O Grupo Global Media estima registar, já no próximo ano, uma redução de 7,8 milhões de euros nos custos salariais da empresa, na sequência do despedimento colectivo de 81 colaboradores, 17 dos quais jornalistas.
“Tal como [aconteceu] noutras empresas do sector, é inevitável que a Global Media implemente medidas drásticas de redução de estrutura, de forma a ter um plano de viabilidade a médio prazo, o que implica a concretização do presente processo de despedimento colectivo”, pode ler-se na carta de justificação, enviada aos colaboradores que foram alvo deste processo.
O Grupo explicou, ainda, que a diminuição registada no ano passado, através de processos de rescisão negociados, foi insuficiente, uma vez que “a estrutura de pessoal é muito elevada face ao volume de negócios da empresa — o decréscimo constante de receitas dos últimos anos não tem sido acompanhado por um decréscimo dos custos fixos”.
Além disso, o Grupo Global Media planeia melhorar a margem bruta de produção e redução de fornecimentos e serviços externos contratados.
No que respeita aos custos de produção, a Global Media pretende aumentar a sua eficiência, através de redução e optimização do número de páginas e formatos de produtos, renegociação com fornecedores e optimização do número de tiragens impressas.
A pandemia veio alterar, profundamente, o “modus operandi”, as dinâmicas, e os comportamentos dos profissionais dos “media”, que passaram a desempenhar as suas funções em regime de teletrabalho, recordaram Rasmus Nielsen e Frederica Cherubini, no segmento de “podcast” do Reuters Institute for Journalism.
As conclusões dos especialistas baseiam-se num inquérito realizado junto de milhares de jornalistas, que consideram que o trabalho remoto veio modificar as suas interacções com os colegas de profissão, diminuindo, consequentemente, o seu nível de espontaneidade e criatividade.
Ainda assim, a maioria (55%) dos inquiridos diz-se satisfeita com a presente situação, e não faz questão de voltar a desempenhar as suas funções numa redacção.
Isto porque, de forma geral, os jornalistas acreditam que o teletrabalho veio melhorar a sua eficiência e concentração.
Perante estes resultados, Frederica Cherubini prevê que as redacções passem a ser um espaço híbrido, com rotatividade de presenças e horários.
Apesar de o conceito de “fact-checking” ser, relativamente, recente, a BBC realiza um trabalho semelhante há mais de 80 anos, que passou, numa primeira fase, pela monitorização das propagandas dos governos, emitidas através da rádio.
O operador público britânico realizava este tipo de análise de forma a traçar as principais mensagens transmitidas e a desmistificá-las junto dos cidadãos.
Esta necessidade foi-se tornando mais urgente com o desenvolvimento tecnológico e com as redes sociais, que são consideradas verdadeiros “palcos” de “fake news”.
Assim, a BBC formou uma equipa especializada -- composta por cerca de 200 jornalistas -- que se dedica, há mais de um ano, a explorar as principais “vagas” de desinformação, a um nível internacional, revelou a responsável Rebecca Skippage, em declarações ao “Reuters Institute”.
Todos os dias, os especialistas realizam uma análise profunda daquilo que lêem e ouvem, de forma a detectar os objectivos dos difusores. Desta forma, a BBC tem conseguido encontrar um “terreno neutro”, perante o discurso polarizado.
O conselho de administração (CA) do Grupo Global Media anunciou novas direcções para alguns dos seus títulos. Apesar de se aguardarem ainda formalidades internas, as nomeações têm efeito imediato.
Em comunicado, o CA informou que as jornalistas Rosália Amorim e Inês Cardoso serão, respectivamente, as novas directoras do “Diário de Notícias” e do “Jornal de Notícias”.
Por outro lado, Domingos de Andrade -- até então director do “Jornal de Notícias” -- irá assumir os cargos de director-geral editorial e de director da TSF.
O jornalista Pedro Ivo Carvalho foi o escolhido para director da “Volta ao Mundo”. Por sua vez, Joana Petiz passará a dirigir o “Dinheiro Vivo”. Já Manuel Molinos vai controlar as operações digitais do Grupo.
“Numa altura em que a incerteza domina e os efeitos da pandemia se sentem de forma avassaladora na actividade económica, é com confiança redobrada que a Global Media procede a mudanças na estrutura editorial dos seus títulos. Alterações que visam criar uma estrutura mais ágil e mais forte, com uma visão integrada das diferentes plataformas, capaz de liderar um processo de mudança que assegure a entrada numa nova fase do grupo, com um projecto de crescimento e de futuro”, pode ler-se no comunicado distribuído pelo CA.
Os desastres ambientais são acontecimentos cada vez mais recorrentes e o jornalismo pode ser essencial para ajudar as comunidades afectadas, consideraram os especialistas em “media” Aaron Clark-Ginsberg e Shearon Roberts.
De acordo com os autores, as reportagens contextualizadas sobre questões ambientais poderão alertar as autoridades para a gravidade de uma determinada situação, ou incentivar os cidadãos a contribuírem para a resolução de problemas.
Contudo, de forma a serem, verdadeiramente, eficazes, estes artigos devem seguir cinco parâmetros base, defenderam Clark-Ginsberg e Roberts.
O primeiro é a desmistificação das causas, que abrangem tópicos tão distintos como construção frágil, falta de investimento em medidas de segurança, serviços de saúde em ruptura, etc.
Desta forma, os jornalistas conseguirão consciencializar as instituições envolvidas, e evitar que estes incidentes se repitam.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.
A pensar nos cidadãos com deficiência cognitiva, o projecto de jornalismo de investigação ProPublica desenvolveu uma versão simplificada da reportagem “State of Denial”, que retrata a exclusão social destes indivíduos no Estado do Arizona.
Esta nova fórmula consiste numa junção de palavras simples, frases curtas e estrutura sintática básica, para que todos os leitores possam compreender a mensagem transmitida. O texto encontra-se disponível em inglês e espanhol. Além disso, a reportagem pode ser acompanhada em formato áudio.
A versão foi desenvolvida em colaboração com Becca Monteleone, professora especializada em estudos de deficiência.
De acordo com aquela especialista, historicamente, as reportagens sobre deficiência não são adaptadas ao “sujeito” da história. Isto tem consequências opressivas, porque restringe os cidadãos de actuarem perante as adversidades.
A autora da reportagem, Amy Silverman, alertou, por sua vez, que a simplificação da linguagem pode gerar controvérsia.
No âmbito do combate à desinformação sobre a covid-19, o Facebook eliminou, no segundo trimestre deste ano, sete milhões de mensagens, que poderiam causar dano físico, de acordo com os dados mais recentes da rede social.
“Graças à nossa rede global de verificadores, etiquetámos, com mensagens de advertência, 98 milhões de peças de desinformação ligadas à covid-19 e eliminámos outros sete milhões cujo conteúdo poderia ter produzido danos físicos”, afirmou um porta-voz do Facebook, citado pela Efe.
Da mesma forma, a rede social direccionou “mais de 2 mil milhões de pessoas para recursos de autoridades de saúde”.
Além do combate à desinformação sobre a covid-19, o Facebook garante estar a lutar contra o discurso do ódio, o terrorismo e o assédio, entre outros temas.
No que respeita ao bloqueio de contas falsas, o número desceu de 1,7 mil milhões no primeiro trimestre deste ano para 1,5 mil milhões no segundo trimestre.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.