Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

O alastramento do coronavirus pode provocar um "infodemia"

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As editoras científicas de todo o mundo concordaram em partilhar, de forma gratuita, informações sobre o novo coronavírus que, de outra forma, estariam escondidas atrás das “paywalls”. Assim, dados cruciais sobre a epidemia estão a ser divulgados mas, segundo a jornalista  Roxana Tabakman , não da melhor forma.

Tabakman é especializada em jornalismo científico e da saúde e, num artigo para o “Observatório da Imprensa” (associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria), teceu críticas às reportagens que têm sido publicadas sobre a doença.

Se, por um lado, há jornalismo sério que contribui para o conhecimento e para a saúde pública, por outro, existem repórteres sensacionalistas que desejam, apenas, conquistar audiências.
O jornalista científico Carlos Orsi descreveu, mesmo, a situação como um “ciclo perverso”: “a cobertura incessante  gera uma sensação de urgência e alimenta uma curiosidade do público que, na ausência de factos novos, não encontra alívio ou satisfação, mas redundância e tédio. Isso incentiva rumores que, por sua vez, justificam a reiteração redundante do que já se sabe".

O jornal "Açoriano Oriental" completa em Abril 185 anos

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O “Açoriano Oriental” celebra, em Abril, o 185º aniversário, consolidando o título de  jornal mais antigos em circulação em Portugal e um dos dez mais antigos do mundo.


O jornal foi fundado em 1835, quatro meses  depois de ter sido promulgada, em Portugal, a primeira lei de liberdade de imprensa. 

Coube a Manuel António de Vasconcelos a responsabilidade do lançamento deste diário. No site do “Açoriano Oriental” pode ler-se que o fundador era “ um liberal e um vigoroso defensor dos seus princípios e a fundação do novo jornal inscrevia-se, sem margem para equívocos, nas lutas políticas que se travavam a nível nacional. Era um jornal de combate e debate, esteio e veículo dos princípios constitucionais mais avançados”. 

O estatuto editorial do título revela um forte compromisso com o “passado jornalístico de mérito reconhecido” e que “ persegue o ideal europeu de um jornalismo exigente, em que não têm lugar, nem o sensacionalismo, nem a exploração mercantil de todas as matérias informativas”.

"Diário dos Açores" celebra século e meio de vida...

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O “Diário dos Açores”,  um dos quotidianos mais antigos daquela Região Autónoma, celebra o seu 150.º aniversário, registando já no seu activo, 42 mil edições

No número especial que assinalou de século e meio a dar a conhecer os Açores aos açorianos, à diáspora e ao mundo, o jornal apresentou-se aos leitores com um depoimento de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente assinalou a "longevidade invulgar" da publicação e sublinhou a importância dos jornais regionais.

O jornal foi fundado por iniciativa de Manuel Augusto Tavares de Resende, a 5 de fevereiro de 1870, representando a vanguarda da informação insular e tendo reportado, em primeira mão, muitos dos acontecimentos que marcaram a história do arquipélago. 

A criação do jornal foi influenciada pelo lançamento, cinco anos antes, do “Diário de Notícias”, e pretendeu lançar um órgão noticioso que aproximasse os micaelenses do mundo. Destacam-se, por exemplo, reportagens sobre guerra franco-prussiana, que rebentou no ano da criação do título.
Manter a periodicidade da publicação foi, particularmente, desafiante devido à escassez de anunciantes. Para angariar assinaturas, conquistar leitores, e garantir a sustentabilidade do “Diário dos Açores”, Tavares de Resende oferecia prémios regulados pela lotaria. 

... e “Correio dos Açores” festeja o centenário em Maio

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A imprensa açoriana tem razões para estar em festa. Depois do “Diário dos Açores”, em Maio próximo, será a vez do semanário “Correio dos Açores”  celebrar o seu centenário, consolidando uma invejável posição de ser um dos jornais portugueses mais antigos.

 A Wikipedia elucida-nos que o semanário açoriano teve a sua génese no jornal "República", fundado em 1910 por partidários do regime republicano, com Francisco Luís Tavares à cabeça. Passados nove anos, Tavares juntou-se a José Bruno Carreiro para fundar o "Correio dos Açores", mantendo a linha editorial, que visava “patentear ao público a orientação das novas autoridades e a sua motivação perante os sucessivos problemas, derivados do evoluir nacional e internacional."

O periódico foi o órgão da imprensa açoriana que mais se empenhou na "Campanha Autonomista”, constituindo uma tribuna onde se encontravam todas as correntes de opinião. Assim, contribuiu para o Decreto Autonomista, de 16 de fevereiro de 1928, que perspectivava a descentralização de serviços na Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. 

Com a ascensão do Estado Novo, a unidade e a autonomia açoriana e, através da mobilização da opinião pública, montou o Primeiro Congresso Açoriano, em 1938, para “delinear o projecto de unidade das ilhas”. 

Outro marco significativo da história do periódico foi a ocupação, em 1975,  “pelos trabalhadores, que se tornaram sócios (do jornal)”, comprado em 1976 por um grupo de personalidades em que se incluía Américo Natalino Viveiros, o actual director.


Jornalismo de investigação no Quénia contra restrições à imprensa

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O Quénia tem sido alvo de uma lenta erosão da liberdade de imprensa, desde 2016, agora que a situação política e as preocupações com a segurança são utilizadas como argumentos para restringir a cobertura dos “media”. A débil posição da imprensa tem sensibilizado algumas ONG internacionais, que começaram a promover projectos de jornalismo de investigação, visando fortalecer o sector.

O objectivo é promover jornalismo imparcial, aumentar a consciência cívica sobre o mundo real e sobre os impactos do crime organizado, bem como informar os cidadãos sobre o destino do dinheiro público.

Os projectos foram desenvolvidos a pensar no futuro do jornalismo e, por isso, destinam-se, principalmente, a estudantes universitários. Os alunos, que se encontram em início de carreira, agradecem a oportunidade de adquirir experiência, e a imprensa fica a ganhar, com profissionais especializados em investigação.

A economia colaborativa como alternativa nos “media”

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Com a revolução tecnológica, o mundo passou a partilhar crises que, no passado, se manifestavam, apenas, regionalmente. Uma das maiores preocupações e dificuldades dos jornalistas especializados em economia e negócios é, agora, compreender como a tecnologia influencia todos os outros sectores da sociedade, que começa a aderir ao modelo colaborativo.

Para ajudar os repórteres a compreenderem essa nova realidade, várias organizações empreendem “workshops”, nos quais são promovidos debates e reflexões. Durante uma destas formações, na Colômbia, 25 jornalistas latino-americanos discutiram as plataformas de colaboração e os seus efeitos na economia global.  Os participantes manifestaram especial dificuldade em compreender e disseminar os impactos do novo panorama no mercado de trabalho. 


Comissão Europeia relança Prémio Lorenzo Natali

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Instituído pela Comissão Europeia, o Prémio Lorenzo Natali de Jornalismo é este ano é dedicado às práticas jornalísticas sustentáveis. De acordo com o regulamento do concurso, as candidaturas ,deverão ser entregues até 15 de Março,  devendo estar relacionadas com questões de desenvolvimento sustentável, “tais como a luta contra a pobreza e desigualdade, direitos humanos, democracia, juventude, igualdade de género, ambiente e alterações climáticas, saúde, tecnologia e digital, etc.”

O prémio, ao qual podem habilitar-se jornalistas portugueses, obedece três categorias: Grande Prémio (para obras publicadas num “media” com sede num dos países parceiros da UE para o desenvolvimento e a cooperação), Prémio Europa ( destinado a obras publicadas num “media”  com sede num dos países da União Europeia) e Prémio Melhor Jornalista Revelação (para peças desenvolvidas por jornalistas com menos de 30 anos). 

A confiança e a proximidade como regras para jornalismo local

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Após mais de uma década de estudos e experiências com jornalismo local “online”, os profissionais da comunicação mostraram-se unânimes quanto à importância do contacto entre repórteres de publicações locais e a população. Isso levanta a necessidade de rever o modo de exercer o jornalismo, tanto no que se refere à parte editorial como na vertente financeira e política.

O contacto é indispensável porque um projecto jornalístico local é, quase sempre, desenvolvido por um grupo reduzido de jornalistas. Mesmo numa cidade pequena, a quantidade de assuntos passíveis de cobertura supera, geralmente, a capacidade de produção da equipa do projecto. Se os moradores não ajudarem na contextualização dos factos, torna-se difícil cobrir assuntos que despertem o interesse dos leitores.

O jornalista Carlos Castilho publicou, entretanto um artigo no “Observatório da Imprensa” sobre esse tema, no tocante às experiências e requisitos necessários para esse tipo de projecto resultar.

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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...