A China continua a perseguir correspondentes internacionais
As autoridades chinesas detiveram uma correspondente da “Bloomberg News”, acusando a jornalista de ameaçar a segurança nacional do país.
De acordo com o jornal britânico “Guardian”, a profissional, Haze Fan, o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros confirmou já a sua prisão.
"A cidadã chinesa foi detida pelo Gabinete de Segurança Nacional de Pequim, por suspeita de envolvimento em actividades criminosas, que põem em risco a segurança nacional", disse um porta-voz do ministério à agência Reuters. "O caso está, actualmente, sob investigação. Os direitos legítimos da jornalista foram, plenamente, assegurados e a sua família foi notificada".
Fan actua, desde 2017, enquanto correspondente de negócios estrangeiros da Bloomberg. Tal como todos os cidadãos chineses, que trabalham para “media” internacionais na China, Fan é classificada como “assistente de notícias''.
O editor executivo da Bloomberg, John Micklethwait, descreveu, entretanto, Fan como uma "parte talentosa e integrante da nossa redacção". Micklethwait garantiu, ainda, que a detenção não irá mudar o “modus operandi” da empresa na China.Durante este ano, assistiu-se a uma forte deterioração das condições para o jornalismo estrangeiro na China.
Dezembro 20
A título de exemplo, em Agosto, o repórter australiano Cheng Lei, que colaborava com a emissora estatal chinesa CGTN, foi detido sob acusações semelhantes.
Além disso, vários outros jornalistas, que trabalhavam para “media” norte-americanos, foram expulsos do território.
A China ocupa, agora, o 177º lugar no Índice da Liberdade de Imprensa, dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que avalia um total de 180 países.
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