Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

Jornalista ucraniano proibido de entrar na Rússia

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As autoridades russas mostram-se implacáveis contra os jornalistas e contra a liberdade de expressão, tanto em território continental, como na península da Crimeia, anexada em 2014.

Os agentes da Segurança Federal negaram a entrada ao jornalista Taras Ibragimov na península, e baniram-no do território russo até 31 de maio de 2054.

Ibragimov é colaborador da Rádio Free Europe, sediada na Rússia, e dedica-se a reportar a situação política, social e económica da Crimeia. Em 2017, as autoridades obrigaram os colaboradores da emissora a registarem-se enquanto “agentes” de governos estrangeiros.


Projecto apoia jornalismo de investigação

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A crise mediática afectou, particularmente, as redacções locais que têm, agora, orçamentos e pessoal reduzidos. A escassez de recursos impede o investimento em projectos mais ambiciosos, como reportagens de investigação, que costumavam ser motivo de orgulho de muitos títulos regionais.

Foi a pensar nesses jornais, desejosos de voltar a colocar peças de vigilância local nas suas manchetes, que nasceu o IEC - Investigative Editing Corps.

Este projecto, da jornalista Rose Ciotta, faz a ligação entre editores de investigação experientes a redacções regionais. 

Depois do processo de selecção, o IEC envia um jornalista responsável para ficar como residente numa publicação, que será por este orientada durante seis meses.


México aplica coimas a jornalistas

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O Supremo Tribunal mexicano revogou, em 2016, a legislação que limitava o valor das coimas por danos morais, deixando os jornalistas expostos ao pagamento de quantias exorbitantes.

Sergio Aguayo Quezada foi condenado a uma multa de 10 milhões de pesos (480 mil euros) a Humberto Moreira, antigo governador do estado de Coahuila, por danos morais. A pena surge na sequência de uma reportagem para o jornal “Reforma” , na qual Moreira era acusado de envolvimento num caso de corrupção.

No México, a lei civil define “danos morais” como difamação e danos provocados aos “sentimentos, afectos, valores, dignidade, honra e privacidade” do queixoso.

De acordo com o CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, essa “pena representa um precedente perigoso no México, onde os profissionais são alvo de perseguições políticas e judiciais”.


Eleitores espanhóis preferem informar-se na TV

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O “media” mais utilizado pelos espanhóis, para se manterem a par das questões políticas, é a televisão, segundo o barómetro pós-eleitoral do Centro de investigações Sociológicas (CIS). Assim, 56,5% dos inquiridos afirmaram que a televisão foi o primeiro meio a que recorreram, seguida, a uma distância considerável, pela imprensa em suporte digital (9,7%). O suporte de papel ficou em terceiro lugar (6,5%).

As redes sociais ficaram muito aquém, com 6,1%, e a rádio registou uns meros 5%. De ressalvar que 13,6% dos inquiridos na pesquisa afirmaram não ter sido informadas ou não estarem interessadas em informações políticas.


Mexidas na direcção de programas da TVI

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O director da Rádio Comercial, Pedro Ribeiro, vai passar a acumular funções com o cargo de director de programas executivo da TVI, integrando a equipa de Nuno Santos, que assumiu, no início do ano, toda a área de entretenimento e antena da estação de Queluz.

 

 “O Pedro significa inovação, criatividade e um pensamento out of the box, que são decisivos na TVI que estamos a construir”, justifica Nuno Santos, em comunicado emitido pela Media Capital, considerando que a integração do director da Comercial  “traz um ADN vencedor”.

No último ano a TVI foi ultrapassada nas audiências pela SIC. Nuno Santos acredita que Pedro Ribeiro poderá ajudar a recuperar a liderança, graças à sua originalidade e capacidade criativa.



Antilhas e Guiana Francesa privadas de jornal diário

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O jornal “France-Antilles” não resistiu à crise do sector e foi colocado em liquidação judicial, segundo decisão do tribunal de comércio de Fort-de-France. As regiões das Antilhas e da Guiana Francesa ficaram, assim, privadas do único jornal diário.

O Grupo estava em processo de recuperação judicial desde 25 de junho de 2019. Os accionistas maioritários não conseguiram, porém, completar o plano de financiamento de forma satisfatória, embora tenham apresentado uma oferta de aquisição pública no valor de 7 milhões de euros e apresentado a possibilidade de manutenção de mais de metade dos postos de trabalho.

Os colaboradores do Grupo estavam, ainda, esperançados numa recuperação, mostrando-se dispostos a mudar a linha editorial e a diversificar os assuntos noticiosos. “Se a actividade continuar, recomeçaremos com um conteúdo totalmente novo” explicou Mélinda Boulai, do Sindicato dos Jornalistas.


Cortes na BBC vão afectar cobertura noticiosa

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A BBC está a ser ameaçada pela mudança dos hábitos do consumo mediático, pela possível mudança do perfil dos meios de financiamento e por alegações de parcialidade. De forma a garantir a sobrevivência, o operador deverá precisar de poupar 80 milhões de libras por ano, até 2022.

A directora de informação da BBC, Fran Unsworth, anunciou que os jornalistas deixarão de trabalhar em programas específicos, dando prioridade ao conteúdo “online”, em detrimento da televisão e das estações de rádio. O  objectivo de Unsworth é modernizar as redacções e os conteúdos, para que os cidadãos mais jovens sintam que o pagamento da taxa de TV ainda se justifica.

“Penso que a organização está a atravessar a sua maior crise. Muitos cidadãos deixaram de acreditar no nosso modelo de financiamento, sentindo que já não é apropriado e que preferem pagar, apenas,  aquilo que consomem”.


Autoridades cubanas hostilizam a imprensa

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Cuba registou algumas melhorias quanto à liberdade de expressão nos últimos anos, incluíndo o acesso à rede Wi-Fi, mas é ainda um dos países com mais restrições à imprensa da América.

Os “media” são totalmente controlados pelo Estado, de partido único e, por lei, devem estar "de acordo com os objectivos da sociedade socialista". Os jornalistas que se mostrem independentes são perseguidos.

Em Janeiro, as autoridades  confiscaram os documentos e o equipamento de reportagem de Iliana Hernández, colaboradora do site independente “CiberCuba”.

Hernández foi acusada de ter furtado os materiais, incluindo um computador, o que, em Cuba, constitui um crime punível até um ano de prisão.


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...