Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019

  

Revista sénior lança nova fórmula

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A revista mensal do grupo Bayard dedicada aos mais velhos, Notre temps, está a aproveitar a sua 600ª edição para lançar uma nova fórmula, que permita expandir seu público-alvo e atingir leitores não só em função da idade, mas de status e de “momentos da vida”.

O novo modelo pretende ser mais colorido e leve, com um foco regular em entretenimento e serviços.

Bruno Guerini, editor da Notre temps explica que "a ambição da nova fórmula é manter o público actual e alargar o leque de leitores, ganhando alguns pontos em vendas por edição”.

A base de assinantes verificou um ligeiro decréscimo, mas os números não são significativos, pelo que a revista continua a ser líder de mercado em vendas em banca, com 42%.

Em 2018-2019, a circulação paga da revista, em França, foi de mais de 720 mil exemplares (-2,63%), incluindo uma média superior a 491 mil assinantes.

No que concerne à circulação, o volume foi ligeiramente aumentado, para igualar o mês de Dezembro e as férias de fim de ano, que são favoráveis a edições especiais de Natal.

Jornalista Arsénio Reis sai da direcção da TSF

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Após integrar sucessivas direccções da TSF, durante 12 anos, Arsénio Reis abandona o cargo que ocupou a partir de 2016. 
Em comunicado, publicado no site da TSF, o Grupo justifica a sua saída no “contexto da reestruturação do Global Media Group e das estratégias em curso para as suas várias marcas, Arsénio Reis foi convidado a aceitar um novo desafio, estratégico, ligado à internacionalização do Grupo e a uma nova visão de futuro”.

Pedro Pinheiro, director adjunto da TSF, assumirá as funções de director interino, auxiliado pelos restantes membros da equipa directiva da estação, Ricardo Alexandre e Anselmo Crespo.

O jornal Público adiantou que Daniel Proença de Carvalho, administrador da Global Media, terá indicado Rosália Amorim, actual directora do Dinheiro Vivo, para para dirigir a TSF

O jornal avançou, também, que estará marcado uma reunião de redação para analisar a mudança do director.

Maior jornal da Turquia despede 45 jornalistas

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O maior jornal da Turquia, o Hürriyet, despediu 45 jornalistas na semana passada, dos quais 43 eram membros do Turkiye Gazeteciler Sendikasi (TGS), uma afiliada da European Federation of Journalists

Soube-se que sua demissão foi notificada por carta e que o acesso de vários jornalistas aos seus computadores e contas de e-mail ficou bloqueado. 

Alguns dos profissionais despedidos denunciaram que a administração do jornal tinha como alvo o número crescente de jornalistas organizados. 

Vahap Munyar, chefe de redacção do Hürriyet, afirmou não ter conhecimento dos despedimentos. 

Alguns dos mais notáveis jornalistas demitiram-se, posteriormente, em protesto contra o despedimento em maciço.  

Sindicato dos Jornalistas TGS confirmou, entretanto, que 43 dos profissionais demitidos estavam filiados naquela estrutura sindical, que, aliás, estava prestes a fechar um acordo colectivo de trabalho. 

Jornalistas islandeses em greve inédita em 40 anos

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Sindicato dos Jornalistas Islandeses apelou à realização de greves temporárias entre os trabalhadores das empresas de media, que são filiadas na Associação dos Empregadores, de forma a exigir remunerações mais justas e equiparadas a outros grupos profissionais.

Após dez meses de negociações, a Associação das Empresas Islandesas (SA) e os jornalistas não conseguiram chegar a um acordo. 

Assim, o sindicato votou a favor da greve de jornalistas, que será a primeira em mais de 40 anos.

A primeira greve será dos fotógrafos e jornalistas do meio online, e tem a duração prevista de quatro horas, afectando os quatro principais meios de comunicação social Morgunbladid, Fréttbladid, Sýn e RÚV.  

Jornal francês de esquerda suspendeu publicação

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O jornal L’Écho, criado há 76 anos, publicou a sua última edição. O título da publicação era claro: "Esta edição de L'Écho é a última", dizendo "Adieu aux lecteurs".

O jornal optou por encerrar antes que a liquidação judicial da editora fosse declarada, justificando que “asfixiado economicamente, o jornal não terá sobrevivido à crise da imprensa”.

O jornal foi criado em 1943, sob o nome Valmy, e era distribuído clandestinamente durante a Guerra, como folha da Resistência.

Com uma linha editorial antiliberal, depois da Guerra, o jornal era "porta-voz rigoroso do Partido Comunista", segundo foi publicado no  site. Contudo, no final do século tornou-se independente do Partido Comunista Francês.

Em 2012, L’Écho foi colocado em liquidação judicial, mas com um défice de 1,7 milhões de euros, não conseguiu resolver a situação. “Não conseguimos vencer o desafio", explica Frédéric Sénamaud, presidente da associação de assinantes.

Sénamaud salientou, ainda, que o desfecho do jornal se deve à falta de leitores: "infelizmente já não tinha leitores suficientes, já não tinha publicidade suficiente, já não tinha anúncios suficientes para garantir a próxima remuneração dos 42 funcionários do Echo e assegurar a sua própria sustentabilidade".

 

Anacom emite parecer favorável à compra da TVI

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A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aprovou, com carácter não vinculativo, a operação de aquisição da Media Capital por parte do Grupo Cofina.

A Anacom destacou que o pedido feito pela Autoridade da Concorrência, tinha como objectivo exclusivo apreciar o “potencial impacto no mercado das comunicações eletrónicas da operação de concentração projectada”.

O pedido foi recebido a 4 de outubro, dispondo a Anacom de 20 dias úteis para emitir o seu parecer, o qual foi entregue a 31 de Outubro.

O comunicado referiu que “tendo sido identificados no formulário de notificação prévia da operação vários mercados relevantes em Portugal com base nas actividades mencionadas da Media Capital nesse território, releva-se que os mesmos não se enquadram na esfera de competências da Anacom, não tendo, como tal, esta autoridade de pronunciar-se sobre a sua definição”.

Judite de Sousa anuncia saída da TVI oito anos depois

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Após oito anos na TVI, a jornalista Judite de Sousa anunciou a sua saída daquela estação de televisão. A decisão foi comunicada através das suas contas nas redes sociais, depois de uma “longa e serena ponderação”.

O seu comunicado foi inserido no Instagram, na qual se refere que “foram oito anos que me permitiram, em total liberdade, vivenciar a paixão pelo jornalismo com sentido de dever e responsabilidade ao serviço de uma empresa privada. Este é o momento para expressar gratidão a todos os meus companheiros de trabalho das diferentes áreas da empresa”. 

A pivô admitiu que “os últimos anos foram particularmente difíceis” e agradeceu as “palavras ou na reserva do silêncio”, nas quais entendeu “sinais de conforto”. 

Ainda no comunicado, Judite de Sousa agradeceu a José Alberto Carvalho, “que me desafiou para esta viagem, com amizade, em 2011”, e a Sérgio Figueiredo, pelas oportunidades profissionais nos últimos quatro anos, que “ajudaram a ultrapassar momentos mais difíceis” da sua vida. 

A jornalista concluiu, dirigindo-se aos telespectadores: “finalmente, uma palavra aos espectadores da TVI, cujo carinho e apoio nunca me faltaram”.

A Sky aposta nos conteúdos e no centro tecnológico português

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CEO da britânica Sky, Jeremy Darroch, esteve em Lisboa para participar na Web Summit. A Sky tem, actualmente, um centro tecnológico na capital portuguesa, dedicado ao “desenvolvimento das áreas de web e de suporte às plataformas de streaming” da estação. 

O centro tecnológico tinha cerca de 170 profissionais no início do ano e, recentemente, inaugurou novas instalações, devendo chegar, em breve, aos 250 trabalhadores.

Sky considera que a aposta na distribuição dos conteúdos é prioritária, pois as novas plataformas têm assumido uma maior importância na indústria televisiva. 

“Investimos cada vez mais no ecrã, nas produções, mas temos também de investir para tornar a distribuição mais digital, e isso implica criar novas marcas, novos produtos, novas formas de distribuir os nossos conteúdos”.

Jeremy Darroch admite que “o bundle está a ser reactivado”, porque “começa a ser cada vez mais complicado gerir tantas subscrições para aceder aos conteúdos”. 

“Esta pode até ser uma forma de diferenciação por parte dos operadores, que podem fornecer aos seus clientes o acesso a mais conteúdos de forma cómoda e também mais atractiva e competitiva”, afirma o CEO.

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O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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