Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021

  

GB News enfrenta deserções de caras conhecidas

Media Galeria

O jornalista Andrew Neil demitiu-se enquanto apresentador e presidente do canal de informação GB News, perante diferenças de opinião sobre a orientação daquele operador televisivo, e descontentamento com falhas técnicas.

O ex-apresentador da BBC era considerado “a cara do canal”, mas abandonou as suas funções ao fim de três meses, depois de ter apresentado, apenas, oito episódios do seu programa.

Algumas fontes internas revelaram, em declarações ao jornal “The Guardian”, que Andrew Neil tinha conflitos de interesse com o CEO do canal, Angelos Frangopoulos.

Além disso, um dos colaboradores do canal afirmou que as opiniões de Neil sobre o futuro da emissora eram, constantemente, desvalorizadas ou ignoradas.

Agora, o GB News enfrenta um problema de audiências, com Frangopoulos a contratar novos jornalistas, associados à ideologia conservadora, na esperança de aumentar o número de espectadores.

Ademais, diversos outros colaboradores já apresentaram a sua demissão, perante os resultados registados pela GB News que, inicialmente, prometia ser uma iniciativa noticiosa semelhante à FOX News.

Jornalistas angolanos alvos de ameaças

Mundo Galeria

O MPLA, partido no poder em Angola, apelou à justiça angolana que chamasse à responsabilidade os autores do “acto bárbaro”, que colocou em causa a integridade física de colaboradores de emissoras públicas.

Em comunicado, o Secretariado do Bureau Político do MPLA condenou “veementemente a agressão física e verbal perpetrada no dia 11 de Setembro pela UNITA [União Nacional para a Independência Total de Angola, maior partido da oposição] aos jornalistas da TPA [Televisão Pública de Angola] e da TV Zimbo”.

“O Secretariado do Bureau Político do MPLA considera grave e preocupante o facto de não ser a primeira vez que a UNITA adopta uma atitude violenta contra jornalistas, o que constitui um reiterado atentado contra o exercício da liberdade de expressão e de imprensa protegidas pela Constituição e demais legislação”, continua a mesma nota.

De acordo com a agência “Lusa”, citada pelo jornal digital “Observador”, os profissionais em causa foram intimidados e ameaçados por manifestantes durante a cobertura da marcha que juntou, em Luanda, milhares de apoiantes e simpatizantes da UNITA e de outros partidos da oposição angolana, bem como membros da sociedade civil, exigindo eleições justas, livres e transparentes.

Conforme indicam relatórios da “Freedom House”, Angola é um país não livre, onde a maioria dos “media” é controlada pelo governo, recusando-se, por isso, a fazer a cobertura noticiosa de alguns eventos críticos do regime político.

“Workshop” de Wordpress

Breves

A Associação de Imprensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- vai promover um “workshop” “online” de desenvolvimento de “sites” de informação através do Wordpress.

Através deste curso, que irá decorrer entre 14 e 28 de Outubro, os participantes terão a oportunidade de aprender ferramentas básicas de Wordpress, tais como a introdução de "plugins" e "widgets", bem como a migração de “hosts”.

Os interessados deverão inscrever-se até 12 de Outubro, através do “site” da APM.

Jornais nos EUA oferecem "tablets" para fidelizar leitores

Media Galeria
Nos últimos anos, os Estados Unidos registaram uma quebra acentuada no número de jornais locais, resultando no aparecimento de “desertos noticiosos” e na escassez de informação comunitária, considerada essencial por muitos cidadãos.
Além disso, noutros casos, certos jornais deixaram de ser distribuídos em algumas partes do país, devido à diminuição do número de leitores e aos elevados custos de produção.
Neste contexto, em 2018, a publicação “Arkansas Democrat” anunciou que iria oferecer um iPad a todos os leitores sem acesso à edição impressa do jornal, como forma de garantir que estes cidadãos continuariam a consumir informação fidedigna sobre a sua cidade e comunidade.
 Agora, a editora deste jornal, a Wehco Media Inc, informou que iria investir 4,4 milhões de dólares na compra de novos iPads, perante o anúncio do fim da circulação impressa de uma outra publicação local, o “Chattanooga Times”.
 “Se não fizessemos isto, deixaríamos de exercer o mesmo tipo de jornalismo em Chattanooga”, considerou Walter E. Hussman Jr., presidente da Wehco Media Inc. “Não poderíamos cobrir tantos eventos. Não poderíamos exercer o quarto poder. Esta é a nossa forma de manter um jornalismo de qualidade e de cumprirmos a nossa missão”.
Assim, garantiu Hussman, o “Chattanooga Times” vai continuar a oferecer conteúdos de qualidade, embora com custos de produção e distribuição reduzidos.
 

Facebook Watch ajudou “Le Parisien” a melhorar audiências

Media Galeria

O jornal francês “Le Parisien” conseguiu duplicar a sua receita anual graças à ferramenta Facebook Watch, que permitiu que a publicação chegasse a um maior número de pessoas, conquistando, consequentemente, novos subscritores.

De acordo com um artigo publicado no “site” “Laboratorio de Periodismo”, o “Parisien” começou por utilizar o Facebook Watch com o objectivo de atrair uma audiência mais jovem. Como tal, passou a introduzir conteúdos de vídeo sobre acontecimentos noticiosos.

“O vídeo oferece novas maneiras de contar uma história”, considerou Aurélien Viers, editor-executivo do “Parisien”, em entrevista para o “Laboratorio de Periodismo”. “Este formato tornou-se essencial para qualquer redacção”.

Além disso, o “Parisien” melhorou a sua presença naquela rede social, adaptando outro tipo de conteúdos ao público que, por norma, consome informação noticiosa através de plataformas “online”.

O objectivo final, revela Viers, é que o conteúdo seja “altamente compartilhável”.

O jornalismo mais sentado…

Opinião

O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.
O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.
Os grandes acontecimentos internacionais, desde os desastres naturais às convulsões políticas, incluindo os conflitos armados, passaram a contar menos com enviados especiais ou, até, com correspondentes presenciais.
A recente retirada caótica dos EUA do Afeganistão e o regresso ao poder dos talibãs demonstrou-o de uma forma expressiva, enquanto os media, designadamente americanos (embora com muitos europeus à mistura), procuram absolver o presidente Biden do desastre, ao mesmo tempo que se esforçam por encontrar “o bom talibã”, para aquietar consciências e defender o diálogo, como preconizou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
A realidade, porém, é pouco “inclusiva”, como se verificou com dois jornalistas afegãos, detidos e espancados pela polícia em Cabul quando faziam a cobertura de um protesto de mulheres que exigiam o direito ao trabalho e à educação.
À cautela, as manifestações foram consideradas doravante ilegais, e, ao menor sinal de protesto, os talibãs estão apostados em impor a sua lei fundamentalista no emirado islâmico.
Em teletrabalho, com as empresas editoriais a reduzirem custos, os jornalistas saem cada vez menos e quando saem é para perto. O resultado, seja na pandemia ou perante qualquer outra situação de crise, é por isso desolador.

Jornais digitais generalistas lançam pacotes desportivos

Media Galeria

Em plena era digital, grande parte das publicações de imprensa começaram a apostar em subscrições “online”, como forma de garantir a sua sustentabilidade financeira e de assegurar o investimento em jornalismo de qualidade.

Perante esta nova tendência, alguns leitores disseram não estar interessados em subscrever um serviço noticioso completo, mas manifestaram-se disponíveis para pagar conteúdos noticiosos sobre futebol, ou sobre as equipas das quais são adeptos.

Assim, em 2018, jornais generalistas como “The Telegraph” e o “Kansas City Star” lançaram pacotes de subscrição específicos para os adeptos de desporto.

Mais recentemente, o “ABC Sevilla” aderiu a este novo modelo de negócio, com duas novas ofertas de assinatura que cobrem, exclusivamente, os eventos relacionados com as equipas Orgullo de Nervión e Betis.

Assim, por 25 euros anuais, os adeptos do Orgullo de Nervión e do Betis têm acesso a artigos exclusivos, bem como a “podcasts” e a entrevistas com alguns dos atletas.

Outras plataformas noticiosas, como é o caso do "Edinburgh Evening News” também já lançaram ofertas semelhantes, permitindo que os leitores sigam acontecimentos relacionados com futebol e “rugby” por apenas duas libras por mês.

Plataforma de literacia mediática para distinguir conteúdos

Tecnologia Galeria

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, defendeu que a plataforma LEME – Literacia e Educação Mediática em Linha, é um “instrumento fundamental para a preservação da democracia” e da liberdade.

“Quando estamos a trabalhar literacia dos ‘media,’ estamos a pôr nas mãos de cada aluno, e das nossas escolas, um instrumento fundamental para a preservação da democracia e para a manutenção da sua própria liberdade”, afirmou João Costa no encerramento da sessão de lançamento da plataforma LEME, recordando que grande parte dos jovens não sabe distinguir conteúdos informativos de artigos de opinião.

“Se eu não distingo factos de opiniões, sou muito mais facilmente manipulável, se eu não leio até ao fim, fico-me pelo título e se desisto quando não percebo, só consigo lidar com aquela informação facilitada e não com informação com uma natureza mais densa, mais rica“, apontou.

Por sua vez, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, que também participou na sessão, sublinhou o trabalho do grupo que desenvolveu esta iniciativa, que se pretende manter em “constante evolução”.

“Se nós queremos ter cidadãos preparados para o futuro, eles têm que estar informados e, para estarem informados, eles precisam de ter instrumentos que os defendam das armadilhas da desinformação“, considerou Nuno Artur Silva.

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O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
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O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...