Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019

  

Prémio Albert-Londres atribuído a jornalista do “Monde”

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O jornalista correspondente do “Le Monde” em Moscovo, Benoît Vitkine, de 36 anos, foi recentemente distinguido com o Prémio Albert-Londres. O júri premiou o jornalista pela sua abordagem original e pela sua escrita em seis reportagens publicadas entre 2018 e 2019 em países da ex-URSS e da Europa Oriental.

Vitkine escreveu sobre o doloroso regresso dos veteranos de Donbass à Ucrânia e sobre a violência e a corrupção que assolam a cidade de Odessa.

Como enviado especial a Marioupol (Ucrânia), Benoît Vitkin escreveu, também, sobre como Moscovo tem aumentado as medidas de intimidação para garantir o seu domínio no Mar Azov e sobre a instrumentalização do futebol, como arma de propaganda na Chechénia. O jornalista investigou e escreveu, ainda, sobre os bastidores da guerra de informação russa na Estónia. 

Lançado em 1933, em homenagem ao jornalista francês Albert Londres, autor de grandes reportagens modernas, o prémio atribuí três mil euros a cada um dos vencedores, que devem ter menos de 41 anos. O júri do prémio é constituído por cerca de vinte antigos premiados.

Prémio Albert-Londres destacou, também, Marlène Rabaud, na área do audiovisual, e Feurat Alani, pela sua obra literária.

Impresa volta aos lucros e consolida no terceiro trimestre

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De acordo com o relatório enviado à CMVM, a Impresa apurou um resultado liquido de 2,9 milhões de euros, no termo do terceiro trimestre, o que corresponde a um aumento de 101,9% face aos valores registados no período homólogo de 2018.

Este crescimento deveu-se a uma progressão de 4% nas receitas, reflectindo um encaixe de cinco milhões de euros comparativamente com o ano anterior.

O site electrónico Meios & Publicidade destaca declarações do CEO Francisco Pedro Balsemão para quem “a liderança da SIC e do Expresso contribuiu para um crescimento nas receitas, incluindo as publicitárias, bem como para um aumento de 17,7% no EBITDA. Conseguimos duplicar os resultados líquidos, alcançando assim os melhores nove meses do ano desde 2014”.

Polémica na Holanda sobre fontes jornalísticas

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O jornalista da emissora pública holandesa NOS, Robert Bas, foi libertado da prisão, depois de ter sido detido por desrespeito ao tribunal ao recusar-se a responder a perguntas sobre a identidade de uma fonte.

O jornalista tinha sido chamado a tribunal para testemunhar num julgamento de assassinato, contudo, Bas recusou-se a testemunhar, citando o seu direito como jornalista para proteger as fontes.

Bas tinha contactado com uma pessoa de interesse para a investigação e o Tribunal considerava que não existia nenhuma razão para proteger sua fonte, uma vez que o nome do informante já era do conhecimento da polícia.

A prisão do jornalista levou a manifestações à porta do tribunal, nas quais se exigia a sua libertação, por considerarem a necessidade de proteger a relação de confiança entre os jornalistas e as suas fontes.

Relatora da ONU confirma morte de Khashoggi como “assunto de Estado”

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A relatora de direitos humanos das Nações Unidas, Agnes Callamar, afirmou não ter dúvidas de que assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, do Washington Post, foi premeditado e se tratou de um "assunto de Estado” e não foi, apenas, “uma operação desonesta por parte de indivíduos que decidiram um dia matar Khashoggi”.
Durante o último ano, Callamard liderou um grupo de investigação internacional sobre o assassinato do jornalista e lamenta que a ONU não tenha aproveitado o seu relatório para realizar uma investigação internacional.

Um ano depois da morte de Jamal Khashoggi, poucas consequências decorreram do seu assassinato. Apesar do choque e da indignação com a sua morte, não foi feita justiça para o jornalista e até ao momento não houve condenados.

Sobre o crime, a perita adiantou que muitos oficiais da capital saudita estiveram envolvidos na organização desta “operação especial” e que tem conhecimento que, depois do assassinato, as autoridades de Riade também estiveram implicadas. Referiu, ainda, que 17 sauditas terão investigado o acto e, supostamente, limparam a cena do crime.

Presidente turco processa "Le Point" por causa de capa...

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O presidente p Erdogan apresentou uma queixa nos tribunais contra o semanário Le Point, por este ter utilizado na capa o título «éradicateur» sobreposto a uma fotografia do líder turco.

O advogado do presidente, Hüseyin Aydin, apresentou queixa à Procuradoria-Geral de Ancara por "insultar o Chefe de Estado", segundo foi adiantado pela agência de notícias estatal Anatolia.

A queixa considera que houve um ataque à "honra e dignidade" do Presidente e visa o director da revista, Etienne Gernelle, e o director da secção "Internacional", Romain Gubert.

Após esta iniciativa, as autoridades judiciais turcas ficaram legalmente responsáveis pela investigação e ajuízamento dos suspeitos.

...E regime turco quer fiscalizar mais os “media online”

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 A Turquia pretende implementar regulamentação que visa exercer controlo sobre os media online independentes, que, actualmente, se encontram fora da jurisdição do Governo. 

Um movimento liderado pelo AKP, a Grande Assembleia Nacional da Turquia, alargou as responsabilidades do Conselho Supremo de Rádio e Televisão, conhecido pelo acrónimo turco RTÜK, para incluir, também, a transmissão pela internet. 

O regulamento entrou em vigor em Agosto de 2019 e obriga as estações online a obter uma licença do RTÜK e a submeter os seus conteúdos ao escrutínio do Estado. 

Os aparentes alvos do regulamento são as plataformas “on demand”, como a Netflix e transmissões online regulares e/ou programadas, como a emissora Medyascope, que servem como fontes independentes de notícias na Turquia. ­

O artigo sobre este tema veio inserido na revista Turkey Dispatches, uma série especial do IPI sobre liberdade de imprensa e realidades da prática jornalística na Turquia, elaborada por jornalistas turcos outros que com eles estão solidários.

Conselho de Redacção da RDP demite-se em conflito com o director

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O Conselho de Redacção (CR) da RDP apresentou a demissão, por considerar que foi omitida a informação sobre a contratação de jornalistas por parte da Direcção de Informação, facto que consideraram “uma profunda deslealdade em relação ao CR”.

Em comunicado, o CR justificou o pedido de demissão apresentado no decurso do plenário, recentemente realizado, por desconhecer a contratação de catorze jornalistas anunciada pelo director de informação João Paulo Baltazar. Note-se que a contratação de outros seis jornalistas aguarda, há meses, resposta das Finanças. 

O certo é que a contratação anunciada não tinha sido previamente transmitida ao Conselho de Redacção até ao debate em plenário para reorganização da redacção.

Organizações internacionais condenam bloqueio de “sites” palestinianos

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O Repórteres Sem Fronteiras e o IPI condenam a decisão de um tribunal palestiniano, na Cisjordânia, de bloquear o acesso a 51 fontes de notícias online, por serem consideradas “ameaças”. 

A maioria dos sites bloqueados são, supostamente, críticos em relação à Autoridade Palestiniana e ao presidente, Mahmoud Abbas. 

Os sites foram considerados culpados de "atacar e denegrir os símbolos da Autoridade Palestina" e de "publicar conteúdo que ameaça a segurança nacional e civil".

Entre os alvos de bloqueio estão a Agência de Notícias Shehab, com sede em Gaza, que tem 7,5 milhões de seguidores no Facebook, e a Rede Quds, com 6,6 milhões de seguidores.

Até ao momento, não se sabe quem apresentou o caso em tribunal e solicitou o bloqueio dos sites

Comissão Independente para os Direitos Humanos e o Sindicato dos Jornalistas decidiram contestar esta decisão em tribunal e pedir a sua anulação. 

IPI e o RSF publicaram comunicados, nos respectivos sites, nos quais condenam as acções.

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Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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