À semelhança de outros operadores públicos, a BBC tem funcionado, no Reino Unido, como um regulador da polarização política, recordou Joshua Benton num artigo publicado no “site” do “Nieman Lab”.
De acordo com Joshua Benton, isto deve-se ao facto de a BBC ter sido criada para o bem de todos os cidadãos, enquanto “barreira” contra o totalitarismo e fórum para o debate público.
Até porque, no Reino Unido, tanto cidadãos conservadores como liberais recorrem à informação da BBC, enquanto fonte fiável de informação.
Contudo, o autor considera que o papel “democratizante” da BBC pode estar em risco, agora que começaram a surgir novos “media”, com uma linha editorial assumidamente conservadora, que contratam antigos colaboradores do operador público.
A título de exemplo, Andrew Neil, uma das figuras mais conhecidas da informação britânica, passou a colaborar com o canal GB News.
Ora, de acordo com o autor, contratar personalidades nas quais os cidadãos confiam, serve de mecanismo para transmitir uma doutrina, minando a credibilidade do serviço público de informação.
O jornalista Jean-Michel Salvator assume a direcção do “Parisien”, numa altura em que o título continua a sua transição para o digital. O profissional substitui, assim, Stéphane Albouy.
“É o fim de um ciclo", afirmou Pierre Louette, presidente do Grupo Les Échos-Le Parisien, ao “Figaro”. “Gerir a redacção do ‘Parisien’ é um trabalho duro. Stéphane Albouy liderou, com energia e profissionalismo, o projecto de renovação editorial , que está em curso. Jean-Michel Salvator assumirá o controlo, numa altura em que precisamos de novas estratégias e ideias para o desenvolver".
Agora, Salvator ficará incumbido de conquistar 200 mil subscritores “online”, durante os próximos cinco anos, e realizar cortes orçamentais na ordem dos 10 milhões de euros.
Além disso, o novo director deverá supervisionar o despedimento voluntário de cerca de 40 jornalistas, reforçando, por outro lado, as equipas editoriais de “novas tecnologias”, “ambiente” e “lifestyle”.
O novo responsável do “Parisien” iniciou a sua carreira na rádio, tendo, depois passado pela imprensa escrita e pelo conteúdo “online”.
A Media Capital registou prejuízos de 14,4 milhões de euros no primeiro semestre, com os rendimentos operacionais a caírem 36%, as receitas de televisão (TVI) a diminuírem 34%, e as de rádio e entretenimento a decrescerem 48%.
Contudo, a empresa detentora da TVI perspectiva “a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”, justificando as quebras com os efeitos económicos da pandemia.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital referiu, que “a conjugação de uma retoma, ainda que titubeante, da normalidade da actividade económica, com a melhoria clara das audiências em televisão, digital e a continuação da liderança das rádios do Grupo, bem como a tendência para a normalização da actividade de produção de conteúdos permitem perspectivar a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”.
O director do “Jornal de Notícias”, Domingos de Andrade, passará a acumular estas funções com a de vogal da administração da Global Media. A decisão foi anunciada num “email” distribuído pelos colaboradores do Grupo.
Andrade, que conta com cerca de 30 anos no sector dos “media”, licenciou-se em Jornalismo, com pós-graduação em Sociologia das Organizações, pela Universidade do Minho.
Ao longo da sua carreira, passou por diversas publicações, tanto em Lisboa como no Porto, nas quais exerceu funções de repórter, editor e chefe da redacção. Actualmente, é docente na Universidade Católica e comentador político em vários “media”.
Assumiu a direcção do JN, no qual já era editor-executivo, em Setembro de 2018, quando Afonso Camões passou a director-geral de publicações do Grupo.
A Federação das Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) solicitou à ministra da Educação e Formação Profissional, María Isabel Celáa, o levantamento do veto que impede os jornalistas de ensinar línguas.
A FAPE, que actua como porta-voz da Plataforma de Professores Jornalistas, desencadeou este pedido após María Isabel Celaá ter declarado que a Educação vai tornar os requisitos para o ensino mais flexíveis, "de uma forma excepcional e limitada", no contexto da pandemia.
O presidente da FAPE, Nemesio Rodríguez, enviou, entretanto, uma carta à ministra, na qual suscita esta reclamação, solicitando, ainda, uma entrevista para a informar sobre a situação destes professores, que são, arbitrariamente, impedidos de dar aulas de línguas nas referidas escolas.
A FAPE salientou, da mesma forma, que os profissionais em questão já completaram mestrados em educação.
As “smart TV” estão a tornar-se populares, junto dos portugueses, e são, já, o terceiro dispositivo mais utilizado para o acesso à internet, de acordo com dados do Bareme Internet 2020, realizado pela Marktest.
A “smart TV” surgiu, pela primeira vez, nos dados do Bareme Internet em 2012, com uma utilização de apenas 2%, tendo revelado “crescimentos modestos” até há dois anos. Em 2016, ultrapassou as consolas de jogos, para se tornar na quarta plataforma mais utilizada para aceder à internet, mas continuava a ser referida por apenas 10% dos portugueses. Subiu para os 19% em 2019 e superou, agora, o “tablet”, com 25% contra 22%.
“Entretanto, aumentou a oferta de televisores com acesso a conteúdos ‘online’, com a respectiva descida de preços, tornando este equipamento multimédia cada vez mais acessível. Trata-se de uma substituição tecnológica, a qual continuará a ocorrer nos próximos anos”, pode ler-se no relatório.
O antigo director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, vai deixar as funções no canal, enquanto consultor da produtora Plural, para se dedicar à criação e produção de conteúdos para plataformas de “streaming”, em associação com autores e produtores internacionais.
A mudança ocorre um mês depois de Cristina Ferreira ter assumido a direcção de Entretenimento e Ficção daquele canal.
O profissional vai, também, deixar o Benfica, onde é vice-presidente, administrador da SAD, e actual responsável pela Benfica TV. A notícia foi avançada pelo “Correio da Manhã”, que não apurou as circunstâncias da decisão.
As competições desportivas foram retomadas, nos EUA, depois de meses de confinamento e de eventos cancelados, devido à pandemia.
O jornalismo especializado em desporto voltou, então, a dispor de temas para relatar e tem procurado, acima de tudo, entrar em contacto com os atletas que regressaram, agora, ao activo.
Contudo, de acordo com um artigo de Frank LoMonte publicado no “site” do instituto “Poynter”, os desportistas universitários estão a ser proibidos de estabelecer contacto com a imprensa.
Depois de analisar os regulamentos de programas de atletismo, nas universidade públicas norte-americanas, LoMonte concluiu que a maioria proibia os seus membros de darem entrevista sem a autorização prévia da direcção.
Alguma universidades eram, ainda, mais rígidas com o regulamento, ao desencorajarem os atletas de denunciarem práticas abusivas.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.