Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021

  

Candidaturas ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia até 15 de Setembro

O Clube Galeria

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 

O Site vai de férias

O Clube Galeria


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   

O primeiro ano

O Clube


Passou um ano. O site do CPI – Clube Português de Imprensa completou o primeiro ciclo de vida, com um registo muito gratificante de visitantes, sempre em crescendo.

Quando começamos, inexperientes mas determinados, moveu-nos a convicção de que fazia falta na paisagem digital um projecto como o desta Associação, animado pelo propósito de ser um fórum de debate das questões emergentes na sociedade da informação e no jornalismo.

A par da divulgação das actividades desenvolvidas no CPI, designadamente, os ciclos temáticos de jantares-debate, procuramos, também, dar eco atempado de iniciativas oriundas de associações congéneres, bem como de estruturas relacionadas com a profissão, como sejam o Sindicato de Jornalistas e a Casa da Imprensa.

Nesse sentido pudemos ainda intensificar o intercâmbio com a AIEP – Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, contando com a colaboração de alguns dos seus membros, e ainda com a API - Associação Portuguesa de Imprensa, que colaborou igualmente connosco.

Um Prémio partilhado

O Clube

Habituei-me muito cedo a admirar em Helena Vaz da Silva um talento raro e multifacetado – no Jornalismo, na Cultura, na Política. Em tudo em que se envolvia, fazia-o com um entusiasmo transbordante, uma energia inesgotável, uma alegria única, num sorriso aberto de quem respirava optimismo e gostava de comunicar e interagir com os outros,   retirando da vida   o melhor que esta pudesse oferecer-lhe .

A sua casa na Calçada do Combro era um estuário – e um porto de abrigo - para onde convergiam intelectuais, artistas, escritores, gente carregada de ideias e de utopias, que a Helena e o Alberto recebiam de porta aberta, como se fossem família. E eram.

Prémio Europeu Helena Vaz da Silva entregue a 10 de Outubro na Fundação Gulbenkian

O Clube

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído este ano a Eduardo Lourenço e ao  cartoonista Plantu, será entregue no próximo dia 10 de Outubro no decorrer de uma cerimónia solene na Fundação Calouste Gulbenkian presidida por Marcelo Rebelo de Sousa. Este prémio é instituído pelo CNC – Centro Nacional de Cultura em parceria com o Clube Português de Imprensa e em cooperação com a a Europa Nostra, desde  2013.

O Prémio homenageia Eduardo Lourenço, especialista da alma e do imaginário português, memória viva da cultura portuguesa de que é um dos maiores historiadores e um dos seus criadores mais fecundos, e com obra traduzida numa dezena de línguas, e distingue também Plantu pelo seu contributo, através do desenho, da ironia e da emoção, para a promoção dos valores europeus, da tolerância e da paz.

Os desafios do associativismo

O Clube

O associativismo dos jornalistas é fraco. É uma queixa recorrente das instituições que lutam contra essa apatia, que a mudança geracional não alterou. A precariedade do emprego também não contribui para o convívio fora das redacções.

Houve uma significativa substituição de profissionais nas últimas duas décadas, com a saída prematura de muitos. Mas o rejuvenescimento dos quadros editoriais, se trouxe frescura aos media, também os privou de uma memória  fundamental.

Um dos ensinamentos que resistiu até hoje na grande imprensa anglo-saxónica foi a preservação de um mix intergeracional, combinando a experiência com a determinação natural de inovar.

O site vai de férias até 29 de Agosto

O Clube

Este site acompanha a tendência da época e vai de férias durante o mês de Agosto, reaparecendo a 29, com regularidade, sem prejuízo de actualizações pontuais que vierem a revelar-se necessárias.

Lançado em Novembro do ano passado, o site do Clube Português de Imprensa procurou, desde o inicio, não ser apenas um espaço institucional reservado às actividades do Clube, mas alargar o seu âmbito e oferecer aos visitantes, jornalistas ou não,  uma informação objectiva sobre os media e uma opinião sustentada sobre o jornalismo e os acontecimentos  que são a sua razão de ser.

Um site apostado em crescer

O Clube

Em menos de um ano, este site do Clube Português de Imprensa tem granjeado, de uma forma consistente, mais visitantes, mais páginas lidas, mais tempo de permanência em cada contacto. É uma realidade que nos reconforta.

Este espaço não se limita a fazer eco das actividades prosseguidas pelo Clube, numa lógica puramente institucional. Vai mais longe. Quer ser um ponto de encontro para uma reflexão sobre os grandes temas que ilustram hoje as preocupações de quem acompanha de perto os media, escritos ou audiovisuais, sejam jornalistas, estudantes ou académicos empenhados nas Ciências de Comunicação.  

1  2  3  4  5  6  
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


ver mais >
Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...