Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019

  

Jornalismo vive num "buraco negro" no Sahara Ocidental

Media Galeria

O território do Sahara Ocidental tornou-se um “autêntico buraco negro informativo”, e o jornalismo “é uma das muitas vítimas deste conflito abandonado pelo foco mediático”, segundo um relatório da secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgado.

“É útil e necessário que em Espanha se fomentem trabalhos como este, porque é uma pequena forma, embora valiosa, de pagarmos parte da nossa imensa dívida “ para com o Sahara Ocidental  - sublinhou Victoria Prego, presidente da APM, na sessão de apresentação do relatório.  A Espanha “nunca encarou de frente o compromisso político, histórico e moral” que tinha para com o povo sahrauí  - afirmou ainda.

Criticou também o controlo “muito abusivo e manipulador” que Marrocos exerce sobre a população, bem como o tratamento dado aos jornalistas, que são “perseguidos, massacrados, desautorizados e silenciados”.

Diário francês "Libération" propõe assinatura vitalícia

Media Galeria

O diário francês Libération propõe aos seus leitores mais devotados a possibilidade de uma assinatura vitalícia da respectiva edição digital, pela importância de 400 euros. A oferta é válida entre os dias 17 e 23 de Junho, com a advertência de que só os primeiros 1.000 a inscreverem-se serão abrangidos por ela.
Às 9h.30 do primeiro dia já havia 30 assinantes confirmados.

Segundo Clément Delpirou, director da SFR Presse e co-gestor do Libération, a ideia partiu de “uma reflexão colectiva”, no sentido de fazer algo de “diferente e inovador”, mostrando também que “acreditamos no futuro do nosso jornal”.

Grupo Axel Springer dá boas-vindas à OPA da KKR

Media Galeria

A gestora de fundos de investimento KKR – Kohlberg Kravis Roberts, dos EUA, vai lançar uma OPA de 6.800 milhões de euros sobre uma fatia minoritária do grupo alemão Axel Springer, que detém os diários Die Welt e Bild, além de outras publicações, como Business Insider e Rolling Stone. A KKR ofereceu 63 euros por acção, tendo esta operação o acordo da maior accionista  - a viúva do fundador, Friede Springer -  e do CEO da editora, Mathias Doepfner.

Segundo a Reuters, que aqui citamos, Friede Springer e Mathias Doepfner controlam, entre si, 45,4% da Axel Springer. Dois netos do fundador detêm 9,8% que não participam deste acordo, e podem decidir vendê-los ou reduzir a sua participação. Estão assim disponíveis 44,8%. Se a operação for confirmada, a KKR, Friede Springer e Doepfner vão controlar a empresa, mantendo-se os actuais órgãos de gestão.

Sexto jornalista assassinado este ano no México

Media Galeria

A jornalista mexicana Norma Sarabia foi assassinada a tiro à porta da sua casa, no estado de Tabasco, no sul do país. Dois atacantes que se faziam transportar numa motocicleta dispararam e puseram-se em fuga. Norma Sarabia, que fora durante mais de quinze anos a correspondente do diário Tabasco Hoy, na cidade de Huimangillo, e continuava a trabalhar noutros jornais locais, é a sexta profissional da Imprensa morta no México desde o início do ano.

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, o México é o terceiro país mais perigoso do mundo para a Imprensa, logo a seguir à Síria e ao Afeganistão, com mais de 100 jornalistas mortos desde o ano de 2000. Foram assassinados 47 durante os seis anos de mandato presidencial de Enrique Peña Nieto, e os primeiros seis meses de López Obrador seguem a mesma tendência.

Primeiro telejornal europeu era francês e faz 70 anos

Media Galeria

O primeiro telejornal francês nasceu há quase 70 anos. Chamado então Journal télévisé, teve a sua primeira emissão a 29 de Junho de 1949 e era dirigido a poucas centenas de espectadores na região de Paris. Durava quinze minutos (das 21h. às 21h.15) e era transmitido cinco dias por semana, todos menos a quarta e o domingo.

Segundo Le Monde, que aqui citamos e lhe dedica um artigo de efeméride, era composto por pequenas reportagens filmadas, nomeadamente sobre a Volta à França, que começava no dia seguinte ao dessa primeira transmissão. Foi o suficiente para levantar uma primeira onda de receio sobre as consequências para o jornalismo impresso  - como era todo naquele tempo:

“Segundo alguns, arrisca-se a causar problemas inquietantes para a Imprensa filmada, ou até para a Imprensa, simplesmente.”  O que era designado como a presse filmé eram as “Actualidades” que passavam regularmente nos espectáculos de cinema, antes do filme principal.

Criminalizadas em Macau "notícias falsas ou tendenciosas"

Media Galeria

Foi aprovada na generalidade, pela Assembleia Legislativa de Macau, a proposta de Lei de Bases da Protecção Civil, segundo a qual a difusão de “notícias falsas, infundadas ou tendenciosas” é criminalizada em termos que podem levar a penas até três anos de prisão.  A discussão levou três horas, sobretudo pela imprecisão da terminologia usada no polémico Artigo 25º, que foi criticada por associações de advogados e de jornalistas.

O texto, defendido pelo Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, teve quatro votos contra, do único deputado português na AL, Pereira Coutinho, e de Au Kam San, Ng Kuok Cheong e Sulu Sou.

Segundo o Jornal Tribuna de Macau, “a proposta será agora delegada a uma das comissões permanentes da AL para discussão na especialidade  – uma tarefa a cargo de Ho Iat Seng”.

"NYT" suspende "cartoon" político depois de publicar António

Media Galeria

O diário The New York Times anunciou o fim da publicação de caricaturas políticas na sua edição internacional, alargando assim a esta a prática seguida na edição que sai nos Estados Unidos.
A explicação apresentada é a de que o jornal já reflectia há um ano sobre esta possibilidade, mas Patrick Chappatte, um dos seus caricaturistas mais conhecidos, não hesita em considerar a medida como decorrente da polémica causada pela publicação de um desenho do autor português António, que mostra Donald Trump como um cego conduzido por um “cão-piloto” com a face de Benjamin Netanyahu.

A referida publicação, ocorrida em finais de Abril, foi considerada antissemita dentro e fora dos Estados Unidos, e The New York Times retirou-a com um pedido público de desculpas.

Radio France anuncia negociações para despedimentos

Media Galeria

A empresa pública Radio France revelou aos representantes dos trabalhadores um plano estratégico de modernização que vai implicar a extinção de 270 a 390 postos de trabalho. Segundo a directora-geral, Sibyle Veil, torna-se necessário fazer uma economia de 25 milhões de euros sobre a presente massa salarial, e obter mais quatro milhões para poder contratar meia centena de especialistas nos novos suportes digitais  - portanto 29 milhões de euros, no espaço de três anos.

Segundo Le Figaro, que aqui citamos, os sindicatos presentes adoptaram uma linha comum, recusando-se a negociar na base deste documento e pedindo mais tempo para auditar os números apresentados pela direcção. Abordada por Le Monde, Sibyle Veil afirma que, “com a baixa da dotação do Estado, vamos ter um défice de 40 milhões de euros daqui até 2022”.

« ... 4  5  6  7  8  9  10  11  12  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...