Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020

  

Violência sobre jornalistas condenadas pelo Sindicato

Media Galeria

Pelo menos um colaborador do jornal “online” “Observador” foi alvo de tentativa de agressão, durante a manifestação dos empresários da restauração, no largo do Rossio. 
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) condenou, entretanto, o incidente, defendendo que as imagens aí registadas são “suficientes” para a abertura de um inquérito judicial.

De acordo com o “Observador”, uma das equipas do jornal  “foi ameaçada por manifestantes e teve de ser retirada do local, após um dos dinamizadores do protesto ter criticado uma notícia dada [pela publicação], que referia a presença de 200 pessoas na manifestação, e que estava desactualizada”.

“Pouco depois daquela crítica ao’ Observador’ , feita a partir do palco, uma dezena de manifestantes correram irados em direcção à equipa da Rádio Observador, facilmente identificada pelo microfone. Perante a ameaça de agressão iminente, a PSP retirou a nossa equipa do local, para garantir a sua segurança”.
Perante este quadro, o SJ instou “a direcção do ‘Observador’ a agir em conformidade, ou seja, a apresentar queixa às autoridades competentes na defesa do jornalista”.

Aumenta número de homicídios de jornalistas mexicanos

Mundo Galeria

A violência contra jornalistas continua a intensificar-se no México, onde foram  registados três homicídios de profissionais dos “media” em apenas duas semanas. Ao todo, desde o início do ano, foram assassinados, naquele país, oito colaboradores na comunicação social.

De acordo com relatórios dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) e do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), os jornalistas que investigam casos de corrupção e tráfico de drogas são os principais alvos de ataques.

As organizações alertam, ainda, para o facto de a maioria dos responsáveis pelos crimes saírem impunes.

“Se quiseres matar um jornalista, podes fazê-lo sem grande risco de seres apanhado”, afirmou Jan-Albert Hootsen, representante do México no CPJ, em declarações ao “Guardian”. “Regista-se, assim, uma crise de criminalidade e impunidade. Até porque os sucessivos governos mexicanos, nada têm feito para alterar este quadro”.

Perante esta situação, os jornalistas mexicanos são obrigados a reforçarem as medidas de precaução.


Maioria dos "media" espanhóis menos transparentes

Mundo Galeria

Os “media” espanhóis carecem de transparência nas áreas de propriedade, gestão empresarial, informação económica, criação e divulgação de conteúdos e conformidade regulamentar, denunciou o estudo Primera Plana 2019, realizado pela Fundación Compromiso y Transparencia.

De acordo com o relatório -- que se baseou em 19 indicadores --  nenhum dos 21 Grupos de “media” e publicações avaliados vão ao encontro dos critérios estabelecidos, para alcançar o patamar de “transparência”. 

No relatório deste ano, apenas os Grupos Atresmedia, Mediaset, Prisa e Vocento entraram para  a categoria de "translúcido" (em parte como resultado das obrigações acima mencionadas).

Os restantes, ficaram-se pela categoria “opaco”.

Entre as suas conclusões, o relatório Compromisso e Transparência afirma que "os grupos de comunicação social espanhóis ainda não estão conscientes dos riscos que afectam a sua credibilidade e independência editorial". 


DN volta às bancas como jornal diário...

Media Galeria

O “Diário de Notícias” (DN) vai voltar a circular com periodicidade diária, a partir de 29 de Dezembro, revelou, em comunicado, o Conselho de Redacção.

A decisão foi anunciada na reunião dos membros eleitos para o Conselho de Redacção, onde se formalizou, igualmente, a nomeação de Rosália Amorim como nova directora do jornal centenário.

Nessa reunião, Rosália Amorim “citou a intenção já expressa pelo novo accionista maioritário do Grupo Global Media, Marco Galinha, de ver o “Diário de Notícias” regressar às bancas como jornal diário no dia 29 de Dezembro, assinalando, assim, a data do seu [156º] aniversário”.

A nova directora declarou, ainda, que a versão diária irá apostar “em três áreas editoriais fortes – política, economia e um jornalismo local focado nos grandes concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”. 


ITV recupera receitas publicitárias

Media Galeria

A ITV -- rede de televisão no Reino Unido, que concorre com a BBC pela liderança de audiências -- espera recuperar algumas das receitas publicitárias na época natalícia. De acordo com a empresa, os resultados dos últimos três meses deste ano, deverão, mesmo, ultrapassar os registados em 2019.

Estas projecções contrariam as expectativas dos analistas de “media”, que contavam com uma quebra de 5% no último trimestre do ano.

A rede de televisão atribuiu os bons resultados a “reality shows”, que deverão contar com patrocínios de produtos “topo de gama”. Além disso, algumas marcas estão a apostar em campanhas publicitárias, para aumentarem o volume de vendas, durante o período de  “compras de Natal”.

Até porque os anunciantes acreditam que a audiência da ITV venha a registar um ligeiro crescimento, nas noites de Outono, quando a maior parte dos cidadãos fica em casa, em frente à televisão. 


Turquia condenada por prisão de jornalistas

Mundo Galeria

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou a Turquia pela prisão preventiva de dez  jornalistas da publicação  “Cumhuriyet”.

Os profissionais em causa foram acusados de divulgar propaganda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ou do FETÖ, da rede do pregador Fethullah Gülen, acusado, também, por Ancara, de ter instigado o golpe de Estado falhado em 2016.

No seu acórdão, o Tribunal sustentou que, “a prisão preventiva imposta aos requerentes no âmbito do processo penal instaurado contra estes (…) constitui uma ingerência no exercício do seu direito à liberdade de expressão”. A sua detenção e a prisão preventiva “basearam-se em mera suspeita e não em razões plausíveis”, sublinhou a instituição.

O TEDH observou, ainda, que “as intervenções pelas quais os requerentes foram, criminalmente, responsabilizados fizeram parte de debates públicos sobre factos e acontecimentos já conhecidos” .

O TEDH destacou, ainda, que os dados divulgados não continham “qualquer indicação sobre uma possível vontade dos requerentes de contribuir para os objetivos ilegais das organizações terroristas, nomeadamente o recurso à violência e ao terror para fins políticos”.


Jornalistas agredidos em manifestações no México

Mundo Galeria

O México é considerado um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo. As agressões partem, não só, de grupos criminosos, mas, igualmente, de agentes de autoridades, que procuram restringir a cobertura de determinados eventos.

A título de exemplo, recentemente, vários profissionais apresentaram queixas a organizações de defesa de jornalismo, por terem sido agredidos em manifestações contra a violência doméstica. 

De acordo com relatórios do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), os agentes policiais não fazem distinção entre os manifestantes e os colaboradores dos “media”, mesmo que estes últimos estejam devidamente credenciados.

Em declarações ao CPJ, a jornalista “freelancer”, Lizbeth Hernández, referiu que os principais alvos das agressões são mulheres, que filmam ou fotografam os eventos.

Segundo indicou aquela profissional, este tipo de incidentes ocorrem mesmo que as manifestações sejam pacíficas.

 


O risco de um texto satírico na imprensa russa

Mundo Galeria

O jornalista russo Aleksandr Pichugin  poderá ser condenado pela “divulgação pública de informação falsa, que constitui uma ameaça para a segurança dos cidadãos”, denunciou o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).

Em causa está um texto satírico publicado, a 12 de Abril, na rede social Telegram, no qual o jornalista criticou a Igreja Ortodoxa, por não seguir as directivas de segurança relativas ao novo coronavírus.

Caso seja considerado culpado, Pichugin deverá cumprir dois anos e meio de pena suspensa.

No decorrer do julgamento, os representantes do jornalista argumentaram que a “desinformação” apresentada era, apenas, uma metáfora, pelo que o profissional não terá cometido nenhum delito.

Perante este quadro, o CPJ apelou às autoridades russas que retirassem as queixas contra o jornalista, que “deve exercer as suas funções em liberdade”.


1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



ver mais >
Opinião
As eleições americanas, bem como a pandemia provocada pelo  covid-19, têm sido dois poderosos ímanes na  cobertura mediática, e campo fértil para  o exercício do jornalismo, desde o que é   servido com rigor, àquele que obedece  apenas aos cânones  ideológicos de quem escreve. Houve tempo em que se cultivava o sagrado principio da separação da opinião e da...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....