Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019

  

Estreia da emissão da Rádio Observador

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Está no ar, desde as 7h da manhã de 27 de Junho, a Rádio Observador, apresentada como “uma rádio de informação, que responde de forma rápida aos acontecimentos”. Pode ser escutada online, através do site do jornal Observador, ou em FM, em 98.7 na zona de Lisboa.

A nova rádio, um projecto do jornal com o mesmo nome, esteve anunciada para a data do quinto aniversário do Observador, a 22 de Maio, mas só agora ficaram reunidas todas as condições para poder entrar em emissão. Tem previstos noticiários de 30 em 30 minutos, 24 horas por dia, ou “interrompendo a programação para emissões especiais quando a actualidade o justificar”.

"Plataforma de Macau" festeja aniversário

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O semanário bilingue Plataforma de Macau anunciou o lançamento de três novos projectos  -  a Plataforma Grande Baía, para conferências em Macau, no espaço lusófono e na região da Grande Baía, “que Pequim quer transformar numa metrópole mundial”;  a Plataforma Azul, debatendo a sustentabilidade e novas oportunidades de negócio, abordando a lusofonia como sendo “também ela uma rota marítima”;  e a Plataforma de Sabores, sobre as “trocas culturais a partir da gastronomia”.

Em 2018, o semanário Plataforma de Macau já tinha lançado o jornal digital Plataforma Media, inserido no Grupo Global Media, com edição trilingue (português-chinês-inglês) e quinze parceiros internacionais, chineses e lusófonos.

Conselho da Europa condena impunidade no homicídio de jornalista

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Dez conhecidas organizações internacionais de defesa da liberdade de Imprensa e protecção dos jornalistas declaram, em comunicado conjunto, o seu regozijo pela resolução aprovada, no dia 26 de Junho, pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, condenando a persistente impunidade dos responsáveis pelo assassínio da jornalista Daphne Caruana Galizia e a sistémica falência do poder judicial na ilha de Malta, apelando a um inquérito independente no espaço de três meses.

A resolução acompanha o relatório do deputado holandês Pieter Omtzigt, na sua qualidade de Relator Especial da Assembleia para este caso.

Noiva do jornalista Khashoggi pede justiça à ONU

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A cidadã turca Hatice Cengiz, noiva do jornalista Jamal Kashoggi, morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul, pediu justiça às Nações Unidas, afirmando a necessidade urgente de um inquérito internacional. Segundo disse, a investigação da própria Arábia Saudita “não tem legitimidade”, porque “foram eliminadas provas”.

Num encontro à margem do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a noiva de Kashoggi  - que fora ao consulado tratar dos documentos necessários para o casamento -  recordou que, após todas as informações já conhecidas, “ninguém pode negar que foi um crime premeditado e não o resultado de uma situação que se tornou incontrolável”.

“A ONU é a única via que resta”  - disse.

Diário propõe aos jornalistas "prémios de produtividade"...

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O diário australiano Herald Sun vai atribuir prémios, em dinheiro, aos seus jornalistas cujos artigos levem os leitores a tornarem-se assinantes, ou que ultrapassem um determinado patamar de audiência. Durante um período experimental de três meses, lançado nas editorias de actualidade geral e desportos, se um artigo tem por efeito um certo número de assinaturas, o autor será premiado com um bónus de dez a 50 dólares.

O mesmo acontecerá em função do número de visionamentos registado entre os que já são assinantes digitais. Segundo fontes do diário britânico The Guardian, “alguns jornalistas vão assim poder ganhar centenas de dólares extra por semana”.

O diário francês Le Figaro comenta que “recompensar financeiramente os jornalistas pelo seu ‘desempenho’ é eticamente discutível. É de recear que estes bónus levem a redacção a concentrar-se sobre temas de sucesso, como faits-divers ou artigos sobre temas ‘fracturantes’, como a imigração, em detrimento de temas menos apetecíveis para os assinantes”.

Americanos vêem televisão sem "largar" a Internet...

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Na sua grande maioria, quase a chegar aos 90%, os cidadãos dos Estados Unidos vêem televisão com as mãos ocupadas a fazer pesquisa na Internet, ou a consultar as suas redes favoritas, ou outra coisa qualquer. Muitas vezes é para identificarem melhor aquilo de que se trata no programa, outras é mesmo para “partilhar” imediatamente com alguém...

Já estávamos habituados a ver as pessoas fazerem isto à mesa, ao lado da família ou dos amigos reais (não os do Facebook). Os olhos e ouvidos estão sempre noutra “janela”. Agora, os dados colhidos pelo grupo Nielsen, especializado em medidas de audiência, revelam a extensão desta espécie de dupla presença simultânea.

O estudo original, intitulado “Internet e tendências digitais para 2019”, é da especialista em capital de risco Mary Meeker.

Portugueses confiam nos Media e não desconfiam da TV

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O nível de confiança dos portugueses nos media e no jornalismo, de modo geral, baixou, este ano, quatro pontos percentuais, para 58%, “mas ainda deixa Portugal em segundo lugar entre 38 países”  -  abaixo da Finlândia (com 59%) e acima da Dinamarca (com 57%). E o consumo de informação pelo telemóvel ultrapassou, pela primeira vez, o do computador (com 62% contra 57%), continuando os tablets em declínio nesta função. A televisão continua, no entanto, a ser o meio de comunicação preferido, no nosso País, como fonte de notícias, com 81%, ficando a leitura online em segundo, com 79%.

O nível médio de confiança, em todos os países avaliados, desceu dois pontos, para 42%, e menos de metade dos inquiridos (49%) concordam que confiam sobretudo nos meios que eles próprios usam. Este nível caíu onze pontos, em França, ficando em 24%, “à medida que os media estão sob ataque por causa da sua cobertura do movimento dos ‘coletes amarelos’”. A confiança nas notícias obtidas por pesquisa na Internet (33%), ou pelas redes sociais (23%), mantém-se estável, mas baixa, com os valores referidos.

Na tabela do relatório sobre a preocupação quanto ao que é verdadeiro ou falso nas notícias pela Internet, o Brasil vem em primeiro lugar, com 85%, e Portugal em segundo, com 75%.

São estas algumas das conclusões destacadas do Digital News Report 2019, do Instituto Reuters, agora divulgado. O trabalho assenta num inquérito realizado pela empresa de pesquisa de mercado YouGov, junto de 75 mil consumidores de informação online de 38 países, incluindo, pela primeira vez, a África do Sul.

Defender o ambiente é perigoso para os jornalistas

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Para esconder os crimes ambientais, fazem-se outros crimes, contra as pessoas que tentam denunciá-los. O número de jornalistas mortos por fazerem investigação sobre estes atentados está a aumentar, tornando este tipo de reportagem cada vez mais perigoso, logo a seguir ao jornalismo de guerra.

Um estudo do Comité para a Protecção dos Jornalistas identifica 13 mortes nos últimos dez anos, e continua a investigar 16 casos suspeitos, o que pode chegar a quase três dezenas de assassínios. Grandes empresas mineiras que não respeitam as regras de extracção sem prejuízo para o ambiente ou para a segurança das populações recorrem a meios extremos para esconderem os seus “segredos sujos”.

“O padrão de violência e intimidação repete-se em todos os continentes contra jornalistas que investigam situações abusivas em torno de actividades de exploração de recursos naturais por parte de empresas e interesses políticos. Estes recursos estão na base de produtos utilizados diariamente por milhões de consumidores que ignoram a sua origem e história.”

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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...