Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019

  

Governo de Hong Kong pondera modelo de acreditação para jornalistas

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Federação Internacional de Jornalistas e a sua filial, a Hong Kong Journalists Association (HKJA), emitiram uma declaração em conjunto com os sindicatos de jornalistas, para manifestar a sua oposição quanto à eventual intenção de criar um sistema de acreditação governamental para jornalistas em Hong Kong.

Têm circulado relatos sobre estudos conduzidos pelo governo e pela polícia, cujo objectivo seria emitir cartões de imprensa “oficiais” para identificar os repórteres que cobrem os protestos.

Recentemente, o Superintendente Geral do Departamento de Relações Públicas da Polícia, Kong Wing-Cheung, afirmou que "a polícia saúda qualquer solução que possa identificar jornalistas, argumentando que "os policias têm dificuldades em identificar jornalistas na linha de frente".

Na maioria das agressões a jornalistas comunicadas à IFJ, os profissionais estavam claramente identificados através de equipamentos, coletes, capacetes e cartões de imprensa de grande visibilidade. Apesar disso, os agressores têm atacado os jornalistas e negado a sua identificação como meios de comunicação social. Assim, a HKJA afirma não haver justificação para restringir a atribuição de identificações a jornalistas, até porque o controlo ou acreditações realizadas pelo governo poderiam limitar o seu acesso.

A IFJ publicou um comunicado no site, assumindo a sua posição.

Organizações condenam agressões a jornalistas na Catalunha

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Foi divulgado um manifesto na Catalunha de repudio às numerosas agressões aos mediadurante os protestos locais. Cerca de 65 jornalistas foram vítimas de agressões, enquanto faziam o seu trabalho. 

No comunicado, subscrito pela FIP e FEP, juntamente com Sindicat de Periodistes de Catalunya, apela-se ao fim das agressões contra os profissionais da informação, reforçando que se está a assistir à deterioração da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa e que os ataques são, especialmente, sérios quando partem das polícias. 

Assim, são contestadas as acções das forças no terreno, tanto dos Mossos d’ Esquadracomo da Polícia Nacional, uma vez que a maioria dos jornalistas agredidos estava devidamente identificada.

IFJ e a EFJ publicaram o manifesto integral e a lista de signatários no seu site.

Sindicato dos Jornalistas opõe-se a compra da TVI

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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) anunciou que se constituiu como parte interessada no negócio da aquisição da Media Capital, por parte do Grupo Cofina, e comunicou à Autoridade da Concorrência (AdC) a sua opinião desfavorável em relação ao mesmo.

O SJ assumiu esta posição "uma vez que é uma entidade que defende os interesses legalmente protegidos dos seus associados, que podem vir a ser afectados por esta operação de concentração", alertando, ainda, para o facto de se estar a verificar um agravamento da concentração dos media “a uma escala sem precedentes”.

Segundo o sindicato, esse possível “controlo absoluto” do mercado de trabalho poderá constituir um grande risco no condicionamento da liberdade de expressão e de emprego, bem como a deterioração das condições de trabalho dos jornalistas. 

A aquisição em causa poderá, ainda, gerar um “domínio hegemónico do mercado de publicidade e de definição unilateral das suas regras”.

O Sindicato mencionou, também, que “por norma, e lamentavelmente, este tipo de fusões tem-se traduzido em cortes de pessoal e emagrecimento de redacções”.

Reestruturação da revista “L’Express” gera despedimentos

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A redacção do L’Express está prestes a sofrer uma reestruturação, implementada por Alain Weill, CEO da Altice, que adquiriu 51% do Grupo de Imprensa.

A revista tinha perdido cerca de dez milhões de euros no ano anterior e, portanto, será submetida a uma redução de custos que levará a grandes alterações.

Perante esta notícia, os trabalhadores da revista desfilaram junto do edifício da Alticeexibindo cartazes: "#Weill Massacre L'Express" (Weill massacra L’Express).

Alain Weill assume que pretende salvar o L’Express, mas que a publicação necessita de uma intervenção dolorosa.

A direcção tinha assumido, anteriormente, que quarenta despedimentos, dos quais trinta jornalistas, seria o bastante para que o Grupo conseguisse recuperar. 

Posteriormente, 42 jornalistas invocaram uma cláusula que lhes permitia despedirem-se com indemnização devido à alteração do proprietário do jornal. 

Contudo, a direcção anunciou um plano de protecção ao trabalho, que inclui a eliminação de outros 26 cargos e a supressão de departamentos, como por exemplo o da cultura e da investigação.

A jornalista Sandrine Cassine publicou no site do Le Monde um artigo sobre o respectivo plano de trabalho.

Repórter conta em livro as aventuras de uma profissão

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A partir de lições que aprendeu na sua carreira, Peter Copeland definiu três valores fundamentais do jornalismo: rapidez, rigor e imparcialidade.

Copeland foi correspondente da Scripps na América latina, na década de 1980, período durante o qual esteve na Cidade do México. Em meados dos anos 90, tornou-se correspondente no Pentágono e assumiu funções de editor na redacção.

O jornalista, que publicou recentemente o livro "Finding the News: Adventures of a young reporter", considera que o rigor é o requisito básico para o exercício da profsisão. 

Em relação à rapidez, defende que é o factor que garante um ambiente competitivo no sector, para que o jornalismo não se resuma apenas a repórteres a cobrirem histórias.

O terceiro valor, que considera fundamental, é a imparcialidade e justiça, pois entende que até uma criança de dois anos percebe o que é justo. 

Para o autor, a objectividade e a justiça para com as pessoas envolvidas e com a própria história, são o mais importante.

Quase 40 anos depois, o jornalista relata no livro a sua primeira história e relembra a sua carreira, que o levou a 30 países, em cinco regiões do mundo, para dar testemunho do que viu.

Copeland falou com a IJNet sobre o seu livro e reflectiu sobre o estado actual da profissão.

“Ouest France” celebra 75 anos com edição especial

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Ouest France celebrou o seu 75º aniversário com a tiragem de 1,2 milhões de exemplares de uma edição de coleccionador.

Esta edição é dedicada, especialmente, aos leitores fiéis da publicação e relembra a história do jornal e os seus valores, dando, ainda, voz aos colaboradores, leitores e a personalidades diversas.

Cada assinante recebeu um segundo exemplar da edição para oferecer a um vizinho ou familiar, que beneficiará da assinatura gratuita do jornal durante um mês, em formato papel e digital. A oferta é limitada a 15 mil pessoas.

Segundo Olivier Porte, director de vendas e marketing do jornal, o objectivo é converter 15 a 20% dessas subscrições gratuitas em subscrições pagas.

A edição especial apresenta Tintin na primeira página e anuncia, também, uma iniciativa: o "rendez-vous avec Ouest-France”. 

“LA Times” assina novo acordo colectivo de trabalho

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Após semanas de negociações, com várias sessões, o Los Angeles Times chegou a um acordo colectivo de trabalho provisório, que terá como resultado o aumento dos salários de forma imediata, entre outras medidas.

Segundo o resumo do contrato, o acordo prevê um aumento imediato de 12,5% nas remunerações, com um aumento médio superior de a mil dólares.

O acordo cobrirá quase todos os elementos da redacção, desde os jornalistas aos designers, e garante, também, nova protecção no emprego, licenças parentais, indeminização por despedimento e direitos para jornalistas que queiram escrever livros.

De forma aumentar a pluralidade das redacções, o contrato inclui, ainda, um compromisso de realizar entrevistas a jornalistas de minorias.

Associações de imprensa preocupadas com crise do sector

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As associações de imprensa manifestaram, através de carta dirigida ao Primeiro Ministro, a sua preocupação pelo facto de o novo Governo não ter apresentado uma figura responsável pelo sector da comunicação social,

Associação Portuguesa de Imprensa (API) e a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC) alertaram para os problemas do sector, “que está a enfrentar a maior crise de sempre”, e consideraram que a ausência de um responsável pelos media “constituiu um grande retrocesso nas políticas para o sector”.

As associações mencionam no referido documento as medidas que julgam inadiáveis e para as quais é necessário encontrar soluções, de forma a manter a “sustentabilidade deste pilar fundamental da sociedade portuguesa”. 

Destacam, também, a necessidade de haver uma clarificação nas relações entre o Estado e o sector dos media, atendendo aos desafios tecnológicos, económicos e de regulação que vão enfrentar no curto e médio prazo. 

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O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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