Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021

  

Grupo Lagardère

Breves

O Grupo Vivendi anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Grupo Lagardère, através da compra de acções da Amber Capital.

Assim, o Grupo Vivendi, que já era accionista maioritário do Grupo Lagardère (com 27% do capital) vai passar a controlar 45% daquela empresa.

A operação está, agora, sujeita ao aval de várias autoridades, nomeadamente do Conselho Superior do Audiovisual (CSA) e da Comissão Europeia, devido aos riscos de concentração de poder no sector dos “media”.

Além de ter uma posição influente no mercado dos “media” -- controlando títulos como o “Paris Match”, o semanário “Journal du Dimanche” e a estação rádio Europe -- o Grupo Lagardère conta, igualmente, com negócio nos sectores do retalho e das viagens.

Formação de Jornalismo

Breves

Já estão abertas as inscrições para o novo programa do Facebook, o Reader Revenue Accelerator , que visa ajudar os “media” espanhóis a melhorarem as suas receitas de assinatura.

Nesta primeira edição, será oferecida formação a 15 publicações espanholas, e distribuídos 50 mil euros para ajudar na modernização das redacções.

Este programa terá início em meados de Outubro e termo no início de 2022 . Durante este período, os participantes terão acesso a aulas presenciais e “online”, nas quais serão leccionadas estratégias de gestão e modelos de negócio.

São elegíveis “media” digitais ou impressos, sediados em Espanha, que publiquem notícias de interesse público e que tenham um modelo de negócio assente nas contribuições de leitores.

Os interessados deverão candidatar-se até 28 de Setembro.

O "Puck" como plataforma noticiosa nos EUA aposta na "história por detrás da história"

Media Galeria

O panorama mediático norte-americano conta, agora, com uma nova publicação digital, cujo modelo de negócio se baseia no trabalho e conhecimento individual de "jornalistas estrela". Chama-se "Puck", foi idealizado conforme o modelo das “newsletters”, conseguiu um investimento inicial de sete milhões de euros.

Agora, através de uma plataforma noticiosa inovadora, os colaboradores do “Puck” irão publicar reportagens e análises exclusivas, focando-se em quatro temáticas principais: economia e negócios; actividade política; tecnologia; e entretenimento.

Além disso, o “Puck” promete espelhar uma realidade única dos principais sectores do mercado norte-americano, com foco “nos bastidores” da actualidade.

Os fundadores do “Puck” -- Joe Purzycki, Jon Kelly e Max Tcheyan -- esperam, desta forma, atrair uma audiência de nicho, interessada em consumir jornalismo diferenciado.

“ O ‘Puck’ está focado na sobreposição dos corredores de poder da nossa cultura - o nexo de Wall Street, Washington, Silicon Valley, e Hollywood; aquele mundo de magnatas e C.E.O.s. omnipresentes", disse o co-fundador Jon Kelly.

“Construímos o nosso negócio em torno de jornalistas de talento geracional, com acesso único 'à história por detrás da história', a trama que só os verdadeiros infiltrados conhecem. O nosso objectivo é cobrir tudo isto com sofisticação, humildade, clareza, inteligência e um pouco de alegria".

O “Puck” conta, para já, com dois pacotes de subscrição.

Novo IRA a contas com homícidio de jornalista irlandesa

Media Galeria

As autoridades britânicas detiveram quatro homens suspeitos do homicídio da jornalista irlandesa Lyra McKee, em Abril de 2019.

“Estas detenções são o resultado de uma investigação de dois anos sobre o assassinato de Lyra McKee e sobre os acontecimentos que o precederam. A comunidade local colaborou com a Polícia Irlandesa durante todo o processo, pelo que queremos agradecer o apoio”, disse um porta-voz das forças policiais, citado pelo “Guardian”.

McKee, considerada uma das jovens jornalistas mais promissoras da Irlanda do Norte, foi morta durante uma manifestação na localidade de Creggan.

O novo IRA, um grupo de republicanos dissidentes, admitiu ser responsável pelo acto, pedindo desculpa, e afirmando que o ataque era dirigido às forças policiais, e não àquela jornalista.

Entretanto, no segundo aniversário da morte de McKee, a União Nacional de Jornalistas iniciou uma campanha de sensibilização, apelando a testemunhas que revelassem novas informações.

Apesar de todos os esforços, e da controvérsia que se seguiu ao assassinato da jovem profissional, o IRA continua a reinvindicar intimidações e ataques esporádicos.

Nova directora de notícias da BBC gera polémica

Media Galeria

A jornalista Jess Brammar foi nomeada para o cargo de directora-executiva de notícias da BBC, ficando incumbida de supervisionar o funcionamento dos canais informativos daquele operador público.

Citada pelo “site” “Press Gazette”, Brammar disse que “não poderia estar mais feliz” por integrar “uma equipa tão talentosa”; acrescentando estar “ansiosa por começar a desempenhar funções”.

A nomeação desta profissional resultou, contudo, em críticas e receios de alguns colaboradores da BBC, que temem que as “visões de esquerda” da jornalista venham a prejudicar os níveis de confiança do operador público, bem como a já fragilizada relação com o governo de Boris Johnson.

Por outro lado, alguns dos responsáveis pelo sector informativo da BBC garantem que “Brammar” foi nomeada por ser uma “excelente profissional”, com experiência em radiodifusão.

Já o director-geral do operador público britânico, Tim Davie, considerou que as “opiniões políticas'' devem ser deixadas à entrada do edifício.

A BBC também nomeou um novo responsável para as funções de editor-executivo de notícias globais: Paul Danahar.

A directora de informação da BBC, Fran Unsworth, -- que vai abandonar funções já no próximo ano -- , disse estar “radiante” com a indigitação de ambos os profissionais.

Debates de jornalismo na FAPE

Breves

A Federação das Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE), vai organizar, de Outubro a Janeiro, um ciclo de debates sobre os actuais desafios do jornalismo.

As quatro sessões programadas tratarão de "Jornalismo durante a pandemia: o que aprendemos?"; "A transformação digital: desafios e oportunidades"; "O jornalismo foi contaminado pela polarização política de Espanha?"; e "Discriminação contra jornalistas em cargos de chefia: as quotas são a solução?".

Os debates estão agendados para os dias 4 de Outubro, 3 de Novembro e 2 de Dezembro de 2021 e 12 de Janeiro de 2022.

No primeiro dia do ciclo de debates, a conferência será apresentada pelo presidente da FAPE, Nemesio Rodríguez , e contará com intervenção de Julián Ezquerra , secretário-geral da Associação dos Médicos e Graduados Superiores de Madrid (AMYTS).

Após esta conferência haverá, ainda, um debate, no qual participarão Gabriela Almendral, presidente da Associação Nacional de Informantes em Saúde (ANIS); Fernando Garea , director do “Periódico de España” ; Helena Resano , jornalista e apresentadora do “La Sexta Noticias”; e Casimiro García-Abadillo , director do “El Independiente” .

Gestão do Grupo Prisa

Breves

A Prisa Media anunciou a sua nova estrutura organizacional, que visa acelerar a transformação digital do Grupo, através da sinergia de recursos e da criação de plataformas transversais a todos os “media”.

Agora, a gestão da empresa será assegurada pelo presidente executivo, Carlos Núñez , e pelos responsáveis das sete plataformas transversais.

No mesmo comunicado, a Prisa Media revelou que à frente das unidades de negócios na Espanha e na América estarão: Ignacio Soto (rádio em Espanha), Juan Cantón (‘media’ impressa e ‘Huffpost’ em Espanha), Felipe Cabrales (rádio na Colômbia), Francisco Cabañas (rádio no México) e Ricardo Berdichesky (rádio no Chile).

Os diretores editoriais , Pepa Bueno ( “El País” ), Montserrat Domínguez (Cadena SER) e Vicente Jiménez ( AS ), continuarão a focar-se, por sua vez, em actividades diárias de produção de conteúdo.

“Podcast” sobre criptomoedas

Breves

A Rádio Renascença lançou um novo “podcast”, focado em responder a questões sobre o mercado financeiro português e sobre o actual investimento em criptomoedas.

Chama-se “No paraíso das criptomoedas”, terá um total de cinco episódios dedicados a conhecer o mundo do dinheiro digital, e é conduzido pelos jornalistas Inês Rocha e Fábio Monteiro.

O primeiro episódio, já disponível no site da Renascença e nas plataformas de “podcast”, assume-se como “uma viagem sobre quem, simplesmente, faz compras com ‘bitcoins’, quem se aproveita delas para ganhar dinheiro de forma fraudulenta, passando por casos de Justiça, as origens ‘geek’ e também as motivações políticas por detrás do fenómeno”.

Os restantes episódios vão para o ar nos dias 20 e 27 de Setembro e 2 e 9 de Outubro.

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O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...