A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou a entrada do empresário Marco Galinha, do grupo Bel, na estrutura accionista do Global Media Group, onde passará a deter uma posição de cerca de 40%.
“O Conselho Regulador da ERC não se opõe à operação de concentração notificada, por não se concluir que tal operação coloque em causa os valores do pluralismo e da diversidade de opiniões, cuja tutela incumbe à ERC acautelar”, pode ler-se na deliberação daquele organismo regulador.
Além disso, a ERC considera que o empresário se mostrou conhecedor da responsabilidade nacional que contraiu ao adquirir propriedade do centenário “Diário de Notícias”, quando afirmou, designadamente, em entrevista ao “Público”, que aquele jornal voltaria a circular com periodicidade diária, em suporte de papel.
O regulador relembrou, porém, “a obrigação de submissão à ERC de um pedido de alteração de domínio relativamente aos operadores radiofónicos licenciados”, referindo-se à TSF.
O Grupo Prisa concluiu a venda da totalidade da sua participação na Media Capital, ao alienar os 64,74% que detinha da empresa.
Com esta operação, Mário Ferreira (30,22%) tornou-se o principal investidor da Media Capital, seguido pelo Grupo Triun, de Paulo Gaspar, que detém uma participação de 23%.
Seguem-se-lhe a empresa IBG — International Business Group Portugal — com 16,7%, a Capitais Privados (16,4%) e a Biz Partners (11,9%).
Além disso, a Regimidia, de Tony Carreira, detém, agora, 8,3% da empresa, tal como a Benecar.
Continuam a registar-se casos de violência contra profissionais dos “media” no Cazaquistão, onde a jornalista Saniya Toiken foi agredida pelas autoridades policiais, enquanto cobria uma manifestação.
De acordo com os Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Toiken, que colabora com a Radio Azattyk (o serviço cazaque da Radio Free Europe/Radio Liberty), estava a filmar o incidente, quando um grupo policial a abordou.
Entretanto, a jornalista apresentou queixa, acusando os agentes de agressão física, obstrução da actividade jornalística, e abuso de poder com recurso à força.
Perante este incidente, a responsável pelos RSF, Jeanne Cavelier, afirmou que as autoridades devem “respeitar o direito à reportagem, garantindo a protecção dos jornalistas”. “Apoiamos a queixa apresentada pela profissional e apelamos ao governo que promova uma investigação transparente”.
O jornal diário “Le Figaro” ultrapassou o patamar dos 200 mil assinantes digitais, aproximando-se, cada vez mais, do seu objectivo a médio prazo (300 mil subscritores).
De acordo com aquele jornal, a versão digital da publicação tem crescido, de forma constante, desde o seu lançamento, há cinco anos, e registou o maior aumento no número de subscritores com a primeira vaga da pandemia.
Para Bertrand Gié, director de informação do jornal, isto prova que "a crise actual está a amplificar dois fenómenos: o aumento da procura por informação fidedigna e, consequentemente, o número de cidadãos que pretendem subscrever serviços ‘online’”.
Actualmente, o “Figaro” oferece quatro pacotes de subscrição digital.
O mais simples abre o acesso a todos os conteúdos “online”, por 9,90 euros por mês.
Existe, também, uma oferta a 14,90 euros por mês -- incluindo a versão PDF do jornal uma aplicação de jogos e direitos de acesso para três contas -- e outro a 19,90 euros por mês -- dando acesso às versões PDF das publicações do Grupo Figaro, tais como edições especiais de História ou Saúde, bem como newsletters” temáticas”.A Comissão Europeia vai apresentar uma nova Lei dos Serviços Digitais que dará “novas responsabilidades” a plataformas como a Google e o Facebook.A informação foi adiantada pela Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, durante a sua participação num debate “online”, organizado pelo grupo de reflexão European Policy Centre.
De acordo com Vestager, a nova lei comunitária implementará mais responsabilidades no tratamento de conteúdos legais e “produtos perigosos” que “ajudarão os europeus a sentir-se tão seguros 'online' como estão no mundo físico".
O objectivo passa, também, por garantir que há regulação no mercado das tecnologias digitais e garantir espaço para a concorrência.
Ademais “a Lei dos Serviços Digitais irá melhorar a forma como as autoridades nacionais cooperam, para assegurar que as regras são devidamente aplicadas, em toda a UE”, além de que dará a Bruxelas “poder de intervir, quando necessário, para fazer cumprir as regras”.
O Grupo Global Media -- detentor de títulos como “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “O Jogo” e, também, da TSF -- vai avançar com um despedimento colectivo que abrange 81 colaboradores, 17 dos quais são jornalistas. A medida foi justificada com a “evolução negativa do mercado dos ‘media’”.
De acordo com o jornal “Observador”, o despedimento colectivo abrange oito jornalistas do “Diário de Notícias”. Os restantes despedimentos acontecem no JN e no “Jogo”.
Em comunicado, a administração do Grupo reiterou que tem “vindo a desenvolver um conjunto de acções de contenção, a todos os níveis, que todavia se têm revelado insuficientes para permitir inverter os desequilíbrios existentes”, pelo que é “indispensável ir mais longe nos objectivos de reestruturação, de modo a ultrapassar os obstáculos de mercado e de conjuntura”.
O novo director-geral da BBC, Tim Davie, publicou, em 29 de Outubro, um novo regulamento para a conduta social, que se destina aos jornalistas daquele operador público.
A partir de agora, os colaboradores da BBC devem manter-se imparciais em qualquer plataforma “online”, como o Twitter, e não poderão participar em manifestações de índole política, ou apoiar, publicamente, qualquer campanha.
O regulamento das redes sociais deve ser respeitado, tanto a título profissional como pessoal. O uso de “emojis” deve, igualmente, ser evitado.
Além disso, as regras explicitam que os colaboradores da BBC não devem criticar, “online”, a conduta de outros profissionais do operador público.
O comportamento dos profissionais será avaliado por um órgão independente. Em caso de incumprimento das regras, os jornalistas da BBC poderão ser obrigados a suspender as suas contas naquelas plataformas.
A BBC comunicou, ainda, que “as directrizes serão aplicadas de forma menos flexível [aos colaboradores] dos boletins informativos, actualidade, jornalismo factual, pessoal sénior” e a “um número reduzido de apresentadores, com grande visibilidade”.
O Grupo detentor da revista de cinema “Variety”, o Penske Media Corp, vai fundir-se com a empresa que controla a “Hollywood Reporter”, a “Billboard” e a “Vibe”, o MCR. A fusão passará a denominar-se PMRC.
Assim, as mais importantes revistas de Hollywood serão supervisionadas pela mesma empresa.
A PMC ficará incumbida de expandir o portfólio cultural da marca, enquanto a MCR ficará responsável por novas oportunidades de negócio. As equipas editoriais continuarão a trabalhar de forma independente.
O acordo foi anunciado pelo director executivo do PMC, Jay Penske, e pelos co-CEOs da MRC, Asif Satchu e Modi Wiczyk.
"Há muito que admiro as publicações da MCR”, disse Penske. “A “Billboard”, “The Hollywood Reporter”, e a “Vibe” criaram alguns dos melhores conteúdos, nas suas respectivas indústrias, e contribuíram, imensamente, para a melhoria do jornalismo de entretenimento”.
“Sentimo-nos muito afortunados por esta valiosa parceria com a excepcional equipa da MRC -- continuou Penske -- e pela oportunidade de continuar o legado destas tremendas marcas durante as próximas décadas".
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.