null, 7 de Março, 2021

  

“New Yorker” reforça aposta nas palavras-cruzadas

Media Galeria

As palavras-cruzadas da “newsmagazine” “New Yorker" vão chegar ao formato impresso, três anos depois do seu lançamento “online”.

De acordo com o título, esta decisão foi motivada pelo “feedback” dos leitores, que enviavam cartas de agradecimento, sempre que, em ocasiões especiais, os “puzzles” apareciam na versão em papel.

Em entrevista para o jornal britânico “Guardian”, a editora de jogos da publicação, Liz Maynes-Aminzade, afirmou que o objectivo passará, agora, por criar um passatempo intemporal, abordando, igualmente, os artigos da “newsmagazine”.

Até porque, de acordo com Maynes-Aminzade, as palavras-cruzadas são mecanismos eficazes para convidar os leitores a informarem-se sobre os principais temas da actualidade.

Agora, os consumidores da publicação semanal terão direito a vários “puzzles” de palavras-cruzadas, com diferentes níveis de dificuldade.

A oferta continuará a ser reforçada no “site” da “New Yorker”, onde serão publicados três “puzzles” por semana.

Onde se defende a transparência no “fact-checking”

Mundo Galeria

Perante o nível crescente de desinformação que circula “online”, a International Fact-Checking Network (IFCN) organizou um debate exclusivo, que contou com a participação dos especialistas Lucas Graves, professor na University of Wisconsin-Madison e de Francisco Brito Cruz, director do Internet Lab Brasil.

Durante a conferência -- moderada pela jornalista Cristina Tardáguila -- os profissionais partilharam a sua opinião sobre a regulamentação das plataformas “online”, no âmbito do combate às “fake news”.

Cruz começou por sublinhar a importância de as redes sociais optarem por acções transparentes, informando os consumidores sobre as estratégias adoptadas pelos “fact-checkers”.

Assim, a sociedade civil terá maior facilidade em dar “feedback” sobre as medidas, e em intervir no processo, no caso de insatisfação.

Graves, por sua vez, considerou que “se os ‘fact-checkers’ trabalharem de forma pública, o seu trabalho irá melhorar”.

Por isso, Graves acredita que o “fact-checking” deve ser construído enquanto “instituição pública”.

Revista “Elle” abandona mercado português

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As revistas “Elle” e “Elle Decoração” vão ser descontinuadas em Portugal, anunciou, em comunicado, a RBA Portugal, responsável pela edição das publicações.

A decisão foi justificada com as “profundas transformações no mercado das revistas femininas, aceleradas pela pandemia da covid-19”.

Assim, “o número duplo de Março/Abril (n.º 388), já nas bancas, é o último”.

O encerramento dos títulos deverá afectar sete profissionais.

Publicada pela primeira vez em Outubro de 1988, a “Elle Portugal” permaneceu ligada ao mundo da moda e da beleza, acompanhou questões como os “direitos cívicos”, “maternidade, sustentabilidade e inclusividade”.

Na capa do primeiro número, marcado a 200 escudos, a “Elle Portuguesa” apresentava-se com o tema “Moda 88/89: o futuro no retrovisor”.

No total, foram publicadas 388 edições.
De acordo com o último boletim da APCT, relativo ao período de Janeiro a Setembro de 2020, a “Elle” vendeu, em média, 12.460 exemplares por edição nos primeiros nove meses do último ano, o que representou uma quebra na ordem dos 32% relativamente ao período homólogo em 2019. 

Jornalista australiana detida formalmente acusada na China

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A jornalista Cheng Lei, nascida na China mas com nacionalidade australiana, foi formalmente acusada por Pequim de "fornecer segredos de Estado a um país estrangeiro".

A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Marise Payne, afirmou que as autoridades chinesas apresentaram uma acusação formal contra Cheng, também apresentadora da televisão pública chinesa CGTN.

De acordo com Payne, o Governo australiano manifestou "grande preocupação" às autoridades chinesas acerca da detenção de Cheng e está a prestar-lhe assistência consular.

"Esperamos que as normas básicas de equidade, justiça processual e tratamento humano sejam cumpridas, de acordo com as normas internacionais", afirmou Payne.

Além da jornalista, a China deteve, igualmente, Yang Hengjun, escritor sino-australiano, desde o início de 2019, por alegada espionagem.

As relações já tensas entre Camberra e Pequim têm estado sob pressão crescente desde que a Austrália lançou, este ano, uma investigação independente sobre a origem do novo coronavírus, cujos primeiros casos da doença foram detectados na cidade chinesa de Wuhan.

 

Radio Monte-Carlo contrata novo director-geral

Media Galeria


O jornalista Karim Nedjari foi nomeado para director-geral da Radio Monte-Carlo (RMC) e deverá assumir funções já no início de Março, anunciou, em comunicado, o Grupo Altice.

Fundada em 1943, no Principado do Mónaco, aquela rádio sempre emitiu conteúdos para França, mesmo quando o monopólio governamental proibiu as estações comerciais (1945-1981).

Em 2001, foi adquirida por Alain Weill e passou a integrar o Grupo NextRadioTV.

Desde então, os programas da RMC focam-se em comentários políticos e sociais, bem como nos principais desportos profissionais. Muitos dos seus conteúdos são conduzidos em formato de “talk show”.

O novo responsável pela estação ficará, agora, incumbido de supervisionar o “renascimento da Rádio RMC”, e de reforçar a cobertura informativa e desportiva da emissora.

Nedjari iniciou o seu percurso profissional em 1990, no “Parisienne”, enquanto repórter desportivo. Mais tarde, em 2007, tornou-se editor-adjunto do título.

Em 2010, juntou-se ao Canal+ como editor de futebol, rugby e redacção desportiva, cargo que abandonou em 2015. "

Fox News cancela programa de apoiante de Trump

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A Fox Business Channel cancelou o programa do apresentador Lou Dobbs, conhecido por ser um dos mais fervorosos apoiantes do ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

A decisão surge na sequência de uma acção de difamação apresentada pela empresa informática Smartmatic, que acusou Lou Dobbs e a Fox News Group de partilharem teorias da conspiração.

Por outro lado, um porta-voz da Fox News afirmou que a decisão se prende com a alteração dos interesses dos consumidores, e com a necessidade de inovar o conteúdo.

O programa de Lou Dobbs tinha a melhor audiência do canal, com uma média superior a 300 mil espectadores por noite.

Após as eleições presidenciais de 2020, o apresentador começou a defender que Donald Trump tinha sido alvo de fraude eleitoral, citando “corrupção” e “irregularidades”.

O "New York Times" consolida assinaturas digitais

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O “New York Times” alcançou o patamar dos 7,5 milhões de subscritores, numa altura em que as suas receitas publicitárias continuam a cair.

De acordo com o jornalista Marc Tracy, o crescimento do título foi impulsionado pela cobertura noticiosa da pandemia e das eleições presidenciais.

Assim, em apenas 12 meses, o “NYT” conquistou 2.3 milhões de novos assinantes digitais.

“ Em 2020, alcançamos alguns marcos-chave, com as receitas digitais a ultrapassarem qualquer outra fonte de rendimento”, disse Meredith Kopit Levien, CEO da empresa. “Estas conquistas marcam o fim da primeira década de transformação do ‘New York Times’ numa marca que se foca, sobretudo, nas subscrições”.

No último ano, as receitas de assinatura digital ultrapassaram os 598 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 30% face ao ano anterior.

Contudo, perante a situação pandémica, o título registou uma quebra de 26% nas receitas publicitárias.
Ainda assim, o título está cada vez mais perto de alcançar o seu principal objectivo: 10 milhões de assinantes até 2025.

Director-geral da CNN tenciona cessar funções

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O director-geral da CNN, Jeff Zucker, vai abandonar as suas funções no final deste ano, segundo noticiou o “New York Times”. Zucker ocupava o cargo desde 2013.

De acordo com o “NYT”, em tempos recentes, Zucker ajudou a CNN a ultrapassar os mil milhões de lucro anual e teve um papel fulcral na agenda noticiosa do canal.

O mesmo executivo destacou-se, ainda, por estabelecer relações de confiança com todos os seus colaboradores.

Segundo indicaram fontes da CNN, Zucker mostrou-se, igualmente, satisfeito com a prestação do canal nas últimas eleições presidenciais.

Com isto, alguns profissionais acreditam que a carreira de Zucker não chegou ao fim, considerando que ele “dificilmente se contentaria com uma reforma a jogar golfe e ténis”.

Isto porque, ao longo de 30 anos de carreira, Zucker mostrou-se inovador e proactivo em todos os cargos que desempenhou, ajudando a traçar o desenvolvimento do panorama noticioso e de entretenimento.

Em 1991, com 26 anos, foi nomeado produtor-executivo do “Today Show”, um dos programas mais populares do canal NBC.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...