Terça-feira, 27 de Julho, 2021

  

Relatório prevê declínio de jornais impressos

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A empresa de auditoria PwC publicou o seu mais recente relatório com previsões sobre o futuro dos “media”, indicando que, nos próximos quatro anos, o número de jornais impressos continuará a decrescer, e que a publicidade digital se tornará ainda mais relevante.

Neste âmbito, a PwC apontou, ainda, que 24% de todo o mercado publicitário passará a ser controlado pelos jornais de “legado”, como o “New York Times”.

O relatório aponta, da mesma forma, que a Google e o Facebook continuarão a dificultar o acesso dos jornais “online” ao investimento de publicidade na internet.

Isto resultará, de acordo com a PwC, em maiores preocupações a nível de regulação do mercado e, também, da competição.

O relatório sugere, igualmente, que este cenário será impulsionado pela utilização do telemóvel para o consumo de notícias, já que se prevêem, nos próximos anos, avanços substanciais a nível da velocidade da internet móvel.

Além disso, a PwC dá destaque ao crescimento dos novos formatos mediáticos, como os “podcasts”, cujas receitas globais deverão aumentar 8,9% até 2025.

Grupo Lagardère sujeito a investigação judicial

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O Ministério Público Financeiro francês (PNF) abriu, em Abril, uma investigação judicial por suspeita de compra de votos, abuso de activos corporativos, contas imprecisas e informações falsas ou enganosas, num caso sobre uma possível relação ilegal estabelecida entre o Grupo Lagardère no fundo Amber Capital, revelou o jornal “Le Monde”.

A abertura desta investigação judicial levou à nomeação de um juiz de instrução, acrescenta o mesmo jornal, que não cita nenhuma fonte, mas especifica que o Ministério Público das Finanças nacionais decidiu aceitar uma denúncia apresentada, em Fevereiro.

Em causa está a alteração da estrutura accionista do Grupo Lagardère, que, no final de Abril, chegou a um acordo para evitar o seu desmantelamento nos próximos cinco anos.

Com este acordo, a parceria entre Arnaud Lagardère e Bernard Arnault desapareceu, o que contribuiu para o equilíbrio na estrutura accionista de “peso”, composta pela Vivendi que detém 26% das acções, o fundo Amber Capital que detém 20% e o Qatar que detém 13%.

Tumblr aposta em subscrições num mercado saturado

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A rede social Tumblr -- conhecida por ser a maior plataforma de “microblogs” do mundo -- deverá lançar planos de subscrição já em Outubro, para que os seus utilizadores possam apoiar o trabalho dos criadores de conteúdos, noticiou o “Wall Street Journal”.

De acordo com o mesmo jornal, os editores dos “microblogs” poderão passar a cobrar um montante mensal -- entre 3,99 € e 9,99 € -- aos seus subscritores, para garantirem a rentabilidade do seu processo criativo. O Tumblr ficará com 5% das receitas totais.

O Tumblr espera que este recurso ajude a reter utilizadores da geração Z -- nascidos entre 1996 e 2010 -- e a garantir a sustentabilidade financeira da plataforma, que se popularizou no final dos anos 2000.

Esta nova aposta tem vindo, contudo, a levantar diversas questões, já que o mercado dos “media” e do entretenimento começa a caracterizar-se pelo número excessivo de ofertas de “streaming” e “on demand”.

Além disso, segundo recordou o “Laboratorio de Periodistas”, o número de pessoas que subscrevem conteúdos informativos permanece baixo, de acordo com o mais recente Digital News Report, do Reuters Institute for the Study of Journalism.

Jornalismo de investigação ameaçado por "spyware"

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Uma investigação promovida pela Amnistia Internacional revelou, recentemente, que vários governos haviam utilizado ferramentas de “spyware” da empresa NSO Group, para obter informações privadas e profissionais sobre cerca de 180 jornalistas.

As conclusões foram retiradas através de uma “lista de possíveis alvos”, que incluía o nome de diversos profissionais dos “media”, além de vários políticos e activistas. Ademais, a Amnistia Internacional detectou “spyware” nos telemóveis de 15 dos jornalistas listados.

Um dos profissionais presentes na lista é Bradley Hope, um jornalista de investigação, que ficou conhecido pelas suas reportagens sobre os Emirados Árabes Unidos (EAU), e que terá sido vigiado em 2018. Contudo, Hope muda, constantemente, de dispositivo móvel, pelo que não foi possível confirmar a presença de “spyware”.

Em entrevista para o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), Hope esclareceu que esta não foi a primeira vez que foi alvo de vigilância governamental, já que as suas reportagens contém dados incómodos para muitas entidades.

“Eu estava a participar em algumas reportagens consideradas “problemáticas” em Abu Dhabi. Escrevemos uma série de artigos sobre um caso mediático nos EAU, o que poderá ter incomodado muitas pessoas”.

Contudo, Hope disse ter ficado surpreendido perante a possível intercepção do seu dispositivo móvel, já que estava a realizar a maioria das investigações a partir do Reino Unido.

Comissão Europeia condena vigilância de jornalistas em Portugal

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A vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e Transparência, Vera Jourova, mostrou-se preocupada com o caso da ordem dada por uma procuradora do Ministério Público para a vigilância da PSP a dois jornalistas: Carlos Rodrigues Lima da “Sábado”, e Henrique Machado da TVI.

Jourova considerou que os "casos de ameaças e limitações às actividades profissionais dos jornalistas", são uma preocupação da Comissão, acrescentando ser "inaceitável" a vigilância a que alguns "foram sujeitos".

Já o comissário europeu Didier Reynders, afirmou-se preocupado “com este tipo de situação”, mas recusou-se a prestar mais declarações sobre o assunto, já que “a Comissão não comenta casos que estão sob investigação”.

Estas e outras observações constam do capítulo dedicado a Portugal no relatório anual de 2021 sobre o Estado de direito na União Europeia, elaborado pela Comissão Europeia, que avalia os desenvolvimentos ocorridos desde Setembro do ano passado, aprofundando a análise das questões identificadas no relatório anterior (o primeiro de sempre produzido pelo executivo comunitário).

Neste sentido, o relatório aponta, igualmente, que "a eficiência do sistema judicial português continua a ser um desafio".

... E empresa israelita contratada para vigiar jornalistas

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Os países que terão contratado os serviços da empresa israelita NSO Group para vigiar jornalistas, correspondem a territórios com interesse geopolítico para o governo do ex-primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, noticiou o diário “Haaretz”, citado pelo “Público”.

A NSO, recorde-se, terá vendido serviços de espionagem a diversos líderes políticos, que quiseram investigar a actividade de 180 jornalistas, assim como de 600 políticos, 85 activistas de direitos humanos, e 65 empresários.

Ora, de acordo com o “Haaretz”, as datas de actividade da NSO correspondem aos encontros de Netanyahu com os líderes políticos em causa.

No caso da Índia, “os primeiros dados sobre jornalistas surgiram, exactamente, em Julho de 2017, quando Narendra Modi estava a molhar os pés no Mediterrâneo”, ao lado de Benjamin Netanyahu. Esta foi, aliás, a primeira visita de um líder indiano ao Estado hebraico, à qual se seguiram acordos entre as indústrias de segurança dos dois países. Depois, em 2018, foi a vez de Netanyahu visitar a Índia.

Também em Julho de 2017, Netanyahu visitou a Hungria, outra estreia para um primeiro-ministro israelita. “Na Hungria, os primeiros dados foram registados, precisamente, no mesmo dia em que Netanyahu fez a sua primeira visita ao país”.

Media capital melhora receitas e reduz prejuízos

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A Media Capital reduziu os prejuízos para 8,5 milhões de euros no primeiro semestre, "melhorando de forma expressiva" face ao resultado líquido negativo de igual período de 2020, divulgou a titular da TVI, citada pelo jornal “Expresso”.

Além disso, entre Janeiro e Junho, os rendimentos operacionais ascenderam a 72,8 milhões de euros, "o que representa um crescimento de 32%" face ao período homólogo do ano passado.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) do Grupo, ajustado de gastos com provisões e reestruturações, atingiu os dois milhões de euros negativos, uma melhoria face aos 9,9 milhões de euros negativos um ano antes.

Já os rendimentos operacionais de publicidade do Grupo ascenderam a 49,9 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento homólogo de 34%.

"Este crescimento é suportado não só pela recuperação do mercado publicitário, mas, igualmente, pela forte dinâmica de recuperação das audiências por parte da televisão", referiu, em comunicado, a Media Capital.

"Os valores de investimento publicitário nos mercados de televisão em sinal aberto, cabo e digital apresentam uma tendência de convergência para os valores pré-pandemia, sendo que no caso do digital a tendência é até de superação", adianta, apontando que, "no caso do mercado das rádios, assiste-se a uma maior resistência da retoma nos valores de investimento, que continuam consideravelmente inferiores aos pré-pandémicos".

Propostas da GB News geram polémica no Reino Unido

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Em Junho deste ano, a televisão britânica passou a contar com um novo canal de informação, que se propôs a desafiar a linha editorial da BBC, e inovar os espaços de opinião dos “media”: o GB News.

Esta nova oferta foi comparada, desde cedo, à Fox News, que se distingue, nos Estados Unidos, pela sua linha editorial disruptiva, que vai ao encontro de ideologias conservadoras, e que procura desafiar o “status quo” nacional.

Desta forma, o lançamento da GB News foi recebido por um considerável número de telespectadores, atraídos pelas novas ofertas noticiosas, e pela promessa de uma conduta “politicamente incorrecta”.

Contudo, as boas audiências foram “sol de pouca dura”, já que as primeiras emissões do canal foram marcadas por erros amadores, como falhas de áudio, má iluminação de estúdio, e filmagens instáveis.

Além disso, alguns dos colaboradores do canal foram recebidos com animosidade, e tiveram dificuldade em definir a sua própria conduta e linha discursiva.

Ainda assim, o canal considerou que estes incidentes foram, apenas, contratempos, e dedicou-se a encontrar substitutos, entre os quais Nigel Farage -- um dos principais responsáveis pelo Brexit, que ficou conhecido nos Estados Unidos por participar na campanha eleitoral de Donald Trump.

No entanto, esta nova aposta parece ter agravado os problemas existentes, já que, de acordo com Allsop, partes do discurso de Farage vieram contradizer uma das principais premissas do canal: o discurso livre e “politicamente incorrecto”.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Há sinais que não enganam, ou que só enganam quem queira deixar-se enganar.Enquanto o Parlamento “chumbou” a tentativa de revogar o polémico artigo 6º da Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, apontado como tendencialmente censório, anuncia-se, de mansinho, uma possível revisão da Lei de Imprensa, com o pretexto de estar a celebrar-se o bicentenário do primeiro documento publicado com esse objectivo. Para...
O acordo de Macau rasgado pela China
Francisco Sarsfield Cabral
Sem alterar qualquer nova lei, em Macau, como em Hong-Kong, a China não respeita os acordos que assinou. O Governo português nem sequer protesta. Razão tem o presidente J. Biden para endurecer o relacionamento com a China e o seu regime de ditadura absoluta do partido comunista chinês.  Na passada terça-feira o jornal “Público” dedicou quatro páginas à atual situação em Macau. Dois jornalistas (Hugo Pinto e...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...