Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021

  

Direcção da CNN Portugal assumida por Nuno Santos

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O jornalista Nuno Santos foi confirmado como director da CNN Portugal, cessando funções como director-geral da TVI, noticiou o “site” “Meios e Publicidade”. Até à nomeação de novo um responsável , Hugo Andrade, assumirá, interinamente, a direcção-geral daquele canal.

Em comunicado, Nuno Santos manifestou a intenção de promover o “trabalho de equipa”, com o objectivo de “desenvolver uma nova forma de fazer jornalismo, mais presente na vida dos cidadãos”.

A CNN Portugal contará, igualmente, com Frederico Roque Pinho e Pedro Santos Guerreiro na direcção executiva. Ao primeiro vai caber a função de supervisionar a operação do canal de televisão, enquanto Pedro Santos Guerreiro ficará responsável pelo digital.

A coordenação do canal ficará a cargo do jornalista Pedro Pinheiro que, desde o final do ano passado, desempenhava funções de director-executivo da TSF.

Já na TVI, Anselmo Crespo mantém-se como director de informação, enquanto Pedro Mourinho e Joaquim Sousa Martins, ambos subdirectores de Informação da TVI, assumem funções transversais em ambos os canais.

“A CNN Portugal e a TVI vão ainda partilhar a mesma redacção, sem prejuízo de haver equipas dedicadas a cada um dos projectos”, clarificou o Grupo em comunicado.

Nova plataforma dedicada à mobilidade

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A Media Capital lançou a “Away”, uma nova plataforma dedicada à mobilidade e às viagens sustentáveis, cuja direcção está a cargo do jornalista Paulo Passarinho.

Através deste “site”, o Grupo de “media” pretende divulgar conteúdos sobre “acessibilidades, novas rotas de evasão, caminhos e espaços”, bem como informações relacionadas com as novas energias.

“Nas cidades e em todo o meio urbano, as pessoas, os veículos e os sistemas de transporte estão a evoluir para novos conceitos de mobilidade”, afirmou Paulo Passarinho, citado pela “Meios e Publicidade”. “O rápido desenvolvimento de novas tecnologias, mais limpas e sustentáveis, permite mobilidade e serviços cada vez mais conectados, com infraestruturas digitais feitas a pensar no bem-estar das pessoas”.

“E é a pensar nas pessoas, nos espaços envolventes, e na mobilidade sustentável que a AWAY pretende dar o seu contributo na divulgação, promoção e discussão das melhores soluções, e práticas, rumo a um futuro onde cada um de nós contribui diariamente para o bem de todos”, concluiu.

 

Directora de informação da BBC renuncia devido a pressões

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A directora de informação da BBC, Fran Unsworth, prepara-se para abandonar o operador público britânico, noticiou o jornal britânico “The Guardian”.

De acordo com a mesma fonte, a decisão terá sido motivada por tentativas de interferência do governo no funcionamento da corporação e por guerras internas.

Unsworth, que colabora com a BBC desde o início da sua carreira, já ocupou a maioria dos cargos de liderança no interior daquele operador. Enquanto directora de informação, cargo que desempenha desde Janeiro de 2018, liderou a cobertura noticiosa do Brexit e da pandemia de coronavírus.

Além disso, teve de enfrentar duras críticas tecidas pelo governo conservador, que pretende descriminalizar o não pagamento das taxas de TV, reduzindo, substancialmente, a fonte de financiamento do operador público.

A notícia sobre a demissão de Unsworth surge, aliás, depois de o “Financial Times” ter informado que Robbie Gibb, antigo director de comunicação de Downing Street, chegou a enviar mensagens àquela responsável, na tentativa de alterar a narrativa sobre as medidas de confinamento no Reino Unido.

Unsworth, por sua vez, já havia manifestado o seu compromisso para com a independência do jornalismo exercido na BBC.

... E ex-jornalistas da BBC pedem auxílio no Afeganistão

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Um grupo de ex-colaboradores da BBC, de nacionalidade afegã, acusou a emissora britânica de ignorar os seus pedidos de ajuda, relativamente à perseguição por parte dos talibãs.

Os 14 profissionais estão, neste momento, escondidos, por medo de represálias.

O operador público britânico afirmou, por sua vez, que realizou todos os esforços para ajudar os seus 171 correspondentes actuais no Afeganistão, mas que não lhe foi impossível estender este tipo de apoio a ex-colaboradores.

“Infelizmente fomos abandonados pela BBC”, afirmou um dos ex-colaboradores em causa, citado pelo jornal britânico “The Guardian”. “Estou sob ameaça. Eu e a minha família. A BBC tem uma responsabilidade para connosco, já que foi a nossa colaboração com este operador que nos colocou em perigo”.

“Os talibã acusaram-me de trabalhar para o governo britânico e de apoiar a invasão infiel do Afeganistão”, continuou aquele profissional, que já desempenhou funções de apresentador de televisão. “Também me questionaram sobre o facto de não ter reportado sobre as vitórias talibãs. Disseram que iriam localizar-me assim que chegassem a Cabul”.

“Precisamos de sair no Afeganistão. Na semana passada, um repórter foi espancado em frente a um operador de câmara, e foi acusado de insultar o Islão. Antes disso, outros dois jornalistas foram agredidos”.

SIC em vantagem nas audiências

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A SIC assegurou a liderança de audiências pelo 31º mês consecutivo, ao ter registado, em Agosto, um “share” de 19%, de acordo com o mais recente relatório da agência de meios Initiative, que integra o Grupo Mediabrands.

Da mesma forma, a TVI manteve-se no segundo lugar, com 16.4% de “share”, e a RTP1 em terceiro, com 9.9%. A estação de televisão pública foi o canal que mais perdeu em “share”, uma vez que registou uma quebra de -1.2 p.p. face a Julho, mês em que emitiu jogos do Euro 2020.

Por outro lado, os canais de TV pagos contaram com um “share” total de 36.4% (+0.7 p.p. vs julho), sendo a CMTV o canal mais visto da tipologia com 4.6%. Seguiram-se-lhe a SIC Notícias (2.1%) e Hollywood (1.7%).

De notar, ainda, o consumo de outros produtos (visionamento residual de canais não auditados e outras utilizações da TV como ‘streaming’ e consolas), que alcançou, em Agosto, o melhor resultado desde o início do ano (15.4%).

Analisando as audiências de canais por período horário, as madrugadas (02h30 – 7h30) e manhãs (07h30 – 12h30) foram lideradas pela TVI com um share de 7.9% e 13.9%, respetivamente. Já a SIC comandou os restantes períodos do dia.

Pedro Cruz na TSF

Breves

O jornalista Pedro Cruz, subdirector de informação da SIC até ao início do ano, vai reforçar a direcção da TSF, substituindo Pedro Pinheiro, que transitou para a coordenação da CNN Portugal.

A direcção da TSF passa, assim, a ser composta por Domingos de Andrade, Ricardo Alexandre, que já fazia parte da direcção como director-adjunto, e Pedro Cruz.

Pedro Cruz, recorde-se, deixou a SIC e em Junho passou a integrar o grupo Global Media, como director de novos projectos, função que acumulará, agora, com a direcção da TSF.

TSF reage a acusações de Carlos Vaz Marques

Media Galeria

O Conselho de Redacção da TSF reagiu às declarações de Carlos Vaz Marques, que acusou a estação de rádio de “bullying profissional”, após ter sido colocado numa “equipa de turno” e de ter sido alvo de uma tentativa de “corte no vencimento”.

Em comunicado, o CR considerou as acusações injustas, afirmando que “o texto de despedida divulgado por Carlos Vaz Marques” fez “um ataque totalmente injustificado a uma redacção que não pode, nem deve ser envolvida no meio de um processo que objectivamente é, apenas, laboral''.

“A utilização daquelas expressões só pode ser entendida à luz do facto de estar em curso um litígio com a Global Media”, disseram, acrescentando que o jornalista não demonstrou “a menor intenção de separar as águas”, acabando por envolver outros profissionais nas acusações.

Os representantes da redacção explicam, ainda, que, com o fim da rubrica “O Livro Do Dia”, em 2019, Carlos Vaz Marques ficou “somente com a função de apresentar e moderar o ‘Governo Sombra’”.

Recorde-se que, no dia 17 de Agosto, Carlos Vaz Marques publicou um texto nas redes sociais, acusando ter sido alvo de “situação atentatória” à sua “dignidade profissional”, e revelando que iria avançar com um processo contra aquela entidade patronal.

 

A lógica digital e a “economia criativa” como futuro dos “media”

Fórum Galeria

Os criadores de conteúdo “online” aproveitaram o período de confinamento, imposto pela pandemia, para atrair novas audiências e conseguir estabelecer parcerias lucrativas com grandes plataformas digitais, notou Ismael Nafría num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com o autor, este fenómeno verificou-se, igualmente, no sector da imprensa, que começou a entrar em contacto com jornalistas de nicho, com o objectivo de desenvolver novos formatos mediáticos, como os “podcasts” e as “newsletters”.

Assim, começou a surgir uma “economia criativa”, que, conforme indicou Nafría, depende de dois principais factores. O primeiro são os criadores de conteúdo que, através do seu processo criativo têm a capacidade de satisfazer as exigências do público. O segundo são as plataformas, através das quais os profissionais podem divulgar os seus produtos.

Embora os produtos de “nicho” não sejam, exactamente, uma novidade, a transição digital, impulsionada pela pandemia, fez com que os “media” passassem a estar mais atentos à criação deste tipo de formatos, com o objectivo de atrair novas audiências.

Além disso, hoje em dia, os criadores de conteúdo dispõem de ferramentas de edição inovadores, que permitem o desenvolvimento de reportagens originais, assentes nos princípios do jornalismo multiplataforma.

Estas valências passaram, também, a ser exploradas no formato áudio, destacando-se, neste âmbito, a plataforma Clubhouse, que começou a remunerar os criadores de conteúdos, consoante o número de novos utilizadores que conseguem atrair.

Este fenómeno começou, então, a ser analisado por alguns especialistas em modelos de negócio, como é o caso de Li Jin que, num artigo publicado na “Harvard Business Review” explicou que a “economia criativa” pode tornar-se numa solução para muitos profissionais desempregados.

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O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...