As redes sociais são plataformas em constante mudança. Os “posts” permanentes são coisa do passado, e o Facebook há muito que introduziu as “stories”, publicações efémeras, que desaparecem, ao fim de 24 horas.
O Twitter aderiu, agora, à tendência, e depois de realizar alguns testes no Brasil, lançou, a nível internacional, os “fleets”, que podem ser apresentados em formato de texto, fotografia ou vídeo.
A criação da nova funcionalidade foi justificada, na rede social, pelo director de “design”, Joshua Harris, e pelo director de produto, Sam Haveson.
“Alguns de vocês disseram-nos que ‘tweettar’ pode ser desconfortável, por ser um acto tão público e permanente”, recordaram. “Os ‘fleets’ vieram solucionar esta questão, já que “desaparecem ao fim de um dia” e melhoram a experiência dos utilizadores”.
Nos últimos anos, a falta de transparência do modelo de negócio dos “media” tem diminuído a confiança dos cidadãos no trabalho realizado pelos jornalistas.
Para solucionar esta questão, a presidente da Sociedade de Leitores do jornal “Monde”, Julia Cagé, sugeriu a criação de um fundo participativo, para promover a “reconquista democrática dos meios de comunicação social" .
Ou seja, Cagé defende que os jornalistas e os leitores devem participar no capital e na administração das empresas jornalísticas.
Com esta ideia em mente, aquela responsável criou uma nova associação, a Un Bout du Monde, que está, de momento, a angariar fundos, de forma a "contribuir para a defesa da independência do Grupo Le Monde".
A associação tem, assim, dois principais objectivos: desempenhar um papel na futura governação do Grupo; e apoiar jornalistas e outros colaboradores que gostariam de participar no capital dos seus meios de comunicação social. Além disso, a Un Bout du Monde quer conquistar um público mais jovem.
A associação Un Bout du Monde é integrada pela a Sociedade de Leitores e pelo Centro de Independência, que detém 25% do capital da empresa.
A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) é a coordenadora nacional do projecto EDUMEDIATEST, que está a desenvolver uma ferramenta interactiva, para avaliar e melhorar a educação para os “media” em contexto europeu.
O projecto, que se enquadra no programa europeu ‘Literacia para os Media para Todos’, é co-financiado pela Comissão Europeia e decorre até Setembro de 2021 com o objectivo de “avaliar os graus de literacia mediática dos alunos, entre os 14 e os 18 anos, em sete países europeus, através dos respectivos reguladores do audiovisual e de organismos públicos da área da educação”.
“Numa segunda fase, serão criados materiais de ensino e apresentadas actividades de literacia para os ‘media’, que os professores poderão aplicar, a partir dos resultados das avaliações das suas turmas e das falhas a corrigir em cada grupo de alunos”.O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro está a colaborar com nove agências de “fact-checking” para combater a desinformação sobre o sufrágio municipal, a decorrer, em duas fases, no mês de Novembro.
De acordo com o Instituto Poynter -- que coordena quatro destes projectos --, em apenas 48 horas, as empresas de verificação de factos detectaram 16 correntes de “fake news” sobre as eleições.
Ao todo, foram publicados 50 relatórios de desmistificação. A maioria dizia respeito aos sistema eletrónico de contagem de votos e a ataques pessoais a candidatos.
Ainda assim, estes dados representam um decréscimo no nível de desinformação, quando comparados com os resultados das eleições presidenciais de 2018.
O governo das Ilhas Salomão proibiu, por tempo indefinido, o uso da rede social Facebook, divulgou o jornal “Solomon Times”.
O ministro das Comunicações, Peter Agovaka, que apresentou a proposta, declarou, em entrevista àquele jornal, que a medida responde a “linguagem abusiva contra ministros e o primeiro-ministro”, bem como ameaças e possíveis problemas de difamação.
Apesar do bloqueio do Facebook, que tem cerca de 120 mil utilizadores nas Ilhas Salomão, o ministro garantiu aos “media” que respeitará a liberdade de imprensa.
A Amnistia Internacional criticou, publicamente, esta decisão, considerando que “banir uma rede social, simplesmente, porque os cidadãos estão a publicar comentários sobre as autoridades é um ataque aos direitos humanos. Proteger a sensibilidade dos membros do governo não é uma justificação plausível para limitar a liberdade de expressão, que é um direito previsto na Constituição do país”.
As Ilhas Salomão, que não possuem legislação para regular as redes sociais ou crimes cibernéticos, são um dos países que determinou a censura parcial ou total do Facebook, tal como a China, a Coreia do Norte, a Síria e o Irão.
O Grupo Global Media estima registar, já no próximo ano, uma redução de 7,8 milhões de euros nos custos salariais da empresa, na sequência do despedimento colectivo de 81 colaboradores, 17 dos quais jornalistas.
“Tal como [aconteceu] noutras empresas do sector, é inevitável que a Global Media implemente medidas drásticas de redução de estrutura, de forma a ter um plano de viabilidade a médio prazo, o que implica a concretização do presente processo de despedimento colectivo”, pode ler-se na carta de justificação, enviada aos colaboradores que foram alvo deste processo.
O Grupo explicou, ainda, que a diminuição registada no ano passado, através de processos de rescisão negociados, foi insuficiente, uma vez que “a estrutura de pessoal é muito elevada face ao volume de negócios da empresa — o decréscimo constante de receitas dos últimos anos não tem sido acompanhado por um decréscimo dos custos fixos”.
Além disso, o Grupo Global Media planeia melhorar a margem bruta de produção e redução de fornecimentos e serviços externos contratados.
No que respeita aos custos de produção, a Global Media pretende aumentar a sua eficiência, através de redução e optimização do número de páginas e formatos de produtos, renegociação com fornecedores e optimização do número de tiragens impressas.
O conselho de administração (CA) do Grupo Global Media anunciou novas direcções para alguns dos seus títulos. Apesar de se aguardarem ainda formalidades internas, as nomeações têm efeito imediato.
Em comunicado, o CA informou que as jornalistas Rosália Amorim e Inês Cardoso serão, respectivamente, as novas directoras do “Diário de Notícias” e do “Jornal de Notícias”.
Por outro lado, Domingos de Andrade -- até então director do “Jornal de Notícias” -- irá assumir os cargos de director-geral editorial e de director da TSF.
O jornalista Pedro Ivo Carvalho foi o escolhido para director da “Volta ao Mundo”. Por sua vez, Joana Petiz passará a dirigir o “Dinheiro Vivo”. Já Manuel Molinos vai controlar as operações digitais do Grupo.
“Numa altura em que a incerteza domina e os efeitos da pandemia se sentem de forma avassaladora na actividade económica, é com confiança redobrada que a Global Media procede a mudanças na estrutura editorial dos seus títulos. Alterações que visam criar uma estrutura mais ágil e mais forte, com uma visão integrada das diferentes plataformas, capaz de liderar um processo de mudança que assegure a entrada numa nova fase do grupo, com um projecto de crescimento e de futuro”, pode ler-se no comunicado distribuído pelo CA.
O secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, anunciou que o processo de compra antecipada de publicidade institucional pelo Estado, no montante global de 15 milhões, está “neste momento, na sua fase final”.
Contudo, em comunicado, a Associação Portuguesa de Radiodifusão referiu, por sua vez, que a informação de que dispõe contraria esta versão.
Isto porque, apenas 32 de 258 rádios locais receberam, até agora, verbas da compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado.
“Atendendo a que nos encontramos a meio do mês de Novembro, é difícil acreditar que o processo de aquisição antecipada de publicidade do Estado estará totalmente concluído até ao final do ano, contudo continuamos a ter esperança que esta situação se concretize neste prazo”, acrescentou a APR, referindo, ainda, que remeteu a informação para o gabinete do secretário de Estado, “para que possa ter um conhecimento real do ponto em que se encontra todo o processo”.
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O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
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