O projecto de jornalismo independente “Fumaça” vai receber uma bolsa de financiamento da Open Society Foundations (OSF), no valor de 84 mil euros.
“Vamos continuar a apostar em jornalismo de investigação em áudio, feito com profundidade e tempo para pensar, e queremos ser o primeiro projecto de jornalismo em Portugal a ser totalmente financiado pelas pessoas. Esta bolsa vai ajudar-nos a chegar a esse objectivo”, apontou Ricardo Esteves Ribeiro, co-fundador do Fumaça.
Ao todo, o "Fumaça" já arrecadou mais de 400 mil euros em bolsas de jornalismo independente. Além disso, em Setembro deste ano, o “Fumaça” conseguiu angariar mais de 20 mil euros em campanhas de “crowdfunding” para financiar três séries documentais.
O projecto conta, igualmente, com os donativos individuais dos leitores que cobrem, agora, mais de 40% das despesas.
O lançamento dos “fleets” no Twitter -- conteúdos efémeros, que desaparecem em 24 horas -- veio comprovar que as redes sociais deixaram de inovar e estão, agora, a copiar outras tendências de mercado, considerou o colunista Chris Stokel-Walker, num artigo de opinião publicado no “Business Insider”.
Segundo recordou o autor, este tipo de publicações surgiu, pela primeira vez, em 2015, no Snapchat. Foi depois copiado, em 2016, pelo Instagram. Em 2017, o Facebook e o Youtube adoptaram a tendência.
Este ano, por “medo de exclusão”, o LinkedIn e o Twitter incorporaram a funcionalidade.
De acordo com Stoker-Walker isto prova que o mercado das redes sociais está a atingir o estado de “maturação”, pelo que as ofertas começam a ser partilhadas entre os vários “players”.
Isto foi impulsionado pelas “super empresas” -- como o Facebook e a Google -- que detém a maioria das plataformas mais populares, e que implementam ferramentas semelhantes em todas elas.
Assim, as redes sociais “independentes” tentar adoptar, num só espaço, a totalidade das inovações.
É por isso que, no Youtube, podemos encontrar compilações de vídeos do TikTok.
Numa altura em que a credibilidade dos “media” é, constantemente, questionada, tornou-se essencial que os jornalistas se comprometam com a objectividade, com a verificação dos factos e com a transparência.
Isto é, pelo menos, o que oensam de Nemesio Rodríguez, -- director da Associação de Imprensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- José Francisco Serrano Oceja, -- arquivista bibliotecário da APM -- e Javier Mayoral, professor na Universidade Complutense de Madrid.
Os profissionais chegaram a esta conclusão num debate “online” promovido, a 18 de Novembro, pela Universidade Rey Juan Carlos (URJC). A conversa baseou-se no livro “Os elementos do Jornalismo”, dos jornalistas Bill Kovach e Tom Rosenstiel.
Neste contexto, Nemesio Rodríguez afirmou que "a objectividade nasceu ligada à necessidade de verificação, que é a chave do combate à desinformação”.
Da mesma forma, José Francisco Serrano Oceja apelou aos jornalistas que "nunca acrescentem informação falsa, nunca enganem o leitor, sejam o mais transparentes possível sobre os vossos métodos e motivos, confiem nas vossas próprias investigações e façam uma profissão de humildade".
O professor catedrático José Carlos Vieira de Andrade vai assumir o cargo de presidente do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP, substituindo António Feijó, que terminou o mandato.
O órgão, que supervisiona e fiscaliza a acção do Conselho de Administração da RTP, é, ainda, composto pela professora catedrática Helena Sousa, o diplomata Francisco Seixas da Costa, a que se juntam três novos membros: Arons de Carvalho, Leonor Beleza e Manuela Melo.
O CGI, que conta agora com uma equipa completa, deverá seleccionar, entretanto, a nova administração da RTP, já que o actual presidente da estação pública de rádio e televisão, Gonçalo Reis, termina o mandato no final do ano.
O Conselho Geral Independente foi criado em 2014, pelo então ministro da Tutela, Miguel Poiares Maduro, e é composto por seis membros, um presidente e cinco vogais.
Dos seis elementos, dois são designados pelo Governo, dois pelo Conselho de Opinião e os restantes dois cooptados pelos quatro anteriores.
O empresário Mário Ferreira terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre as acções não detidas pela Pluris na Media Capital, por indicação da CMVM.
Isto porque, de acordo com a CMVM, “a Pluris e a Vertix exerceram, de forma concertada ,(...) influência dominante sobre a Media Capital, no contexto e em execução dos acordos entre si celebrados”.
“A implementação de tais acordos moldou, reestruturou e redefiniu muito significativamente a sociedade Media Capital, revelando a existência de uma política interventiva comum na condução dos negócios da sociedade, com reflexos na recomposição do seu órgão de administração, na redefinição do seu plano estratégico e na tomada de decisões relevantes, em particular no que respeita à política de recursos humanos e de financiamento”, continuou a CMVM.
A decisão da CMVM determina, igualmente, que a oferta da Pluris permitirá aos restantes accionistas -- que, na sua totalidade, controlam 69,78% da Media Capital -- alienar a sua participação no capital da empresa.
O anúncio preliminar da oferta deverá ser divulgado pela Pluris “o mais rapidamente possível e, em qualquer caso, no prazo de cinco dias úteis, ou seja, até 25 de novembro de 2020″.
Na última década, os cidadãos espanhóis têm demonstrado um interesse decrescente pelos “sites” noticiosos e pela utilização das redes sociais, concluiu um inquérito do Instituto Nacional de Estatística espanhol.
O consumo registou uma ligeira recuperação no período de confinamento, mas manteve-se abaixo dos máximos atingidos desde 2011.
Os pontos mais altos de utilização destes serviços de Internet na última década foram em 2015, para leitura de notícias, e em 2017, para acesso às redes sociais.
Em Taiwan, um canal de televisão pró-China vai perder a licença de emissão, já que a entidade reguladora do país -- o National Communications Commission (NCC) -- considera que muitos dos seus conteúdos são “desinformativos” e tendenciosos.
Além disso, de acordo com o director do NCC, Chen Yaw-shyang, o canal Chung T’ien Television (CTi), tem um problema de “auto-disciplina”, já que não segue as directivas do órgão regulador.
O CTi conta com várias outras acusações de aliança com Pequim, de conspirar contra o governo taiwanês e de apoiar o partido Kuomintang (KMT), que é favorável à união de Twain com a China.
Uma auditoria realizada em 2019 concluiu, mesmo, que o CTi destinava cerca de 70% da sua programação a favorecer o KMT, incluindo conteúdos de desinformação sobre um dos líderes do partido, Han Kuo-yu.
A administração do CTi revelou, entretanto, que vai recorrer da decisão, por considerar que a acção do NCC teve motivações políticas.
As redes sociais são plataformas em constante mudança. Os “posts” permanentes são coisa do passado, e o Facebook há muito que introduziu as “stories”, publicações efémeras, que desaparecem, ao fim de 24 horas.
O Twitter aderiu, agora, à tendência, e depois de realizar alguns testes no Brasil, lançou, a nível internacional, os “fleets”, que podem ser apresentados em formato de texto, fotografia ou vídeo.
A criação da nova funcionalidade foi justificada, na rede social, pelo director de “design”, Joshua Harris, e pelo director de produto, Sam Haveson.
“Alguns de vocês disseram-nos que ‘tweettar’ pode ser desconfortável, por ser um acto tão público e permanente”, recordaram. “Os ‘fleets’ vieram solucionar esta questão, já que “desaparecem ao fim de um dia” e melhoram a experiência dos utilizadores”.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.