O empresário Mário Ferreira já avançou com o anúncio preliminar da OPA sobre 69,78% das acções da Media Capital, cumprindo assim as exigências determinadas pela CMVM -- Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
“Com esta decisão, a Pluris [de Mário Ferreira] entende estar a agir contra a incerteza e a instabilidade que têm revestido o processo de recuperação da Media Capital(...).Com esta operação, transparente e aberta ao mercado, defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projecto comunicacional da maior relevância para a sociedade portuguesa”, pode ler-se num comunicado enviado pelo empresário aos jornalistas da Media Capital.
A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) considerou que o jornalista Filipe Santos Costa se encontra numa situação de incompatibilidade, pela realização de um “podcast” para o PS, pelo que está impedido de exercer a profissão.
“O plenário da CCPJ apoiou, por unanimidade, a decisão do secretariado de considerar Filipe Santos Costa em situação de incompatibilidade num processo de contra-ordenação”, pode ler-se num comunicado divulgado no ‘site’ da Comissão da Carteira.
A CCPJ salientou que não está em causa a “forma jornalística com que Filipe Santos Costa presta o serviço em causa”, mas a “natureza da relação contratual e a avaliação de uma situação inédita”, que se enquadra no âmbito da assessoria de imprensa.
O “El País” lançou uma nova unidade de edição, que visa garantir a qualidade de todas as notícias, quer na edição impressa quer na digital. A supervisão da nova secção de actividade ficará à responsabilidade do jornalista Álex Grijelmo.
O departamento será desenvolvido em duas fases. Na fase inicial, Grijelmo elaborará um diagnóstico dos actuais processos de publicação. Posteriormente, será formada uma equipa, que ficará responsável por seguir as novas directivas.
Grijelmo é doutorado em jornalismo pela Universidade Complutense. Entrou para o "El País" em 1983 e por lá ficou, durante 17 anos consecutivos. Em 1989 ficou incumbido de estabelecer o livro de estilo da publicação.
Em 2000 assumiu a gestão da cadeia de jornais locais e regionais que eram, então, propriedade do Grupo Prisa (que detém o "El País"). Em 2002 tornou-se o director-geral de Conteúdos da Prisa Internacional.
As estratégias da BBC para captar audiências mais jovens estão a ficar aquém do esperado, noticiou o jornal britânico “Guardian”, com base num estudo da Ofcom.
De acordo com a publicação, a plataforma de “streaming” daquele operador público -- o iPlayer -- passa despercebida entre os cidadãos dos 16 aos 34 anos, que preferem consumir os conteúdos do YouTube ou da Netflix.
Contudo, um estudo da Ofcom apurou que este segmento populacional tem uma percepção positiva do operador, por ser mais selectivo nos programas.“Neste contexto, os jovens sentem-se mais representados e satisfeitos”.
Da mesma forma, a BBC tem registado dificuldades em captar audiências da classe trabalhadora, particularmente na zona rural da Grã-Bretanha.
O estudo surge numa altura em que o operador público prepara as alterações no modelo de financiamento, que deverão ser implementadas em 2027.
O empresário Mário Ferreira -- accionista maioritário do Grupo Media Capital -- considerou, em conferência de imprensa, que a deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) é “muito grave” e merece “repúdio e crítica”.
Ferreira, que foi eleito presidente do Conselho de Administração, garantiu que os accionistas e investidores do Grupo estão legitimados e que, por isso, haverá a manutenção da sua posição no interior na empresa.
“Estamos aqui com a transparência, como administradores eleitos”, argumentou o empresário, adiantando que “o percurso empresarial dos que [os] elegeram é amplamente conhecido”. Por isso, defendeu,“tentar inviabilizar os nossos accionistas colocaria em causa a existência deste grupo de comunicação”.
Recorde-se que a ERC decidiu suspender os direitos de voto dos novos accionistas da Media Capital – entre os quais se contam o empresário Mário Ferreira, a Triun, a Biz Partners, a CIN e a ZenithOdissey – considerando que há “fundadas dúvidas” sobre a identidade dos efectivos titulares.
A decisão surgiu na véspera de uma assembleia-geral do Grupo Media Capital, alertando que “qualquer decisão adoptada que possa envolver uma alteração de domínio, dos operadores de rádio e de televisão da Media Capital não será reconhecida”.
O vice-presidente daquele órgão regulador, Mário Mesquita, absteve-se, porém, na votação para a deliberação. Aquele membro do conselho defendeu que a decisão, tendo acontecido na véspera da assembleia-geral do Grupo Media Capital, “pode ser entendida, mesmo que o seja erroneamente, como pressão sobre os participantes na referida assembleia”.
A SIC lançou, recentemente, a Opto, um serviço de “streaming” que contará com conteúdos exclusivos.
Em declarações à revista “Meios e Publicidade”, o CEO do Grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, disse acreditar que “a Opto será um complemento de luxo às plataformas internacionais”.
“ Com um preço mais baixo, mas com uma experiência de utilização e de navegação ao mesmo nível daquelas, estamos convictos de que será um sucesso, porque teremos milhares de horas de portugalidade de alta qualidade, que falta aos outros”, prosseguiu aquele responsável.
Este serviço de “streaming” pode ser utilizado de forma gratuita ou consoante planos de subscrição, que dão acesso a conteúdos exclusivos, antestreias e 30 dias de gravação da “grelha” da SIC. Além disso, excluem as interrupções para publicidade.
“O primeiro ano da versão ‘premium’ da Opto custará 29,99 euros, se se fizer a subscrição até à data de lançamento da plataforma, a 24 de Novembro. Quem subscrever a partir dessa data pagará o valor de 39,99 euros por ano. Quem preferir a versão mensal poderá subscrever o serviço por 3,99 euros/mês. No estrangeiro, apenas existe a versão com subscrição anual, com um valor de 69,99 euros/ano”, notou o CEO do Grupo.
Nos últimos meses, registaram-se várias mudanças no Grupo Global Media, destacando-se as alterações de direcção dos seus títulos.
Neste contexto, o “Diário de Notícias”, em circulação há 156 anos, conta, pela primeira vez, com uma mulher -- Rosália Amorim -- no cargo de directora do jornal.
Para Rosália Amorim isto representa uma “nova era”. Em editorial, assegurou que irá renovar o compromisso estabelecido por aquele jornal em 1864: “informar, investigar, formar cidadãos esclarecidos, exigentes e com opinião própria”
“Este é o mais antigo jornal português de âmbito nacional, um dos mais importantes títulos lusitanos e com uma história rica, da qual nos orgulhamos -- continuou Amorim -- Desengane-se quem ainda considera que a história cheira a mofo ou deve ficar fechada numa gaveta. Pelo contrário, a história impele-nos a ir mais longe, a superarmo-nos. A história ajuda-nos a perceber de onde vimos e para onde vamos”.
A jornalista referiu, igualmente, que “é um desafio e também um privilégio poder renovar e reinventar este projecto editorial”, garantindo que “é com enorme entusiasmo, paixão pelo jornalismo e sentido de responsabilidade” que abraça, “sem máscaras, esta grande instituição”.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decidiu suspender, de forma imediata, os direitos de voto dos novos accionistas da Media Capital – entre os quais se contam o empresário Mário Ferreira, a Triun, a Biz Partners, a CIN e a ZenithOdissey – considerando que há “fundadas dúvidas” sobre a identidade dos efectivos titulares.
A decisão da ERC surgiu na véspera de uma assembleia-geral do Grupo Media Capital, alertando que “qualquer decisão adoptada que possa envolver uma alteração de domínio, dos operadores de rádio e de televisão da Media Capital não será reconhecida”.
Ainda assim, a empresa decidiu reunir a AG, que elegeu Mário Ferreira para presidir ao CA. O empresário Paulo Gaspar, que controla 23% da dona da TVI através do Grupo Triun, é o vice-presidente. E Avelino Gaspar, presidente do grupo agroalimentar Lusiaves, surge como vogal do conselho de administração, ao lado de rostos já conhecidos da TVI como Cristina Ferreira e Luís Cunha Velho.
Tendo em conta o processo da ERC, as alterações não deverão ser formalizadas.
A medida da entidade reguladora surge “no âmbito do processo de contraordenação em curso na ERC” relativo à aquisição de 30,22% do capital social da Media Capital pelo empresário Mário Ferreira.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.