Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

Mário Ferreira queixa-se à ERC da Cofina

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O empresário Mário Ferreira apresentou uma queixa contra o Grupo Cofina, na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), por considerar que aquela empresa está a utilizar as suas publicações para o “atacar”.

De acordo com Mário Ferreira, os ataques da Cofina têm como objectivo "condicionar decisões da ERC e CMVM" pois "os accionistas da Cofina querem, ainda, em total desespero, comprar o remanescente das acções da Prisa, que detinha a Media Capital".

O empresário decidiu, então, solicitar uma "intervenção urgente da ERC na adopção de medidas que assegurem as regras legais, éticas e deontológicas que regem o exercício da liberdade de imprensa, e que a Cofina optou por não usar".

Recorde-se que, em Maio, Mário Ferreira adquiriu 30% do Grupo Media Capital. 


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades na BBC

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À semelhança de outros operadores públicos, a BBC tem funcionado, no Reino Unido, como  um regulador da polarização política, recordou Joshua Benton num artigo publicado no “site” do “Nieman Lab”.

De acordo com Joshua Benton, isto deve-se ao facto de a BBC ter sido criada para o bem de todos os cidadãos, enquanto “barreira” contra o totalitarismo e  fórum para o debate público.

Até porque, no Reino Unido, tanto cidadãos conservadores como liberais recorrem à informação da BBC, enquanto fonte fiável de informação.

Contudo, o autor considera que o papel “democratizante” da BBC pode estar em risco, agora que começaram a surgir novos “media”, com uma linha editorial assumidamente conservadora, que contratam antigos colaboradores do operador público.

A título de exemplo, Andrew Neil, uma das figuras mais conhecidas da informação britânica, passou a colaborar com o canal GB News. 

Ora, de acordo com o autor, contratar personalidades nas quais os cidadãos confiam, serve de mecanismo para transmitir uma doutrina, minando a credibilidade do serviço público de informação.


"Le Parisien" muda de director em transição para o digital

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O jornalista Jean-Michel Salvator assume a direcção do “Parisien”, numa altura em que o título continua a sua transição para o digital. O profissional substitui, assim, Stéphane Albouy.

“É o fim de um ciclo", afirmou Pierre Louette, presidente do Grupo Les Échos-Le Parisien, ao “Figaro”. “Gerir a redacção do ‘Parisien’ é um trabalho duro. Stéphane Albouy liderou, com energia e profissionalismo, o projecto de renovação editorial , que está em curso. Jean-Michel Salvator assumirá o controlo, numa altura em que precisamos de novas estratégias e ideias para o desenvolver".

Agora, Salvator ficará incumbido de conquistar 200 mil subscritores “online”, durante os próximos cinco anos, e realizar cortes orçamentais na ordem dos 10 milhões de euros.

Além disso, o novo director deverá supervisionar o despedimento voluntário de cerca de 40 jornalistas,  reforçando, por outro lado, as equipas editoriais de “novas tecnologias”, “ambiente” e “lifestyle”.

O novo responsável do “Parisien” iniciou a sua carreira na rádio, tendo, depois passado pela imprensa escrita e pelo conteúdo “online”


Media Capital com prejuízos acima dos 14 milhões

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A Media Capital registou prejuízos de 14,4 milhões de euros no primeiro semestre, com os rendimentos operacionais a caírem 36%, as receitas de televisão (TVI) a diminuírem 34%, e as de rádio e entretenimento a decrescerem 48%.

Contudo, a empresa detentora da TVI perspectiva “a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”, justificando as quebras com os efeitos económicos da pandemia. 

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital referiu, que “a conjugação de uma retoma, ainda que titubeante, da normalidade da actividade económica, com a melhoria clara das audiências em televisão, digital e a continuação da liderança das rádios do Grupo, bem como a tendência para a normalização da actividade de produção de conteúdos permitem perspectivar a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”.


Director do JN com assento na administração Global Media

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O director do “Jornal de Notícias”, Domingos de Andrade, passará a acumular estas funções com a de vogal da administração da Global Media. A decisão foi anunciada num “email” distribuído pelos colaboradores do Grupo.

Andrade, que conta com cerca de 30 anos no sector dos “media”, licenciou-se em Jornalismo, com pós-graduação em Sociologia das Organizações, pela Universidade do Minho.

Ao longo da sua carreira, passou por diversas publicações, tanto em Lisboa como no Porto, nas quais exerceu funções de repórter, editor e chefe da redacção. Actualmente, é docente na Universidade Católica e comentador político em vários “media”. 

Assumiu a direcção do JN, no qual já era editor-executivo, em Setembro de 2018, quando Afonso Camões passou a director-geral de publicações do Grupo.


Governo espanhol veta jornalistas no ensino de línguas

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A Federação das Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) solicitou à ministra da Educação e Formação Profissional, María Isabel Celáa, o levantamento do veto que impede os jornalistas de ensinar línguas.

A FAPE, que actua como porta-voz da Plataforma de Professores Jornalistas, desencadeou este pedido após María Isabel Celaá ter declarado que a Educação vai tornar os requisitos para o ensino mais flexíveis, "de uma forma excepcional e limitada", no contexto da pandemia. 

O presidente da FAPE, Nemesio Rodríguez, enviou, entretanto, uma carta à ministra, na qual suscita esta reclamação, solicitando, ainda, uma entrevista para a informar sobre a situação destes professores, que são, arbitrariamente, impedidos de dar aulas de línguas nas referidas escolas. 

A FAPE salientou, da mesma forma, que os profissionais em questão já completaram mestrados em educação.


“Smart TV” supera os “tablets” no acesso à Internet

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As “smart TV” estão a tornar-se populares, junto dos portugueses, e são, já, o terceiro dispositivo mais utilizado para o acesso à internet, de acordo com dados do Bareme Internet 2020, realizado pela Marktest. 

A “smart TV” surgiu, pela primeira vez, nos dados do Bareme Internet em 2012, com uma utilização de apenas 2%, tendo revelado “crescimentos modestos” até há dois anos. Em 2016, ultrapassou as consolas de jogos, para se tornar na quarta plataforma mais utilizada para aceder à internet, mas continuava a ser referida por apenas 10% dos portugueses. Subiu para os 19% em 2019 e superou, agora, o “tablet”, com 25% contra  22%.

 “Entretanto, aumentou a oferta de televisores com acesso a conteúdos ‘online’, com a respectiva descida de preços, tornando este equipamento multimédia cada vez mais acessível. Trata-se de uma substituição tecnológica, a qual continuará a ocorrer nos próximos anos”, pode ler-se no relatório. 


Moniz troca TVI pelo "streaming"

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O antigo director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, vai deixar as funções no canal, enquanto consultor da produtora Plural, para se dedicar à criação e produção de conteúdos para plataformas de “streaming”, em associação com autores e produtores internacionais.

A mudança ocorre um mês depois de Cristina Ferreira ter assumido a direcção de Entretenimento e Ficção daquele canal.

O profissional vai, também, deixar o Benfica, onde é vice-presidente, administrador da SAD, e actual responsável pela Benfica TV. A notícia foi avançada pelo “Correio da Manhã”, que não apurou as circunstâncias da decisão.


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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....