null, 7 de Março, 2021

  

Facebook e Austrália fecham acordo e termina bloqueio

Mundo Galeria

O governo de Camberra revelou que o Facebook aceitou levantar o bloqueio aos utilizadores do país, depois de chegar a um acordo em relação à legislação para compensar os “media” australianos.

“O governo foi informado pelo Facebook que tenciona restaurar [o acesso] a páginas de notícias australianas nos próximos dias“, afirmaram, em comunicado, o ministro das Finanças australiano, Josh Frydenberg, e o ministro das Comunicações, Paul Fletcher.

O bloqueio do Facebook, iniciado a 18 de Fevereiro, foi uma reacção à proposta de lei aprovada pela Câmara dos Representantes da Austrália, que obriga as empresas Facebook e Google a pagar à imprensa pelas hiperligações utilizadas nas plataformas digitais.

Entretanto, o governo introduziu uma emenda ao novo diploma, estabelecendo que os acordos com as empresas de tecnologia serão adaptados consoante a contribuição de cada organização para a sustentabilidade dos “media” nacionais.

Além disso, o Facebook poderá decidir os conteúdos noticiosos que pretende partilhar na sua plataforma, evitando negócios forçados com empresas de “media”.

Al Jazeera lança fórum digital nos EUA

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A empresa noticiosa Al Jazeera vai lançar uma plataforma “online” focada nos interesses dos norte-americanos de centro-direita, bem como na sua representatividade mediática.

Em comunicado, a Al Jazeera afirmou que a “Rightly” será um “ fórum digital, sediado nos EUA, que irá gerar conteúdos para aqueles que não estão a ser representados pelo actual panorama mediático”.

“Esperamos conseguir criar um fórum que amplifique as vozes de várias personalidades, que representam, de forma fidedigna, a diversidade cultural, racial e geracional da política de centro-direita na América”, afirmou o editor-executivo da “Rightly”, Scott Norvell.

Os primeiros conteúdos da iniciativa deverão ser disponibilizados no final de Fevereiro, através das redes sociais.

Esta iniciativa surge cinco anos após o encerramento do canal Al Jazeera America. Lançado em 2013, o canal nunca conseguiu captar uma audiência substancial, e acabou por fechar as portas em 2016, apesar de contar com uma equipa de jornalistas especializados e conhecidos do público americano.

Ainda assim, a Al Jazeera manteve um centro de operações no país, bem como um “site” noticioso dirigido às gerações mais jovens.

 

Novo projecto jornal digital sobre Lisboa

Media Galeria

Os “media” portugueses foram reforçados com um novo projecto de jornalismo comunitário digital: “A Mensagem de Lisboa”.

Esta nova iniciativa, concebida por Catarina Carvalho e Ferreira Fernandes (ex-directora executiva e ex-director do ‘Diário de Notícias’), tem como objectivo reforçar a aposta no jornalismo local, que tem vindo a desaparecer, um pouco por todo o mundo.

Assim, “A Mensagem de Lisboa” propõe-se contar histórias sobre a capital portuguesa, reforçar o sentido de pertença dos cidadãos, incentivar a participação dos lisboetas e introduzir novos modelos de negócio.

“É um projecto de jornalismo feito para, e com, os lisboetas. E são todos: os que se interessam pela cidade, ou a têm no coração”, considerou Catarina Carvalho no primeiro editorial do “site”.

Nesta primeira fase, a “Mensagem de Lisboa” vai manter as editorias de “Bairros”, “Reportagens” e “História”. Os conteúdos serão apresentados em formato multiplataforma, com destaque para as “newsletters” e “podcasts”.

De momento, a equipa é composta por sete jornalistas a que se juntam vários colaboradores. Existe um conselho editorial que integra nomes como António Quaresma, o modelo Armando Cabral, o jornalista Paulo Pena ou o geógrafo João Seixas.

A “Mensagem de Lisboa” , que começou a ser concebida na Primavera de 2020, tem uma redacção na Baixa, mas a sede do título localiza-se no café A Brasileira.

Spotify disponível em português europeu

Mundo Galeria

O Spotify anunciou, recentemente, que vai passar a estar disponível em 85 novos países, reforçando, igualmente, as ofertas e funcionalidades para todas as audiências.

Isto inclui algumas novidades para o público nacional, que poderá, agora, utilizar a plataforma em “português de Portugal”, e acompanhar um perfil na rede social Instagram que se dedica, exclusivamente, aos portugueses.

Além disso, a plataforma revelou que vai introduzir a ferramenta de reprodução de música em alta definição, que estará disponível para assinantes do serviço “premium”.

As novas apostas do Spotify passam, ainda, pela produção de conteúdo exclusivo, como o "Renegades: Born in the USA” -- apresentado por Barack Obama e Bruce Springsteen -- ou, ainda, "Batman Unburied", que faz parte de uma parceria com a Warner Bros e a DC.

Com o objectivo declarado de desenvolver e proporcionar uma experiência personalizada e à medida de cada utilizador, a plataforma pretende, ainda, melhorar os recursos e as ferramentas não só para os utilizadores, mas, igualmente, para os criadores de conteúdos.

Austrália e Facebook não se entendem ...

Mundo Galeria

O primeiro-ministro australiano pediu ao Facebook que levantasse o bloqueio aos utilizadores do país e voltasse a negociar com as empresas de “media” da Austrália, alertando, contudo, que outros países podem vir a seguir o exemplo do governo de Camberra, ao obrigarem as grandes empresas digitais “a pagar pelo jornalismo”.

Recorde-se que este bloqueio foi uma reacção ao projecto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes da Austrália, que obriga as empresas Facebook e Google a pagar compensações aos jornais e “media” australianos pelos conteúdos jornalísticos utilizados pelas plataformas digitais.

Contudo, o projecto ainda não foi aprovado pelo Senado.

Os utilizadores australianos da rede social mostraram-se indignados com esta decisão, particularmente, porque deixaram de ter acesso a informações sobre a pandemia de Covid-19, serviços de saúde e de emergência.

Entretanto, o primeiro-ministro australiano debateu questões relacionadas com a rede social com o chefe do Executivo indiano, Narendra Modi, pretendendo, agora, iniciar diálogos com os governos do Reino Unido, Canadá e França.

Além disso, o ministro das Finanças, Josh Frydenberg manteve uma conversa telefónica com o patrão da empresa Facebook, Mark Zuckerberg.

Canadá ameaça cortar também com a plataforma

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Depois da Austrália, o Canadá vai avançar com legislação para obrigar o Facebook e a Google a pagarem por notícias que partilham nas suas plataformas.

De acordo com a agência Reuters, o projecto para a criação da nova lei vai ser liderado por Steven Guilbeault, ministro da Cultura e Desporto do Canadá.

Guilbeault foi um dos primeiros políticos a criticar o bloqueio do Facebook à Austrália, classificando a medida da empresa como “altamente irresponsável”. Por isso, o Canadá quer, agora, estar “na vanguarda desta batalha”.

O objectivo do ministro canadiano é criar uma aliança entre vários países, de forma a pressionar as empresas de tecnologia a alterarem as suas políticas.

“Estou um pouco curioso para ver qual será a resposta do Facebook. Vai cortar laços com a Alemanha, com a França, com o Canadá, com a Austrália e outros países que poderão aderir [ao movimento]?”, disse.

Recorde-se que a nova lei australiana para regular a partilha de conteúdos noticiosos em plataformas como as da Google e do Facebook foi, recentemente, aprovada na Câmara dos Representantes da Austrália.

... Enquanto a Google vai pagar pelos conteúdos da News Corp...

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Após ter estabelecido um acordo com um grupo de “publishers” franceses sobre a remuneração dos títulos no âmbito dos direitos de autor e direitos conexos, a Google aceitou, agora, pagar pela informação produzida pelos títulos da News Corp.

O pacto, que foi anunciado pelo Grupo de “media” liderado por Rupert Murdoch, será válido por três anos e prevê a remuneração pela utilização das notícias, bem como o desenvolvimento de parcerias para a criação de uma plataforma de assinaturas, incentivos ao jornalismo de áudio e vídeo e, ainda, a partilha de receitas publicitárias.

“Esta tem sido uma causa assumida com paixão pela a nossa empresa ao longo de mais de uma década e é gratificante ver que os termos de negociação estão a mudar, não apenas para a News Corp, mas para todos os 'publishers'", sublinhou, em comunicado, Robert Thomson, CEO daquele Grupo de “media”.

Thomson disse, ainda, acreditar que este acordo terá “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, uma vez que fica estabelecido que o jornalismo de qualidade deverá ser remunerado”.

O acordo, que abre caminho nas negociações entre os “publishers” e gigantes tecnológicos como o Google e Facebook, surge numa altura em que, na Austrália, se prepara para obrigar estas empresas a pagarem pelos conteúdos que utilizam nas suas plataformas.

...E o Reino Unido quer monitorizar empresas tecnológicas

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O Reino Unido vai reforçar o controlo a empresas tecnológicas -- como o Facebook, a Google e a Amazon --com o objectivo de diminuir o número de práticas anti-concorrenciais. Esta iniciativa será assegurada pela New Digital Markets Unit (DMU), uma “task-force” especial da Competition and Markets Authority (CMA),

Em entrevista para o “Financial Times”, o director da CMA, Andrea Coscelli, revelou que a DMU irá funcionar com base em políticas de comércio justo, confiança e transparência, e terá a autoridade para impor multas de milhões de dólares.

Além disso, depois de o Brexit ser finalizado, a DMU irá funcionar de forma independente, ainda que em colaboração com Bruxelas.

Esta parceria poderá ser útil, por exemplo, para avaliar a relação comercial estabelecida entre as empresas tecnológicas e os “media”.

Contudo, a DMU só poderá avaliar as políticas de empresas com o estatuto de mercado estratégico (SMS, na sigla inglesa). Ou seja, as organizações com receitas superiores a um bilião de libras no mercado inglês, ou 26 biliões de libras no mercado global.

“Estamos a analisar todas as empresas, as queixas que recebemos, as estratégias de outras organizações, aquilo que podemos fazer em paralelo, bem como as falhas do trabalho a ser desenvolvido pela Comissão Europeia”, adiantou, ainda, Coscelli.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...