Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

Protecção de jornalistas

Breves

Está a ser desenvolvida uma aplicação para combater o assédio a mulheres jornalistas. Através da “app”, as utilizadoras poderão reportar incidentes, incluir fotografias e vídeos, bem como adicionar a sua localização.

Caso a ocorrência seja considerada "urgente",  activar-se-á um alerta e serão disponibilizadas informações sobre advogados e apresentados os contactos de autoridades locais.

A iniciativa deverá ser lançada ainda esta Primavera.

Taxa BBC agrava-se

Breves

O custo de uma licença de TV aumentará 3 libras em Abril, anunciou a BBC,  agora que o Governo Britânico considera a possibilidade de despenalizar o não pagamento da taxa.

A BBC está a enfrentar um boicote editorial do governo, com ministros a recusar a presença em programas televisivos, em protesto contra a cobertura jornalística da emissora no decorrer das últimas eleições.

Jornalistas “online” procuram proteger-se contra a difamação

Media Galeria

O aparecimento de leis contra a difamação constitui um alerta para os jornalistas, que encontram nesses diplomas intenções óbvias de coartar a liberdade expressão. Mas a desinformação e as “fake news” estão, no entanto, a obrigar os profissionais a protegerem-se. 

A Declaração dos Direitos Humanos prevê a liberdade de imprensa "sem interferência",  mas muitos países não dispõem de protecção adequada para repórteres que enfrentam o assédio “online”. A OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa,  sugere que as leis de difamação criminal sejam substituídas por leis de difamação civil e que o assédio “online” seja reconhecido como uma ameaça.

Na Finlândia, no Peru e na África do Sul, é já habitual os repórteres usarem as modificações legais a seu favor. A título de exemplo, o jornalista peruano Gustavo Gorriti, tem quatro processos em tribunal. "Não acho que um processo judicial deva ser o primeiro recurso", afirma, "contudo, ao ser ameaçado por uma organização criminosa, senti-me obrigado a pedir protecção legal”.


Um quarto dos portugueses ouve rádio na internet

Media Galeria

Cerca de 1,9 milhões de portugueses afirmam ter o hábito de ouvir rádio através da internet, segundo os resultados globais de um estudo da Marktest.

De acordo com a vaga anual do estudo, relativa a 2019, um milhão e 938 mil residentes no Continente, com 15 e mais anos, dizem ter ouvido rádio “online”.  Os valores são, particularmente, altos nas faixas etárias mais jovens, com 39,3% dos portugueses, entre os 25 e os 34 anos, a afirmarem ter o hábito de ouvir rádio “online”. “Os valores baixam, acentuadamente, com o subir da idade, para um mínimo de 3.7% junto dos indivíduos com mais de 64 anos”, refere o estudo.

Jornalista ucraniano proibido de entrar na Rússia

Media Galeria

As autoridades russas mostram-se implacáveis contra os jornalistas e contra a liberdade de expressão, tanto em território continental, como na península da Crimeia, anexada em 2014.

Os agentes da Segurança Federal negaram a entrada ao jornalista Taras Ibragimov na península, e baniram-no do território russo até 31 de maio de 2054.

Ibragimov é colaborador da Rádio Free Europe, sediada na Rússia, e dedica-se a reportar a situação política, social e económica da Crimeia. Em 2017, as autoridades obrigaram os colaboradores da emissora a registarem-se enquanto “agentes” de governos estrangeiros.


“Circo mediático” afecta credibilidade do jornalismo

Media Galeria

O exercício do jornalismo implica responsabilidade social, considera Emelina Fernandéz Soriano, académica especialista em “media”. Num artigo publicado nos “Cuardenos de Periodistas” -- editado pela APM, com a qual o CPI tem parceria-- a autora  fez referência ao tratamento informativo de acontecimentos trágicos e dolorosos,  violência masculina,  que envolvem, não poucas vezes, menores. Casos que demonstram uma tendência crescente para o sensacionalismo.

Fernandéz Soriano reitera que a veracidade e o rigor são máximas inerentes a todo o trabalho jornalístico, e que a sua realização deve procurar o equilíbrio necessário com outros direitos fundamentais, constitucionalmente protegidos. 

Enquanto foi presidente do Conselho Audiovisual da Andaluzia (CAA), entre Março de 2011 e Julho de 2019, Emelina Fernandéz Soriano diz ter verificado a deterioração progressiva  do relato de tragédias pessoais, e o abuso do sensacionalismo em detrimento do rigor, moderação e responsabilidade inerentes ao bom desempenho profissional. 


Projecto apoia jornalismo de investigação

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A crise mediática afectou, particularmente, as redacções locais que têm, agora, orçamentos e pessoal reduzidos. A escassez de recursos impede o investimento em projectos mais ambiciosos, como reportagens de investigação, que costumavam ser motivo de orgulho de muitos títulos regionais.

Foi a pensar nesses jornais, desejosos de voltar a colocar peças de vigilância local nas suas manchetes, que nasceu o IEC - Investigative Editing Corps.

Este projecto, da jornalista Rose Ciotta, faz a ligação entre editores de investigação experientes a redacções regionais. 

Depois do processo de selecção, o IEC envia um jornalista responsável para ficar como residente numa publicação, que será por este orientada durante seis meses.


Jornalismo ambiental tão perigoso como tratar de droga

Media Galeria

Embora o jornalismo seja, frequentemente, celebrado pelo seu papel na responsabilização de governos e empresas, o poder da imprensa tem as suas consequências. Após a publicação de relatórios mordazes, as empresas mediáticas diminuem, não poucas vezes, de valor comercial, os governos ficam na defensiva, e os jornalistas são, mesmo, alvo de ameaças.

O repórter Philip Jacobson foi vítima de um desses ataques, tendo sido detido por alegada violação das condições do visto que lhe foi atribuído na Indonésia. 

Jacobson é editor da “Mongabay”, uma empresa sem fins lucrativos dedicada à ciência ambiental e a notícias sobre conservação climática. O jornalista tem reportado várias histórias centradas na desflorestação e na concessão de terrenos na Indonésia. Foi detido, pela primeira vez , na sequência da participação numa audiência entre legisladores locais e a Aliança dos Povos Indígenas do Arquipélago (AMAN). O ministro da Segurança da Indonésia, Mohammad Mahfud , reiterou, ao “Jakarta Post” , que Jacobson violou os termos do visto profissional, ao reunir-se com organizações de direitos civis.


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...