Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019

  

“Google Doc” como suporte para jornalistas

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Quando se pretende falar sobre temas difíceis, o anonimato é sempre a forma mais fácil.

É por esse motivo que o anónimo Google Doc tem sido utilizado por jornalistas para denunciar situações desconfortáveis.

Primeiro, houve o documento, que circulou em 2017 e, que acabou por transformar-se numa longa lista de “supostos” indivíduos que assediavam jornalistas.

Actualmente, existe um outro documento a circular, no qual os jornalistas estão a ser encorajados a partilharem os pormenores das suas remunerações (A CJR não verificou, contudo, nenhuma das informações independentemente).

Apesar de poder parecer que os vencimentos seriam um tema mais simples e menos controverso do que apontar abusadores sexuais, a verdade é que o tema sempre foi “delicado” no sector dos media.

Isto deve-se ao facto de a divulgação dos ordenados poder reflectir problemas incómodos e desconfortáveis, como uma distinção salarial entre géneros ou outro tipo de discriminação. Ou mesmo porque poderá reforçar o quão baixos são os salários do sector, para a maioria, em quase todo mundo.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes

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O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

Roula Khalaf, primeira directora do “Financial Times”

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O jornal britânico Financial Times vai ser liderado por uma mulher pela primeira vez nos seus 130 anos de história.

Em comunicado, o jornal indicou que Roula Khalaf, “número dois” da redacção desde 2016, sucede a Lionel Barber, que deixa o cargo que ocupou durante 14 anos.

Barber confirmou que cessa funções no início de 2020 através da rede social Twitter.

Nascida e criada em Beirute, no Líbano, e educada nos Estados Unidos na Syracuse University e na Columbia University, Khalaf chefiou a secção de actualidade internacional do jornal, foi editora estrangeira, editora adjunta, liderou uma rede de mais de cem correspondentes e trabalhou no Médio Oriente durante a “Primavera Árabe”.

Antes de entrar para o Financial Times, escreveu para a revista Forbes.

 “É uma grande honra ser nomeada directora do FT, a melhor organização de notícias do mundo”, afirmou a jornalista.

Novas fusões da imprensa regional do Reino Unido

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O proprietário do Daily Mirror poderá vir a adquirir a JPI Media, que possui títulos com o objectivo de criar um grupo de jornais do Reino Unido.

O Newsquest, o segundo maior grupo de jornais regionais do Reino Unido, que publica 200 títulos, é um dos principais interessados em fechar o acordo para adquirir a vasta carteira de jornais regionais da JPI.

O Reach, que possui títulos nacionais e regionais, incluindo o Mirror, o Daily Express e o Manchester Evening News, é o único interessado a admitir, publicamente, que está em conversações com a JPI.

O JPI, anteriormente conhecido por Johnston Press, entrou em colapso no ano passado e reapareceu com a nova denominação.

O Reach era apontado como primeira escolha para dar seguimento ao processo depois de ter apresentado uma proposta de cerca de 50 milhões de libras. Porém, o Newsquest foi o preferido depois de ter apresentado uma oferta mais substancial.

Edifício do Jornal de Notícias convertido hotel de luxo

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O antigo edifício do Jornal de Notícias, no Porto, dará lugar a um hotel de luxo, que se designará "Hotel Jornal".

A designação tem o objectivo de homenagear à história do edifício, construído de raíz para albergar o JN.

O acordo para a construção do hotel, que terá 213 quartos, representará um investimento na ordem dos 35 a 40 milhões de euros, segundo Kevin Ho cuja empresa, KNJ, detém 30% da Global Media. 

O edifício do JN data dos anos 60, tem 17 pisos e uma área total de 3044,15m2. De acordo com a revista Sábado, o edifício terá custado nove milhões e quinhentos mil euros ao Grupo macaense Authentic Empathy.

Devido à transação do edifício, a redacção do jornal vai mudar-se para a Rua Latino Coelho, também no Porto.

“Euronews” revela manipulação dos “media” húngaros

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Uma reportagem realizada pela Euronews e Mérték Media Monitor revela a falta de diversidade e a manipulação dos media na Hungria.

Na campanha para as eleições autárquicas na Hungria, no mês de Outubro, vários órgãos de comunicação utilizaram as mesmas palavras para criticar os candidatos da oposição ao Fidesz, o partido no governo, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, exactamente da mesma maneira em diferentes plataformas.

Actualmente, a diversidade dos media na Hungria parece inexistente, uma vez que 80% são de domínio estatal ou são pró-governo, como por exemplo a Fundação Kesma, que detém o monopólio no sector da rádio e da imprensa, com mais de 500 meios de comunicação.

A análise realizada a cinco plataformas favoráveis ao governo, entre as quais jornais privados e o site da televisão estatal, identificou 26 artigos com informação semelhante. 

Organização “GEN” suspende actividade

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A Global Editors Network (GEN) – associação mundial de editores-chefes e executivos seniores de notícias – anunciou que cessará suas actividades, nove anos após a sua fundação, por falta de financiamento sustentável.

A GEN tinha sido criada em 2011, como uma ONG independente, com o objectivo de auxiliar os media a lidarem com as alterações devido às tecnologias, facilitar a colaboração, promover a inovação e, ainda, apoiar modelos de negócios sustentáveis.

O financiamento da associação tinha origem em plataformas, fundações e organizações de notícias, bem como a venda de ingressos para o GEN Summit, o principal evento anual da organização.

A GEN tentou manter a sua independência financeira e editorial, através de várias fontes de financiamento, contudo, nos últimos anos tornou-se cada vez mais difícil manter o equilíbrio entre as fontes de financiamento e diversificá-las ainda mais.

Assim, o conselho da GEN concluiu que essas fontes de financiamento não seriam suficientes para manter a organização.
Recorde-se que a GEN Summit, em 2018, decorreu em Lisboa.

VSD reduz efectivos e lança revista de TV minimalista

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A VSD lançou uma revista quinzenal de televisão com um conceito editorial diferente: programação exclusivamente focada no horário nobre.

O lançamento surge devido à redução significativa de efectivos, na sequência da venda da revista Prisma a Georges Ghosn.

A nova revista VSD TV já está disponível nas bancas e tem cerca de 130 páginas.

A primeira edição teste teve uma tiragem de 50 mil exemplares, sendo que a nova revista tem de vender cerca de 15 mil exemplares para atingir o seu ponto de equilíbrio. Um limiar baixo que é explicado pelas suas condições de produção.

"Este primeiro teste foi subcontratado por uma empresa de televisão, a We TV", segundo Georges Ghosn, director da VSD, que destaca o foco da revista: "para se destacar da concorrência, no mercado de guias de televisão, a VSD TV está focada no horário nobre, na audiência após as 20h e nas novas plataformas SVOD”.

"A estratégia é vender sem publicidade no início, reduzindo os custos, porque é mais barato do que tornar os assinantes rentáveis", continua Georges Ghosn.

O objectivo é realizar a publicação com baixo custo, com foco nas vendas de um único assunto.

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O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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