Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020

  

CNews cresce em audiência

Breves

Em Outubro, a CNews -- projecto noticioso do Canal + --  alcançou o seu recorde de audiência (1,8%) o que representa um crescimento de 2,5% em apenas um ano.

De acordo com o “Figaro”, estes números foram motivados pela cobertura mediática do coronavírus e pela emissão de programas como “Face à l’info”, que, em 12 meses, triplicou o número de telespectadores.

Da mesma forma, "L'heure des Pros", mostrou, igualmente, um crescimento significativo. O programa da manhã atrai, agora, 347 mil cidadãos, um aumento de 155%, face ao ano passado.


Nova lei europeia para regular concorrência “online”

Mundo Galeria

A Comissão Europeia vai apresentar uma nova Lei dos Serviços Digitais que dará “novas responsabilidades” a plataformas como a Google e o Facebook.A informação foi adiantada pela Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, durante a sua participação num debate “online”, organizado pelo grupo de reflexão European Policy Centre.

De acordo com Vestager, a nova lei comunitária implementará mais responsabilidades no tratamento de conteúdos legais e “produtos perigosos” que “ajudarão os europeus a sentir-se tão seguros 'online' como estão no mundo físico". 

O objectivo passa, também, por garantir que há regulação no mercado das tecnologias digitais e garantir espaço para a concorrência.

Ademais “a Lei dos Serviços Digitais irá melhorar a forma como as autoridades nacionais cooperam, para assegurar que as regras são devidamente aplicadas, em toda a UE”, além de que dará a Bruxelas “poder de intervir, quando necessário, para fazer cumprir as regras”.

O modelo de"streaming" como réplica do "Spotify"

Estudo Galeria

O modelo tradicional dos “media” começou a tornar-se obsoleto, agora que a maioria da população aderiu às plataformas “online” para se manter informada sobre a actualidade.

Isto fez, por um lado, com que a comunicação noticiosa se tornasse instantânea. Por outro, levantou questões quanto à sustentabilidade da imprensa na era digital.

Perante este cenário, a “Press Gazette” tentou apurar se um modelo de “streaming”, seguindo o exemplo do “spotify” -- onde os utilizadores pagam uma taxa mensal, para terem acesso ilimitado a conteúdos -- seria uma alternativa viável para garantir a rentabilidade dos negócios mediáticos.

Para tal, a “Press Gazette” realizou um inquérito junto de 1091 leitores britânicos, para apurar se estes estariam dispostos a pagar dez libras por mês, para terem acesso a uma plataforma deste género.A maioria dos inquiridos (64%) respondeu que não o faria.

Além disso, boa parte dos jornais não se mostra disponível para partilhar os seus conteúdos, em troca de uma taxa residual. 

Ainda assim, há iniciativas semelhantes que têm sido bem-sucedidas.

É o caso do Pressreader, um projecto lançado em 2003, que agora disponibiliza 800 milhões de artigos, de sete mil jornais, todos os meses, aos seus subscritores.


Global Media confirma despedimento de mais jornalistas

Media Galeria

O Grupo Global Media -- detentor de títulos como “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”,O Jogo” e, também, da TSF --  vai avançar com um despedimento colectivo que abrange 81 colaboradores, 17 dos quais são jornalistas. A medida foi justificada com a “evolução negativa do mercado dos ‘media’”.

De acordo com o jornal “Observador”, o despedimento colectivo abrange oito jornalistas do “Diário de Notícias”. Os restantes despedimentos acontecem no JN e no “Jogo”. 

 Em comunicado, a administração do Grupo reiterou que tem “vindo a desenvolver um conjunto de acções de contenção, a todos os níveis, que todavia se têm revelado insuficientes para permitir inverter os desequilíbrios existentes”, pelo que é “indispensável ir mais longe nos objectivos de reestruturação, de modo a ultrapassar os obstáculos de mercado e de conjuntura”.


Promover literacia mediática nas escolas contra conteúdos falsos

Media Galeria

A luta contra a desinformação tem-se estabelecido como um dos principais objectivos dos profissionais dos “media”, já que as “fake news” põem em causa a credibilidade da imprensa e, consequentemente, a saúde das democracias.

Perante este cenário, alguns profissionais passaram a dedicar-se aos “fact-checking” enquanto as redes sociais lançaram iniciativas de desmistificação de conteúdos falsos.

Porém, segundo recordou a jornalista Amy Yee, num artigo do “New York Times”, alguns especialistas consideram que a solução mais eficaz é o ensino .

De acordo com a autora,  tal como as aulas sobre saúde evitam a propagação de certas doenças, os “workshops” sobre desinformação poderiam ajudar a travar a partilha de “fake news” nas redes sociais. Alguns estudos sugerem, mesmo, que este tipo de iniciativa aumenta a “resiliência contra a desinformação”.

Por isso, várias organizações nos Estados Unidos estão a tentar garantir que os governos locais apoiam projectos de literacia mediática nas escolas.


Mudança de panorama nos “media”

Breves

Em 2020, as capas de revista norte-americanas abordaram três vezes mais temas relacionados com a justiça social e racismo do que nos últimos 90 anos, revelou uma análise do Instituto Poynter.

Além disso, o relatório da Poynter apontou que todas as representações de personalidades afro-americanas foram positivas.

De acordo com o co-editor da Love Magazine, Ben Cobb, estas mudanças foram impulsionadas pela pandemia, confinamento social e pelas manifestações nas ruas dos EUA.

Para Cobb este movimento não é, propriamente, revolucionário, mas poderá tornar a percepção dos leitores mais positiva, perante a realidade e vivências da comunidade afro-americana.


Actualização do site interrompida por 24 horas

O Clube



Este site não será actualizado amanhã, dia 3 de Novembro, e poderão ocorrer também algumas dificuldades de acesso, devido a uma intervenção técnica de migração de alojamento.

Contamos que o site esteja normalizado a partir de Quarta-Feira. Esta migração foi considerada útil, atendendo à experiência adquirida na gestão do site desde o seu lançamento.

Entretanto, tem sido muito encorajador o crescimento constante da audiência deste espaço do CPI, criado com o único objectivo de ser um porta-voz das actividades do Clube e fórum de divulgação e de debate de tudo o que de mais relevante vai acontecendo  no campo  mediático, tanto no plano interno como internacional. 

Contamos com todos – jornalistas, gestores de empresas editoriais, estudantes das ciências de comunicação ou outros  estudiosos do jornalismo. 


BBC exige imparcialidade aos jornalistas nas redes sociais

Media Galeria

O novo director-geral da BBC, Tim Davie, publicou, em 29 de Outubro, um novo regulamento para a conduta social, que se destina aos jornalistas daquele operador público.

A partir de agora, os colaboradores da BBC devem manter-se imparciais em qualquer plataforma “online”, como o Twitter, e não poderão participar em manifestações de índole política, ou apoiar, publicamente, qualquer campanha.

O regulamento das redes sociais deve ser respeitado, tanto a título profissional como pessoal. O uso de “emojis” deve, igualmente, ser evitado.

Além disso, as regras explicitam que os colaboradores da BBC não devem criticar, “online”, a conduta de outros profissionais do operador público.

O comportamento dos profissionais será avaliado por um órgão independente. Em caso de incumprimento das regras, os jornalistas da BBC poderão ser obrigados a suspender as suas contas naquelas plataformas. 

A BBC comunicou, ainda, que “as directrizes serão aplicadas de forma menos flexível [aos colaboradores] dos boletins informativos, actualidade, jornalismo factual, pessoal sénior” e a “um número reduzido de apresentadores, com grande visibilidade”.


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O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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Opinião
As eleições americanas, bem como a pandemia provocada pelo  covid-19, têm sido dois poderosos ímanes na  cobertura mediática, e campo fértil para  o exercício do jornalismo, desde o que é   servido com rigor, àquele que obedece  apenas aos cânones  ideológicos de quem escreve. Houve tempo em que se cultivava o sagrado principio da separação da opinião e da...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....