Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020

  

Administração da Media Capital com novos rostos

Media Galeria

O empresário Mário Ferreira vai tornar-se o novo presidente do conselho de administração (CA) da Media Capital, de acordo com a proposta para os novos órgãos sociais, que será votada em assembleia geral no dia 24 de novembro. O dono da Douro Azul, que passou a ser accionista maioritário da empresa, substituirá, assim, Manuel Alves Monteiro.

O vice-presidente será Paulo Francisco Gaspar, do Grupo Lusiaves, detentor de 23% da Media Capital.A proposta inclui, também, sete vogais, entre os quais a apresentadora e accionista Cristina Ferreira.

O Conselho de Administração contará, ainda, com Miguel Osório Araújo, antigo quadro da Modelo Continente que, até Julho, era presidente executivo da rede de hipermercados que Isabel dos Santos lançou em Angola, a Contidis.


Twitter experimenta nova funcionalidade

Media Galeria

A rede social Twitter está a desenvolver novas ferramentas para desacelerar a partilha de desinformação. 

De acordo com a engenheira Jane Manchun Wong, citada pelo “site” “Techcruch”, a plataforma está a escrever linhas de código, para travar as interacções com informações consideradas falsas.

Ou seja, os utilizadores serão alertados sempre que tentarem “gostar” de um conteúdo de desinformação.

Esta medida não conseguirá travar a disseminação de “fake news”, mas poderá reduzir a rapidez com que chega aos cidadãos.

O Twitter confirmou o desenvolvimento desta nova funcionalidade, mas ainda não revelou a data do seu lançamento.

“ O nosso objectivo é contextualizar os cidadãos, através de informação credível” -- afirmou um porta-voz do Twitter, em declarações ao “Techcrunch” -- “Trata-se de um processo interactivo, que continuará a ser desenvolvido”.


Violência contra jornalistas acentua-se nas Filipinas

Mundo Galeria

As Filipinas continuam a ser um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo, onde os profissionais dos “media” são mortos por publicarem reportagens sobre corrupção, ou outros temas relacionados com a acção do governo.


Recentemente, o jornalista Virgil Maganes, de 62 anos, foi assassinado junto à sua residência, depois de ter sobrevivido a uma outra tentativa de homicídio.

Registaram-se, assim, 18 assassinatos de profissionais dos “media”, desde a eleição, em 2016, do Presidente Rodrigo Duterte.

De acordo com a União Nacional de Jornalistas Filipinos ( NUJP, na sigla inglesa), estes actos de violência demonstram que a liberdade de imprensa no país continua a ser violada.

Segundo relatórios publicados pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), as Filipinas ilibam a maioria dos crimes cometidos contra repórteres e outros colaboradores da comunicação social.


"Podcasts" como nova aposta paga do Spotify

Mundo Galeria

O Spotify poderá anunciar, nos próximos meses, a comercialização de pacotes de subscrição de “podcasts”, anunciou o analista de “media” Andrew Wallenstein através das redes sociais.

De acordo com os dados revelados por Wallenstein, estão a ser estudados dois modelos de assinatura, que variam entre os três e os oito dólares, e que suprimiriam os conteúdos publicitários.

Contudo, Joshua Benton, do “Nieman Lab”, considera que este modelo poderá ser mal recebido pelos utilizadores da plataforma.

O Spotify foi pioneiro nos modelos de subscrição para o consumo de música. Porém,há muito que esta indústria se estabeleceu como um negócio.  O mercado estava, assim, preparado para este tipo de iniciativa.

O mesmo não acontece com os “podcasts”, que sempre foram gratuitos. Perante esta realidade, Joshua Benton reitera que de forma a ser bem sucedido, o Spotify teria que, em primeira instância, construir uma base sólida de fãs.

Isto porque, o HBO, por exemplo, só conseguiu estabelecer-se enquanto um serviço de “streaming”, quando os seus conteúdos se tornaram indispensáveis na vida de alguns telespectadores. A título de exemplo, entre 2011 e 2019, muitos cidadãos subscreveram  este serviço, de forma a serem os primeiros a ver o mais recente episódio de “Game of Thrones”.


Sudão do Sul continua a perseguir jornalistas

Mundo Galeria

As autoridades sul-sudanesas continuam a coartar a liberdade de imprensa, através de acções de intimidação e da detenção de jornalistas independentes.

De acordo com o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), em Setembro, dois jornalistas, Jackson Ochaya e Zechariah Makuach Maror, foram tomados sob custódia judicial, com este último a ser sentenciado a um ano de prisão.

A detenção de Ochaya estará relacionada com a publicação de reportagens sobre a oposição e política do país. Maror, por outro lado, reitera que foi condenado por ter defendido, publicamente, a independência do trabalho jornalístico.

“O Sudão do Sul continua a ser um dos países mais hostis à actividade jornalística, com as constantes ameaças aos profissionais dos ‘media’ a demonstrarem que o governo não está disposto a melhorar este quadro”, denunciou Ângela Quintal, coordenadora do CPJ. 


"New York Times" com sucesso nas subscrições digitais

Media Galeria

O “New York Times” alcançou o patamar dos 7 milhões de subscritores digitais, aproximando-se, a “ passos largos”, do seu objectivo para 2025 (os 10 milhões). De acordo com o jornalista Edmund Lee, este crescimento foi impulsionado pela cobertura noticiosa das eleições presidenciais norte-americanas.

O jornal nova-iorquino tem vindo a apostar nas subscrições “online” desde 2011, como forma de tornar o seu modelo de negócio sustentável, face à entrada dos “media” na era digital.

Agora, nove anos depois da implementação da estratégia, as receitas digitais são superiores àquelas registadas na circulação em papel.

No terceiro trimestre de 2020, os lucros operacionais da edição digital cresceram 28%, relativamente ao período fiscal anterior, alcançando os 56,5 milhões de euros. 

Contudo, esta tendência pode revelar-se prejudicial para o “NYT”, já que o negócio digital foi o único a registar crescimento. As subscrições em formato tradicional diminuíram 3% e as receitas publicitárias caíram em 12%.


ERC com prejuízos por causa de atrasos do Estado

Nacional Galeria

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considerou que o seu desempenho económico-financeiro teria sido “largamente” positivo em 2019, caso tivesse recebido, “como está previsto legalmente”, uma receita de dois milhões de euros das Finanças.

“O facto de a ERC apresentar resultados líquidos negativos de 359.460,37 euros não significa que tenha valores em dívida, para além dos prazos considerados habituais nas relações comerciais, para com quaisquer entidades ou pessoas”, referiu o regulador dos “media”.

“Se tal receita [das Finanças] tivesse sido recebida, seguramente a ‘performance’ económico-financeira da ERC, em 2019, seria largamente positiva”, acrescentou.

 


Despedimento colectivo na Global Media preocupa SJ

Nacional Galeria

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) pediu a intervenção do Governo e da Assembleia da República no processo de despedimento colectivo da Global Media, detentor de títulos como “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “O Jogo”:

Em comunicado, o SJ revelou que “escreveu ao primeiro-ministro, às ministras do Trabalho e da Cultura, ao secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media e ao grupos parlamentares da Assembleia da República, exigindo que intervenham no âmbito do presente processo de despedimento colectivo”.

O SJ denunciou ainda que “o regime de ‘lay-off’ simplificado”, implementado em Abril, acabou por financiar os despedimentos em causa. “Se o objectivo real do ’lay-off’ simplificado é a manutenção do nível de emprego, as autoridades mencionadas têm a obrigação de garantir que assim seja”.

Até porque, de acordo com o SJ, “os despedimentos e a degradação das condições de trabalho não devem, nem podem, ser a única solução das administrações para resolver as dificuldades económicas”

Recorde-se que, no final de Outubro, a Global Media anunciou a dispensa de 81 colaboradores, 17 dos quais jornalistas.


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O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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