Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019

  

Jornalista chinês condenado ao silêncio

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O jornalista chinês Huang Qi, criador do site 64 Tianwang, de denúncia do massacre na Praça Tien an Men e de outras violações dos direitos humanos, foi condenado a doze anos de prisão por “divulgação de segredos de Estado”.  Huang Qi, de 56 anos, tinha sido detido em Novembro de 2016, pouco depois de ter recebido o Prémio Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, precisamente pelo seu testemunho por meio do referido site.
Segundo Le Monde, recebera em 2004 outro Prémio dos RSF, como ciber-dissidente, sendo “o primeiro opositor chinês a cumprir pena por utilizar a Internet para fins políticos”.

Em Dezembro do ano passado, um documento do Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, assinado por quatro peritos da instituição, apelava à sua libertação e alertava para as condições de saúde de Huang Qi, que deve ser libertado “antes que seja tarde demais”.

O texto sublinha que o seu estado de saúde vai “deteriorar-se até a um ponto fatal” se ele continuar na prisão, onde é vítima de maus tratos e não tem o devido acompanhamento médico.

Uma revista "New York" sem nada sobre Trump

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A revista norte-americana New York prometeu e cumpriu: a edição de Verão referente ao período de 8 a 21 de Julho, com a imagem de um gelado meio trincado e, no horizonte, do outro lado do rio, a estátua da Liberdade, não tem nenhum artigo sobre o Presidente Trump. Mas não resistiu a fazer disso mesmo o título forte de primeira página:  An entire issue with NOTHING ABOUT TRUMP!

Imagine-se em França  - escreve L’Express, que aqui citamos -  uma Society sem Emmanuel Macron, ou um número da Vanity Fair sem o caso Benalla!

José Eduardo Moniz "despromovido" na TVI

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Na sequência de várias mudanças na estrutura da TVI, depois de Luís Cabral ter sucedido a Rosa Cullell na administração da Media Capital, José Eduardo Moniz, antigo director-geral de Programas e, há vários anos, consultor de Conteúdos de Entretenimento e Ficção daquele canal, foi deslocado para os estúdios da Plural Entertainment,  na Quinta dos Melos, em Bucelas.

Segundo o Correio da Manhã, que divulgou esta informação e é citado por outros meios, “o novo administrador da TVI vai enviar uma pessoa da sua confiança para acompanhar o trabalho de Moniz na produtora de novelas e conteúdos de entretenimento da Media Capital”.

Impresa declara lucros de 3,5 milhões no primeiro semestre

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A Impresa fechou as contas do primeiro semestre com lucros de 3,5 milhões de euros, que representam um crescimento de 38% em relação ao obtido no período homólogo de 2018. Este resultado traduz também uma melhoria face à situação financeira do Grupo no primeiro trimestre, em que se registava um prejuízo na ordem dos 1,2 milhões de euros.

De acordo com o relatório enviado à CMVM, as receitas tiveram um crescimento de 3,2%, para 88,797 milhões de euros (tinham sido 86,1 milhões no primeiro semestre de 2018), em parte por efeito do aumento das receitas de publicidade (+ 1,2%) e das IVR (chamadas de valor acrescentado, com + 11,5%).

A revista "Actualidad Económica" está a chegar ao fim

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A revista espanhola Actualidad Económica, “decana” da Imprensa especializada neste sector, com 60 anos de vida, parece próxima do fim. Não tem data de fecho anunciada, mas Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, declara que, depois do afastamento do seu director Miguel Ángel Belloso, e “diminuída até à inoperância”, se sente na obrigação de “despedir com honras a que foi uma publicação influente com bons e competentes profissionais”:

“E isto precisamente no momento em que precisamos, mais do que nunca, de meios de comunicação, digitais ou impressos, que orientem o público, já não tanto sobre o sobe e desce dos mercados, mas sim sobre as causas profundas que os movem.”

Liquidação "irreversível" da Controlinveste

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A Controlinveste SGPS está falida e o caminho para a liquidação é “irreversível”, pode ler-se no relatório de insolvência desta empresa de Joaquim Oliveira, segundo noticia do Jornal de Negócios. Os maiores credores são o Novo Banco e o BCP, que têm prioridade face à Olivedesportos, credor subordinado por ser detida também por aquele empresário.

Perante a ausência de plano de recuperação, o administrador da insolvência avançou com a proposta de “encerramento imediato”, “liquidação do activo (recuperação de impostos)” e a “cessação de actividade em sede de IRC e IVA”.

Global Media encara despedimentos para evitar "colapso"

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O Grupo Global Media tem pouco mais de um mês para fazer a sua reestruturação, sob pena de “entrar em colapso”. Faz parte deste processo o despedimento colectivo de 200 trabalhadores, no pior dos casos, ou de 140, caso seja bem sucedida a venda da gráfica Naveprinter, no Porto. Esta informação é proveniente das reuniões que o administrador Afonso Camões “manteve, em separado, com os delegados sindicais das publicações do Grupo”  - que são o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, TSF e O Jogo.

Segundo o Expresso, que aqui citamos, “o administrador reconheceu que o Grupo não tem dinheiro para um processo de rescisões amigáveis, pelo que teria de recorrer à figura de despedimento colectivo”.

Citando ainda a mesma fonte,“o conglomerado de media atravessa uma grave crise de tesouraria, sem dinheiro para pagar aos fornecedores”:

“Alguns ameaçam mesmo cortar fornecimentos. E, cada dia que passa, a situação agrava-se. BCP e Novo Banco já terão cortado o financiamento. Entretanto, acentuam-se as saídas do grupo - a TSF registou oito rescisões em poucas semanas.”

Governo corta Orçamento da Lusa

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Os accionistas da Lusa, reunidos em assembleia-geral, aprovaram o Plano de Actividades e Orçamento para 2019, depois de a sua votação ter sido adiada sucessivamente desde Março.

Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração, afirmou que os limites impostos pelo Estado nos Fornecimentos e Serviços Externos (FSE) tornam o orçamento impossível de ser cumprido.

O Estado impõe que os FSE fiquem limitados a 3,630 milhões de euros em 2019 e o investimento a 800 mil euros este ano e 688 mil euros em 2020. O que estava aprovado pelo Conselho de Administração era um montante de 4,092 milhões euros para a rubrica FSE.
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
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