Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

“Daily Mash” um jornal satírico na imprensa britânica

Mundo Galeria

Com o aparecimento da pandemia, surgiram novas e melhores oportunidades para publicações de jornalismo satírico, que registaram, no início da crise, um aumento na sua audiência.

É esse o caso do jornal britânico “Daily Mash”, que registou, em Março um pico de audiência.

Em entrevista à “Press Gazette”, o editor-executivo da publicação, Tom Whiteley,  justificou o acontecimento com o facto de os cidadãos desejarem “ler sobre algo que reflecte a sua experiência pessoal e que lhes oferece alguma orientação, perante uma contexto confuso e assustador”.

Contudo, pouco tempo depois, o tráfego voltou ao normal,com os leitores a mostrarem-se descontentes perante o grande volume de artigos relacionados com a Covid-19.

Isto não significa, porém, que a publicação satírica esteja em risco. 

Lançado em 2007, o jornal costuma ser, especialmente, popular, em período de eleições, durante os quais satiriza as declarações de candidatos ou situações caricatas, como a visita de Donald Trump à família real britânica.


Turbulência laboral na RT France com jornalistas dispensados

Media Galeria

A Russia Today France -- versão francesa de um canal televisivo russo-- está a atravessar um período turbulento, agora que aguarda a renovação da licença de emissão, que deverá ser atribuída pelo CSA (Conseil supérieur de l'audiovisuel ), até ao final do ano. 

 Durante o período de espera, o operador dispensou a maioria dos seus repórteres de imagem, revelou o jornal “Le Monde”.

 Todos os colaboradores da RT France estão obrigados, contratualmente, a cumprir a “lei do silêncio”. Contudo a 23 de Setembro, um fotojornalista, Nicolas Winckler, partilhou alguns pormenores sobre as operações no interior da redacção, através das redes sociais.

 Isto porque, nesse dia, seis repórteres de imagem foram informados de que o seu contrato não seria renovado. 

Os profissionais em causa foram contratados pelo ex-director de informação, David Bobin, que abandonou o canal em meados de Agosto.

Serão, agora, substituídos por técnicos de imagem, sem formação em jornalismo. 


Grupos radicais holandeses vandalizam material jornalístico

Mundo Galeria

O operador público holandês de radiodifusão, o NOS, foi forçado a “neutralizar” as suas carrinhas, retirando-lhes o logotipo de empresa.

Desta forma, o operador espera reduzir os ataques aos seus colaboradores, por parte de militantes radicais, que têm, igualmente, vandalizado o material de reportagem.

Em entrevista ao “Guardian”, o editor-executivo do NOS, Marcel Gelauff, afirmou que “o jornalismo está sob ataque de cidadãos, que rejeitam perspectivas plurais, e que, por isso, violam o direito à liberdade de imprensa”.

Perante este acontecimento, o ministro da Comunicação holandês, Arie Slob, apelou a que os atacantes deixassem “os jornalistas fazer o seu trabalho, de forma segura e independente”.

A porta-voz do Parlamento, Khadija Arib, afirmou, por sua vez, que estava profundamente preocupada com o aumento de ataques “online” contra os profissionais dos “media”.

Já o coordenador nacional da Luta Contra o Terrorismo, dos Países Baixos, Pieter-Jaap Aalbersberg, referiu que a crise do coronavírus intensificou as manifestações contra a comunicação social.


Modernizar as redacções locais em nome da sobrevivência

Mundo Galeria

O mercado dos “media” está a ficar saturado e, por isso, é necessário apostar na revitalização de projectos já existentes.

Pelo menos essa é a ideia por detrás da iniciativa “Newstart”, que quer ajudar jovens profissionais a modernizarem redacções locais, que ainda estão a gerar lucro.

Num artigo publicado no “Columbia Journalism Review”, a jornalista Lauren Harris revelou que o primeiro objectivo deste projecto, promovido pela Universidade de West Virginia, é estabelecer ligação entre cidadãos, que querem gerir negócios mediáticos, e empresários que pretendam vender os seus títulos.

Ao passarem o legado, estes “homens de negócios” esperam garantir o futuro das publicações, através da perspectiva de jovens empreendedores.

De acordo com o responsável pelo projecto, Jim Iovino, esta é uma fórmula eficaz de garantir que as publicações mais tradicionais realizem a sua transformação digital e adoptem modelos de negócio sustentáveis.


Gana controla "media" e persegue jornalistas

Mundo Galeria

O jornalista ganês, David Tamakloe, foi detido pelas autoridades policiais, por ter, alegadamente, violado o código criminal daquele país.

Em declarações ao Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), aquele profissional -- que exerce funções como editor executivo da publicação privada “Whatsup News” -- afirmou que, estava em causa uma reportagem, publicada em Julho, sobre a crise pré-eleitoral na região de Ashanti.

Entretanto, Tamakloe foi libertado sob uma caução de 10 mil cedis (cerca de 1500 euros).

Perante este quadro, o CPJ apelou, junto do governo do Gana, que fossem retiradas todas as queixas contra o profissional, recordando que, naquele país, as autoridades têm por hábito perseguir jornalistas.

De acordo com relatórios dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) e da Freedom House, apesar de o Gana ser considerado um dos países mais democráticos de África, onde existe pluralidade jornalística, cerca de um terço dos “media” são controlados pelo Estado.


SJ estranha OE sem medidas para os "media"

Media Galeria

O Sindicato dos Jornalistas considera que o Orçamento do Estado para 2021 deveria incluir medidas de apoio ao sector dos “media”, além de uma iniciativa para a literacia mediática.

Em declarações à Lusa, a presidente do Sindicato, Sofia Branco, salientou que “com excepção das empresas do sector empresarial do Estado,(...), não está nada previsto no Orçamento do Estado, que responda àquilo que nos parecem ser as exigências do sector, neste contexto”.

Aquela dirigente recordou, ainda, que o Governo demorou seis meses a estabelecer contactos com “media”, regionais e nacionais, para a atribuição das verbas da compra antecipada de publicidade institucional. Uma situação que considerou “inadmissível”. 


RSF defendem pacto para liberdade de imprensa nos EUA

Mundo Galeria

Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançaram, recentemente, a campanha “Pacto para a Liberdade de Imprensa”, com o objectivo de sensibilizar os candidatos presidenciais nos Estados Unidos para a importância da pluralidade mediática.

O primeiro passo consiste em pedir aos candidatos, à presidência e ao Congresso, que assinem um compromisso de campanha.

Depois, os signatários deverão informar-se sobre a história da liberdade de imprensa nos Estados Unidos. 

Para tal, os RSF forneceram um breve resumo, no qual recordam que, durante muitos anos, os EUA foram considerados os principais defensores dos “media”, graças à Primeira Emenda da Constituição, que prevê a defesa do trabalho jornalístico.

A organização sublinha, porém, que este estatuto  tem vindo a deteriorar-se. Em 2020, os Estados Unidos ocupam o 45º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa, num total de 180 países.


Prisa e Mário Ferreira sob escrutínio da ERC

Media Galeria

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu um processo de contraordenação contra Mário Ferreira e o Grupo Prisa, baseando-se na decisão preliminar da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em causa está o acordo sobre direitos de preferência na venda de acções da empresa espanhola, anunciado por Mário Ferreira aquando da comunicação da compra de cerca de 30% das acções da Media Capital.

A ERC justificou a decisão com facto de existirem "fortes indícios da ocorrência de uma alteração não autorizada de domínio sobre os operadores de rádio e de televisão”. 

"Do ponto de vista da ERC, é necessário saber se estas operações envolvem ou não uma alteração de domínio sobre os operadores de rádio e de televisão acima identificados, visto que a lei exige (...) uma autorização prévia”, pode ler-se num comunicado, partilhado no “site” da Entidade. 

 Na sua deliberação, a ERC sublinhou, ainda, que a alteração de domínio constitui uma contraordenação, prevista na Lei da Rádio, com coimas até 100 mil euros e, na Lei da Televisão, com coimas até 375 mil euros.

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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
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Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
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