null, 7 de Março, 2021

  

Morreu Larry Flint criador da revista “Hustler”

Media Galeria

Morreu o "publisher" norte-americano Larry Flynt, criador da revista erótica “Hustler”, vítima de um ataque cardíaco. Tinha 78 anos.

Lançada em 1974, enquanto concorrente directa da “Playboy”, a “Hustler” ficou conhecida do público ao ter publicado, um ano depois, fotografias explícitas da antiga primeira-dama dos Estados Unidos, Jacqueline Onassis, casada com John F. Kennedy.

À época, Flynt pagou 18 mil dólares (mais de 16 mil euros) a um “paparazzo” para fotografar Onassis sem o consentimento da própria. A revista vendeu mais de um milhão de cópias só naquela edição.

Um ano depois, Flynt foi julgado em Cincinnati por acusações de obscenidade e crime organizado. Condenado entre sete a 25 anos de prisão, Flynt abandonou o estabelecimento prisional com apenas seis dias de pena cumprida.
Mais tarde, em 1983, Flynt foi novamente processado, por ter satirizado um anúncio do televangelista Jerry Falwell, sob acusação de invasão de privacidade e de danos emocionais intencionalmente infligidos.
Em 1988, Flynt recorreu ao Supremo Tribunal, que decidiu -- com base na 1ª e 14.ª Emendas da Constituição norte-americana -- que Falwell, enquanto figura pública, não poderia ser indemnizado enquanto alvo de uma paródia, facilmente identificável como tal.

Facebook testa redução de conteúdos políticos

Mundo Galeria

O Facebook vai passar a mostrar menos conteúdos de cariz político a uma pequena percentagem dos seus utilizadores no Canadá, Brasil, Indonésia e Estados Unidos.

Segundo informou aquela rede social, esta é uma medida de teste, que deverá vigorar ao longo dos próximos meses.

O objectivo é melhorar o “feed” da rede social e encontrar um “equilíbrio no conteúdo que as pessoas desejam ver”, uma vez que “os utilizadores não querem que o conteúdo político assuma um papel de destaque”, informou a directora de Gestão de Produtos do Facebook, Aastha Gupta, numa publicação no “blog” da empresa.

“Durante estes testes iniciais, iremos explorar diferentes maneiras de ordenar o conteúdo político nos ‘feeds’, para decidirmos as abordagens que iremos usar no futuro”, adiantou.

Ainda assim, as informações sobre a covid-19, provenientes de fontes oficiais, não serão visadas por esta medida.

No final de Janeiro, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, já tinha informado que a plataforma estava a considerar diminuir a quantidade de conteúdos políticos.

O "Sol" poderá "desdobrar-se" em dois semanários...

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A LapaNews -- que detém, agora, a licença da marca Sol -- está a preparar o lançamento de um novo semanário em papel, prevendo uma equipa de 25 jornalistas e um investimento até três milhões de euros. 

Desta forma, passará a existir um semanário “Sol”, que sai às sextas, e o “Nascer do Sol'' (ex-Sol), disponível nas bancas aos sábados. 

O objectivo era que o primeiro número fosse lançado já na primeira semana de Março, no entanto, a data poderá resvalar, face à evolução do confinamento imposto pela pandemia da covid-19. 

A direcção do título deverá ser assumida por Octávio Lousada Oliveira (director) e Diogo Agostinho (director-executivo).

A estimativa é que o novo semanário tenha uma circulação entre os oito e os nove mil exemplares. 

Recorde-se que os jornais “Sol” e “I” eram, até 2015, editados pela Newshold, empresa do universo Pineview Overseas.A Newshold foi, entretanto, encerrada, e Mário Ramires, director dos dois títulos, criou a Newsplex, de forma a assegurar a continuidade do diário e do semanário. 
Desde 19 de Dezembro que o semanário “Sol” se apresenta como “Nascer do Sol”, uma mudança de nome acompanhada pelo diário” I” que adoptou a designação "Inevitável".

Novas regras para a protecção da privacidade "online"

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O Conselho da União Europeia (UE) aprovou o arranque da revisão das regras sobre a privacidade nas comunicações electrónicas, que visa aumentar a protecção ‘online’ dos utilizadores.

Portugal tem, agora, um mandato para negociar, com o Parlamento Europeu, as regras sobre a protecção da privacidade e confidencialidade na internet, que irão regular o processamento e acesso a dados pessoais.

Entretanto, em comunicado, o Conselho confirmou que “os Estados-membros acordaram num mandato de negociação para a revisão das regras sobre a proteção da privacidade e confidencialidade na utilização dos serviços de comunicações electrónicas”.

De acordo com o Conselho, “estas regras actualizadas definirão os casos em que os fornecedores de serviços estão autorizados a processar dados de comunicações electrónicas ou a ter acesso aos dados armazenados nos dispositivos dos utilizadores finais”.

A nota recorda, igualmente, que o objectivo do documento aprovado passa por dar seguimento à proposta de regulamento sobre privacidade e comunicações electrónicas, adoptada pela Comissão Europeia em 2017, e que prevê uma revisão da lei de 2002.

Empresário de "media" em Hong Kong em risco de prisão perpétua

Mundo Galeria

Um tribunal de Hong Kong negou a libertação, sob fiança, do empresário dos “media” Jimmy Lai, que enfrenta acusações ao abrigo da nova lei de segurança nacional. Lai poderá, agora, ser condenado a uma pena de prisão perpétua.

A decisão do Tribunal de Última Instância acontece num momento marcado pela forte pressão do Governo chinês e dos “media” estatais, que querem manter o empresário preso.

Lai, um defensor declarado da democracia em Hong Kong, foi detido em Dezembro, sob acusação de conluio com forças estrangeiras e de ameaçar a segurança nacional.

A nova lei de segurança nacional, imposta a Hong Kong por Pequim, estabelece que Lai não pode sair sob fiança, e que ficará preso, pelo menos, até ao início do julgamento, marcado para Abril.

Da mesma forma, ao abrigo deste documento, a actividade política da oposição foi limitada, e as autoridades dispõem, agora, de amplos poderes para processar os activistas, com base em acusações vagamente definidas de subversão, secessão, terrorismo e conluio com potências estrangeiras.

Além disso, os “media” e o discurso privado ficaram submetidos a possíveis punições criminais.

Compra de acções da Lusa gera divergências na ERC

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O vice-presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Mário Mesquita, considera que a compra da participação da Lusa pelo grupo Bel é um “assunto grave“, e que não há “grande margem de manobra” contra esta operação.

“Reafirmo que, efectivamente, disse [em Janeiro, no Parlamento] que considerava o assunto grave e continuo a considerar”, afirmou Mário Mesquita, durante a audição da ERC na comissão da Cultura e Comunicação.

E “considero tanto mais grave” a ideia de que “na base da legislação actual a ERC não tem grande margem de manobra” na matéria, já que “a agência noticiosa é um lugar estratégico na comunicação social”.

Segundo, ainda, Mesquita “Parece-me não haver […] uma estratégia definida quer pelo Governo, quer pela Assembleia da República, quer pela ERC, para a agência noticiosa”, salientou.

Na sua intervenção, o vice-presidente da ERC observou, da mesma forma, que o Grupo liderado por Marco Galinha (também accionista da Global Media), “não tem tradição” nem “passado“ no sector dos “media”.

“Isto é preocupante. Acho que era bom a ERC ter meios para se pronunciar”, rematou.

Redacção da Euronews fez greve inédita

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Os colaboradores do canal televisivo europeu Euronews, com sede em França, adoptaram uma greve de 24 horas, para denunciar o despedimento colectivo de 40 profissionais.

De acordo com um porta-voz da Euronews, a medida prende-se com os efeitos da pandemia nas receitas do canal, que irá, agora, criar “novos empregos ligados ao desenvolvimento digital”, que serão propostos, prioritariamente, “aos funcionários cujos postos de trabalho actuais sejam afectados pelo plano de saídas”.

Os representantes sindicais do canal televisivo consideram, contudo, que este é um plano, meramente, económico, e exigem que o número de despedimentos seja reduzido.

“É a primeira greve intersindical na empresa e há uma boa mobilização em todos os serviços”, disse, em entrevista à AFP, Christelle Petrongari, jornalista e delegada do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

“Na Euronews não temos uma cultura de greve, mas a situação é alarmante. Pedem-nos para fazer mais com menos”, sublinhou, por seu lado, Cécile Marion, delegada da CGT.

Os representantes do SNJ Euronews disseram-se, ainda, preocupados com o desaparecimento do serviço em turco.

“Figaro” adopta “fait-divers” para captar assinantes

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O jornal francês “Figaro” lançou, em Janeiro, uma secção de “fait-divers”, o que tem vindo a causar polémica e descontentamento no interior da redacção.

Isto porque, segundo noticiou o “Monde”, a criação da nova editoria -- que emprega, agora, quatro jornalistas a tempo inteiro -- veio levantar questões sobre o processo de despedimento colectivo, que se encontra em fase final.

Com isto, os representantes sindicais do jornal foram chamados a intervir.

“A editoria Sociedade tomou conhecimento da nova proposta de ‘fait-divers’ apenas alguns dias antes do seu lançamento. Além disso, os jornalistas da publicação não foram informados sobre o processo de recrutamento”, afirmou, em comunicado, a Sociedade de Jornalistas do “Figaro”.

Ademais, a publicação generalista nunca se tinha dedicado a reportar sobre este tipo de eventos, que se caracterizam por serem pitorescos, excepcionais, inusitados e sociais.

Assim, os jornalistas consideram que esta iniciativa é pouco ética para conquistar novos assinantes digitais e conquistar “clicks” “online”.

 

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...