Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

Jornalista de "A Bola" com subsídios de férias em atraso

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Alguns jornalistas do desportivo “A Bola” ainda não receberam o subsídio de férias, denunciou o Sindicato dos Jornalistas, num comunicado. 

De acordo com o SJ, a situação é mais grave para os “jornalistas integrados no novo processo de ‘lay-off’, que teve início a meio do mês de Agosto, o que deixa alguns trabalhadores com quebra de rendimento há mais de seis meses, já que a maioria foi, igualmente, integrada, no ‘lay-off’ simplificado (...) que terminou a 31 de julho”.

Além disso, ressalvou o comunicado do SJ, os colaboradores em causa não receberam uma justificação plausível.

Perante este incidente, o SJ considera que a Sociedade Vicra Desportiva e a Vicra Comunicações (proprietárias do jornal “A Bola”, da Autofoco e de A Bola TV) devem ter em consideração “que este atraso no pagamento do subsídio de férias (...) motiva situações verdadeiramente aflitivas para alguns jornalistas. E configura, também, uma situação de desigualdade entre trabalhadores, já que alguns receberam o subsídio antes do mês de Março e outros negociaram com a empresa o pagamento em duodécimos”.


Associações de "media" unidas na defesa do pluralismo

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Perante o actual panorama do jornalismo em Portugal, as associações portuguesas de “media” têm vindo a expressar a sua preocupação quanto ao sector, pedindo ao Governo que accione planos de apoio.

Como tal, no seu mais recente apelo, o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, o director-geral da PMP – Plataforma de Media Privado e o presidente da AIC – Associação de Imprensa de Inspiração Cristã reiteraram que os serviços prestados pelos jornalistas não devem ser tomados como garantidos.

Os três responsáveis começaram por citar Vera Jourova e Thierry Breton, comissários europeus.“Não devemos dar por adquiridos os valores que definem a nossa União, como liberdades, a democracia, o Estado de Direito e os direitos fundamentais. Há que lutar por eles. O mesmo sucede com a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação para os quais a transformação digital suscita desafios”, pode ler-se no documento.

“A Liberdade de imprensa é um direito, não só para os jornalistas, mas para todos nós. Assumimos hoje um compromisso no sentido de lutar por meios de comunicação livres e pluralistas”, afirmaram, ainda, Vera Jourova e Thierry Breton, citados pelas três associações.


Jornal centenário inglês recupera depois da falência

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A imprensa local tem vindo a ser ameaçada pela diminuição na circulação e das receitas publicitárias.

Contudo, no Reino Unido regista-se, já, um caso de sucesso.  O “Cumberland and Westmorland Gerald”, em circulação há 160 anos, 

conseguiu recuperar, depois de declarar falência. Tudo isto graças ao empresário Andy Barr, que se tem dedicado à recuperação de jornais com história.

Depois de adquirir o jornal, em Fevereiro, Barr tratou de alterar a equipa editorial, mas manteve os 22 colaboradores. 

O jornalista John Holiday ficou responsável por comandar as operações e tratou de alterar o foco dos restantes profissionais, que passaram a redigir artigos sobre acontecimentos locais, que envolvessem personalidades conhecidas de todos os leitores.

“Os leitores querem acreditar na sua comunidade e consumir conteúdo de qualidade”, afirmou Holiday em entrevista à “Press Gazette”.

Além disso, Holiday conseguiu contratar mais repórteres, o que permitiu apostar em mais e melhores reportagens. 


Google estabelece acordo com 200 publicações

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A Google vai estabelecer acordos com 200 “publishers”, num investimento de cerca de 850 milhões de euros, anunciou Sundar Pichai, presidente executivo da empresa tecnológica.

De acordo com Pichai, o projecto Google ShowCase passa por um “compromisso financeiro (…) que pagará aos editores para criarem e seleccionarem conteúdos de alta qualidade” com vista a uma “experiência” de notícias “online”.

O objectivo é ajudar os editores de notícias no processo de  transformação digital e  apoiar um jornalismo de qualidade.

Como tal, a Google vai oferecer ferramentas de formatação, para que os artigos tenham “mais profundidade e contexto”, através de “timelines”, recortes de apresentação  e vídeo.


Revista inglesa de cinema ganha apoio de leitores

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A indústria do entretenimento ficou comprometida com a chegada da pandemia o que afectou, igualmente, os “media” que se dedicavam a cobrir as artes do espetáculo.

Registaram-se, contudo, alguns casos de sucesso, como foi o caso da revista mensal “Film Stories”, que se foca, fundamentalmente, em cinema independente britânico.

Durante o período de confinamento, a publicação continuou a registar uma circulação satisfatória, mas deixou de contar com as receitas publicitárias. 

Além disso, algumas das publicações nem sequer chegaram às bancas, já que não havia conteúdo suficiente para encher as páginas.

Assim, o fundador da revista, Simon Brew, criou um “crowdfunding”, para que os leitores pudessem contribuir para a sobrevivência do título. Cerca de 500 pessoas arrecadaram  um total de 32 mil libras (cerca de 35 mil euros).


Jornalistas da BBC com acesso restrito às redes sociais

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O director-geral da BBC, Tim Davie, afirmou que os jornalistas daquele operador público poderão ser obrigados a suspender as suas contas nas redes sociais, caso as suas inserções não sejam suficientemente imparciais. 

Os critérios de regulação, para os colaboradores, deverão ser publicados nas próximas semanas.

Davie afirmou -- num comunicado citado pela “Press Gazette”  -- que “não se trata de proibir a utilização das redes sociais”, pois considera que os jornalistas devem estar em contacto com todas as formas de “media”.

Mas, na visão de Davie, os colaboradores do operador público têm o dever de não expressarem as suas opiniões, em qualquer plataforma de livre acesso.  

Além disso, o novo director-geral da BBC acredita que uma reportagem imparcial pode “ter sabor” e que os estereótipos pejorativos associados a este tipo de artigos (aborrecido, sem interesse) estão errados.

Davie disse, ainda, considerar que a maioria dos colaboradores da BBC concorda com esta medida, já que um maior nível de imparcialidade corresponde a um menor número de incidentes negativos, contra a credibilidade do operador.


Os prós e contras de consumir notícias no YouTube

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O YouTube é uma plataforma utilizada, pela maior parte dos norte- americanos, para fins de entretenimento, mas está a tornar-se, igualmente, uma fonte de informação noticiosa.

De acordo com um estudo publicado no Pew Research Center, cerca de 26% dos americanos consome notícias através do YouTube e consideram que esta  é uma plataforma relevante para se manterem, devidamente, informados.

Este “site” , tem, contudo, uma particularidade: as organizações noticiosas e os criadores independentes prosperam lado a lado, ainda que com várias diferenças fundamentais.

Por exemplo, durante o período analisado (Dezembro de 2019), as organizações noticiosas publicaram um volume substancialmente superior de vídeos do que as fontes independentes.

Por outro lado, os vídeos dos canais independentes eram mais longos (mais de 12 minutos, em comparação com cerca de cinco minutos para vídeos de canais filiados a organizações noticiosas).


Liberdade de imprensa em Angola condicionada com "media" confiscados

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A UNITA, o maior partido da oposição em Angola,  tem expressado preocupação com a “partidarização” da comunicação social.

Isto porque, em Agosto, vários “media” privados foram confiscados pelo Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e entregues ao ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Os representantes do partido consideraram, então, urgente que os “media” voltassem a ser “privatizados”.

“Quando o Estado controla toda a imprensa, não abraça, de facto, o Estado democrático de direito. Há sempre a tendência de controlar o espaço noticioso. Continuamos a ver espaços alargados para falar de matérias do partido que governa Angola [MPLA]”, notou a deputada Navita Ngolo, em declarações à agência Lusa. “É (...) necessário que haja órgãos plurais, que não dependam do Estado, para que possam servir o público”.

De acordo com a Freedom House, Angola é um país não-livre, onde o Governo controla a maioria dos meios de comunicação social.

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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....