O regulador das comunicações russo, Roskomnadzor, propôs a criação de plataformas de vídeo nacionais para substituir o YouTube, devido à alegada “censura” praticada pelo “site” norte-americano.
A proposta foi apresentada depois de o regulador das comunicações russo ter acusado o YouTube de aplicar “um veto total” à criação de canais pela agência noticiosa ANNA News.
“Uma política específica de censura em relação aos meios russos é inaceitável e viola os princípios fundamentais de uma disseminação livre de informação e de acesso desimpedido à mesma”, considerou, em comunicado, o Roskomnadzor, citado pela agência EFE.
Esta não é a primeira vez que o regulador acusa as grandes multinacionais americanas de dificultarem o acesso dos “media” russos às suas plataformas.
Em Outubro, aquela entidade alegou que o Google, o Facebook e o Twitter “restringem o acesso a materiais de cerca de 20 meios de comunicação russos”, incluindo a agência estatal RIA Novosti.
Morreu, aos 83 anos, o jornalista e escritor francês Jean-Louis Servan-Schreiber, vítima de Covid-19.
Nascido em Boulogne-Billancourt a 31 de Outubro de 1937, Servan-Schreiber desempenhou um papel notável nos “media” franceses, ao fundar e dirigir alguns títulos conceituados.
A sua história de sucesso começou no seio familiar. Depois de terminar os estudos, em 1960, juntou-se ao jornal criado pelo seu pai, Emile Servan-Schreiber, o diário de negócios “Les Echos”.
Depois, em 1964, dirigiu, juntamente com o seu irmão, “L'Express”, que passou a ser considerada um modelo a seguir pelas revistas noticiosas.
Com Jean Boissonnat, fundou, em 1967, a revista “L'Expansion”. Pouco a pouco, a empresa adquiriu vários títulos, e passou a actuar em quinze países. Em 1994, foi forçado a vender o Grupo, devido à queda das receitas publicitárias.
Porém, em 1997, retomou a sua acção enquanto “patrão dos ‘media’”, ao criar, em Marrocos, o semanário “Vie économique”.
A nova edição da revista “Observador Lifestyle” já chegou às bancas, com o objectivo de “apoiar as marcas nacionais e a produção local quando elas mais precisam”.
Este número surge, assim, sob o lema “Consumo com atitude”, prometendo “148 páginas dedicadas ao melhor que é feito em Portugal, com sugestões para toda a família”.
“Da cortiça com ‘design’ aos acessórios para as bicicletas, mostramos também as oficinas e ateliês onde é possível aprender com as mãos (...) ou o estúdio que veio de longe para fazer a carpintaria do futuro”, descreve a publicação, acrescentando que “entre os conteúdos desta revista contam-se ainda aldeias que são hotéis, uma banda desenhada com a história das conservas Pinhais, etc”.
A revista, produzida pela 510, tem um preço de capa de 4,90 euros, no caso da edição impressa, e de 3,90 euros, no formato digital.
O modelo das “paywalls” está, finalmente, a tornar-se popular em Espanha, agora que as receitas publicitárias se mostram insuficientes para garantir o funcionamento dos jornais.
Perante este cenário, cerca de 350 mil cidadãos já subscreveram pelo menos um serviço digital, embora a distribuição de assinantes seja bastante desigual, revelou um estudo do jornalista e professor Miguel Carvajal.
Segundo a pesquisa de Carvajal, o jornal “El País” -- que lançou o modelo pago há menos de um ano -- contava, em Setembro de 2020, com 64 mil subscritores. Contudo, todos os leitores têm direito a um número limitado de artigos gratuitos por mês.
Em segundo lugar, está o “ElDiario.es”, com 56 mil assinantes. Este é o caso que mais se destaca, dado que o conteúdo digital é de livre acesso e sem limitações. O número de subscritores resulta, assim, da criação de uma comunidade leal, disposta a apoiar os “media” independentes.
Em terceiro lugar está 'El Mundo', com uma estratégia de artigos ‘premium’, e 50 mil assinantes.
A apresentação do principal espaço de informação da RTP2 -- Jornal 2 -- até aqui a cargo de Sandra Sousa, será, agora, assegurada, em rotação, com o jornalista Hugo Gilberto.
O também director-adjunto de informação do operador público, tem o pelouro do desporto e é responsável pela redacção da estação no Porto. Irá manter-se, até ao final da época, na condução do programa de debate desportivo “Trio d’ Ataque”.
O Jornal 2 apresentará, ainda, uma nova imagem e grafismo.
O governo sudanês está a apertar as restrições à liberdade de imprensa “online”, ao criminalizar a partilha de “fake news” em plataformas digitais, o que inclui qualquer crítica apontada ao regime semi-militar, alertou o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).
Estas novas restrições dizem respeito a uma emenda legislativa, aplicada a 13 de Julho pelo governo interino, que assumiu funções no Verão.
Em declarações ao CPJ, um membro do secretariado local sudanês para a liberdade de imprensa, Mohamad Nyala, afirmou que pelo menos oito jornalistas já receberam ameaças telefónicas, depois de terem publicado comentários sobre acções militares no país.
Por outro lado, um conselheiro do Ministério da Justiça, Abdel Rahman, sustentou que esta medida não tem qualquer implicação na liberdade de imprensa, ao reiterar que qualquer cidadão pode criticar o exército, desde que não espalhe desinformação.
“ Se partilharem informação falsa com intenção de prejudicar o bom nome dos militares, aí sim, haverá repercussões”.
O Presidente da Associação de Imprensa de Madrid -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera essencial que os “media” continuem a promover a dimensão social do jornalismo.
No discurso inaugural do Congresso da Comunicação Especializada na Sociedade da Informação, Juan Caño recordou que, com a crise pandémica, esta função "tem sido exercida de forma exemplar por vários meios de comunicação social", que, durante meses, não se esqueceram de "encorajar a população a superar a calamidade”.
Porém, ultimamente, começou a registar-se um “cansaço dos media', perante demasiada informação", recordou Caño.
Este fenómeno tem vindo a ocorrer "à medida que a informação se foi tornando repetitiva e deixou de oferecer soluções viáveis", acrescentou.
Esta afirmação é sustentada pelo Relatório Anual da Profissão Jornalística 2020 da APM -- a ser publicado a 16 de Dezembro -- que revela que 43% dos espanhóis considerou excessiva a cobertura da pandemia.
O jornalismo deve ser encarado como um produto, para que os “media” possam prosperar de forma sustentável, defendeu o jornalista Rich Gordon num artigo publicado no “site” do Knight Center.
De acordo com o autor, os profissionais dos “media” rejeitam, por norma, esta ideia, já que para a maioria defende o jornalismo como sendo, única e exclusivamente, um serviço público.
E, embora Gordon acredite que esta deve ser a principal premissa dos jornalistas, considera, igualmente, essencial que a imprensa siga as tendências de mercado.
Como tal, reuniu, numa lista, seis razões pelos quais os “media” devem encarar os seus conteúdos como um produto.
Em primeiro lugar, Gordon recorda que os “websites”, os jornais, as “newsletters” são “mercadorias” -- os cidadãos decidem se querem ou não consumi-las, perante uma imensidão de escolhas. Além disso, a popularidade destes produtos depende do seu nível de inovação e de qualidade.
Este tipo de mentalidade existe há dois séculos -- os jornais do século XIX seguiam as exigências do mercado, a lei da oferta e da procura. A estratégia consistia em distribuir o máximo de jornais, a um preço reduzido, esperando conseguir o apoio de anunciantes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.