A transição do jornalismo para a Inteligência Artificial
Nos últimos anos, as redacções começaram a implementar tecnologia de Inteligência Artificial, com o objectivo de acelerar alguns processos, de registar os interesses do público e de facilitar o trabalho dos jornalistas.
Contudo, esta transição parece estar atrasada na América Latina, onde apenas algumas empresas já exploraram as benesses de utilizar este tipo de ferramentas.
Este tema foi, agora, abordado no 10º Congresso de Jornalismo Digital da FOPEA, que contou com a participação de Juan Melano, CEO da Croma, uma empresa de análise de “media” digitais.
Durante a sua intervenção -- que foi reproduzida, em texto, pelo “site” “Laboratorio de Periodismo” -- Melano aconselhou as empresas de “media” a implementarem as suas próprias ferramentas de inteligência artificial, e listou os primeiros passos para esse efeito.
Melano destacou, neste sentido, que é necessário desenvolver um plano de três a cinco anos e eleger um responsável pelo projecto.
Em seguida, Melano sugere que seja formada uma equipa interdisciplinar, que tenha a capacidade de identificar e compreender os problemas que possam surgir.
A próxima etapa é testar a tecnologia através de um pequeno projecto. “Para inovar com algoritmos, recomendo começar com uma iniciativa modesta. Que possa dar frutos em poucos meses e que tenha um risco mínimo. Com isto, a equipa pode aprender com os erros e evitar grandes frustrações”, disse.
Julho 21
Neste contexto, Melano recordou o caso de um “media” colombiano, que implementou um algoritmo para fazer recomendações de notícias diárias. ”Não só fez recomendações melhores, como aliviou a quantidade de trabalho atribuída aos jornalistas”, garantiu.
Melano destaca, ainda, que os projectos de Inteligência Artificial não são, necessariamente, caros: tudo depende de como as ferramentas forem implementadas e dos objectivos da redacção.
Além disso, Melano assegura que, por norma, este tipo de investimento tem benefícios a longo prazo.
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