Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

A guerra como tema da revista "America"

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A guerra alimentou, profundamente, o imaginário americano, tanto na literatura como no cinema. Os Estados Unidos são, desde a sua formação, protagonistas de não poucos de conflitos.

É sob a premissa “Será que a América ama a guerra?” que a revista trimestral “America” publica a sua 12ª edição, que conta com a colaboração de nomes como Tim O'Brien, Kevin Powers e Elliot Ackerman, que relataram as suas experiências enquanto membros de exército. 

Os romancistas James Ellroy e Don Winslow são, também, parte desta edição dedicada aos conflitos armados, na qual discutem a relação única do seu país com a guerra.

Outro ponto relevante desta edição da “America” é uma entrevista de 22 páginas com Margaret Atwood. Pioneira da literatura distópica, a autora de “The Handmaid’s Tale” aborda os temas que percorrem a sua obra: o feminismo, a crise climática, o fracasso das democracias, o futuro que nos espera. 


Estudo revela que confiança nos “media” estagnou

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A confiança dos cidadãos na imprensa estagnou, no ano passado, e nenhum meio de comunicação foi considerado absolutamente confiável, segundo o Barómetro Edelman Trust. As desigualdades e a falta de esperança no futuro constituíram os principais factores ligados a esse fenómeno.

O barómetro destaca que os cidadãos confiam mais nas empresas e nas ONG do que nos governos e nos “media”.  Deve-se  notar, també, que os grupos mais informados mostram níveis de confiança superiores aos do público em geral.


Agregadores de “podcasts” com novas ofertas gratuitas

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As empresas de tecnologia têm aproveitado o sucesso dos “podcasts” para criar novas plataformas. A Apple Podcast, o Spotify e a Acast são apenas alguns exemplos de um vasto mercado de “apps”, cujo funcionamento é, porém, uma incógnita para muitos consumidores.

Para solucionar as dificuldades de utilização, Pierre Orlac’h desenvolveu o “PodInstall”, um “website” que reúne vários “podcasts” e que apresenta funcionalidades semelhantes às das “apps”, como notificações e atalhos. 

Qualquer utilizador da Internet pode utilizar o “PodInstall”, que é gratuito,  funciona em qualquer “browser” e não tem publicidade. 

Os criadores de “podcasts” podem usar o “PodInstall” e partilhar o seu conteúdo anexando um “link”. O site disponibiliza, também, estatísticas gerais sobre o número de ouvintes e a sua demografia. Os “podcasters” só terão de pagar uma taxa, caso queiram aceder a informações mais pormenorizadas sobre as audiências.

Partido espanhol contra "Canal Sur"

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O operador público espanhol Canal Sur foi alvo de uma campanha de críticas do partido Vox, por este ter sido retratado como organização de extrema-direita.A actuação polémica do partido obrigou a direcção da emissora a publicar um comunicado, a recusando a censura do trabalho dos seus colaboradores.

A FAPE - Federação de Associações de Jornalistas de Espanha, e a APS– Associação da Imprensa de Sevilha, apoiaram a posição  do canal Sur, por entenderem que tais tentativas intimidatórias constituem uma ameaça aos “media” e à democracia. 


Imprensa regional americana ensaia modelo de entreajuda

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A crise mediática tem afectado o mundo e os Estados Unidos não são excepção. De entre os 50 estados norte-americanos, a Carolina no Norte tem sido, particularmente, prejudicada: entre 2004 e 2019 a circulação dos jornais caiu em 38% e fecharam quatro títulos e 40 semanários.

Este panorama sombrio levou a que 22 publicações do mesmo estado norte-americano criassem um sistema de colaboração:  a North Carolina News Collaborative, ou NCNC. O modelo assenta em três princípios : a partilha de conteúdos, a distribuição de recursos e a procura de dados adicionais como meio de aumentar a cobertura das áreas rurais, que estão a transformar-se em desertos noticiosos.


“Guru” de Johnson em “guerra” com a BBC

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A sobrevivência da BBC está a ser posta em causa pelo governo de Boris Johnson. Desde o anúncio da demissão do director-geral do operador público,  vários conservadores pediram o fim da taxa de licença de emissão, e o Partido Trabalhista alertou para uma possível reforma da empresa, que se aproxima do centenário.

Dominic Cummings,  chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, é uma das maiores ameaças para a emissora, que  encara como um “adversário de respeito” do Partido Conservador.

Cummings considera que a BBC “é um canal de  propaganda, com uma ideologia coerente” e que, por isso, os cidadãos não a deveriam financiar.


Editora de revistas em França reduz portefólio

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A Condé Nest, uma das maiores editoras do mundo, vai fechar a revista feminina “Glamour”, em França, devido a quebra nas vendas. 

A revista, lançada em 2004, em França, tinha iniciado um plano de recuperação em 2018, passando a publicar mais regularmente, para tentar resistir à crise das revistas femininas, mas as vendas caíram em, quase, 50%.  

O processo de encerramento deverá durar vários meses, para efeitos de consulta junto dos colaboradores.


Dificuldades financeiras encerram vários jornais nos EUA

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Desde o início da crise da indústria mediática, 1.800 jornais norte-americanos fecharam portas e 1.300 comunidades norte-americanas perderam a cobertura local. A situação depressiva levou a que muitas organizações vendessem as suas acções, na esperança de conseguirem recuperar algum investimento e sobreviver.

As operações de venda, envolvendo investidores alheios ao jornalismo, começaram a fazer-se sentir em alguns jornais de referência. David Jackson e Gary Marx, repórteres do “Chicago Tribune”,  apelaram aos investidores da Alden Global Capital para libertarem o jornal da "destruição avarenta". De acordo com os jornalistas, a empresa comprou redacções em dificuldades, despojando-as de activos, a benefício dos investidores.

A Alden Global Capital é accionista de diversos grupos de imprensa e tem sido duramente criticada pelos cortes financeiros a várias organizações jornalísticas. Em 2019, adquiriu 32% da Tribune Publishing e tornou-se a maior accionista daquele jornal de Chicago.


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...