null, 7 de Março, 2021

  

Malásia restringe liberdade de expressão e imprensa

Mundo Galeria

A liberdade de imprensa continua a ser condicionada na Malásia, onde o “site” de notícias "Malaysiakini" foi multado na ordem dos 123 mil dólares, devido a cinco comentários dos seus leitores, publicados no ano passado.

À época, o procurador-geral apresentou queixas contra o “Malaysiakini” e o seu editor-executivo, Steven Gan, acusando-os de minarem a reputação do poder judiciário malásio.

A equipa do “site” assegurou, entretanto, que não poderia ser considerada responsável pelo sucedido, já que os comentários haviam sido publicados por terceiros.

O tribunal considerou, porém, que o “site” deveria pagar uma multa, ainda que Gan tenha sido ilibado de uma pena de prisão de cinco anos.

Perante este cenário, aquele responsável afirmou que toda a equipa do “Malaysiakini” ficou desiludida com a decisão e preocupada com a liberdade de imprensa e expressão no país.

Assim, Gan acredita que, com esta medida, as autoridades querem pressionar o “site” a fechar as portas.

Criado em 1999 por Steven Gan e Premesh Chandran, o “Malaysiakini”
é considerado o primeiro “site” de jornalismo independente na Malásia.
Por isso, ao longo de quase duas décadas, os jornalistas do “Malaysiakini” foram, em diversas ocasiões, perseguidos e detidos pelas autoridades.

“Libération” recupera estabilidade e conquista assinantes

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O “Libération” espera alcançar o equilíbrio financeiro até 2023, já que registou, em 2020, um crescimento de 8,3% na circulação em papel, e um aumento significativo no número de subscritores digitais.

Em entrevista para o jornal “Le Monde”, Dennis Olivennes, director-geral do título, assinalou que, em apenas doze meses, o jornal passou dos “20 mil para os 50 mil digitais”, esperando alcançar o patamar dos “110 mil subscritores para 2023”.

Olivennes destaca, neste sentido, o acordo estabelecido com a Google, que ajudou o jornal a acelerar a sua transição digital.

Aquele responsável diz-se, agora, optimista com o futuro do “Libération”, ainda que a dívida do título tenha aumentado dois milhões em apenas um ano. Isto porque, além do aumento do número de subscritores, o jornal espera conseguir impulsionar as suas publicitárias do título.

A direcção editorial do título quer, agora, reforçar a oferta informativa, contratar mais jornalistas e promover uma “maior diversidade”.
Recorde-se que, em 2020, o “Libération” separou-se do Grupo Altice para se transformar numa sociedade sem fins lucrativos, o que representou uma  mudança sem precedentes na imprensa diária francesa.

Twitter testa mensagens de voz em rede na Índia

Mundo Galeria

O Twitter vai passar a disponibilizar a funcionalidade de mensagens de voz para todos os utilizadores da rede social na Índia.

A nova ferramenta foi anunciada em Setembro do ano passado, e começou por estar disponível no Brasil e no Japão, para os sistemas operativos iOS e Android.

Contudo, a rede social considerou essencial que estas mensagens fossem, igualmente, testadas no mercado indiano.

“A Índia é um mercado prioritário para o Twitter. É por isso que estamos, constantemente, a testar novas funcionalidades e a aprender com base na experiência de utilização dos cidadãos indianos”, disse Manish Maheshwari, gestor do Twitter Índia.

“Estamos entusiasmados por trazer as mensagens de voz para o país, permitindo que os utilizadores se possam expressar de uma nova forma, através de nuances linguísticas, emoção e empatia”, rematou.
As mensagens de voz integram um plano do Twitter para oferecer serviços de áudio. Esta iniciativa começou a ser desenvolvida no ano passado, quando a rede social passou a permitir que, em alguns países, os utilizadores pudessem publicar “tweets” de voz.

Morreu António Soares Rebelo antigo jornalista do DN

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Morreu, aos 77 anos, o jornalista António Soares Rebelo, antigo chefe da delegação do “Diário de Notícias” (DN) em Coimbra.

Natural do concelho de Tondela, distrito de Viseu, António Martinho Soares Rebelo, iniciou o seu percurso profissional no jornal “Comércio de Angola”, antes do 25 de Abril de 1974, e chegou a colaborar com a emissora oficial da antiga colónia portuguesa.

Liderou a redacção de Coimbra do DN entre 1977 e 1999 e ajudou a fundar o jornal “As Beiras”, no qual exerceu funções de director-adjunto, entre 2003 e 2009.

Ao longo da sua carreira, passou, igualmente, pelo “Jornal do Fundão” e pela revista “C”.

Além disso, na década de 1990, esteve envolvido no processo de legalização da Rádio Actividade, cujo alvará de radiodifusão foi obtido em associação com o jornal “As Beiras”.

De acordo com a agência Lusa, Soares Rebelo chegou a frequentar a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra tendo, também, integrado as equipas de futebol do União de Coimbra e da Naval 1º de Maio, na Figueira da Foz.

 

Eleito Marco Galinha presidente da Global Media

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O empresário Marco Galinha -- que detém, actualmente, uma posição de 40% no capital da Global Media -- é o novo presidente do Grupo detentor de títulos como o “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “O Jogo” ou a estação de rádio TSF.

De acordo com a “Meios e Publicidade”, a composição do novo conselho de administração do Grupo ficou decidida numa assembleia geral, para a eleição dos corpos sociais até 2024, na qual Marco Galinha foi eleito por unanimidade dos accionistas.

Na sequência da nomeação do conselho de administração, foi, ainda, eleita uma comissão executiva, composta pelos administradores Domingos de Andrade, actualmente director editorial do grupo e director da TSF, e Guilherme Pinheiro, que ocupa, desde 2018, o pelouro financeiro do conselho.

As directoras do “Jornal de Notícias” e “Diário de Notícias” -- Inês Cardoso e Rosália Amorim -- integrarão, igualmente, a administração do Grupo, como não executivas.

Recorde-se que Marco Galinha, do Grupo Bel, adquiriu, em Setembro do ano passado, 40% do Grupo Global Media, através da compra de uma participação do Novo Banco (10,5%) e outra posição controlada pelo BCP (no total, quase 30%).

 

Auditoria da IGF à Lusa questiona indmenização compensatória

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A Inspecção-geral das Finanças (IGF) recomendou à Lusa a devolução ao Estado de 2,2 milhões de euros de indemnização compensatória recebido em excesso.

Além disso, a IGF sugeriu que a agência adoptasse "uma melhor optimização dos gastos operacionais", bem como “medidas que visem aumentar as receitas comerciais".

Estas recomendações decorrem da auditoria, "que abrangeu, essencialmente, os anos de 2018 e 2019", e que teve como objectivo verificar o grau de cumprimento das obrigações financeiras previstas no contrato de serviço noticioso e informativo de interesse público, celebrado entre a Lusa e o Estado.

De acordo com a auditoria, "foi imputado, incorrectamente, como custo do serviço público o reforço anual da provisão para encargos com pré-reformas, situação que implicou uma correcção de 263,4 mil euros".

"Em simultâneo, houve uma redução de outros rendimentos e ganhos no mesmo ano de 2019, no montante de 300 mil euros".

"Le Parisien" reforça informação local

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O jornal “Parisien" decidiu renovar a sua oferta de informação local, ao lançar a brochura “Le Grand Parisien”.

Em entrevista ao “site” CBNews, a directora-executiva do “Parisien”, Sophie Gourmelen, explicou que decidiu renovar a proposta editorial do título depois de perceber que os seus leitores valorizavam, particularmente, os conteúdos relativos à sua comunidade.

"Queremos aproximar-nos dos cidadãos, oferecendo-lhes conteúdos significativos, de âmbito regional”.

Serão, agora, dedicadas duas páginas ao “Le Grand Parisien”, que incluirá um “facto do dia”, destaques de cada departamento de Paris, uma coluna de desporto, uma secção de imobiliário, informação sobre transportes públicos e, ainda, algumas ilustrações e retratos.

Gourmelen afirmou, igualmente, que o “Grand Parisien” irá focar-se em histórias de sucesso de empresários e iniciativas locais.

Com isto, a directora do título espera captar uma audiência cada vez maior, quer para o formato em papel, quer para o digital.

RTP advertida pela ERC por falta de programas em português

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A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) notificou a RTP do incumprimento das percentagens dedicadas à difusão de programas em língua portuguesa, relativamente às emissão da RTP2 ,

Esta informação consta na deliberação sobre “infracções das regras relativas à difusão de obras audiovisuais, no serviço de programas da RTP2, do operador RTP, no ano de 2020”, datada de 28 de Janeiro.

Naquele documento, a ERC apontou que, “em resultado dos apuramentos efectuados entre 2016 e 2020 (…), verificou-se que o serviço de programas RTP2 não dedicou 50% das suas emissões a programas em língua portuguesa, nem 20% a obras criativas, originariamente, em língua portuguesa, em quatro dos cinco anos analisados”.

Ou seja, a RTP2 só cumpriu as indicações da ERC em 2016, quando a percentagem de difusão destes conteúdos foi de 55,04%

Desde então, a percentagem das emissões de difusão de obras criativas em língua portuguesa tem vindo a decrescer.

A ERC reforça, ainda, que, em 2020, “o valor base alcançado na RTP2 já se distancia cinco pontos percentuais da quota mínima exigida pela lei, quer em matéria de obras originariamente em língua portuguesa, quer de obras criativas originariamente em língua portuguesa”.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...