Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019

  

Telejornal "La 2 Noticias" da RTVE suspenso no Verão

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A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España  condena a decisão da RTVE de suspender, durante o Verão, o bloco informativo  La 2 Noticias, considerando que esta medida “confirma a precariedade laboral e de gestão em que se encontra o canal público”.

A FAPE solidariza-se com os trabalhadores e “espera que os responsáveis da RTVE revoguem a decisão e tomem as medidas necessárias para que o noticiário possa continuar a ser emitido e permaneça como peça importante da oferta informativa do canal público”.

Apresentada, desde Novembro de 2018, às 20h.30, por Paula Sainz-Pardo, La 2 Noticias  é conhecida, entre outros motivos, por trazer com frequência cantores e poetas em directo.

Autarca de Istambul defende a liberdade de Imprensa

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O novo presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, lamentou as detenções e a perseguição judicial dos jornalistas na Turquia, durante o encontro com uma delegação do International Press Institute, uma rede global de editores, dirigentes de meios de comunicação e jornalistas destacados na defesa da liberdade de Imprensa.  “Tanto os jornalistas como a administração local têm a responsabilidade de defender a liberdade de Imprensa e melhorar a qualidade do jornalismo”  - afirmou Imamoglu. “Sabemos que temos esta responsabilidade como adminstradores locais.”

Álbum dos RSF com "100 cartoons pela Liberdade de Imprensa"

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Está disponível um novo album dos Repórteres sem Fronteiras, desta vez não com 100 Fotos, mas com  “100 cartoons pela Liberdade de Imprensa”.  O autor escolhido foi o caricaturista francês Jean-Jacques Sempé, apresentado como símbolo de “uma França nostálgica, tão poética como hilariante, com um humor capaz de ultrapassar fronteiras e chegar a um público universal, para lhe arrancar um sorriso... ou uma gargalhada”.

A conhecida ONG presta uma merecida homenagem a este artista, hoje com 86 anos, reproduzindo uma centena escolhida de entre os seus melhores trabalhos.  Os fundos recolhidos são destinados integralmente ao trabalho dos Repórteres sem Fronteiras, “que inclui a vigilância pela liberdade de informação em todo o mundo, a denúncia de agressões e de censura, apoio a jornalistas e meios em dificuldades, acolhimento de jornalistas exilados e fornecimento gratuito de coletes à prova de bala e capacetes”, entre outras missões.

Informação contaminada pela "comunicação lixeira"

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Veio para ficar, e está instalada entre nós, a “comunicação lixeira”, depois de ultrapassados todos os limites de degradação da qualidade da comunicação, que era suposto transmitir “informação e conhecimento”.

Parece-nos hoje inevitável que, nos processos eleitorais, a transmissão das mensagens se tenha convertido num “exercício de impostura, um território em que tudo é permitido, incluindo a mentira e o insulto e, no limite, o espaço do debate público se tenha tornado uma autêntica lixeira cívica”.

A reflexão é do jornalista José Antonio Zarzalejos, um dos autores destacados na mais recente edição da revista Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, cujo tema de fundo é “O assalto da mentira à comunicação política”.

Estudantes e estagiários candidatos ao desemprego

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O que sabemos até agora, desta primeira fase da era digital, é que significa um desastre para a profissão do jornalismo, para a qualidade da informação em geral e para a desigualdade económica a nível planetário.

A maioria dos jornalistas ao serviço dos meios digitais trabalha em situação de freelance, o que significa precariedade laboral mal remunerada. Uma página Web dirigida a este nicho profissional anunciava recentemente que uma empresa procurava redactores oferecendo dois euros por cada artigo de 200 palavras, ou seja, 0,01 cêntimos por palavra.

Segundo outras páginas semelhantes, o normal, agora, é que se pague a esses freeelancers  desde 30 a 50 euros por uma peça editada de cerca de mil palavras. “Mas é frequente que se ofereçam trabalhos muito abaixo destes valores, claramente irrisórios, senão mesmo ofensivos.”

A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

Nova vaga de despedimentos nos “media” europeus

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Entrou numa nova fase o negócio à volta das noticias na União Europeia, com uma significativa perda de empregos nos primeiros cinco meses, a pior da década, segundo escreve Miguel Ormaetxea  no jornal eletrónico Media Tics. Só a Bloomberg despediu cerca de três mil profissionais,  além da Gannett, McClatchy, BuzzFeed, Vice Media y el canal CNN.

Ao mesmo tempo, os periódicos locais queixam-se que viram desaparecer grande parte das suas receitas de publicidade.

Em Espanha a situação não é muito diferente, tendo sido despedidos 200 jornalistas desde o inicio do ano, com destaque para o Grupo Zeta.

"El Confidencial" prepara leitores para assinaturas pagas

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O jornal “El Confidencial” enviou recentemente uma mensagem a todos os seus subscritores, relembrando os seus 18 anos online e as conquistas que fez durante este periodo,entre as quais ter participado na investigação que publicou os Panamá Papers, além de ter sido o primeiro a anunciar que o Rei Juan Carlos iria abdicar.

A mensagem, assinada pelo director do diário, agradece aos leitores e subscritores a sua fidelidade, e informa que a publicidade não é suficiente para continuar a crescer, satisfazendo a procura de um jornalismo livre e independente de qualidade, propondo que a subscrição passe a ser paga.

Revista "fRoots" foi cortada pela raiz...

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A revista britânica fRoots, especializada na música folk em todas as suas franjas, anunciou o fim dos seus 40 anos de vida.
Uma declaração divulgada online explica que “o decréscimo do sustento da publicidade, na era digital, associado às presentes incertezas políticas e económicas”, não ajudou as últimas tentativas de solução que estavam em curso.

A fRoots, à qual The Guardian chama “a bíblia da folk britânica”, começou em 1979, no auge do ambiente musical post-funk e disco. Tinha então o título The Southern Rag e era uma publicação trimestral, de âmbito regional, divulgada no centro e sul da Inglaterra. Passou a ser Folk Roots a partir de 1984, tornando-se mensal e de circulação nacional, com muitas assinaturas.

A lealdade dos leitores manteve-a viva enquanto muitas outras revistas colapsavam. Mesmo em 2019, 90% ainda renovaram a assinatura, 40% deles de outros países.

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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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