Agravou-se a instabilidade financeira no Grupo Impala
O Grupo Impala “mantém ordenados em atraso” desde 2011 e conta, actualmente, com 174 ex-colaboradores à espera de receber créditos salariais, num valor acumulado de 2,85 milhões de euros.
A informação foi avançada por Luís Monteiro Pereira, responsável pela área comercial da editora, no âmbito de uma audiência dos colaboradores do Grupo Impala com a Comissão de Trabalho e Segurança Social, da Assembleia da República.
De acordo com a agência Lusa, Monteiro Pereira começou por revelar que a facturação produzida pela empresa base, a Impala Editores, foi transferida para a Impala Multimédia.
Com isto, a segunda empresa faturou vários milhões de euros, entre 2009 e 2011, com um máximo de cinco colaboradores ao seu serviço. Isto porque os restantes profissionais se mantiveram na “empresa-mãe”.
Monteiro Pereira revelou, neste sentido, que, ao longo dos anos, a “família” do empresário Jacques Rodrigues criou uma ''teia de mais de uma dezena e meia de sociedades à volta desta editora”.
Estas empresas não” têm qualquer actividade que não seja prestar serviços entre si, retirando os recursos financeiros à editora e criando uma falsa ideia de debilidade financeira para permitir, com base nisso (…) o sucessivo recurso ao instrumento PER – Plano Especial de Revitalização“, adiantou.Aquele responsável especificou, igualmente, que o recurso aos PER congelou, entre Outubro de 2014 e Junho de 2017, o pagamento a ex-colaboradores.
Fevereiro 21
Luís Monteiro Pereira considerou, assim, que a família “transformou a editora numa mera prestadora de serviços, passando o produto da sua actividade para uma empresa terceira que decidia qual o valor dessa prestação de serviços, à medida da vontade dos accionistas, e que, com sucessivas reduções desse valor, fez com que fossem simuladas dificuldades financeiras muito além das reais na editora”, argumentou, citado pela Lusa.
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