TDT internamente (à TVI) e externamente (aos restantes operadores de televisão), dificultando a análise e verificação do cumprimento das condições regulamentares impostas neste âmbito”  – recorde-se que a PT Portugal/Meo gere a rede da TDT -, bem como “impedir os operadores alternativos de fornecer serviços na gama ‘760’ à TVI, nomeadamente para televoto, participação em concursos televisivos e angariação de donativos”. (...) 

Noutro texto, subsequente à notícia do parecer da Anacom, o Dinheiro Vivo recolhe o parecer de diversos analistas, que consideram, a partir de agora, mais reduzida a probabilidade de uma aprovação pela ERC. 

 

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