Sábado, 8 de Maio, 2021
Prémio

Wim Wenders: só a nossa herança cultural pode salvar a “casa comum” europeia

O cineasta Wim Wenders definiu a Europa como um “Paraíso” envolvido em problemas, não sendo ela o problema, mas a solução: “Só a Europa, nossa casa comum, nos pode proteger do furacão expondo-nos ao nosso próprio vento e clima, só a Europa tem condições para proteger, guardar, restaurar, conservar e alimentar a nossa herança completa debaixo do seu telhado.” Em resposta, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a urgência de conquistar para esta batalha cultural as jovens gerações, “aqueles que não conheceram a II Guerra” nem têm memória do “caminho difícil para sermos aquilo a que chegámos”. Afirmou que Wim Wenders “nunca foi estrangeiro em Portugal, foi sempre um português que vivia Portugal de uma forma original”, e atribuíu-lhe a condecoração da Ordem do Mérito.

Foi assim na entrega do 5º Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, cujo júri assumiu também, por unanimidade, um reconhecimento público de homenagem à Deputada italiana no Parlamento Europeu Silvia Costa, pelo seu empenhamento cívico em defesa da Cultura e da Educação, com papel importante na decisão, tomada pela UE, de celebrar 2018 como o Ano Europeu do Património Cultural.
Para Dinis de Abreu, que interveio em nome do Clube Português de Imprensa, este Prémio Helena Vaz da Silva também consagra a sua coragem "de conviver com a utopia e de ser capaz de abrir portas ao futuro, como quem sabe pertencer-lhe".

O acto, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, é o ponto alto de uma iniciativa do Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra”, que representa em Portugal, e em parceria com o Clube Português de Imprensa. 

A apresentação do premiado coube a Pedro Mexia, assessor do Presidente da República para a Cultura, que descreveu o seu percurso criativo como realizador, desde a primeira fase “alemã” até à “fase americana” e à dos documentários, passando pelo nosso País e, nomeadamente, por Lisboa, com dois filmes importantes, O Estado das Coisas e Lisbon Story

“Eis uma boa maneira de saudar Wim Wenders”  -  disse Pedro Mexia. “Todos lhe devemos alguma coisa. E agradeço a hipótese que me deram de lhe agradecer.”  (...) 

O próprio Wim Wenders referiu o facto de ser “uma pessoa visual” para situar a presente crise global, de uma civilização “em que tudo era real, podia ser tocado e entregue fisicamente”, para uma nova fase em que cada vez menos coisas são tangíveis e “até os nossos amigos se tornam fictícios, são dados”. 

A sua proposta foi a de usarmos Lisboa como o ponto de apoio da alavanca descrita por Arquimedes, em função do qual possamos elevar o nosso mundo, nomeadamente a Europa como “desejamos que seja”. 

Conforme disse, os nacionalismos que prometem o regresso a um passado de exclusão recíproca têm sucesso porque muitas pessoas sentem medo, no meio desta crise “em que já não podem tocar nas coisas, e desejam de novo alguma coisa tangível, querem segurar-se a algo que conheçam”. Mas, ao fazê-lo, “agarram-se a um passado que vai mantê-las no passado”.  (...) 

São aqui culpados, segundo Wim Wenders, os “flautistas enganadores” [como no conto dos irmãos Grimm] que deram a muitos eleitorados europeus informação errada sobre as escolhas à sua frente. A esperança não está nos bancos nem na finança, e “foi um grande erro termos deixado a Europa baseada nisso tempo demais; permitimos que ela fosse uma entidade financeira seca”. (...) 

A única resposta, como afirmou, reside na nossa verdadeira herança e cultura comum, “esse precioso depósito imaterial, o somatório de todos os nossos pensadores, compositores, pintores, oleiros, poetas e sacerdotes, escritores, músicos, arquitectos, historiadores e cientistas, com grandes e fortes mulheres entre todos eles, actores, realizadores, teólogos, comediantes, médicos, inventores e professores”.  (...) 

De modo semelhante, o Presidente da República afirmou que “a Cultura é a pedra de toque nesta batalha pela Europa; ou ganhamos culturalmente, ou perdemos culturalmente”. 

“Não se ganha nas finanças, não se ganha na economia, porque finanças e economia há outros que as têm, tão boas quanto as nossas. (...)  Ganha-se em não ter vergonha do nosso património cultural, em ter, pelo contrário, auto-estima relativamente a esse património.” (...) 

“E o momento que atravessamos, e vamos atravessar no próximo ano e meio, é decisivo  -  antes das eleições europeias de 2019. É decisivo, porque todas as semanas corremos o risco de ter uma má notícia, aqui a chegada ao poder de orientações ou de tendências cépticas em relação à Europa, acolá compromissos ou coligações que têm de ser feitas com eurocépticos… E esta realidade espalha-se como mancha de óleo.” 

Afirmou ainda Marcelo Rebelo de Sousa:

“É verdade que a Europa está a pagar a factura de ter sido um projecto vanguardista que se esqueceu muitas vezes de se alargar às opiniões públicas. Acreditava que bastava que algumas elites fossem europeístas para que os povos fossem europeístas. E essas elites distanciaram-se dos povos. Esqueceram os povos. Entenderam que não era preciso fazer pedagogia europeia. Que não era preciso todos os dias fazer pedagogia da liberdade, da democracia, da compreensão, do diálogo, da coesão e, portanto, da Europa.”  (...) 

Também a Deputada Silvia Costa, distinguida com um reconhecimento especial pelo júri do Prémio Helena Vaz da Silva, definiu a diversidade cultural europeia e a sua herança, “à luz dos valores comuns da liberdade de expressão, dignidade humana, democracia e paz”, como parte integral da “paisagem identitária” europeia: 

“Estes valores têm estado no centro de todas as medidas culturais e educacionais que tenho proposto e desenvolvido em toda a minha carreira, focada também na construção de caminhos de diálogo inter-cultural e inter-religioso, construindo pontes em vez de muros!” (...) 

“Numa Europa desafiada pela globalização e pela revolução digital, por novas dificuldades geracionais, bem como por nacionalismos e populismos, compreendemos finalmente que não haverá uma política de relações exteriores, uma política de desenvolvimento ou uma política de segurança sem uma dimensão ética e cultural.”  (...) 

No seu discurso de elogio da Deputada Silvia Costa, Guilherme d’Oliveira Martins sublinhou especialmente a sua “acção muito relevante na Comissão de Cultura e Educação” do Parlamento Europeu, bem como o “importantíssimo papel” por si desempenhado na “decisão da União Europeia de considerar o ano de 2018 como Ano Europeu do Património Cultural”: 

“E estamos certos de que a nossa homenageada será um elemento fundamental para esta importante iniciativa. De facto, podemos dizer que é a continuação e o aprofundamento da experiência fecundíssima de Helena que a Deputada Silvia Costa prossegue com determinação, entusiasmo e inteligência. Ninguém melhor, pois, para receber hoje esta distinção.”

_______________________

 

A cerimónia foi aberta por Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, que começou por felicitar os vencedores portugueses do Prémio Europa Nostra 2017, nomeadamente o projecto de reabilitação da Igreja e Torre dos Clérigos, no Porto, e o mestrado em Análise Estrutural de Monumentos e Construções Históricas, um programa. 

Sublinhou especialmente, em relação ao primeiro, que fora já distinguido, em 2016, pelo Prémio Vasco Vilalva da própria Fundação Gulbenkian, no âmbito do cinquentenário da sua existência. 

Proferiu uma palavra de evocação da memória de Helena Vaz da Silva, “a grande mulher da Cultura, uma das primeiras e mais importantes jornalistas culturais e dinamizadoras da Cultura do nosso País, que dá o nome a este prémio, que se quer destinado a criadores e pensadores de excepção; recordo-a com especial afecto”. 

Falou seguidamente Maria Calado, presidente do Centro Nacional de Cultura, que recordou o “particular significado” europeu do Prémio instituído, sublinhando, na sua organização, os apoios e envolvimentos com que conta, do sector institucional público os Ministérios da Cultura e dos Negócios Estrangeiros, e o Turismo de Portugal; e do sector privado a fundação Calouste Gulbenkian. Sublinhou igualmente as relações de parceria com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa. 

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, evocou igualmente Helena Vaz da Silva, como alguém que “soube interpretar e liderar uma organização cultural da sociedade civil que foi forjada nos difíceis tempos da Ditadura como bastião do debate livre de ideias e de projectos para a sociedade Portuguesa”. 

Informou ainda que o seu Ministério convidou  Guilherme d’Oliveira Martins para chefiar a Comissão do Ano Europeu do Património Cultural 2018, “encarregada de de promover as necessárias campanhas de sensibilização da sociedade civil para o desígnio nacional e imperativo político de defender, salvaguardar e promover o Património Cultural”. (...) 

A apresentação do Projecto de Reabilitação e Valorização da Igreja e Torre dos Clérigos foi feita pelo Arqº João Carlos dos Santos, e a do Mestrado em Análise Estrutural de Monumentos e Construções Históricas, programa europeu coordenado em Guimarães, pelo Engº Paulo Lourenço. 

Ambas as apresentações foram complementadas com a projecção de um vídeo explicativo sobre os referidos processos de reabilitação dos patrimónios envolvidos. 

No início do acto formal de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, voltou a falar a Presidente do Centro Nacional de Cultura, Maria Calado, que cumprimentou de modo especial o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, como “um colaborador, interveniente activo em múltiplas actividades do CNC, sócio honorário e, por inerência, membro do Grande Conselho, por decisão expressa e unânime da nossa última Assembleia Geral”. 

Referiu-se também ao lançamento, nesta data, do concurso de ideias “Vamos Mudar o Mundo”, em pareceria com a revista Egoísta, mas também com o patrocínio do Presidente da República. 

Falou ainda Dinis de Abreu, presidente do Clube Português de Imprensa, que recordou o percurso de vida de Helena Vaz da Silva, “numa permanente luta contra o tempo, como se o tempo nunca lhe bastasse, mesmo na idade em que o tempo não ainda contava”. Citou o seu envolvimento no jornalismo, “entre O Tempo e o Modo, em nome do pensamento e da acção, e a Raiz e Utopia, já inconformista e virada para o debate das grandes temáticas que apaixonavam”. 

Recordou também a sua obra no Centro Nacional de Cultura, "numa altura em que tudo apontava para o seu definhamento irreversível", a sua coragem e apego à vida. Helena Vaz da Silva  - disse -  "era uma mulher que pensava e fazia, fiel a valores dos quais nunca abdicou".

"Sabe bem evocar o seu exemplo, num tempo incerto e caótico, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios. A Helena foi sempre uma mulher combativa, ao dar a cara pelas causas em que acreditava. Na Cultura e fora dela."

“Este Prémio também consagra essa coragem de conviver com a utopia e de ser capaz de abrir portas ao futuro, como quem sabe pertencer-lhe”  -  concluíu Dinis de Abreu.

 

 

As imagens aqui utilizadas são recolhidas do site da Presidência da República

Connosco
"The Guardian" festeja 200 anos com jornalismo na primeira linha Ver galeria

O jornal britânico “ The Guardian” celebrou, recentemente, o seu 200º aniversário.

E, como forma de assinalar a efeméride, vários editores de publicações internacionais enviaram uma mensagem de tributo à publicação.

O então “Manchester Guardian” lançou a sua primeira edição em 5 de Maio de 1821, em resposta ao massacre de Peterloo. Desde esse dia, o título publicou mais de 54 mil edições e milhões de artigos jornalísticos, conquistando alguns prémios pelo caminho, incluindo um Pulitzer.

Para Christian Broughton, director do “Independent”, o “Guardian” soube “aproveitar um massacre para iniciar um movimento”.

“O massacre de Peterloo foi um incidente único”, disse Broughton. “Enquanto houver realidades difíceis sobre as quais reportar, continuaremos a precisar de jornalistas a exercerem as suas funções, e leitores que reconheçam o seu valor”.

Por sua vez, Marty Baron, do “Independent”, elogiou o “Guardian” por ser uma “fonte de inspiração para muitos”.

“Quando se completam 200 anos enquanto instituição mediática, isso significa que se está a fornecer um serviço público de qualidade”, afirmou.

Já Fran Unsworth, directora da BBC News, considerou o marco de 200 anos como uma “conquista extraordinária”.

“A história do ‘Guardian’ é uma tapeçaria rica em jornalismo de investigação, com responsabilização do poder político e em atenção aos interesses dos seus leitores”, rematou Unsworth.

Da mesma forma, o editor-executivo do “El País”, Javier Moreno, expressou a sua admiração pelo “jornal lançado no século XIX, em Manchester”, que se “tornou numa referência mundial”.

Outros jornalistas destacaram, por outro lado, os esforços da publicação para construir um modelo de negócio sustentável.

Hillary contra países autoritários que utilizam "media" para propaganda Ver galeria

Por ocasião do 200º aniversário do “Guardian”, a antiga candidata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, concedeu uma entrevista ao jornal britânico, para debater a importância do combate à desinformação.

Conforme recordou o “Guardian”, Hillary Clinton foi candidata presidencial numa altura em que as campanhas “fake news” começaram a ganhar força.

Aliás, de acordo com várias fontes jornalísticas, a campanha de Clinton foi prejudicada por um movimento de Moscovo, que começou a disseminar notícias falsas sobre o passado da candidata nas redes sociais.

Cinco anos depois -- e apesar da mudança de presidência dos EUA-- as campanhas de desinformação e as “teorias da conspiração” ganharam ainda mais força, ameaçando a segurança e o bem-estar dos cidadãos.

Posto isto, Hillary Clinton defende que os “media” têm que alterar a sua estratégia e deixar de “defender que a verdade se encontra algures no meio”, enquanto se preparam para enfrentar o poder das redes sociais.

“As empresas tecnológicas são, agora, muito mais poderosas do que qualquer meio de comunicação tradicional”, reiterou a antiga primeira-dama dos EUA. “Acho que tem de haver um reconhecimento internacional dos perigos da desinformação, bem como da questão do monopólio”, continuou, referindo-se, em concreto, ao caso do Facebook.

Assim, Clinton espera que o actual governo dos EUA imponha novas directrizes a estas empresas.

O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Se olharmos para o ranking da liberdade de imprensa, elaborado pela organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF), verificamos que Portugal fecha o top ten em 2020, entre 180 países avaliados, tendo melhorado duas posições desde o ano anterior. É uma classificação confortável, numa lista liderada pela Noruega, onde a vizinha Espanha aparece em 29.º lugar e a Coreia do Norte em último, um exemplo...
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
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11
Mai
A Inteligência Artificial e o Futuro do Jornalismo
14:00 @ Palácio Nacional da Ajuda
18
Mai
Congreso Internacional de Ética de la Comunicación
10:00 @ Universidade Complutense de Madrid
18
Mai
19
Mai
2021 Collaborative Journalism Summit
09:00 @ Conferência "online" do Journalism Fund