Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

Acesso limitado de jornalistas ao desporto universitário

Mundo Galeria

As competições desportivas foram retomadas, nos EUA, depois de meses de confinamento e de eventos cancelados, devido à pandemia.

O jornalismo especializado em desporto voltou, então, a dispor de temas para relatar e tem procurado, acima de tudo, entrar em contacto com os atletas que regressaram, agora, ao activo.

Contudo, de acordo com um artigo de Frank LoMonte publicado no “site” do instituto “Poynter”, os desportistas universitários estão a ser proibidos de estabelecer contacto com a imprensa.

Depois de analisar os regulamentos de programas de atletismo, nas universidade públicas norte-americanas, LoMonte concluiu que a maioria proibia os seus membros de darem entrevista sem a autorização prévia da direcção.

Alguma universidades eram, ainda, mais rígidas com o regulamento, ao desencorajarem os atletas de denunciarem práticas abusivas. 

Distribuição de jornais normalizada em Marselha

Mundo Galeria

Os jornais voltaram às bancas de Marselha, onde a distribuição de jornais estava condicionada desde Maio, altura em que a Presstalis entrou em liquidação e iniciou o seu processo de “rebranding”

Agora, a distribuição de publicações impressas vai ser assegurada pela France Messagerie ( que resultou a transformação da Presstalis) e pela Messageries lyonnaises de presse (MLP).

Para que a actividade fosse reiniciada, foi necessário pagar o aluguer do espaço da filial de Marselha, que está assegurado até Dezembro.

Ainda assim, a distribuição de jornais permanece “por um fio”, já que os colaboradores das empresas desejam continuar a sua actividade com uma nova estrutura: uma Société Coopérative d'intérêt Collectif (SCIC).

Pandemia provoca crise nas revistas de viagem

Media Galeria

O período de confinamento fez com que alguns sectores dos “media” entrassem em crise, já que os cidadãos deixaram de deslocar-se às bancas para comprarem as edições impressas das publicações.

Foi esse o caso do jornalismo de viagens. Isto porque, além de algumas publicações ainda assentarem no modelo tradicional, a maioria das deslocações, em férias, foi adiada ou cancelada.

Assim, boa parte das revistas de viagens perderam o seu público e anunciantes.

A título de exemplo, a “Family Traveller” foi forçada a suspender, em Abril, a edição impressa. O “site” continuou activo, até Setembro, e registou uma boa afluência. Contudo, a empresa não conseguiu “monetizar” os acessos “online” e entrou em liquidação.


“Site” da Vogue Internacional tem nova editora-executiva

Media Galeria

A jornalista Chioma Nnadi é a nova editora-executiva do “site” da Vogue Internacional, substituindo Stuart Emmrich. 

Numa nota interna, a responsável pela revista de moda, Anna Wintour, referiu que “todos conhecemos Nnadi. (...) Sabemos como ela é brilhante, enquanto escritora, editora e como uma colega. Acima de tudo, conhecemo-la como alguém que, intuitivamente, compreende a moda e lhe acrescenta um genuíno amor pela descoberta".

"Além disso -- prosseguiu Wintour -- Nnadi está entusiasmada e compreende que a ‘Vogue’ precisa de inovar a sua abordagem para chegar a novos públicos. Ela respeita o nosso passado icónico, mas não está ligada a velhas tradições. Chioma é uma editora excepcional e eu não poderia estar mais feliz”.

Chioma Nnadi começou a sua carreira na “Evening Standard Magazine”, em Londres, antes de se mudar para Nova Iorque para escrever para a Trace, uma revista independente de moda.


Facebook ameaça suspender serviços na UE

Mundo Galeria

A rede social Facebook ameaçou abandonar a União Europeia, caso seja obrigada a não partilhar os dados dos utilizadores europeus com os Estados Unidos da América. 

De acordo com o jornal “El Mundo”, a intenção foi revelada ao Supremo Tribunal da Irlanda, depois de a Comissão de Proteção de Dados irlandês, o principal regulador de privacidade do Facebook na Europa, ter iniciado  uma investigação sobre a forma como a empresa de Mark Zuckerberg transfere dados da União Europeia para os EUA.

Entretanto, a justiça irlandesa ordenou a suspensão da transferência de dados, enquanto a disputa legal entre a empresa e o regulador não estiver resolvida.

Jornalistas independentes da Libéria perseguidos

Mundo Galeria

Na Libéria, o trabalho dos jornalistas independentes continua a ser condicionado por figuras políticas, autoridades policiais e grupos de civis.

Recentemente, o jornalista Jallah, responsável pelo “media” independente “The News”, foi agredido por 30 homens, durante a cobertura do programa de registo eleitoral na Libéria.

Em declarações ao CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, Jallah afirmou que estava a filmar o grupo em causa, quando estes tentavam registar-se, para votarem de forma ilegal. 

Jallah disse acreditar que os atacantes trabalhavam para Victor Watson, membro do partido no poder, já que estes tiraram as suas armas de uma carrinha pintada com as cores dessa facção.

Watson comentou as acusações, confirmando que tinha ocorrido um confronto, mas identificou os atacantes como "apenas eleitores que queriam exercer os seus direitos cívicos", e acusou Jallah de tentar impedir as pessoas de votarem.


Jornal comunitário para dar voz à periferias londrinas

Mundo Galeria

O fundador da Ethical Journalism Network, Aidan White, lançou, agora, um projecto de jornalismo comunitário, que visa dar voz aos cidadãos do bairro de Newham, em Londres.

O “Newham voices” trata-se, então, de uma organização sem fins lucrativos, que funciona graças à colaboração de jornalistas voluntários, dispostos a reportar sobre temas de interesse público. O projecto conta, também, com um colaborador fixo, de forma a garantir a sua sustentabilidade e qualidade.

Em declarações ao “site” “Press Gazette”, White afirmou que “é muito simples crescer, quando um projecto é pequeno, e penso que é assim que o jornalismo vai sobreviver. Não está morto de forma alguma, na verdade está mais vivo do que se pensa e é mais necessário do que nunca”."Esta é a nossa experiência -- continuou -- e, por isso, estamos bastante optimistas, porque tudo indica que os cidadãos querem consumir o nosso jornalismo e estão dispostas a ajudar-nos”.

White acrescentou, ainda que, "há um impulso para o jornalismo que é baseado na comunidade, sustentável, cioso da sua independência editorial e que reconhece que vivemos num mundo onde o futuro do jornalismo assenta num modelo sem fins lucrativos”.


Jornalistas do "Guardian" em risco de despedimento

Mundo Galeria

Perante a quebra de receitas publicitárias e de circulação, o Guardian Media Group anunciou a dispensa de 180 colaboradores, entre os quais 70 jornalistas. 

Os profissionais já expressaram o seu desagrado, argumentando que, no contexto de pandemia, o Grupo deveria apoiar o jornalismo, em vez de colocar obstáculos à sua prática.

Entretanto, a NUJ (National Union of Journalists -- União Nacional de Jornalistas, em português), já enviou um apelo, considerando que a estratégia irá “afastar os leitores e prejudicar a qualidade do jornalismo” e instando a empresa “ a oferecer a opção de despedimentos voluntários a todo o pessoal em risco”.

Até porque, de acordo com os colaboradores do Guardian Media Group, a  imposição de quaisquer despedimentos obrigatórios "mina" a pretensão de ser um bom empregador. Além disso, aquela empresa de “media” tem  a certificação B-Corp, que obriga equilibrar os objectivos e os lucros, considerando os efeitos das suas decisões nos seus trabalhadores, clientes e no ambiente.
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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
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Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....