Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

... E a protecção recomendada para enfrentar o coronavírus

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Desde que os primeiros casos do novo coronavírus foram registados em Wuhan, China, em Dezembro de 2019, a infecção espalhou-se rapidamente para todo o território continental e, pelo menos, para 27 outros países, de acordo com relatórios dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. A OMS -- Organização Mundial da Saúde, declarou o surto como Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional.

À medida que surgem novas informações, as autoridades competentes emitem conselhos de saúde actualizados. O CPJ - Comité para a Protecção dos Jornalistas elaborou uma lista de medidas de segurança a serem tomadas pelos repórteres que cobrem esse surto.


“El País” e “El Mundo”

Breves
O Grupo Prisa, detentora do jornal “El País”, está a estudar a possibilidade de comprar o seu principal rival, “El Mundo”, ao unir-se com o Grupo Unión Editorial. A operação afectaria o resto das marcas dos Grupos, passando a coexistir, na mesma empresa, dois jornais generalistas, dois títulos económicos ("Expansión" e "Cinco Días") e dois suplementos desportivos ("As" e "Marca"). A informação é avançada pelo jornal “Hispanidad”, que assegura que a presidente do Banco Santander, Ana Botín, e o presidente da Endesa, Borja Prado, estariam a coordenar operação.

BBC aumenta audiências apesar de tudo...

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O programa “Today” da BBC Radio 4 aumentou a audiência nos últimos meses de 2019, apesar das ameaças de boicote dos ouvintes , bem como do governo de Boris Johnson, que consideraram a cobertura política facciosa. Apesar da crise que a BBC atravessa, a audiência da Radio One bateu, igualmente, um recorde, registando 8,8 milhões de ouvintes semanais.

O responsável de rádio da BBC, James Purnell, considera que: "os números mostram que estamos a conseguir enfrentar alguns dos desafios levantados pela quebra do consumo de programas radiofónicos” e garantiu que a equipa está focada em oferecer conteúdos de qualidade, para garantir a lealdade dos ouvintes.


Jornalismo de investigação e inteligência artificial

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A inteligência artificial pode ser a melhor aposta para a sobrevivência do jornalismo de investigação, de acordo com o painel de especialistas da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, o maior encontro mundial entre repórteres da especialidade. 

 

Na mais recente edição da conferência, que se realizou em Hamburgo, a importância da colaboração entre jornalistas foi outro dos pontos em destaque. Drew Sullivan, um dos convidados e fundador de um projecto de reportagens sobre corrupção, destacou alguns sistemas que permitem o acesso à informação sobre milhões de entidades, redes criminosas, políticos e estruturas corporativas. 


A reconversão das agências noticiosas na era digital

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Desde a invenção do telégrafo no século XIX que as agências de notícias adquiriram um papel indispensável na recolha de notícias (“newsgathering”), bem como na sua publicação e difusão, sendo responsáveis pela regulação do fluxo de informação. 

Segundo o mais recente relatório do Obercom, até ao início do século XXI, esse fluxo de informação era essencialmente mediado através dos jornais, da rádio e da televisão e, por isso, as agências de notícias centravam o seu desempenho em articulação com estas plataformas tradicionais. Hoje, na era da Internet, as agências procuram uma nova cultura organizacional, adaptada a novos hábitos de consumo de notícias, que permita uma convergência com as plataformas digitais.

Historicamente, uma característica diferenciadora das agências de notícias era a rapidez na divulgação das informações, um fenómeno que desapareceu com o surgimento das redes sociais, onde os próprios utilizadores geram conteúdos a partir das suas experiências. Com a Internet, as barreiras à produção de informação foram-se diluíndo, e por isso, parte dos conteúdos circula gratuitamente e o valor comercial do serviço geral de notícias diminuiu. 


Diário “The Sun” muda de direcção

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Victoria Newton foi indigitada directora do “The Sun”, numa altura em que o tablóide está a ter dificuldades em manter a liderança das vendas dos jornais britânicos.

Newton exercia, desde há seis anos, funções como directora do suplemento de domingo do “The Sun”, e irá, agora, supervisionar a tiragem diária, bem como o formato digital do título. A jornalista, formada em Cambridge, começou sua carreira no “Daily Express” e mudou-se para o “The Sun” como repórter do “showbiz”, tendo, também, trabalhado como correspondente em Los Angeles.

Indústria de videojogos “beneficiária” do coronavírus ...

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A epidemia do coronavírus, que causou já mais de 500 mortes, tem vindo a prejudicar a economia chinesa, mas um sector parece estar a beneficiar com a expansão da doença. Segundo dados da Niko Partners, o instituto especializado na indústria electrónica, o mercado dos jogos para “smartphone” cresceu, fortemente, na última semana de janeiro.

Só no sistema operativo iOS "os downloads de jogos subiram 27,5%, relativamente aos período homólogo, e os gastos aumentaram 12,1%", indica um relatório da empresa. "Atribuímos a maior parte deste crescimento ao coronavírus, que obrigou muitas pessoas a ficarem em casa, em vez de viajarem ou de participarem em actividades ao ar livre, o que libertou mais tempo para o jogo". 


Onde se defende em Espanha o jornalismo "cor-de-rosa"

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O jornalismo “cor-de-rosa” é irresistível para o público, que consome os seus conteúdos em qualquer formato. Os “fait divers” abordam temas que são transversais à sociedade, tais como a morte, o amor, o ciúme, a ambição e o medo que despertam empatia quase imediata.

Este tipo de jornalismo é, contudo, especialmente criticado, agora que as redes sociais abriram um fórum de discussão e de críticas entre profissionais.

 Manuel Marlasca trabalha como repórter “cor-de-rosa” há mais de 30 anos, e é autor de um artigo sobre a descredibilização deste tipo de trabalho, publicado nos "Cuadernos de Periodistas" , uma edição da APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

 Durante os anos da ditadura franquista, os jornais generalistas viviam de crónicas criminais, "porque não se podia falar de política”. Com o fim do regime de Franco, a liberdade de imprensa chegou e as páginas dos “media” encheram-se de assuntos parlamentares, embora o “cor-de-rosa” continuasse a ocupar espaço. 

Hoje, o “fait divers” mobiliza um importante segmento de leitores, o que, em certa medida, decepciona os responsáveis editoriais, que gostariam de valorizar mais os assuntos sérios.


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...