Sexta-feira, 30 de Julho, 2021
Jantares-debate

José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental"

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".

Na introdução da palestra, José Ribeiro e Castro assumiu a sua posição como CCCP (aqui citando intencionalmente a sigla que identificava a URSS em alfabeto cirílico: católico, conservador, centrista e português  - a que acrescentou, em relação à última letra, a condição de “personalista”. 

O objectivo da reforma eleitoral, conforme defendeu, será o de “podermos eleger, e elegermos, o nosso deputado, e não apenas o partido em que depositamos confiança, como hoje é a única coisa que podemos fazer”: 

“E cumprir a revisão constitucional de 1997, que abriu as portas a essa reforma. As pessoas ignoram que a Constituição Portuguesa prevê círculos uninominais, prevê um círculo nacional… e a gente olha para a lei que se aplica e não os vemos lá. A Constituição abriu portas, e os directórios fecharam-nas outra vez.” (...) 

No desenvolvimento do seu pensamento, o orador propôs “uma síntese, um sistema misto de representação proporcional personalizada”. 

“É uma mudança profunda da cultura de operação do sistema, mas é uma evolução suave a partir do sistema que temos.” (...)Serão os mesmos círculos, agregados nalguns casos, havendo “um mínimo, no Continente, de círculos com oito deputados”. (...) 

“O apuramento da proporção da composição parlamentar faz-se na mesma pelos círculos e pelas votações plurinominais, mas é acrescentada uma componente de escolha dos deputados  - metade dos deputados escolhidos pelos eleitores, e isso muda por completo a forma como funciona: passamos daquilo que eu chamo a democracia ketchup, que é uma democracia top-down  - parece aquelas garrafas com ketchup e mostarda -  para ser uma democracia bottom-up, que é como ela deve ser, e uma emanação da cidadania. E os partidos terão de se adequar a essa cultura.” (...) 

Como concluíu, sobre este ponto, José Ribeiro e Castro, “isso mudará o sistema, que hoje está completamente capturado por grupos de interesses, e que nós sejamos restituídos à festa da participação democrática”. (...) 

Sobre a segunda reforma, a do território, começou por recordar que “a Constituição  - ainda hoje estou para perceber porquê -  definiu as regiões administrativas”: 

“Eu era a favor delas, mas não percebi por que é que a opção dos constituintes não foi fazer o mesmo que fez com os Municípios, que foi agarrar no que existia e democratizar… Se tivessem feito isso, o problema tinha-se resolvido logo desde o princípio, e não estaríamos no sarilho enorme em que nos temos atolado.” 

O problema da regionalização - como disse -  “é que não se faz nem deixa fazer”: 

“É um trambolho, um intervalo entre o Estado e a Administração local, que impede o desenvolvimento do patamar intermédio da nossa Administração pública. E isso é que tem sido o desastre para o País.” (...) 

Lembrou ainda que a Constituição previa, numa norma transitória, que enquanto não houvesse regiões mantinham-se os distritos, mas isso não sucedeu, “fomos despachando os distritos e varrendo-os do panorama, e muitos territórios de Portugal, muitas cidades ficaram completamente ao abandono”: 

“E então foi fechando tudo: fechou o quartel, fechou a maternidade, fechou a escola básica, a repartição de finanças, o hospital, o centro de saúde, fecharam os CTT, fechou o balcão da Caixa… porque antes tinha fechado a malha territorial da Administração Pública, e tinham fechado os distritos.” 

“Nós semeámos um País que é um deserto administrativo, e o que acontece a este País é que protesta… e arde. A especialidade deste País é arder… todos os Verões arde, às vezes de uma forma absolutamente dramática  -  e isso, como vimos em Outubro de 2017, é um grito do País, um grito monumental do País, que está despovoado e ao abandono.” 

“E as pessoas fogem… fechamos escolas e abrimos lares da terceira idade no interior, o que é uma metáfora do futuro do País, se olharmos às previsões demográficas para Portugal.” (...) 

Preocupado, como disse, por ver outra vez “rufarem os tambores pela regionalização”, José Ribeiro e Castro propõe uma “atitude mais pragmática”, de regressar à “casa de partida da visão distrital”, trabalhando com base na Constituição em políticas de desconcentração e descentralização, mas dotando outra vez as cidades de capacidades técnicas atrvés dos serviços periféricos da Administração central.  

Sobre a reforma do Estado, defendeu uma revisão que tenha em vista um Estado “dimensionado às nossas capacidades, deixando de viver sempre no parapeito do défice, sobre o abismo da dívida, que é o que nos tem acontecido, e não continuarmos sempre apertados por cortes ou cativações”: 

“O que são as cativações? São um sinal de que o Estado está sobredimensionado, ou não foi ajustado para aquilo que são as necessidades do País. E este é o racional do imperativo financeiro.” “É necessário que tenha o racional do serviço dos cidadãos e da eficiência da prestação da Administração Pública, é preciso redefinir estruturas e rotinas, para que o Estado caiba naquilo que nós podemos pagar e libertar recursos  - e isso permite-nos ganhar confiança e afastar a angústia permanente do regresso da crise, como temos vivido.” (...) 

Quanto aos dois propósitos, colocou em primeiro lugar o do combate à pobreza, “a redução acelerada da pobreza”, citando dados estatísticos “que nos dizem que 20% das pessoas, cerca de um quinto dos portugeses, vive no limiar da pobreza ou abaixo da pobreza”: 

“Além do problema humano e social que representa, isso é um desperdício de 20% dos recursos humanos do País. Essas pessoas, obviamente, não podem contribuir para o progresso colectivo, estão demasiado ocupadas, pura e simplesmente, a sobreviver.” 

“Portanto, também, se nós queremos buscar mais energias, temos de ter estratégias que respondam às necessidades dessas pessoas e que os integrem, que os tirem das malhas da estrada, e os ponham também a percorrer, à medida das capacidades de cada um, as tarefas colectivas.” (...) 

O segundo propósito, de Portugal atingir a média europeia em vinte anos, é para José Ribeiro e Castro uma meta ambiciosa, mas possível para nós e, como afirmou, “é importante que nós a ponhamos como meta de toda a gente, de todos os órgãos de soberania, do desempenho de todos  -  tornando-se também o padrão relativamente ao qual as pessoas serão criticamente avaliadas: quem cumprir é premiado, quem não cumprir saia e dê lugar a outro”. 

“Não é aceitável que nós estejamos na União Europeia há trinta anos, e praticamente estamos na mesma, pouco subimos  - andamos ali à volta dos 75%, estamos a ser ultrapassados por todos os que entram.” 

“Quando foi do grande alargamento, eu estava no Parlamento Europeu e disse para os meus botões uma reflexão melancólica  -  bem, isto vai ser fácil, nós somos o 14º em quinze, agora vamos passar a ser o 24º em 25… e isso tem-se cumprido.” (...)   

Finalmente, o orador propôs, como atitude, a de “assumirmos a nossa condição europeia, que ainda não assumimos”. 

Sofremos de uma “periferia mental, interior”, e também daquilo a que chamou uma visão “mamífera” da Europa: “nós gostamos da Europa porque dá leite; se não dá leite, a gente não gosta”. 

“Isso é uma mentalidade que vem dos fundos, daqueles títulos dos jornais  - vêm não sei quantos milhões de fundos, e entram tantos milhões por dia…” 

José Ribeiro e Castro defendeu uma relação com a Europa “que parta da nossa visão, da nossa posição de País médio, do Atlântico Ocidental  -  somos a ponta Oeste do continente europeu, e temos que saber valorizar isso e definir as nossas alianças em função dos interesses que a nossa visão da construção europeia tiver”. (...) 

Em sua opinião, como afirmou a seguir, “o que nós vemos hoje nas eleições é exactamente o contrário disso”: 

“Isto é uma zaragata, as eleições europeias são uma espécie de jogo da pré-época de um clube de segunda B, a época verdadeira é em Outubro, agora é um aquecimento… os cidadãos afastam-se, e não percebem isso. Talvez a seguir percebam porque é que creio que é tão importante fazermos uma ownership da nossa condição europeia e partirmos à conquista das nossas posições na Europa.” 

No desenvolvimento desta atitude, afirmou que temos de partir de “ideias claras, a cada ideia aplicar uma estratégia e depois executá-las com uma pertinácia implacável”. 

A concluir, José Ribeiro e Castro deixou como tema de reflexão e encorajamento os cinco recursos de que Portugal pode dispor: 

Primeiro, as pessoas como nosso recurso mais importante: “os jovens, as famílias, os cientistas, a inovação, políticas de eficiência, a diáspora  – as comunidades emigrantes são um recurso fantástico para a internacionalização da economia. Temos que definir políticas para a valorização das pessoas”. 

Segundo recurso, que, como disse, “tratámos mal nos últimos anos”, o território: 

“O mar esteve ao abandono durante décadas; a partir do séc. XXI, mercê de algumas posições, da Expo e outras iniciativas, do Fórum para a Economia do Mar, isso tem mudado, mas o território, no Continente, é uma desgraça.” 

Como terceiro recurso apontou a posição geográfica de Portugal, e como  quarto a política externa: 

“Vejo com muita pena a desvalorização da política no Ministério dos Negócios Estrangeiros. A política externa, e a História, são um grande recurso de afirmação internacional de Portugal, de construção de parcerias, de alianças, e isso é que suporta depois todas as outras internacionalizações.” (...) 

A concluir, José Ribeiro e Castro sublinhou a importância do quinto recurso, a língua portuguesa:  

“Um País com uma língua que é falada por 250 milhões de pessoas no mundo, como língua oficial ou língua materna, só é pobre se for parvo. É necessário que nós tenhamos essa consciência, e que não sejamos parvos.” 

“O português é a terceira língua europeia global; das línguas da Europa, é a terceira mais falada no mundo, e é a língua mais falada no Hemisfério Sul, por causa do Brasil, e de Angola, de Moçambique, mais do que o inglês. É uma língua que tem presença em todos os continentes. Temos aqui um instrumento de afirmação cultural, social, económica, e uma alavanca de comunicação muito importante. É um instrumento de conhecimento e de cumplicidade.” 

Mas, como disse por fim, “estes cinco recursos só nos valem em toda a sua potência no quadro europeu. Se nos isolarmos, não valem coisa nenhuma.” (...) 

Tanto a nossa posição geográfica como a política externa são “de um País europeu que partiu às Descobertas a partir do séc. XIV, a história a mesma coisa”: 

“E a língua é europeia, podemos e devemos afirmá-la como uma língua da Europa para comunicar com o resto do mundo. Não é só para falarmos com os brasileiros, é uma língua para os finlandeses falarem com os brasileiros, para os suecos falarem com os angolanos, para os letões falarem com os moçambicanos, é uma língua da Europa na comunicação com o resto do mundo.” (...)

Connosco
Relatório do Obercom analisa tendências futuras dos “media” Ver galeria

Com a pandemia, a maioria dos jornalistas passou a ter que trabalhar em regime remoto, abandonando o espaço de redacção e o contacto directo com colegas de profissão.

Isto fez com que os colaboradores dos “media” passassem a depender dos seus dispositivos electrónicos para assegurar a comunicação com os editores, além de conjugarem a vida pessoal e profissional num único local.

Se, por um lado, alguns dos jornalistas apreciaram a flexibilidade deste novo regime, por outro lado, um número considerável de profissionais disse estar descontente com o “continuum” família/trabalho.

O caso da imprensa portuguesa foi, agora, analisado por um relatório do “Obercom”, cujos investigadores quiseram perceber qual a opinião dos jornalistas nacionais, quanto à possibilidade de o teletrabalho se transformar no “novo normal”.

O relatório analisou, ainda, outras questões relacionadas com o futuro do jornalismo português, como a diversidade nas redacções e “atracção e retenção de talentos em tempos de incerteza”.

Para este relatório foram consideradas as respostas de 98 inquiridos.

De acordo com o estudo, em Portugal, o teletrabalho é percepcionado como algo que teve consequências negativas para o jornalismo, em particular no que diz respeito ao trabalho colaborativo (75% dos inquiridos discordam que o trabalho remoto tenha facilitado a construção e manutenção de relações em equipa). Neste sentido, os inquiridos dizem, ainda, ter sentido quebras na sua eficiência e criatividade.

A percepção sobre os efeitos negativos do teletrabalho está, também, em concordância com a vontade expressa pelos jornalistas de regressar às redacções.

Dicas (possíveis) para a protecção “online” dos jornalistas Ver galeria

Após a revelação do “Projecto Pegasus”, e de que cerca de 180 jornalistas poderiam ter sido vigiados por um “software” móvel, a associação Repórteres sem Fronteiras (RSF) publicou uma lista de recomendações para profissionais dos “media”, com o objectivo de garantir um maior nível de segurança para todos os potenciais visados.

Neste sentido, os RSF recomendaram que os profissionais incluídos na lista de jornalistas vigiados trocassem, de imediato, os seus dispositivos móveis, para continuarem a comunicar sem que as suas informações pessoais fossem partilhadas com terceiros.

Da mesma forma, a associação recordou a importância de desconectar todas as contas das redes sociais, bem como da alteração de palavras-passe.

Caso não seja possível trocar de “smartphone”, os RSF aconselham os jornalistas a reiniciarem os dispositivos, já que isto pode travar o funcionamento dos “softwares”.

Após estes primeiros passos, recomenda-se que os jornalistas reforcem o nível de segurança dos dispositivos tecnológicos, activando uma palavra-passe com quatro dígitos distintos, que não tenha qualquer relação com dados pessoais, tais como a data de nascimento.

Um maior nível de segurança passa, também, pela actualização frequente dos sistemas operativos, e pela instalação de um serviço antivírus.

Quanto às redes sociais, os RSF aconselham que os jornalistas activem o acesso em dois passos: palavra-passe e identificação facial, por exemplo.

A associação recomenda, ainda, que os profissionais dos “media” não utilizem redes wi-fi suspeitas, e que nunca carreguem em “links” de fontes desconhecidas.

Para os jornalistas que trabalham na área da investigação, a melhor solução é optar por um telemóvel antigo, que não tenha acesso à internet, acrescentam os RSF.

O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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