Nos Estados Unidos, alguns jornais metropolitanos estão a alargar a sua área de cobertura, contrariando décadas de contenção de custos na área de reportagem e de recursos humanos, notou Rich Edmonds num artigo publicado na revista “Poynter”.
É o caso do “Boston Globe”, do “Star Tribune” de Minneapolis, e do “Post and Courier of Charleston”, que abriram escritórios e contrataram correspondentes noutras cidades.
De notar que estes jornais metropolitanos são alguns dos mais bem sucedidos, contando com uma forte base de leitores e de subscritores “online”.
O “ Globe” foi o primeiro a lançar-se na expansão, num território ocupado, anteriormente, pelo “Providence Journal”.
Num “e-mail” enviado à “Poynter”, o editor do “Globe” contou que a experiência está a ser bem sucedida, e que, por isso, irá contratar quatro outros jornalistas e um profissional de “marketing “de Rhode Island.O empresário Marco Galinha, do Grupo Bel, adquiriu 40% do Grupo Global Media -- detentor de jornais como “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “O Jogo”-- por quatro milhões de euros. A entrada do investidor no capital do Grupo já foi comunicada aos trabalhadores.
O novo accionista participa no capital da Global Media através da compra de uma participação do Novo Banco (10,5%) e outra posição controlada pelo BCP (no total, quase 30%).
Contudo, Marco Galinha terá, ainda, de despender mais 6 milhões de euros, destinados aos pagamento de indemnizações da dispensa de 120 colaboradores do Grupo.
De acordo com o plano a que o jornal “Observador” teve acesso, o número de jornalistas envolvidos nesta reestruturação poderia ascender a 70, com o “Diário de Notícias” a reduzir o seu “staff” editorial de 44 para cerca de 20 profissionais.
O empresário comprometeu-se, também, com o controlo da gestão do Grupo durante quatro anos.
O “site” do jornal “Público” actualizou as regras da comunidade e dos comentários, como forma de garantir debate qualificado e cordial e combater a degradação do discurso em plataformas “online”.
Desde 2012 que as caixas de comentários do “Público” funcionavam através de moderação comunitária. “O sistema assenta numa hierarquia de leitores –’iniciantes’, ‘experientes’, ‘influentes’ e ‘moderadores’ – que traduz o historial e a qualidade da sua participação”, explica a publicação.
Contudo, o jornal argumenta que este sistema deixou de ser viável, já que muitos dos comentários se baseiam em insultos e apelos ao ódio, o que obrigava à intervenção da redacção.
Assim, o “site” vai impôr um limite diário de dois comentários submetidos por leitores não-assinantes. Da mesma forma, os moderadores que não subscrevam o jornal, terão um limite diário de três acções.
As agências noticiosas Lusa e Efe, querem “participar activamente” no plano de acção para a democracia europeia, de Bruxelas, já que consideram ser “o último garante” da informação livre.
“As agências de notícias de Portugal, Lusa, e de Espanha, Efe, vêm manifestar a sua firme intenção de participarem, activamente, no European Democracy Action Plan [Plano de Ação para a Democracia Europeia], que a Comissão Europeia pretende apresentar até ao final de 2020”, referiram as empresas, numa carta conjunta enviada às instituições europeias em Bruxelas.
Asquelas agências disseram contribuir “ diariamente, e de forma significativa, para minorar as dificuldades de redações cada vez mais reduzidas” e que, por isso, “devem ser contempladas no plano europeu de ajuda aos ‘media’” e no combate contra a desinformação.
A versão digital do “Correio da Manhã” recuperou, em Agosto, a liderança no “ranking” da NetAudience. Com um “reach” multiplataforma de 3,57 milhões de pessoas, o diário da Cofina ultrapassou a TVI que, em Julho, tinha ocupado o primeiro lugar na “tabela”.
A estação de Queluz alcançou, agora, cerca de 3,31 milhões de leitores, descendo à segunda posição.
O “top 3” de Agosto fica completo com o “Jornal de Notícias” que repete a terceira posição, alcançada em Julho, com um “reach” multiplataforma de 3,27 milhões de consumidores
Entre os títulos generalistas, seguem-se o “Expresso”, que registou no último mês um “reach” digital de 2,22 milhões, e o “Diário de Notícias”, com 2,18 milhões
A NiT liderou o segmento de “Lifestyle”, com um “reach” multiplataforma de 2,69 milhões de leitores.
No segmento desportivo, a liderança continua a pertencer ao “Record” (1,87 milhões). Seguem-se-lhe “ o Jogo”, (1,4 milhões), e o “MaisFutebol”, (1,19 milhões).
O “New York Times” desenvolveu, em parceria com o Facebook, um projecto de realidade aumentada, que deverá ajudar na contextualização dos artigos publicados naquele jornal.
Esta iniciativa inclui, então, filtros de imagem, que poderão ser utilizados na rede social Instagram. Numa fase inicial, a ferramenta disponibilizará conteúdos sobre o centenário do sufrágio feminino, cobertura dos incêndios florestais na Califórnia, abordando, ainda, a qualidade do ar durante o período de confinamento.
Os utilizadores do Instagram podem interagir com os filtros e efeitos, através da página de perfil do “NYT”, sob o separador de efeitos. Estas imagens poderão, também, ser colocadas sobre fotografias originais.
De acordo com Monica Drake, editora-executiva no “NYT”, este projecto será útil para fazer chegar o jornalismo a mais pessoas. "Esperamos que, quando os utilizadores encontrarem estes filtros, visitem a nossa página, para lerem uma história mais completa".
Os “podcasts” são um produto em crescimento, com uma oferta cada vez mais diversificada, e com uma audiência alargada. Estes programas vão desde histórias de ficção, até “sketches” de comédia, contando, também, com uma grande variedade de boletins informativos.
Nos Estados Unidos, a NPR (National Public Radio) é uma das principais “vozes” da informação em formato de “podcast” e, ao mesmo tempo, uma das empresas mais inovadoras.
Isto porque, além de oferecer conteúdos sobre os principais temas da actualidade norte-americana, a NPR foi pioneira na introdução de geolocalização, para dar notícias locais aos seus ouvintes.
Agora, os seguidores do “podcast”, que se encontrem numa de dez cidades -- Boston, New York, Philadelphia, Washington, D.C., Chicago, Minneapolis/St. Paul, Dallas, Los Angeles, San Francisco, e Portland -- receberão um alerta com as notícias locais, cortesia das estações membro da NPR.
A nova direcção da TVI assumiu funções no início de Setembro com a missão de reestruturar o canal a nível informativo.
As mudanças começaram pelo novo estúdio, que, de acordo com os responsáveis, é o “mais tecnológico do país”, já que foi construído no formato 360º, com uma parede de “leds” de 10 metros.
Os jornalistas Pedro Mourinho e José Alberto Carvalho ficaram incumbidos de “dar voz” às notícias do J8 (anteriormente, ‘Jornal das 8’), de forma alternada. Pedro Pinto, por sua vez, ficou responsável pelo telejornal da hora de almoço, ou J1. Lurdes Baeta e Cristina Reyna assumem as restantes “slots” noticiosas.
Além disso, toda a redacção foi reestruturada, com os jornalistas a passarem a estar divididos por editorias (política, economia, cultura), quando antes estavam orientados por horários.
As inovações chegam, também, ao Porto, onde passará a existir um centro de produção, com conteúdos informativos, que terá João Fernando Ramos ao leme
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.