Quarta-feira, 19 de Junho, 2019

  

Atribuídos os Prémios Pulitzer 2019

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Duas reportagens de investigação de conteúdo embaraçoso para o Presidente Donald Trump encontram-se entre os trabalhos destacados pelo Prémio Pulitzer de 2019, agora conhecidos. A primeira, em The New York Times, contraria a versão oficial de como Trump construiu de facto a sua fortuna, enquanto a segunda, em The Wall Street Journal, confirma uma história de suborno a uma actriz, para garantir o seu silêncio.

Na categoria de Internacional, são destacados os dois jornalistas da Reuters, Kyaw Soe Oo e Wa Lone, condenados a sete anos de prisão na Birmânia pela cobertura que fizeram das preseguições aos muçulmanos Rohingya.

Na categoria de Actualidade foi premiada a redacção do diário Pittsburgh Post-Gazette pela reportagem sobre o ataque à Sinagoga "Árvore da Vida", que causou onze mortos em Outubro.

"Sherpa News" novo agregador de notícias

Media

O acesso às notícias, na era digital, tende a funcionar por via da agregação de conteúdos, à semelhança do que fazem a Netflix, ou o Spotify, nas áreas da música ou da ficção. Os media procuram rentabilizar o que produzem por meio da publicidade, mas, para que isto funcione, “são necessárias grandes bolsas de leitores a visitarem os seus sites, o que causa alguma dependência das redes sociais, como veículos de transporte, e uma baixa da qualidade dos conteúdos a destacar”.

É por aqui que se chega à desinformação, ou, pelo lado dos media responsáveis, à necessidade de “portagens” de acesso restrito [paywalls]. Esta é a “revisão da matéria dada” e conhecida, como reflexão inicial de um texto que dá uma notícia contendo algumas propostas de solução:

Uma empresa espanhola de inteligência artificial, Sherpa, acaba de lançar uma plataforma de agregação de notícias chamada Sherpa News, que anuncia a distribuição de “conteúdos de qualidade procedentes de fontes fiáveis”. A informação é de Miguel Ossorio Vega, em Media-tics.

Imprensa generalista francesa pede apoio ao Estado

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A associação que representa os cerca de 300 editores da Imprensa generalista em França redigiu um documento que apela ao apoio do Estado no sentido de garantir a continuidade do sector, “cuja rentabilidade vai afundar-se nos próximos cinco anos”. Dirigido aos ministros da Economia e da Cultura, o texto refere a quebra conjugada das vendas por exemplar e da receita publicitária, calculando uma perda de 300 a 400 milhões de euros até 2023.

Perante estas previsões, a APIG – Alliance de la Presse d’Information Générale propõe um plano em 17 pontos, cujas medidas poderão custar ao Estado francês, se forem aceites, cerca de 169 milhões de euros por ano.
Segundo Le Monde, que aqui citamos, o relatório aponta que, embora a maior parte dos jornais já esteja empenhada na evolução digital, “o suporte em papel continua a representar 80% do seu volume de negócios e cerca de 45% dos seus custos”.

Director da Agência France Press na Argélia foi expulso

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O director do escritório da Agência France Press (AFP) em Argel,  Aymeric Vincenot foi expulso pelas autoridades argelinas, que se negaram a renovar sua credencial para 2019.

Souhaieb Khayati, respresentante do gabinete Repórteres sem Fronteiras, da Africa do Norte, num artigo do L´Éxpress, considera este facto “um sinal inquietante” .

A expulsão acontece num momento em que a Argélia está no meio de um movimento de contestação popular sem precedentes, que levou ao pedido de renúncia do presidente Abdelaziz Buteflika.

UE lança guias éticos para Inteligência Artificial

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A Comissão Europeia lançou recentemente um conjunto de guias para ajudar o desenvolvimento e a implementação de sistemas autónomos “de confiança”.

O rascunho inicial do documento foi apresentado em Dezembro do ano passado, e é baseado no trabalho de um grupo independente de 52 especialistas na área, que inclui membros de organizações não-governamentais, académicos e representantes de algumas empresas de tecnologia.

Com a criação dos guias éticos, a Comissão espera que haja vantagem para as empresas de tecnologia europeias, na exportação de sistemas de inteligência artificial para todo o mundo.

Grupo Renascença inova em produção de vídeo

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A emissão em vídeo do grupo Renascença Multimédia vai passar a ser feita com recurso a um sistema de realização automático baseado em inteligência artificial, que entrará em funcionamento nos próximos dias na Renascença, RFM e Mega Hits, de acordo com o site M&P.

O Grupo informou, em nota de imprensa, que “o novo sistema faz realização multi-câmara e utiliza um software apoiado em inteligência artificial, para permitir uma realização totalmente automática, baseada na voz, escolhendo a melhor câmara e o melhor plano em cada momento, em função de quem está a falar, e ajustando-os de forma natural”.

Jornalistas da rádio "Europe 1" fazem greve por um dia

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Mais de metade dos jornalistas da redacção digital da rádio privada Europe 1 (Grupo Lagardère) entrou em greve por 24 horas, como forma de chamar a atenção para a precariedade das suas condições de trabalho. Em três dezenas de redactores, 14 estão contratados como freelancers  - embora trabalhem, na sua maioria, em horário completo há três anos.

“Eles preenchem os quadros de serviço de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, estão diariamente nos seus postos das cinco às 23 horas, asseguram o acompanhamento permanente da actualidade e enriquecem o tratamento da informação na antena, pelas suas análises e dossiers”  -  afirma a associação sindical que os apoia.

Está em estudo uma reorganização da Europe 1, que inquieta todos os trabalhadores da empresa, mas sobretudo os da redacção digital. Segundo Le Monde, os jornalistas "temem uma contracção dos seus efectivos, para permitir à Europe 1, cujas audiências continuam a baixar desde há três anos, uma redução da massa salarial".

"Público" limita acesso à sua edição digital

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O diário Público anuncia o estabelecimento de novas regras de acesso à sua edição online, “prestando uma vénia aos 14 mil leitores que nos assinam e incentivando as muitas centenas de milhares que o procuram a seguir os mesmos passos”. Segundo o seu director, Manuel Carvalho, “queremos aumentar o nosso número de leitores, seja na edição impressa, seja na online, como tem vindo a acontecer no último ano. Mas queremos ir mais longe, criando condições para que o nervo da nossa redacção se torne ainda mais longo e mais tenso”.

O motivo explicado no editorial é que, “como a generalidade da Imprensa das sociedades democráticas”, também o Público vive hoje um paradoxo: “nunca as suas notícias ou reportagens foram tão lidas como o são hoje, sem que esse serviço público seja capaz de gerar receitas suficientes para garantir a sua sustentabilidade financeira”.

O caminho escolhido é o de um apelo às assinaturas, em primeiro lugar, e de uma informação sobre as restrições colocadas a partir de agora: muitos artigos de actualidade vão permanecer “abertos a todos os leitores até ao limite de sete textos por mês”, mas muitos outros “serão exclusivos a assinantes”.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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