null, 7 de Março, 2021

  

Nicolau Santos defende outro modelo de financiamento na agência Lusa

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O presidente do conselho de administração da Lusa, Nicolau Santos, defendeu, no Parlamento, que “é necessário encontrar um outro modo de financiamento” para a agência noticiosa.

“Esta dependência [do Orçamento do Estado] acarreta, normalmente, um atraso significativo na aprovação dos orçamentos anuais da agência”, afirmou.

Nicolau Santos apontou como exemplos a RTP e a agência de notícias espanhola EFE, que têm “financiamentos (...) muito mais estáveis, que não dependem do orçamento directamente (...) e que são muito mais previsíveis”.

Além disso -- reforçou Nicolau Santos -- os contratos daquelas empresas “são bastante mais alargados, o que dá mais capacidade para olhar para o futuro”.

O presidente da administração da Lusa foi recebido no âmbito de uma audição da comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, requerida pelo PSD sobre as condições de funcionamento da agência.

As audições foram, assim, justificadas com a preocupação pela situação financeira da agência noticiosa.

"Expresso" resiste na circulação em papel

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A pandemia veio agravar a crise da imprensa portuguesa que, no ano passado, registou, em média, uma quebra de 20% na circulação em papel, de acordo com o mais recente relatório da APCT.

Segundo a APCT, o “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias” e “Público”, os três diários generalistas auditados, venderam em média, e no seu conjunto, menos 29.902 exemplares por edição no último ano, o que representa uma quebra na ordem dos 23,1%, relativamente à circulação impressa paga registada no ano anterior.

Por outro lado, o semanário “Expresso” parece ter resistido aos efeitos da pandemia, ao registar uma quebra de apenas 0,13% na circulação.

Ainda assim, a maioria dos títulos nacionais reagiu bem à situação pandémica, já que se registou um crescimento significativo no âmbito das visitas “online” e das subscrições digitais.

Analisando o desempenho de cada um dos títulos, o “Correio da Manhã” mantém o estatuto de jornal com maior circulação impressa, com uma média de 58.165 exemplares vendidos por edição em 2020, o que representa uma quebra na ordem dos 20,2%, face ao período homólogo do ano anterior.

No mesmo sentido, o “Jornal de Notícias” desceu de uma média de 39.307 exemplares vendidos por edição em 2019, para uma média de circulação impressa paga de 28.172 exemplares ( menos 28,3%).

Por sua vez, o” Público”  desceu de uma circulação impressa paga de  17.323 exemplares registada em 2019 para os 13.237 no último ano.

Destaca-se, por isso, o semanário “Expresso”, cuja circulação começou a crescer a partir de Março. 

Instagram lança nova ferramenta para emissões ao vivo

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Nos últimos meses, os “directos” -- ou “lives” -- tornaram-se uma tendência da rede social Instagram, já que permitem que os criadores de conteúdos mantenham o contacto com os seus seguidores e fãs.

Estes “lives” consistem numa espécie de programa de televisão ao vivo, em que cada apresentador tem a possibilidade de “chamar” um convidado de cada vez.

Durante o primeiro período de confinamento, este formato tornou-se extremamente popular um pouco por todo o mundo. Em Portugal, por exemplo, as sessões ao vivo do humorista Bruno Nogueira conquistaram audiências de várias dezenas de milhares.

Perante este cenário, a rede social decidiu lançar as “salas ao vivo”, uma ferramenta que começou por aparecer da plataforma Clubhouse, e que permite a participação de três ou mais convidados.

Com isto, os criadores de conteúdos têm, agora, a possibilidade de explorar novos formatos de entretenimento, como as entrevistas, ou os concertos ao vivo.

Além disso, estas “salas” poderão ser benéficas para os artistas que ficaram prejudicados com o encerramento das salas de espetáculo, já que permitem doações da audiência.
Tal como acontece nas emissões ao vivo “normais”, os espectadores poderão interagir com os artistas por via de mensagens escritas, que vão surgindo no ecrã.

 

“Mini campanhas” para financiamento jornalístico

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Com a era digital, o modelo tradicional de negócio dos “media” passou a ser considerado obsoleto e pouco sustentável.

Como tal, os empresários e os jornalistas passaram a apostar em novas formas de financiar os seus projectos, como as subscrições digitais e, mais recentemente, as angariações de fundos.

É esse o caso do projecto de jornalismo independente “The Narwhal”, que financia as suas iniciativas através de “mini campanhas”.

Em entrevista para o “site” “mailchi.mp”, Emma Gilchrist, co-fundadora do “Narwhal”, afirmou que esta é a forma mais eficaz de conquistar o interesse dos leitores e convencê-los a apoiar as causas do jornal.

Ou seja, cada vez que o “Narwhal” pretende lançar uma nova iniciativa, contratar um novo profissional, ou angariar fundos para uma determinada reportagem, a equipa editorial pede o apoio dos assinantes e leitores.

Assim, o “Narwhal” deixa ao critério dos consumidores as causas que valem, ou não, a pena apoiar.

De acordo com Gilchrist esta é uma forma mais orgânica de conseguir apoios, já que os objectivos de cada angariação de fundos são, relativamente, baixos, e têm uma causa concreta associada.
“Angariar fundos consiste em fazer do leitor o herói da história”, afirmou Gilchrist. “Podemos ter objectivos internos, para conquistar um determinado número de membros até uma determinada data, mas acho que é mais eficaz fazer ‘mini campanhas’ ao longo do ano, de forma a pedir aos leitores que apoiem um objectivo tangível e  específico”.

Lusa obteve aprovação do governo para financiamento da despesa

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O Conselho de Ministros autorizou o financiamento de despesa da Agência Lusa, pelo cumprimento das obrigações do serviço noticioso e informativo.

Em Fevereiro, o presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, referiu que a empresa só tinha tesouraria até ao final do mês.

À época, Nicolau Santos sublinhou, igualmente, que “em nenhum caso é imaginável que a partir de Março a Lusa deixe de ser provida com fundos públicos decorrentes do contrato de prestação de serviços com o Estado”.

Perante este cenário, o grupo parlamentar do PSD apresentou um requerimento para audição, “com carácter urgente”, do presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, e do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, “sobre as condições de funcionamento da Lusa”.

Por outro lado, a Inspecção Geral das Finanças (IGF) recomendou que a Lusa devolvesse ao Estado 2,2 milhões de euros de indemnização compensatória recebida em excesso. Neste âmbito, a IGF propôs, ainda, que a agência noticiosa realizasse “uma melhor optimização dos gastos operacionais” e a “adopção de medidas que visem aumentar as receitas comerciais”.

O presidente da Lusa, Nicolau Santos, explicou, por sua vez, que a devolução de 2,2 milhões de euros de indemnização compensatória ao Estado, recomendada pela IGF, resulta do facto de os orçamentos da agência de notícias serem “aprovados tarde”.

Novo programa de debate na TVI sobre economia

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A TVI24 estabeleceu uma parceria com o jornal “online” “Eco” para lançar um novo formato de debate sobre temas económicos. Chama-se “A Culpa é dos Economistas” e será emitido semanalmente, aos domingos, depois do Jornal da Uma.

O programa será moderado por Vasco Rosendo, editor de economia da TVI e contará com a participação de António Costa, “publisher” do “Eco”, e dos jornalistas Paulo Ferreira e Pedro Santos Guerreiro.

Em entrevista para a “Meios e Publicidade”, António Costa explicou que este será “um formato diferente”, no qual serão discutidos “os temas da economia com rigor, mas de forma informal”.

“Acreditamos que estamos a levar valor para a TVI e, para nós, significa dar escala ao que fazemos. São duas equipas que se complementam e a prova que dois meios tão diferentes podem colaborar”, acrescentou.

De acordo com Costa, a parceria prevê, igualmente, a realização de entrevistas conjuntas, a líderes empresariais, a serem emitidas nos dois meios.

 

CPP quer publicidade institucional em jornais portugueses

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O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) apelou para que a publicidade institucional do Estado passe a abranger todos os “media” de origem portuguesa.

O Conselho Permanente do CCP dirigiu-se ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República para pedir a revisão da Lei 95/2015, no sentido de “integrar de forma obrigatória na publicidade institucional do Estado os órgãos de comunicação social de raiz portuguesa nas comunidades”.

De acordo com o CCP, este seria um mecanismo eficaz para evitar os “apoios extraordinários”, aplicados em 2020, que, “apesar de necessários, não alcançam a universalidade dos órgãos”.

Além disso, através desta medida, o Estado português cumpriria “com o dever de difundir no seio das comunidades a informação de carácter institucional, à qual os que vivem no estrangeiro têm pleno direito”, frisou o CCP no documento.

No comunicado, assinado por Flávio Alves Martins, presidente do Conselho Permanente, o CCP pediu, ainda, a realização, “com a devida urgência”, de um levantamento dos “media” nas comunidades, para obter “exacta informação de quantos e quais são esses órgãos, de raiz portuguesa, nos países de acolhimento”.

Centro Knight promove conferência de jornalismo “online”

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O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas vai promover, juntamente com a Google News Initiative, a 22ª Conferência Internacional de Jornalismo Online (International Symposium on Online Journalism).

O tema central desta edição -- que decorrerá entre 22 e 26 de Abril -- será a transição dos “media” tradicionais para o ecossistema digital.

Como tal, o evento contará com a participação de vários especialistas da área, como A.G. Sulzberger -- “publisher” do “New York Times” --, Katharine Viner -- editora-executiva do “Guardian” -- e Marty Baron -- editor-executivo do “Washington Post”

Esta edição terá, ainda, palestras de empreendedores como Anna Palmer e Jake Sherman -- fundadores do projecto “Punchbowl News” -- e das jornalistas Lauren Williams e Akoto Ofori-Atta -- co-criadoras da “start-up” “Capital B”.

De acordo com o Centro Knight, o programa completo será anunciado em breve, com dezenas de palestras sobre o actual panorama dos “media” “online”.
A conferência  será emitida “online” e estará aberta a todos os interessados, que poderão inscrever-se através do “site” do Centro Knight ou do “e-mail” isoj@austin.utexas.edu.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...