Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

O TC espanhol e o direito à informação dos detidos

Mundo Galeria

O Tribunal Constitucional de Espanha reconheceu o direito à informação e à liberdade de expressão dos detidos, o que foi considerado como uma sentença sem precedentes. Segundo aquele Tribunal Superior, a directiva agora adoptada corresponde ao “ direito à liberdade de expressão das pessoas presas, ao direito à liberdade de informação dos profissionais e da população a ser informada de assuntos de interesse público”. 

A introdução dessa emenda surgiu na sequência de um recurso apresentado pelaAssociação de Direitos Humanos da Andaluzia, que, em Fevereiro de 2018, contestou a recusa da prisão de Córdoba em autorizar uma entrevista ao jornal “eldiaro.es” de um dos reclusos, alegando não haver garantias da manutenção da segurança no estabelecimento. 

O Tribunal Constitucional reprovou as tentativas de silenciar as críticas sobre a situação nas prisões e considerou a recusa como uma "reacção por ter sido exercida a liberdade de expressão de uma forma que não foi do agrado da administração”.


Banco espanhol interessado na Cofina

Media Galeria

 O banco espanhol Abanca prepara-se para vender a posição de 5% que detém na Media Capital, com vista à participação no aumento de capital da Cofina, no âmbito da aquisição da TVI. 

 O investimento do Abanca  poderá rondar os 10 milhões de euros, uma vez que a Cofina propõe na oferta pública de aquisição (OPA) o  pagamento de 2,3336 euros por acção da Media Capital, valor que ainda poderá ser alvo de revisão. A confirmar-se o compromisso assumido pelo banco espanhol, a mesma verba será depois reinvestida no aumento de capital.

 A informação é adiantada pelo “Expresso”, que participou numa conferência de imprensa do Banco, em Santiago de Compostela. “Vamos manter a nossa participação original. Não há um incremento adicional”, informou Juan Carlos Escotet, presidente da administração.

 

 

Julgamento à porta fechada de jornalista no Irão

Media Galeria

O governo iraniano voltou a usar leis sobre a difamação na tentativa de coartar a liberdade de imprensa. O Tribunal de Comunicações de Teerão declarou culpados três editores por disseminação de notícias falsas, depois de terem publicado reportagens sobre a companhia de gás iraniano, empresa controlada pelo Ministério do Petróleo. 

O julgamento foi realizado à porta fechada, pelo foi impossível apurar as consequências para os repórteres detidos. O CPJ – Comité para a Protecção dos Jornalistas, apelou à reabertura do caso visto que o Irão tem já um vasto historial de “falta de credibilidade” judicial.

O governo iraniano é, segundo os RSF -- Repórteres sem Fronteiras, um dos maiores “predadores” contra a liberdade de imprensa. As autoridades  prendem jornalistas, bloqueiam “websites” e mantêm um clima de medo, inclusive, junto das famílias dos jornalistas. 


Jornais argentinos apostam nas “paywall” para compensar receitas

Media Galeria

Os jornais argentinos entraram tardiamente na lógica das “paywalls”, para limitar o acesso dos leitores aos conteúdos, mas os resultados positivos começaram a surgir, três anos depois da medida ter sido adoptada.

 O “Clarín”, jornal pioneiro no país, lançou o seu sistema de subscrições digitais em 2017, muito depois de acção ter sido seguida por outros “media” da América Latina (o grupo mexicano Reforma, implementou a paywall, em 2003, por exemplo).  Ainda que atrasada, a decisão foi crucial para o fortalecimento do jornal, numa época em que a crise do modelo de negócio dos jornais argentinos se aprofundava. 

Na última década, registou-se uma quebra acentuada na circulação média diária das edições impressas. De 1,4 milhão de cópias, em 2008, o número caiu para menos de 1 milhão em 2017. Por outro lado, a audiência digital no país soma 50 milhões o que não foi, contudo, suficiente para impedir a queda acentuada de receitas publicitárias. 


Agravam-se restrições oficiais aos jornalistas no Egipto

Actualidade
O Parlamento egípcio aprovou a proposta de alteração de Lei contra entidades terroristas, que amplia o escopo das entidades que podem ser consideradas ameaças à segurança nacional, no qual se incluem “canais de televisão, jornais, emissoras de rádios e redes sociais”. A porta-voz dos RSF – Repórteres Sem Fronteiras, Sabrina Bennouni, considerou a emenda “extremamente preocupante”, visto que as ameaças das autoridades egípcias contra os “media” serão, agora, “consagradas na lei”. De acordo com as informações obtidas pelos RSF, a emenda será adoptada assim que aprovada pela Câmara dos Deputados.

O “fact-checking” tornou-se endémico por causa da desinformação

Media Galeria

As agências de “fact-checking” surgiram como uma resposta à difusão massificada de desinformação, fenómeno que se tornou endémico a partir de meados da década passada. As “fake news” não são exclusivas do século XXI, são tão antigas como o próprio jornalismo. A escala da sua disseminação é, agora, muito superior, devido às redes sociais.

A verificação de factos não é, igualmente, uma novidade, tratando-se de uma tarefa essencial do exercício do jornalismo. O processo de “fact-checking” revelou-se essencial no final do século XX, com a extinção do cargo de “copy desk”,  e atingiu o seu auge com a transformação da indústria, que encarrega o jornalista de pesquisar informação bem como redigir e corrigir os textos.

O jornalista Maurício Caleiro considera que, apesar dos esforços, as empresas de “fact-checking” têm uma acção muito restrita e, por vezes, pouco fidedigna. Num artigo publicado no Observatório da Imprensa, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, o especialista em comunicação apontou algumas das principais lacunas do negócio.


Maioria dos municípios brasileiros são "desertos noticiosos"

Mundo Galeria

O futuro das cidades brasileiras vai depender do jornalismo local , considera o jornalista Carlos Castilho num artigo publicado no Observatório da Imprensa, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Para Castilho a imprensa local não pode assumir-se como mero observador, devendo apostar no jornalismo participativo e mediar o discurso civil. Os profissionais deverão, ainda, controlar o fluxo de dados para detectar a presença de notícias falsas, campanhas de desinformação e preservar a diversificação das fontes. A prática jornalística não perdeu relevância, está, apenas, a tomar um novo rumo.

Não é, contudo segredo que as reportagens locais foram, particularmente, afectadas pela crise global do jornalismo.


Projecto de literacia mediática em nome do jornalismo

Media Galeria

Os projectos de literacia mediática são importantes para a imprensa, pois habilitam os jornalistas com conhecimentos sobre “fact-checking”. Os especialistas sentem, porém, que essas iniciativas se devem estender a todos os consumidores de informação. 

No Brasil, têm surgido diversos projectos que visam influenciadores digitais, políticos e ainda professores, com o objectivo de encontrar novos aliados no combate à desinformação.

O Redes Cordiais foi criado, em 2018, pelos jornalistas Alana Rizzo, Clara Becker e Guilherme Amado, e destina-se àqueles que trabalham, directamente, com as redes sociais e que têm um espectro alargado de seguidores. “Já existiam muitos projectos que visavam os stakeholders tradicionais. Queríamos falar a pessoas fora dessa bolha”, afirmou Rizzo. 


« ... 4  5  6  7  8  9  10  11  12  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

ver mais >
Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...