Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019

  

Equipa de Charlie Hebdo em Fórum com leitores

Media Galeria

A equipa do jornal satírico Charlie Hebdo reuniu-se com os seus leitores antes do Fórum Mundial para a Democracia, em Estrasburgo, sendo recebida com aplausos.

Quase cinco anos depois do ataque à redacção na sede do jornal em Paris, esta foi a primeira aparição colectiva em público.

O programa do Fórum incluiu, para além da tradicional sessão de abertura, mesas redondas, debates com o público e desenhos ao vivo.

Nas mesas redondas debateram-se temas como "escrever um jornal de opinião em 2019", "censura e ameaças: manter o espírito crítico vivo numa altura de correcção política" e "O quase 50º aniversário de Charlie Hebdo: porquê escrever e desenhar no Charlie Hebdo hoje?”.

A visita de Charlie Hebdo lançou, assim, o programa "off" do Fórum Mundial para a Democracia, organizado pelo Conselho da Europa, de 6 a 8 de Novembro, com o tema: "Informação: a democracia em perigo?”.

Charlie Hebdo surge, desta forma, com uma equipa jovem e renovada.

Monde publicou no site um artigo sobre a presença da equipa em Estrasburgo.

HuffPost renova imagem e perfil dos conteúdos

Media Galeria

Huffington Post, que apresentou mais acessos do que o New York Times, alterou o seu título para HuffPost, em 2017, em todas as plataformas e canais sociais. Alterou, também, o design do site, adoptando um novo logotipo. Esta foi a primeira reformulação da marca e do site em 12 anos de história, com a nova editora-chefe Lydia Polgreen.

The Huffington Post, que se descrevia desde o início como um "jornal da Internet", alterou a tendência na sua abordagem editorial.

O jornal sempre teve um óptimo SEO, o que permitiu atrair, desde cedo, um grande público, incluindo o segmento mais conservador.

Com a nova editora, o HuffPost inclinou-se para uma tendência tabloide e mais dedicado “àqueles que se sentem marginalizados do poder”. 

O novo slogan do site – "É pessoal" – é indicador dessas alterações, que surgem num momento em que muitos gostariam de esquecer a política.

Huffpost tem um novo objectivo: colocar as pessoas em primeiro lugar e ajudar a que todos estejam informados sobre os acontecimentos no mundo e sobre a forma como estes afectam cada um.

O jornalista Joshua Benton analisa as alterações da publicação num artigo publicado no site do NiemanLab.

Apenas um em cada dez homicídios de jornalistas é punido

Media Galeria

 

Várias organizações parceiras da Plataforma do Conselho da Europa para a Promoção da Protecção do Jornalismo e da Segurança dos Jornalistas apelam aos governos para que assegurem que os crimes contra jornalistas não fiquem impunes.
A campanha tem como objectivo expor a falta de acção internacional para combater a crescente onda de ameaças e abusos enfrentados pelos jornalistas.

A Federação Internacional de Jornalistas registou 1064 assassinatos de profissionais dos media, nos últimos 10 anos, mas apenas um em cada dez homicídios foi punido.

Mais recentemente, verificou-se que caso da jornalista Daphne Caruana Galizia foi assinalado no Conselho da Europa como um dos 36 homicídios ainda por esclarecer, juntamente com mais nove outros em aberto há mais de 20 anos.

No relatório anual de 2019, da Plataforma do Conselho da Europa, as organizações manifestaram a sua preocupação por "ter começado a instalar-se um clima de impunidade em algumas partes da Europa”, afirmando que "a rápida conclusão de investigações e processos judiciais transparentes e eficazes que conduzam à punição de todos os responsáveis [...] é essencial para restabelecer a confiança do público no empenho dos Estados em proteger a segurança dos jornalistas e o Estado de direito”.

Imprensa generalista e “newsmagazine” continuam em queda

Media Galeria

A APCT,que audita regularmente a imprensa generalista e as newsmagazine, divulgou a análise dos dados entre Janeiro a Agosto de 2019

A quebra na circulação da imprensa paga chegou aos 7,6%, uma vez que os três jornais generalistas venderam, em média, menos 10 770 exemplares por edição, face ao ano anterior.

CM mantém a liderança do segmento, com uma média de vendas de 74 348 exemplares por edição nos primeiros oito meses deste ano. Ainda assim, os resultados representam uma quebra de 9,05%, relativamente ao período homólogo em 2018.

O JN é o segundo mais vendido e apresentou números inferiores a 40 mil exemplares no mesmo período, o que reflecte uma quebra de 7,2%.

Cimeira Mundial de Verificação de Factos em Oslo

Media Galeria

A 7ª Cimeira Mundial de Verificação de Factos vai decorrer em Oslo, em Junho de 2020. O Global Fact-Checking Summit (Global Fact) reunirá verificadores de factos, jornalistas, académicos e representantes de plataformas tecnológicas, entre outros profissionais e estudantes. 

A conferência tem o objectivo de reunir os profissionais da área para que possam partilhar as suas experiências e aprender sobre as melhores práticas.

A edição contará com apresentações sobre desinformação, confiança online e integridade de informação, para além de várias conferências que reúnem profissionais da área e promovem a discussão sobre o tema. Os participantes irão falar sobre a verificação automatizada de factos, a ética dos algoritmos e ferramentas e produtos para verificação de factos em redes sociais e aplicações de mensagens.

Haverá, ainda, lugar para sessões de coaching e de mentoring com líderes da industria para os executivos de organizações de verificação de factos.

As inscrições decorrerão até 17 de Janeiro de 2020, e os candidatos terão possibilidade, caso sejam aceites, de se inscreverem gratuitamente.


Unesco confirma aumento dos homicídios de jornalistas

Media Galeria

A Síria foi o país que registou mais assassinatos de jornalistas nos últimos cinco anos, seguindo-se o México. 

Entre 2014 e 2018, a Unesco registou 495 homicídios de jornalistas pelo mundo, sendo a América Latina e o Caribe a segunda região mais mortal para os profissionais. Outros países latino-americanos figuram na lista da organização, como o Brasil, a Guatemala, a Colômbia, as Honduras, o Paraguai, o Peru, El Salvador e a República Dominicana.

Estes e outros dados sobre violência contra jornalistas estão no relatório divulgado a 31 de Outubro.

Segundo a Unesco, verificou-se um aumento de 18% nos assassinatos de jornalistas nos últimos cinco anos, face ao mesmo período de 2009-2013. Das mortes registadas, 149 ocorreram em Estados Árabes, representando 30% do total. 

Os dados apresentados revelam que 91% dos profissionais assassinados nos últimos cinco anos realizavam jornalismo local.

O Knight Center produziu uma análise dos dados do relatório num artigo publicado no respectivo site.


México e Brasil com maior impunidade nos crimes contra jornalistas

Media Galeria

De acordo com o Índice de Impunidade Global de 2019, publicado pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), o México e o Brasil são as únicas nações latino-americanas, entre os 13 países do mundo, em que os assassinatos de jornalistas ficam impunes com maior frequência.

O índice “calcula o número de assassinatos de jornalistas não resolvidos como uma percentagem da população de cada país”.

Os casos são incluídos se não forem resolvidos e se houver total impunidade, o que significa que não ocorreram quaisquer condenações.

O México encontra-se na sétima posição do índice e verificou-se, apenas, uma condenação dos 31 assassinatos ocorridos, entre Setembro de 2009 e 31 de Agosto de 2019. O país foi, também, considerado o mais “fatal” para jornalistas.

O Brasil ocupa o nono lugar no índice de 2019 e tem cerca de 15 assassinatos não resolvidos. No ano anterior apresentou 17 casos por resolver.

O índice foi divulgado no fim de Outubro para marcar o Dia Internacional pelo “Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas”, que se celebra a 2 de novembro.

O Knight Center realizou uma análise dessa classificação, que foi publicada no site.

ERC não se opõe à compra da Media Capital pela Cofina

Media Galeria

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou que não se opõe à aquisição da TVI pelo Grupo Cofina. O parecer já foi remitido à Autoridade da Concorrência.

A ERC afirmou em comunicado publicado no seu site que “deliberou não se opor à operação de concentração da Cofina e Media Capital, sem prejuízo das ressalvas enunciadas na respectiva deliberação, por não se concluir que tal operação coloque em causa os valores do pluralismo e da diversidade de opiniões, cuja tutela incumbe à ERC aí acautelar”.

A ERC alertou, contudo, no documento emitido, que a CMTV e a TVI têm de manter-se independentes – “notando também os compromissos assumidos pela adquirente no presente procedimento em termos de preservação da autonomia e identidade editorial dos diversos órgãos de comunicação social que passam a integrar o universo do Grupo, que terão de ser escrupulosamente mantidas no âmbito das respectivas actividades” –, e sugerindo que esse compromisso foi decisivo no parecer do regulador, não podendo haver qualquer “junção de linhas editoriais”.

1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


ver mais >
Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...