Os rendimentos consolidados da Media Capital desceram 22% até Outubro deste ano, para 104,6 milhões de euros, revelou o Grupo, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A empresa justificou os resultados com a pandemia e a redução da quota de audiência.
Segundo a Media Capital, estes factores “tiveram maior incidência nos meses de Março a Junho, período em que o mercado publicitário relevante do grupo Media Capital recuou de forma agregada”.
Por outro lado, o Grupo referiu que, “devido a uma cuidada gestão de tesouraria”, o endividamento financeiro líquido do período em análise, diminuiu 7,3 milhões de euros desde Junho de 2020 (de 93,5 milhões de euros para 86,2 milhões de euros)”.
“Neste ambiente, e consciente da sua relevância e responsabilidade enquanto Grupo de ‘media’ de excelência e referência em Portugal, foram tomadas as medidas operacionais e estratégicas adequadas por forma a corresponder aos difíceis desafios, garantindo em simultâneo a qualidade da cobertura jornalística e dos restantes conteúdos ao público em geral, bem como a execução das necessárias medidas de segurança sanitária”, garantiu a empresa.
O Grupo Discovery, que detém os canais Eurosport, vai proceder a um corte de 10% no número de colaboradores. A medida foi justificada com a diminuição das receitas na transmissão “tradicional” de programas -- ou seja, nos conteúdos que são consumidos em “directo”.
O plano de contenção deverá afectar todo o escritório de Paris, que inclui os canais Eurosport France, Eurosport International e Discovery France.
Entre as equipas afectadas, poderão incluir-se técnicos de vídeo e pessoal envolvido na gestão de antena. Mas, em declarações ao jornal “Le Monde”, um dos colaboradores do Grupo afirmou que ainda não foi revelado “quem está de partida”.
Na opinião daquele profissional, a empresa deveria ter adiado a medida, já que a Eurosport obteve licença para transmitir os Jogos Olímpicos de Tóquio (agendados para Julho de 2021), o que deverá impulsionar as receitas.
Nos últimos meses, o Eurosport-Discovery sofreu várias mudanças na gestão. No início de Setembro, o Grupo anunciou a anexação da filial do Eurosport France a Espanha, e consequentemente, a partida de Laurent Prud'homme, o director da Discovery France.
Os portugueses passam, em média, 129 minutos, por dia, nas redes sociais, o que faz de Portugal o quinto país da União Europeia com maior utilização destas plataformas e, por conseguinte, dos mais expostos à desinformação, revelou um relatório do Centro Comum de Investigação (CCI), o serviço científico interno da Comissão Europeia.
De acordo com o estudo, no ano passado, "48% dos cidadãos da União Europeia [UE] utilizavam redes sociais todos os dias, ou quase todos os dias". Desta forma, as plataformas digitais tornaram-se “uma característica omnipresente na vida" dos cidadãos europeus.
O relatório revelou, igualmente, que, entre Julho de 2019 e Julho de 2020, a quase totalidade (98,5%) da utilização das redes sociais em toda a UE assentava sobre cinco plataformas, todas elas norte-americanas: o Facebook, o Pinterest, o Twitter, o Instagram e o YouTube.
Relativamente à política, os responsáveis pelo estudo referiram que "os espaços ‘online’ podem funcionar como laboratórios que desenvolvem conversas extremistas”, existindo provas de que “as redes sociais mudam o comportamento cívico dos cidadãos, incluindo o incitamento a comportamentos perigosos, tais como crimes de ódio".
O Facebook lançou o “Get Digital”, um programa gratuito de literacia digital para jovens, pais e educadores portugueses. O objectivo é ajudar os mais novos “a navegarem de forma segura”, num mundo “online” “progressivamente mais complexo”, e a influenciarem “a comunidade de forma positiva”.
Os recursos deste programa assentam em cinco pilares: Alicerces digitais; Bem-estar digital; Interação digital; Emancipação digital; e Oportunidades digitais.
“Os cinco pilares estão distribuídos num módulo de três partes distintas: educadores, pais e jovens”, adiantou o Facebook, referindo que “esta abordagem holística permite que a mensagem da segurança ‘online’ esteja presente tanto em casa, como na sala de aula”.
Enquanto os educadores têm acesso a 37 lições para apresentar, a alunos dos 11 aos 18 anos, os pais podem aceder a cinco vídeos educativos. Por outro lado, os próprios jovens têm à sua disposição uma série de exemplos de impacto positivo na comunidade “online”, assim como exercícios e actividades.
O governo turco aplicou multas às principais redes sociais, incluindo o Twitter, Facebook e Instagram, por estas plataformas terem desrespeitado as directivas de uma nova lei, que entrou em vigor no mês de Outubro.
Segundo a nova legislação, as redes sociais com mais de um milhão de ligações únicas diárias, como o Twitter e o Facebook, devem eleger um representante na Turquia, e eliminar determinados conteúdos num prazo de 48 horas.
No caso de incumprimento destas obrigações, as plataformas arriscam-se a multas até 30 milhões de liras turcas (cerca de três milhões de euros).
Apesar da ameaça de sanções, a maioria dos “gigantes” das redes sociais recusou, até ao momento, acatar as medidas previstas pela lei, ao considerarem que pode abrir o caminho a actos de censura.
Por isso, “foi imposta uma multa de 10 milhões de liras turcas (cerca de um milhão de euros) aos fornecedores de redes sociais, incluindo Facebook, Instagram, Twitter, Periscope, YouTube e TikTok, que não declararam ter designado um representante no final do prazo legal“, anunciou Ömer Fatih Sayan, vice-ministro dos Transportes e infraestruturas.
A cobertura mediática das eleições norte-americanos focou-se, durante os meses de Setembro e Outubro, em reportagem sobre desinformação, censura e utilização das redes sociais revelou um estudo do “site” “Axios”.
Isto verificou-se, principalmente, em canais noticiosos, cujos jornalistas passaram a empregar expressões como “fake news” ou “misinformation” (informação enganadora, em português).
Estes tópicos vieram “ultrapassar” os termos que, por norma, são utilizados em período pré-eleitoral, como “imigração”, “segurança social” e “alterações climáticas”.
De acordo com a análise do “Axios”, esta tendência foi impulsionada pelo candidato republicano, Donald Trump, que tende a questionar o trabalho dos “media”. Aliás, o termo mais empregado por Trump, durante o último ano, foi “fake news”.
A “Axios” recordou , ainda, que os temas relacionados com a liberdade de imprensa e confiabilidade raramente são abordados pelos “media”.
Os colaboradores da agência Lusa decidiram, em plenário, que irão entrar em greve, nos dias 13 e 14 de Novembro, como forma de protesto contra o corte de 29,65 euros no subsídio de transporte.
Esta redução, explicaram os profissionais, foi efectivada no salário, de Outubro, “de forma unilateral pela administração da empresa”.
Além de defenderem a reposição do montante, os colaboradores da Lusa exigem, ainda, “o cumprimento integral do Acordo de Empresa, nomeadamente, as cláusulas relativas ao pagamento do trabalho extraordinário e nocturno, e a integração nos quadros dos trabalhadores com vínculo precário que respondem a necessidades permanentes”.
Ademais, “os sindicatos tudo farão para inverter a situação e retomar as negociações das matérias pecuniárias previstas no Acordo de Empresa”.
A Associação de Imprensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- voltou a promover, no dia 3 de Novembro, uma sessão de "Workshops para a leitura da imprensa", destinados a jovens entre os 13 e os 17 anos.
A conferência, organizada pela APM em colaboração com a Fundação "la Caixa", contou com a presença do director do jornal “El Mundo”, Francisco Rosell, que encorajou os jovens a continuarem a informar-se sobre literacia mediática.
“Estamos a viver numa época de ‘infodemias’, ou a chamada superabundância de informação, que, por vezes geram confusão entre os cidadãos”. Neste contexto, Rosell aconselhou os participantes a desconfiarem dos conteúdos que “reafirmem as nossas preconcepções”.
Da mesma forma, o director do “El Mundo” destacou "a necessidade social do jornalismo", ou seja, o trabalho que os “media” desenvolvem para ajudarem a sociedade a discernir a verdade da desinformação.
Rosell afirmou, ainda, que “os ‘media’ são, não só, uma extraordinária fonte de conhecimento", mas que enriquecem, igualmente, "a escrita, a conversa e, acima de tudo, a reflexão".
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