O jornalista Pedro Pinto saiu da TVI para se tornar o novo responsável pela comunicação do SL Benfica e liderar a Benfica TV, substituindo Luís Bernardo, cuja saída foi anunciada no início de Novembro, noticiou o “Correio da Manhã”.
Um dos principais rostos da estação, e director interino da TVI até Setembro, Pedro Pinto vai, agora, reforçar “a estratégia de ampla transformação comunicacional que o Benfica pretende empreender”, afirmou o clube em comunicado.
Por sua vez, o director de informação da TVI, Anselmo Crespo, recordou que, “nas últimas duas décadas, o Pedro Pinto foi um profissional dedicado e empenhado no sucesso da informação da TVI. Quer como pivô (na TVI e na TVI24), quer como coordenador, quer, ainda, como membro da Direção de Informação e, mais recentemente, como director interino, função que cumpriu com um elevado sentido de dever, assegurando uma transição tranquila”.
Atrair um público jovem e conquistar a sua confiança continua a ser um dos maiores desafios dos “media” em todo o mundo. Por isso, no Brasil, uma rede colaborativa -- formada por dez empresas de comunicação social -- lançou o projecto “Reload”, que pretende tornar os conteúdos noticiosos atractivos para a população entre os 15 e os 24 anos.
A proposta foi seleccionada, em 2019, pela Google News Initiative e começou a funcionar em Setembro deste ano.
De acordo com a responsável pela iniciativa, Natalia Viana, o principal desafio é cobrir os assuntos que suscitem curiosidade.
Após uma análise aprofundada, que durou três meses, os colaboradores da “Reload” concluíram que as camadas mais novas da população brasileira procuram entender fenómenos sociais e ambientais, em detrimento de escândalos políticos e casos de corrupção.
Além disso, os jornalistas perceberam que a melhor forma de chegar aos jovens é através das plataformas “online”.
Por isso, a “Reload” estabeleceu uma parceria com 12 “influencers”, que narram os principais acontecimentos da semana, tornando-os mais acessíveis à sua própria audiência. “Eles recontam uma determinada história, destacando a informação que é mais pertinente, com a sua própria linguagem e sentido de humor”, frisou Viana.
O ano em curso ficou marcado pela pandemia e pelo consequente confinamento, que levou os cidadãos a dedicarem mais tempo aos conteúdos informativos e às redes sociais.
A população recuperou alguma confiança nos “media” e, ao mesmo tempo, passou a prestar mais atenção à vida das celebridades, que começaram a partilhar as actividades realizadas em isolamento social.
Esta tendência veio, assim, impulsionar um novo modelo de “jornalismo tablóide”, assente em submissões anónimas, notou Joseph Longo, num artigo publicado da revista “Mel Magazine”.
A título de exemplo, a conta de Instagram “DeuxMoi” ganhou popularidade. Apesar de a maior parte do conteúdo ser, provavelmente, falso, a plataforma permite que as celebridades se defendam das acusações, criando um “palco democrático”.
Este não é, contudo, um movimento exclusivo das redes sociais. Mesmo os jornais mais conceituados como o “New York Times” passaram a falar da vida dos seus colaboradores.
O colunista de “media” daquele jornal nova-iorquino, Ben Smith, dedicou-se a reportar sobre os escândalos que marcaram o sector. Em Outubro, por exemplo, o jornalista acusou a repórter Rukmini Callimachi, responsável pelo “podcast” “Caliphate”, de não confirmar a informação.
Smith opõem-se, porém, à ideia de que o seu trabalho possa ser classificado enquanto “mexericos”, que associa a algo pejorativo.
A pandemia veio alterar os hábitos de consumo noticioso um pouco por todo o mundo, com os cidadãos a demonstrarem um interesse crescente em manterem-se a par dos últimos desenvolvimentos.
Com isto, registou-se um crescimento exponencial do tráfego “online” e, mais notavelmente, das audiências dos “podcasts” noticiosos diários, recordou um estudo do Reuters Institute, que analisou a popularidade destes produtos em seis países -- EUA, Reino Unido, França, Austrália, Suécia e Dinamarca.
O relatório demonstra que, apesar de os “podcasts” noticiosos comporem, apenas, 1% de todo o universo áudio, são ouvidos por cerca de 10% dos consumidores assíduos destes produtos.
Alguns destes “podcasts” chegam, mesmo, a atrair mais público do que as edições impressas dos jornais. Por exemplo o “The Daily”, do “New York Times”, é ouvido, diariamente, por quatro milhões de cidadãos.
Isto veio impulsionar novos investimentos de empresas mediáticas. Os operadores públicos da Dinamarca e da França lançaram projectos diários, competindo com “publishers” privados, como a News Corp, na Austrália.
Para já, estes “podcasts” noticiosos inserem-se numa de quatro principais categorias: um “deep dive” num tema específico; uma conversa casual sobre os principais acontecimentos; um resumo conciso dos tópicos do dia; e um “micro boletim” destinados às “apps” de “streaming”.A Comissão Europeia lançou um fundo de 3,9 milhões de euros para apoiar o jornalismo de investigação e a liberdade de imprensa na União Europeia (UE).
Em concreto, este pacote visa “apoiar jurídica e materialmente a formação de jornalistas de investigação, promover a partilha de conteúdos, a criação conjunta e a tradução de peças jornalísticas de interesse geral”, bem como “monitorizar as violações da liberdade de imprensa (...) para assegurar que o público em geral e as instituições europeias disponham de informação fiável e abrangente”, elencou a instituição.
Estes subsídios destinam-se a organizações não-governamentais, associações internacionais e instituições académicas. Bruxelas espera que “cada projeto envolva parceiros de pelo menos dois países, com coordenadores baseados na UE”, de acordo com a nota enviada à imprensa.
Aqueles que desejem candidatar-se, deverão fazê-lo até 20 de Janeiro de 2021.
A empresa de “media”Buzzfeed chegou a um acordo para a aquisição do “site” “HuffPost”, pertencente ao Grupo Verizon Media, noticiou a “Press Gazette”.
Da mesma forma, a Verizon Media -- uma divisão da Verizon Communications que controla as operações do Yahoo! e do “site” “TechCrunch” -- vai passar a ser um accionista minoritário do Buzzfeed.
Os dois Grupos -- que competem na criação de artigos virais -- planeiam, agora, iniciar uma colaboração em diferentes áreas, partilhando conteúdo e recursos publicitários.
Ainda assim, o “Buzzfeed” e o “HuffPost” continuarão a ser “organizações noticiosas distintas”.
O “HuffPost” foi criado em 2005, por uma equipa liderada pela colunista Arianna Huffington. Em 2011, a publicação foi comprada pela AOL, que acabou por ser adquirida, em 2015, pelo Grupo Verizon.
Tal como aconteceu com tantas outras publicações, perante a pandemia, o “HuffPost” sofreu uma quebra acentuada nas receitas publicitárias.
O coronavírus é um tema complexo, que deve ser desmistificado pelos jornalistas, de forma a manter a população informada, segura e confiante sobre o seu nível de conhecimento, defendeu Roy Peter Clark num artigo publicado no “site” do Instituto Poynter.
Como tal, o autor reuniu uma lista com sugestões, para que os profissionais consigam classificar o seu discurso e ajudar as audiências.
Em primeiro lugar, Clark acredita que os jornalistas devem reduzir o nível de informação por parágrafo, especialmente quando estão a cobrir temas complexos. A forma mais eficaz de atingir este objectivo é limitar o número de palavras por frase.
A quantidade de dados estatísticos deve, igualmente, ser reduzida. O mesmo se aplica a citações de especialistas.
Além disso, o autor convida os jornalistas a escreverem com uma determinada “persona” em mente, que tenha um conhecimento limitado sobre o tópico.
Um bom mecanismo para “encaixar” toda a informação é o diálogo ficcionado. O formato de “perguntas e respostas”, por exemplo, seria uma das ideias a adoptar.
O empresário espanhol Blas Herrero enviou, ao Grupo Prisa, uma oferta de compra "de todas as empresas e bens que actualmente constituem a unidade de negócios de comunicação social (...) tanto escritos, como radiofónicos e audiovisuais". De acordo com a imprensa espanhola , a oferta valorizaria estes bens até os 200 milhões de euros.
O conselho de administração do Grupo Prisa declarou, por sua vez, que, após receber a carta com a oferta (que descreveu como não solicitada e não vinculativa), irá estudar a proposta.
Em 2019, as receitas do grupo Prisa no sector dos "media" ascenderam a 484,6 milhões de euros, com um lucro operacional de 43,6 milhões de euros.
Já a empresa de “media” controlada por Blas Herrero, Radio Blanca, registou receitas de 19,2 milhões de euros e um prejuízo operacional de 3,2 milhões de euros.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.