Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

APM destinguida ao promover a imprensa nas escolas

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Os "Workshops para promover a leitura de imprensa nas escolas" -- uma iniciativa da Associação de Imprensa de Madrid (APM) e da Fundação "la Caixa", -- receberam o Prémio Nacional de Promoção da Leitura 2020, juntamente com a revista cultural "El Ciervo".

Estes “workshops” são realizados desde 2009, com o objectivo de promover o consumo responsável e crítico dos “media”, enfatizando, entre os jovens, a importância da leitura em geral, tanto em termos de quantidade como de qualidade.

Ao longo dos últimos 11 anos, esta iniciativa chegou a 72 centros educativos e ajudou 20 mil jovens a desenvolverem hábitos mais conscientes, no seu consumo mediático.

De acordo com a organização do prémio, estas aulas destacam-se pelo seu papel no combate à desinformação.

 

Jornal digital espanhol “eldiario.es” cresce em assinaturas

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O jornal digital “eldiario.es” conquistou, no último semestre, mais 10 mil assinaturas, graças a artigos de investigação, sobre figuras políticas espanholas.

Em Março, o jornal “online” iniciou a publicação de uma série investigativa, sobre o alegado “tratamento favorável” da presidente da Comunidade de Madrid, Cristina Cifuentes, durante a realização de um mestrado.

Durante vários dias, a publicação digital desmantelou as justificações apresentadas por Cifuentes, que acabou por demitir-se, um mês após a publicação da primeira reportagem exclusiva.

Um mês depois, "elDiario.es" publicou uma outra reportagem, desta vez sobre Pablo Casado, presidente do Partido Popular. De acordo com a investigação, aquele responsável não tinha realizado uma "pós-graduação de Harvard", como afirmava no seu currículo, mas um “workshop” de quatro horas numa cidade perto de Madrid.

A publicação deu origem a uma investigação aprofundada sobre os estudos de Casado, encontrando ligações entre um curso de mestrado realizado pelo político na Universidade Rey Juan Carlos e o de Cristina Cifuentes.


YouTube quer concorrer com televisões inglesas

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O responsável pelo Youtube UK,Ben McOwen Wilson, defendeu que aquela plataforma é mais representativa da “Inglaterra moderna” do que os serviços de televisão. 

De acordo com Wilson, a televisão inglesa continua a focar-se num estilo de vida cosmopolita e elitista, que reflecte o dia-a-dia no centro de Londres.

Por outro lado, o YouTube oferece uma grande diversidade de conteúdos, que respondem aos interesses de utilizadores das mais variadas regiões, etnias e culturas.

Além disso, Wilson acredita que há formatos que são exclusivos desta plataforma e que não podem ser encontrados em qualquer outro serviço de “media”.

Agora, a empresa de tecnologia poderá estar próxima de concorrer com a popularidade da BBC, já que a maioria dos jovens ingleses, entre os 16 e os 34 anos, consome, diariamente, cerca de 46 minutos, de programas no YouTube.


"Público" vence prémios de imprensa sobre a pobreza

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O jornal “Público” conquistou todos os lugares do “podium”, na categoria “Imprensa Nacional”, da segunda edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, promovido pela EAPN-Portugal/Rede Europeia Antipobreza.

O primeiro lugar foi atribuído à reportagem “Portugal desconhece quantas pessoas vivem em pobreza energética”, da autoria de Ana Brito e fotografia de Adriano Miranda. 

A jornalista Mariana Correia Pinto e o fotojornalista Paulo Pimenta, com a reportagem  “Paulo M. não é sem-abrigo de Natal mas de todas as estações do ano”, ocuparam o segundo lugar.

Já a reportagem “A pobreza passou dos mais velhos para jovens e crianças”, com texto de Raquel Martins e fotografia de Manuel Roberto, recebeu a medalha de Bronze.

Na categoria de “Imprensa Regional" o primeiro lugar foi ocupado por “Teatro das Figuras”, publicado no  jornal “Barlavento”, de Faro. 

A medalha de prata foi para “Frigorífico solidário combate a pobreza envergonhada”, do “Diário de Aveiro”. 

O terceiro lugar foi atribuído à reportagem “Nosso Bairro, Nossa Cidade: a união faz a força entre os moradores”, do jornal “O Setubalense”.


Jornal “Le Monde” tem nova editora-executiva

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A jornalista Caroline Monnot vai assumir funções de editora-executiva 

no jornal “Le Monde”, em Janeiro do próximo ano, substituindo Luc Bronner, que desempenhava o cargo desde Julho de 2015. 

Bronner tinha vindo a expressar, desde há alguns meses, a intenção de se afastar do cargo, para se dedicar ao trabalho jornalístico e à realização de reportagens.


 "Após alguns anos no comando, mal posso esperar para voltar ao ‘stress’ de um repórter, que parte sem saber o que vai encontrar, as conversas com pessoas que não são jornalistas, as noites sem dormir, com café e escrita, o entusiasmo, muito particular, da investigação e da informação exclusiva...", justificou Bonner numa mensagem interna. 

Em comunicado, o director do diário, Jérôme Fenoglio, não quis deixar de elogiar o trabalho do responsável demissionário. “Bronner foi um grande director da nossa redacção. Através das suas ideias e intuições, das suas exigências editoriais, do seu talento e do seu sentido de inovação, ele foi crucial para o sucesso e influência do nosso título nos últimos anos, sendo ao mesmo tempo um dos maiores defensores da sua independência. »


Versões contraditórias sobre censura nos "media" angolanos

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O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social angolana,  Manuel Homem, negou a existência de censura nos “media” privados confiscados pelo Estado.

“Eu não sei do que é que estamos a falar, nós ainda não assistimos a nada relacionado com censura nos órgãos públicos ou privados, portanto esta é uma matéria que tem sido desenvolvida de forma intencional, para prejudicar todo um trabalho de reforma do Executivo, nos ‘media’”, afirmou o ministro, em declarações à agência Lusa.

Manuel Homem falava aos jornalistas, em Luanda, no final da cerimónia de lançamento da Plataforma do Ensino a Distância do Instituto de Telecomunicações de Luanda (ITEL) e de uma biblioteca virtual. Sem especificar quem, de “forma intencional”, tenta manchar as acções em curso no sector que dirige, o ministro referiu, apenas, que o assunto vem da “parte de quem tem estado a criar esses factos”.

Entretanto, o jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho foi impedido de entrar numa estação de televisão angolana, Palanca TV, depois de ter sido proibido de abordar um caso de corrupção na TV Zimbo.

Em entrevista à Lusa, o jornalista afirmou ter sido avisado pela produção do programa de que “já não poderia participar”.


Rainha Isabel II participa em campanha de apoio aos “media”

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A Rainha Isabel II publicou uma mensagem de apoio à imprensa britânica, considerando que os “media” de confiança desempenham um papel essencial para a garantia do bem-estar de todos os cidadãos.

Numa carta enviada à News Media Association -- a organização que representa a maioria das publicações naquele país --  a monarca referiu que “a pandemia demonstrou, mais uma vez, a  importância do serviço público prestado por todos os ‘media’

"Os esforços dos ‘media’ para apoiar as comunidades, em todo o Reino Unido, durante a pandemia têm sido inestimáveis -- pode ler-se na missiva --, seja através da angariação de fundos, ou da criação de uma linha de vida para os idosos e outros segmentos vulneráveis”.

A declaração foi emitida no dia do lançamento da campanha “Journalism Matters”, que tem o objectivo de recolher apoios junto dos consumidores de informação e do governo.


"Daily Mirror" acusado de recorrer a métodos ilícitos

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O jornal tablóide "Daily Mirror" está a ser acusado de utilizar métodos ilícitos para a obtenção de informações, sobre juízes, pertencentes à Justiça britânica.

De acordo com a acusação, os jornalistas do “Daily Mirror” terão recorrido aos serviços de detectives privados, de forma a “conseguirem dados sobre qualquer pessoa que quisessem incluir na sua agenda noticiosa”.

Este processo enquadra-se numa série de outras queixas, apresentadas contra a publicação, no contexto de “phone hacking”.

O grande número de casos envolvidos no litígio significa que os relatórios foram divididos em parcelas separadas. Até agora, foram apresentadas 68 reclamações, das quais 18 dessas "elegíveis" a serem ouvidas em Tribunal. Entre as reivindicações pendentes estão os casos apresentados pela família Real britânica.
O advogado David Sherborne, que representa vários requerentes, revelou que o “Mirror” tinha sido forçado a divulgar outros dados, não publicados, que resultaram da investigação dos detectives contratados. 


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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....