null, 24 de Março, 2019

  

O Brexit pode "exilar" a BBC para Bruxelas...

Media Galeria

Para poder continuar a emitir na União Europeia, depois do Brexit, a BBC precisa de uma licença e, para este fim, admite instalar uma importante delegação num dos seus países membros - por exemplo em Bruxelas. Há mais duas cidades candidatas, uma na Irlanda, a outra na Holanda.

A informação foi obtida junto do primeiro-ministro belga, Charles Michel, que teve um primeiro contacto, sobre esta matéria, com o director-geral da BBC, Tony Hall, em Davos, por ocasião do recente encontro do Fórum Económico Mundial.

E o assunto não fica por aqui. Segundo Le Figaro, as mesmas causas poderiam ter os mesmos efeitos junto de mais de 500 emissoras internacionais presentemente instaladas no Reino Unido, como a Discovery, a Disney, MTV, CNN ou National Geographic.

Polémica à volta do jornalista escolhido para o 10 de Junho

Media Galeria

O jornalista e comentador político João Miguel Tavares foi escolhido, pelo Presidente da República, para presidir à Comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal, que este ano vão ser repartidas entre a cidade de Portalegre e o arquipélago de Cabo Verde. Entrevistado pelo Público, jornal onde assina uma crónica regular, três vezes por semana, João Miguel Tavares admite que a sua primeira reacção foi de “ficar perplexo com o convite e pedir alguns dias para pensar”, mas adianta:

“Consigo lembrar-me de inúmeras razões para o Presidente não me convidar, mas nenhuma razão para eu recusar. Por isso, aceitei.”
“Sei que sou um corpo estranho e irritante no meio jornalístico, político e intelectual lisboeta. Felizmente, também é essa estranheza que justifica que continue a escrever e a falar.”   

Lusa lança site sobre "fake news"

Media Galeria

A Lusa lançou um recentemente um site, combatefakenews.lusa.pt, que vai publicar todas as noticias que a agência produzir sobre o tema.

Num ano marcado por eleições europeias, momento propício a um aumento de eventuais notícias falsas, a agência Lusa, em parceria com a congénere espanhola EFE, vai também debater a questão das fake news, organizando duas conferências: uma que terá lugar em Lisboa no dia 21 de Fevereiro, na Culturgest, e outra em Madrid em data a anunciar.

Plataforma de meios adopta registo comum de leitores

Media Galeria

Um conjunto de mais de 70 sites informativos portugueses, que reúnem 85% da audiência nacional de Internet, adoptaram um sistema comum que passa a pedir um registo gratuito aos leitores que queiram aceder a mais de três artigos por dia. Estas empresas fazem parte da Plataforma de Meios Privados, que é a responsável pelo projecto.

O sistema de registo chama-se "Nónio"  - nome do instrumento de navegação inventado pelo matemático português Pedro Nunes, no séc. XVI -  e foi co-financiado pelo Digital News Innovation Fund, um fundo de 150 milhões de euros disponibilizados pela Google para projectos de Imprensa na Europa. Participam no "Nónio", entre outros, o Público e os grupos de comunicação social Cofina (Sábado, Correio da Manhã, Jornal de Negócios), Global Media (Diário de Notícias, Jornal de Notícias, TSF), o Grupo Renascença Multimédia, a Impresa (Expresso e SIC) e a Media Capital (TVI e Rádio Comercial).

Jornalista Leonete Botelho eleita presidente da CCPJ

Media Galeria

A jornalista Leonete Botelho foi escolhida para presidir à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, o órgão regulador da actividade, responsável pela atribuição do título profissional de jornalista. A sua designação, por co-optação dos oito membros da direcção  - tanto dos eleitos pelos jornalistas como dos que representam os operadores do sector -  é considerada “duplamente histórica” pelo Sindicato dos Jornalistas, por ser a primeira vez, em 23 anos de funcionamento da CCPJ, que o organismo “é liderado por um jornalista e também por uma mulher”.

Leonete Botelho, grande repórter no Público, vai presidir a esta Comissão no próximo triénio. Segundo o DN, que aqui citamos, para a sua escolha foi decisivo o facto de ser também jurista (licenciada em Coimbra), além de jornalista. A Lei diz que a presidência da CCPJ deve ser entregue a um(a) "jurista de reconhecido mérito e experiência na área da comunicação social".

A nova presidente da CCPJ detém uma pós-graduação em Direito da Comunicação, e sucede a Henrique Pires Teixeira, também advogado e especialista em Direito da Comunicação.

"Quadratura do Círculo" reaparece na TVI24

Media Galeria

O programa “Quadratura do Círculo” foi extinto pela SIC, mas vai continuar a ser transmitido ao mesmo dia (quinta-feira), à mesma hora (23h.) e com os mesmos comentadores  - Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e Jorge Coelho -  moderados pelo mesmo jornalista, Carlos Andrade. Só muda o canal televisivo, que passa a ser a TVI24. A última exibição na SIC Notícias é no dia 24 de Janeiro, e a primeira, já na TVI, na semana seguinte ou, quando muito, a 7 de Fevereiro.

A continuidade do conhecido programa de debate político, nos mesmos termos que tinha, “foi um dos requisitos exigidos pelos participantes”. E não foram poucos, segundo o DN, que aqui citamos: “além da TVI, o programa recebeu igualmente propostas da RTP - a estação pública chegou a ser dada como a nova casa do programa - e do Porto Canal”.

Vamos poder assistir a teatro e ópera por “streaming”

Media Galeria
Há hoje quase uma dezena de plataformas a oferecerem, em streaming, teatro, ópera e bailado à escolha, a troco de uma assinatura mensal. Já havia, há algum tempo, salas de cinema a projectarem em directo óperas e concertos de música clássica, e qualquer receptor de televisão tem canais pagos como o Mezzo, que nos trazem a casa as melhores orquestras do mundo, as vozes mais desejadas e as óperas que se tornaram património cultural da Humanidade.
A reflexão é do jornalista Miguel Ángel Ossorio Vega, que dá conta da nova via de acesso aos grandes espectáculos: o streaming. Com os cinemas a perderem clientela e mesmo os canais de televisão a terem menos audiência, plataformas como a Netflix ou a HBO conquistam cada vez mais pessoas que fizeram da sala de estar, nas suas casas, um novo centro cultural, comercial e de lazer.

O custo é baixo e combinado com a “palavra mágica” da era presente: personalização.

“Tempestades” que pairam sobre a prática do jornalismo

Media Galeria

Na sua Carta aos Leitores, publicada na edição especial de Cuadernos de Periodistas que celebra os 40 anos da Constituição Espanhola, a presidente da Asociación de la Prensa de Madrid, Victoria Prego, chama a atenção para o Artigo 20, que consagra a liberdade de expressão, sublinhando as cláusulas de consciência e de segredo profissional. São ambas mencionadas na alínea d) do seu primeiro parágrafo, deixadas a uma posterior regulamentação legal.

É sobre a história desse passo jurídico que Victoria Prego se debruça, reflectindo sobre a distância que por vezes se instala entre a definição dos direitos e o seu exercício na prática. Os tempos que hoje vivemos não são propícios ao desenvolvimento desses direitos, mas sim propensos à sua limitação, na Espanha como no resto do mundo. Como sugere Victoria Prego, no próprio título que escolheu, é bom que a Constituição nos ampare “na metade da tempestade”, mas temos de estar atentos ao resto.

Em Cuadernos de Periodistas, no site da APM, com a qual mantemos um acordo de parceria.

« ... 4  5  6  7  8  9  10  11  12  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
Augusto Cid, uma obra quase monumental
António Gomes de Almeida
Com o falecimento de Augusto Cid, desaparece um dos mais conhecidos desenhadores de Humor portugueses, com uma obra que pode considerar-se quase monumental. Desenhou milhares de cartoons, fez livros, e até teve a suprema honra de ver parte da sua obra apreendida – depois do 25 de Abril (!) – e tornou-se conhecido, entre outras, por estas duas razões: pelas piadas sibilinas lançadas contra o general Ramalho Eanes, e por fazer parte do combativo grupo das...
Uma edição fraca
Manuel Falcão
Já se sabe que a revista “Monocle” é uma grande utilizadora criativa do conceito de conteúdos patrocinados, frequentemente dissimulados de forma editorial elegante e sedutora. O grafismo da revista continua contemporâneo, apesar de não ter tido muitas evoluções desde que foi lançada em 2007. Em contrapartida, o espaço ocupado por conteúdos patrocinados tem vindo sempre a aumentar, por vezes demais, até se...
Duas atitudes face ao jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
No recente encontro em Roma, no Vaticano, sobre o dramático caso dos abusos sexuais por elementos do clero católico, a vários níveis, ouviram-se vozes agradecendo a jornalistas que investigaram e divulgaram abusos. É uma justa atitude.  Dir-se-á que alguns jornalistas terão procurado o escândalo e, também, denegrir a imagem da Igreja. Talvez. Mas o verdadeiro escândalo é que padres, bispos e cardeais, em vez de...
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...