A história de “Storyful” que começou como agregador de conteúdos…
A Storyful é uma unidade de reportagem de investigação de redes sociais, fundada em 2010, por Mark Little, um ex-jornalista da Raidió Teilifís Éireann (RTÉ) News (Radio-Television of Ireland).
A startup foi lançada como a primeira “newswire” de redes sociais, um agregador de conteúdos, que verificava fontes de notícias e conteúdo online.
A empresa procurava verificar informações que circulavam online, identificando eventos que estavam ainda em fase inicial.
De acordo com o NiemanLab, a Storyful tinha uma reputação de agregação de conteúdo como uma agência de notícias sociais – identificava, verificava, distribuía e comercializava conteúdos gerados pelos utilizadores, redes sociais e outros conteúdos online.
Em 2013, a Storyful foi adquirida pela News Corp, de Rupert Murdoch, por 25 milhões de dólares.
Depois de Murdoch adquirir a empresa, de 2014 até fevereiro de 2018, esta expandiu-se globalmente, com uma equipa de cerca de 200 colaboradores em todo o mundo.
A empresa cresceu e já não trabalha apenas com redacções, tendo alargado o seu core business também a marcas. Dedicam-se a verificar vídeos gerados por utilizadores, a ajudar empresas a lidar com informações falsas e, ainda, a treinar jornalistas.
Actualmente, a Storyful tem expandido o seu papel no jornalismo e as suas capacidades investigativas, desenvolvendo análises de notícias de última hora, análises profundas (de comunidades, contas e publicações, para ver como as informações se espalham e as histórias evoluem) e mapeamentos de rede (análise de pessoas e grupos que dirigem conversas online e as relações entre esses grupos).
Novembro 19
"A vantagem que oferecemos é velocidade e escala", explica Darren Davidson, editor-chefe da Storyful, reforçando que se trata de “mergulhar em comunidades online e montar um quebra-cabeça”.
Davidson destacou que a Storyful não tem acesso a nenhum dado privado: "Não nos infiltramos, de um ponto de vista tecnológico ou ético. Tudo o que vemos é público", a Storyful não pode, por exemplo, ver os links que são partilhados em chats privados do WhatsApp, embora rastreie os URLs de partilhas em grupos públicos do WhatsApp.
A unidade de Investigação trabalhou com um punhado de redações até agora, incluindo The New York Times e The Wall Street Journal. Davidson descreveu o processo de trabalho como "colaborativo", sendo que, em alguns casos, as redacções abordam a Storyful com ideias ou tópicos específicos que precisam ser pesquisados.
Noutros casos, a Storyful tem ideias que “precisam de um lar", como aconteceu com a história sobre vendas de armas no Facebook Marketplace.
Apesar de poder parecer uma “parceira” na investigação de temas e na criação e desenvolvimento das histórias, a atribuição de créditos e reconhecimento da empresa variam, dependendo dos media.
Quando foi adquirida pela News Corp em 2013, a empresa já tinha como clientes o Wall Street Journal, a BBC, o New York Times, YouTube, ITN e Channel 4 News.
Em 2018 os seus clientes incluíam CNN, ABC News e Fox News, The New York Times, Washington Post, nos Estados Unidos, ABC na Austrália, e todas as publicações da própria News Corp.
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