Na longa carreira artística de Sempé destacam-se pontos altos como o da criação do pequeno Nicolàs, com René Goscinny, nos anos 60, e mais tarde, a partir de 1978, as dezenas de primeiras páginas que fez para a mítica revista  The New Yorker.

“Situadas frequentemente em cenários demasiado largos ou demasiado estreitos para si, as personagens de Sempé, de todas as idades e condições sociais, afrontam os desafios, as grandezas, a pequenez e a fragilidade do ser humano diante dos mistérios da vida. Neste ir e vir entre arte e realidade, a pena do prodigioso caricaturista evoca tanto a vulnerabilidade como a grandeza da condição humana.” 

O novo álbum dos RSF inclui também uma reportagem dedicada à situação da Imprensa local, dizimada tanto em número de leitores como na sua receita publicitária, que emigrou para a Internet. 

Os números de fecho de jornais locais são aterradores: 1.800 nos Estados Unidos, em quinze anos, enquanto a França perdia dois em cada três diários regionais e, em Espanha, as duas últimas décadas suprimiram cerca de 30 títulos, na sua maioria locais.

 

Mais informação na Asociación de la Prensa de Madrid  e no site dos Reporteros sin Fronteras, de Espanha.