Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo, no contexto de um período extremamente exigente para os novos e velhos “media”.
O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido ser um imperativo partilhá-la, no essencial, com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto, recém-chegados.
Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.
O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador.
Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.
Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.
É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto, como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso, a actualização diária, a partir do fim de semana.
Quando retomarmos a actualização das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares, que nos acompanham em número crescente e que se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos, como valor matricial do Clube, desde a sua fundação, há quase meio século.
Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos media.
Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade dos seus quadros às incertezas do futuro - quer no plano tecnológico quer no editorial - , raramente constitui tema de debate nas páginas dos jornais, e menos ainda nas suas versões online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.
O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.
Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de vendas, e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma já desesperada de fidelização de leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.
A partir deste fim de semana e até dia 7 de Janeiro este site não terá as habituais actualizações diárias, respeitando a quadro festiva.
Aproveitamos para desejar as Boas Festas aos associados do Clube Português de Imprensa, a todos os jornalistas em geral que nos acompanham, com interesse e regularidade, e aos parceiros, onde se contam o Observatório de Imprensa do Brasil, a AIEP – Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid, a Lusa e o Jornal A Tribuna de Macau , bem como Grémio Literário e o Centro Nacional de Cultura.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.