Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

Jornal “online” aposta em alternativa em papel

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Na Tunísia,  o jornal “online” “Nawaat” está a remar contra a maré. Enquanto muitos jornais em formato de papel apostam no digital, o “Nawaat”  move-se na direcção oposta, com o lançamento de uma revista.

O jornal foi fundado em 2004 como um fórum para todas as correntes da oposição tunisina. Bloqueado no período da ditadura, tornou-se conhecido do público com a Primavera Árabe. A partir de um “blog” participativo, a plataforma reporta mobilizações sociais, investiga casos de corrupção e denuncia abusos de poder. 

"O Nawaat assumiu riscos económicos e de marketing, mas não riscos editoriais", reitera Ahmed Amine Azouzi, consultor de “media”, que acredita que "é relevante que um título de imprensa se desenvolva fora do seu meio tradicional". Segundo Amine, o desenvolvimento “offline” da “Nawaat” prova que existe dinamismo no sector  mediático, o que é um bom indicador da liberdade de imprensa.


Accionistas da Prisa aprovam venda da TVI à Cofina

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A venda da Media Capital, proprietária da TVI, ao Grupo Cofina foi aprovada pelos accionistas da Prisa. O Grupo detentor do “Correio da Manhã” vai pagar cerca de 125 milhões e assumir uma dívida na ordem dos 80 milhões de euros.

No anúncio preliminar de lançamento da oferta de aquisição (OPA), a Cofina fez depender o sucesso da operação de um conjunto de condições prévias, entre as quais a não oposição por parte da AdC, a autorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a aprovação, pela assembleia-geral da espanhola Prisa da transação, e a execução de um ou mais aumentos de capital social.

A operação deve ser finalizada ainda no primeiro trimestre do ano, dado que já tem o aval dos reguladores em Portugal. A Autoridade da Concorrência também deu “luz verde” ao processo, apesar de alguns operadores, como a SIC, terem alertado para o facto de a compra poder restringir a concorrência no sector dos “media”.

Estudo revela portugueses interessados na informação

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A imprensa pode estar a atravessar um período menos favorável, mas um estudo da Marktest revela que os portugueses continuam a interessar-se pela informação. De facto, observa-se que 8 em cada 10 leitores consomem jornais, verificando-se, ainda que 53% dos leitores recorrem tanto a suporte em papel como a suporte digital.

O “Correio da Manhã”, líder em audiências, é o título nacional com maior cobertura conjunta, seguido do “Jornal de Notícias” e do “Público”, sendo que o JN apresenta, também, a maior quota de leitura simultânea em ambas as plataformas, com 35% dos leitores a consumirem informação em ambos os suportes.

Segundo a Marktest, a “cobertura crossmedia mantém-se estável, relativamente ao período homólogo do ano anterior, mas agora com um reforço na contribuição do digital, comparativamente ao papel”, já que “a cobertura máxima digital cresceu seis pontos percentuais durante o último ano”.


RTP viu aprovada pela ERC nova direcção de informação

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A ERC aprovou a nova direcção de informação da RTP encabeçada pelo jornalista António José Teixeira. O novo director será acompanhado por Adília Godinho, Carlos Daniel, Hugo Gilberto e Joana Garcia.

O parecer favorável conclui o processo de destituição de Maria Flor Pedroso, do cargo de directora de informação da televisão pública.  Cândida Pinto e Helena Garrido colocaram, também, os lugares à disposição, na sequência de um conflito entre com a equipa do programa “Sexta às 9”, motivado pelo adiamento do reaparecimento do programa.

 A RTP indigitou António José Teixeira no início de Janeiro, depois de a ERC ter “chumbado” a proposta de José Fragoso, que acumularia esse cargo com a direcção de programas. O conselho regulador rejeitou a proposta, argumentando que a concentração  criava o perigo de “diluição das fronteiras entre informação e o entretenimento”. 

Governo inglês apoia trabalho jornalístico ...

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O Reino Unido não escapou à crise do sector mediático. De acordo com o ministério da Cultura, na última década, seis mil jornalistas perderam o emprego e vários jornais nacionais e locais saíram de circulação.

Para reforçar a cobertura local, o governo criou, em 2017, o LDRS - Serviço de Reportagem Democrática Local, que conta com uma equipa de 150 jornalistas financiada, anualmente, com oito milhões de libras. 

O investimento é, maioritariamente, oriundo de fundos da BBC, mas o Parlamento quer agora arranjar novos mecanismos de financiamento desta iniciativa que, só no primeiro ano, produziu mais de 50 mil peças.


... e apresentador da BBC contrário à taxa de TV

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A BBC está a atravessar um período particularmente controverso, após o anunciado afastamento do director-geral e com a crescente animosidade do governo de Boris Johnson, que, entretanto, começou a debater um conjunto de reformas profundas, nas quais se incluem alterações na programação e na linha editorial.

As propostas de mudança, não partem, contudo, apenas do número 1p de Downing Street, mas, igualmente, da equipa da própria emissora. 

Gary Lineker, apresentador do programa “Match of The Day”, considera que o pagamento da taxa de televisão deveria ser voluntário. Actualmente, o financiamento é obrigatório e cada agregado familiar tem de pagar 154,4 libras (cerca de 183,10 euros) por ano. 


Jornalistas turcos privados da carteira profissional

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O governo turco voltou a mostrar-se implacável contra a liberdade de imprensa. Nos últimos meses, a Direcção de Comunicação oficial condicionou a actividade de 1.400 jornalistas, retirando-lhes a carteira profissional.

Se por um lado é legal continuar a exercer a profissão nessas condições, por outro, sem credenciais os repórteres ficam impedidos de entrar em locais como o Parlamento.

A medida afectou, particularmente, as equipas dos jornais “BirGün” e “Cumhuriyet”, que ficaram sem acreditação, bem como 16 jornalistas do “Evrensel”.

Ministério Público brasileiro contra jornalista

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O jornalismo está a ser uma profissão de risco no Brasil, cujo governo continua a hostilizar a liberdade de imprensa. 

A polícia condiciona, frequentemente, a cobertura mediática, mas o Ministério Público está agora a envolver-se, de uma forma mais activa, manifestando animosidade em relação aos jornalistas. Exemplo recente é a acusação formulada contra o  jornalista americano, Glenn Greenwald, por alegada prática de cibercrimes.

Greenwald é co-fundador de um “site” de jornalismo de investigação, que partilhou mensagens trocadas entre Sérgio Moro, ministro da Justiça e os arguidos da operação Lava-jato. A acusação indica que o repórter “ajudou, encorajou e guiou” o grupo de “hackers” responsável pela obtenção das mensagens. 


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...