Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

Jornalistas do “Financial Times” acham teletrabalho prejudicial

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A pandemia veio alterar o “modus operandi” de muitos jornalistas, que deixaram de deslocar-se à redacção e passaram a exercer as suas funções em regime de teletrabalho.

Este quadro deve manter-se inalterado, nos próximos meses, o que tem levantado objecções por parte de alguns especialistas do sector.

A título de exemplo, a editora executiva do jornal “Financial Times”, Roula Khalaf, considera que o teletrabalho é prejudicial para a indústria dos “media”.

Durante o evento Future of News, aquela profissional declarou que não apreciava trabalhar a partir de casa e que gostaria de ver os seus colegas a “regressarem ao escritório”.
"Penso que estamos a subestimar aquilo que perdemos por não estarmos na redacção, porque somos uma indústria criativa, precisamos de falar uns com os outros”, afirmou. "Temos de partilhar ideias”.

Em declarações noutro painel do mesmo evento, o director executivo do “Financial Times”, John Ridding, também se mostrou apreensivo quanto ao trabalho remoto.

Mudanças na área comercial da Global Media

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O Grupo Global Media anunciou a reestruturação da área comercial, justificando a medida com a necessidade “reorientar e agilizar a organização das suas equipas comerciais”, com o objectivo de “dar aos anunciantes uma resposta mais rápida e eficiente às suas necessidades”. 

As mudanças surgem na sequência da saída Luís Ferreira, que ocupou, nos últimos dez anos, a direcção-geral comercial da Global Media e anunciou, no final do último mês, que iria deixar a empresa.

Na nova estrutura, a área comercial fica distribuída por seis profissionais: Frederico Almeida Dias (Direcção Comercial Agências), Pedro Fernandes (Direcção Comercial Directos Sul), Vítor Cunha (Direcção Comercial Agências e Directos Norte), Miguel Simões (Direcção Comercial TSF), Luís Barradas (Direcção Comercial Projectos, Activações e Conteúdos) e Carlos Rebocho (Coordenação Comercial Classificados).

Recorde-se que o Grupo -- que detém títulos como “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias” e “O Jogo” -- está em processo de mudança da estrutura accionista.

Instituto recomenda precauções para evitar "fake news"

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À medida que a data das eleições presidenciais norte-americanas se aproxima, os utilizadores das redes ficam mais propensos a entrar em contacto  com desinformação sobre os candidatos.

Como tal, o Instituto Poynter desenvolveu um guia com sete ferramentas, para que os eleitores consigam detectar, mais facilmente, “fake news”, e ignorar o seu conteúdo.

Em primeiro lugar, o Instituto Poynter considera essencial que os utilizadores da Internet se informem, devidamente, sobre o processo eleitoral. Desta forma, conseguirão descartar, mais facilmente, qualquer informação falaciosa. Para tal, os cidadãos devem dar prioridade a “fontes primárias”, como os “sites” oficiais “Vote.org”, ou, o “USA.gov”.

Além disso, os autores do artigo recomendam que os eleitores consultem guias certificados sobre a campanha dos candidatos. Estes documentos podem ser encontrados nas páginas “BallotPedia” ou “Congress.gov”, que contém, igualmente, informações sobre a carreira política de Joe Biden e Donald Trump.

Em terceiro lugar, o Instituto sugere que os leitores não confiem em declarações sobre fraude eleitoral, já que alguns estudos sustentam que este tipo de  incidente é bastante incomum.


AP quer ser rigorosa a noticiar desfecho das presidenciais dos EUA

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Nos últimos meses, os “media” norte-americanos têm sido monopolizados por notícias sobre as eleições presidenciais, agendadas para o início de Novembro.

Estes artigos incluem as campanhas dos candidatos, a veracidade (ou não) dos seus discursos e, ainda, a análise das intenções de voto. Contudo, a notícia mais importante será aquela que anunciará o vencedor e a Associated Press (AP) está incumbida de a divulgar.

De acordo com Sally Buzbee, editora executiva da AP, a agência já tem um plano delineado, para que acima de tudo, a cobertura do dia das eleições seja a mais isenta e exacta possível.

Como nos EUA o processo eleitoral é descentralizado, a AP destacou equipas de jornalistas para cada um dos 50 Estados, que deverão acompanhar a contagem dos votos e relatá-las em primeira mão.

Mas, acima de tudo, a AP quer certificar-se de que anuncia, com exactidão, o vencedor das eleições, ainda que isso signifique apresentar os resultados um dia depois.


Ofcom critica BBC pela divulgação de imagens sensíveis

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O Ofcom -- entidade reguladora dos “media” britânicos -- criticou, publicamente, o programa “Newsnight” da BBC, pela divulgação de imagens da morte da jornalista irlandesa Lyra Mckee.

Naquele programa, foram partilhadas filmagens de telemóvel, que mostravam a profissional deitada, no meio da multidão, com os sapatos visíveis.

Perante este acontecimento, a irmã da jornalista, Nichola Corner, apresentou uma queixa ao Ofcom, considerando que a privacidade de Mckee tinha sido violada pelo operador público. 

De acordo com o Ofcom, este acto constituiu “uma grave intrusão no direito à privacidade da jornalista”. “Apesar de os ferimentos não terem sido partilhados, as imagens eram de natureza sensível, porque mostravam os momentos finais de alguém que estava a morrer”, acrescentou aquela entidade em comunicado.

Lyra McKee morreu alvejada, em 19 de Abril de 2019, na zona de Creggan de Londonderry, quando cobria uma “troca de tiros”. O crime foi reivindicado pelo Novo IRA.


Rádio portuguesa reforça audiência no Reino Unido

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As estações de rádio “online” têm sido fundamentais para manter a população informada sobre a pandemia. Isto verifica-se, especialmente, na rádio, que desenvolvem a sua programação consoante os interesses de uma determinada comunidade.

É o caso na Rádio Portuguesa UK, recentemente criada em Londres,  cujo trabalho foi elogiado pelo embaixador de Portugal no Reino Unido, Manuel Lobo Antunes. 

“É uma iniciativa excelente. É muito importante porque liga os portugueses. É uma referência cultural para aqueles que aqui vivem. Os portugueses sentem-se acompanhados, ouvem a sua música, ouvem debates sobre problemas que são importantes para eles”, disse o diplomata, em entrevista à Lusa. 

Segundo um dos fundadores, João Carlos Faneca, a rádio tem, actualmente, cerca de 20 mil ouvintes diários. Mas, em algumas emissões, partilhadas nas redes sociais, a Rádio Portuguesa UK pode chegar a uma audiência de 100 mil pessoas.


Possível OPA sobre a Media Capital

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O empresário Mário Ferreira poderá ter de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre 5% das acções da Media Capital, já que a CMVM considera ter havido, entre a Pluris (de Mário Ferreira) e a Prisa, o “exercício concertado de influência” sobre a empresa.

Em causa está o acordo sobre direitos de preferência na venda de acções da empresa espanhola, anunciado por Mário Ferreira aquando da comunicação da compra de cerca de 30% das acções da Media Capital.

“No referido projecto de indeferimento, a CMVM conclui, preliminarmente,(...) que os acordos celebrados entre a Vertix/Prisa e a Pluris/Mário Ferreira (...) configuram o exercício concertado de influência sobre a Media Capital”, anunciou o regulador.

Caso passe a definitiva, a decisão implicará que Mário Ferreira tenha de avançar, obrigatoriamente, para uma oferta pública sobre as posições accionistas da empresa, que ainda não são detidas pela Pluris e Prisa (cerca de 5%).

Neste momento, a Prisa detém 64% da Media Capital, tendo acordo para a venda de toda esta participação a vários investidores. Mário Ferreira é dono de 30%.

A revista "New Yorker" com festival criativo

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Devido à pandemia, e às recomendações de distanciamento social, os “media” têm vindo a cancelar eventos ou a adaptá-los a plataformas “online”.

Estas mudanças resultaram na diminuição da audiência nas iniciativas de algumas publicações, mas o mesmo não se verificou com a revista “New Yorker”, que vendeu mais de 20 mil bilhetes, para o New Yorker Festival.

Isto porque, além de o preço dos bilhetes ter diminuído, entre 60% e 70%, os organizadores do evento apostaram no factor de “exclusividade”.

Ou seja, para as 17 conferências, que decorreram entre 5 e 11 de Outubro, a “New Yorker” convidou personalidades bem conhecidas do público, como os actores Kevin Hart,  Maya Rudolph e Jerry Seinfeld.


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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
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Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....