Os jornais voltaram às bancas de Marselha, onde a distribuição de jornais estava condicionada desde Maio, altura em que a Presstalis entrou em liquidação e iniciou o seu processo de “rebranding”
Agora, a distribuição de publicações impressas vai ser assegurada pela France Messagerie ( que resultou a transformação da Presstalis) e pela Messageries lyonnaises de presse (MLP).
Para que a actividade fosse reiniciada, foi necessário pagar o aluguer do espaço da filial de Marselha, que está assegurado até Dezembro.
Ainda assim, a distribuição de jornais permanece “por um fio”, já que os colaboradores das empresas desejam continuar a sua actividade com uma nova estrutura: uma Société Coopérative d'intérêt Collectif (SCIC).
O período de confinamento fez com que alguns sectores dos “media” entrassem em crise, já que os cidadãos deixaram de deslocar-se às bancas para comprarem as edições impressas das publicações.
Foi esse o caso do jornalismo de viagens. Isto porque, além de algumas publicações ainda assentarem no modelo tradicional, a maioria das deslocações, em férias, foi adiada ou cancelada.
Assim, boa parte das revistas de viagens perderam o seu público e anunciantes.
A título de exemplo, a “Family Traveller” foi forçada a suspender, em Abril, a edição impressa. O “site” continuou activo, até Setembro, e registou uma boa afluência. Contudo, a empresa não conseguiu “monetizar” os acessos “online” e entrou em liquidação.
A jornalista Chioma Nnadi é a nova editora-executiva do “site” da Vogue Internacional, substituindo Stuart Emmrich.
Numa nota interna, a responsável pela revista de moda, Anna Wintour, referiu que “todos conhecemos Nnadi. (...) Sabemos como ela é brilhante, enquanto escritora, editora e como uma colega. Acima de tudo, conhecemo-la como alguém que, intuitivamente, compreende a moda e lhe acrescenta um genuíno amor pela descoberta".
"Além disso -- prosseguiu Wintour -- Nnadi está entusiasmada e compreende que a ‘Vogue’ precisa de inovar a sua abordagem para chegar a novos públicos. Ela respeita o nosso passado icónico, mas não está ligada a velhas tradições. Chioma é uma editora excepcional e eu não poderia estar mais feliz”.
Chioma Nnadi começou a sua carreira na “Evening Standard Magazine”, em Londres, antes de se mudar para Nova Iorque para escrever para a Trace, uma revista independente de moda.
A rede social Facebook ameaçou abandonar a União Europeia, caso seja obrigada a não partilhar os dados dos utilizadores europeus com os Estados Unidos da América.
De acordo com o jornal “El Mundo”, a intenção foi revelada ao Supremo Tribunal da Irlanda, depois de a Comissão de Proteção de Dados irlandês, o principal regulador de privacidade do Facebook na Europa, ter iniciado uma investigação sobre a forma como a empresa de Mark Zuckerberg transfere dados da União Europeia para os EUA.
Entretanto, a justiça irlandesa ordenou a suspensão da transferência de dados, enquanto a disputa legal entre a empresa e o regulador não estiver resolvida.
Na Libéria, o trabalho dos jornalistas independentes continua a ser condicionado por figuras políticas, autoridades policiais e grupos de civis.
Recentemente, o jornalista Jallah, responsável pelo “media” independente “The News”, foi agredido por 30 homens, durante a cobertura do programa de registo eleitoral na Libéria.
Em declarações ao CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, Jallah afirmou que estava a filmar o grupo em causa, quando estes tentavam registar-se, para votarem de forma ilegal.
Jallah disse acreditar que os atacantes trabalhavam para Victor Watson, membro do partido no poder, já que estes tiraram as suas armas de uma carrinha pintada com as cores dessa facção.
Watson comentou as acusações, confirmando que tinha ocorrido um confronto, mas identificou os atacantes como "apenas eleitores que queriam exercer os seus direitos cívicos", e acusou Jallah de tentar impedir as pessoas de votarem.
O fundador da Ethical Journalism Network, Aidan White, lançou, agora, um projecto de jornalismo comunitário, que visa dar voz aos cidadãos do bairro de Newham, em Londres.
O “Newham voices” trata-se, então, de uma organização sem fins lucrativos, que funciona graças à colaboração de jornalistas voluntários, dispostos a reportar sobre temas de interesse público. O projecto conta, também, com um colaborador fixo, de forma a garantir a sua sustentabilidade e qualidade.
Em declarações ao “site” “Press Gazette”, White afirmou que “é muito simples crescer, quando um projecto é pequeno, e penso que é assim que o jornalismo vai sobreviver. Não está morto de forma alguma, na verdade está mais vivo do que se pensa e é mais necessário do que nunca”."Esta é a nossa experiência -- continuou -- e, por isso, estamos bastante optimistas, porque tudo indica que os cidadãos querem consumir o nosso jornalismo e estão dispostas a ajudar-nos”.
White acrescentou, ainda que, "há um impulso para o jornalismo que é baseado na comunidade, sustentável, cioso da sua independência editorial e que reconhece que vivemos num mundo onde o futuro do jornalismo assenta num modelo sem fins lucrativos”.
Perante a quebra de receitas publicitárias e de circulação, o Guardian Media Group anunciou a dispensa de 180 colaboradores, entre os quais 70 jornalistas.
Os profissionais já expressaram o seu desagrado, argumentando que, no contexto de pandemia, o Grupo deveria apoiar o jornalismo, em vez de colocar obstáculos à sua prática.
Entretanto, a NUJ (National Union of Journalists -- União Nacional de Jornalistas, em português), já enviou um apelo, considerando que a estratégia irá “afastar os leitores e prejudicar a qualidade do jornalismo” e instando a empresa “ a oferecer a opção de despedimentos voluntários a todo o pessoal em risco”.
Até porque, de acordo com os colaboradores do Guardian Media Group, a imposição de quaisquer despedimentos obrigatórios "mina" a pretensão de ser um bom empregador. Além disso, aquela empresa de “media” tem a certificação B-Corp, que obriga equilibrar os objectivos e os lucros, considerando os efeitos das suas decisões nos seus trabalhadores, clientes e no ambiente.O Telegraph Media Group atingiu um número recorde de 522 mil subscritores do seu jornalismo, digital e impresso. De acordo com o “Telegraph”, o crescimento foi impulsionado, durante os primeiros oito meses do ano, pelo forte interesse na cobertura do coronavírus.
Nick Hugh, director, executivo do Telegraph Media Group, afirmou que “o ano de 2019 representou mais um período de sucesso do Grupo, ao continuarmos a nossa transformação para um negócio de subscrição. O nosso crescimento substancial e consistente de assinaturas continuou em 2020, com o importante marco de 500 mil assinantes ultrapassado em Maio de 2020".
“Com a receita média por assinante também a aumentar, de acordo com o nosso plano, continuamos no bom caminho para atingirmos um modelo de negócio sustentável e rentável. Isto explica o nosso investimento contínuo em jornalismo de qualidade -- algo que se tornou cada vez mais importante nestes tempos incertos".
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.