Em Outubro, a CNews -- projecto noticioso do Canal + -- alcançou o seu recorde de audiência (1,8%) o que representa um crescimento de 2,5% em apenas um ano.
De acordo com o “Figaro”, estes números foram motivados pela cobertura mediática do coronavírus e pela emissão de programas como “Face à l’info”, que, em 12 meses, triplicou o número de telespectadores.
Da mesma forma, "L'heure des Pros", mostrou, igualmente, um crescimento significativo. O programa da manhã atrai, agora, 347 mil cidadãos, um aumento de 155%, face ao ano passado.
A Comissão Europeia vai apresentar uma nova Lei dos Serviços Digitais que dará “novas responsabilidades” a plataformas como a Google e o Facebook.A informação foi adiantada pela Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, durante a sua participação num debate “online”, organizado pelo grupo de reflexão European Policy Centre.
De acordo com Vestager, a nova lei comunitária implementará mais responsabilidades no tratamento de conteúdos legais e “produtos perigosos” que “ajudarão os europeus a sentir-se tão seguros 'online' como estão no mundo físico".
O objectivo passa, também, por garantir que há regulação no mercado das tecnologias digitais e garantir espaço para a concorrência.
Ademais “a Lei dos Serviços Digitais irá melhorar a forma como as autoridades nacionais cooperam, para assegurar que as regras são devidamente aplicadas, em toda a UE”, além de que dará a Bruxelas “poder de intervir, quando necessário, para fazer cumprir as regras”.
O modelo tradicional dos “media” começou a tornar-se obsoleto, agora que a maioria da população aderiu às plataformas “online” para se manter informada sobre a actualidade.
Isto fez, por um lado, com que a comunicação noticiosa se tornasse instantânea. Por outro, levantou questões quanto à sustentabilidade da imprensa na era digital.
Perante este cenário, a “Press Gazette” tentou apurar se um modelo de “streaming”, seguindo o exemplo do “spotify” -- onde os utilizadores pagam uma taxa mensal, para terem acesso ilimitado a conteúdos -- seria uma alternativa viável para garantir a rentabilidade dos negócios mediáticos.
Para tal, a “Press Gazette” realizou um inquérito junto de 1091 leitores britânicos, para apurar se estes estariam dispostos a pagar dez libras por mês, para terem acesso a uma plataforma deste género.A maioria dos inquiridos (64%) respondeu que não o faria.
Além disso, boa parte dos jornais não se mostra disponível para partilhar os seus conteúdos, em troca de uma taxa residual.
Ainda assim, há iniciativas semelhantes que têm sido bem-sucedidas.
É o caso do Pressreader, um projecto lançado em 2003, que agora disponibiliza 800 milhões de artigos, de sete mil jornais, todos os meses, aos seus subscritores.
O Grupo Global Media -- detentor de títulos como “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “O Jogo” e, também, da TSF -- vai avançar com um despedimento colectivo que abrange 81 colaboradores, 17 dos quais são jornalistas. A medida foi justificada com a “evolução negativa do mercado dos ‘media’”.
De acordo com o jornal “Observador”, o despedimento colectivo abrange oito jornalistas do “Diário de Notícias”. Os restantes despedimentos acontecem no JN e no “Jogo”.
Em comunicado, a administração do Grupo reiterou que tem “vindo a desenvolver um conjunto de acções de contenção, a todos os níveis, que todavia se têm revelado insuficientes para permitir inverter os desequilíbrios existentes”, pelo que é “indispensável ir mais longe nos objectivos de reestruturação, de modo a ultrapassar os obstáculos de mercado e de conjuntura”.
A luta contra a desinformação tem-se estabelecido como um dos principais objectivos dos profissionais dos “media”, já que as “fake news” põem em causa a credibilidade da imprensa e, consequentemente, a saúde das democracias.
Perante este cenário, alguns profissionais passaram a dedicar-se aos “fact-checking” enquanto as redes sociais lançaram iniciativas de desmistificação de conteúdos falsos.
Porém, segundo recordou a jornalista Amy Yee, num artigo do “New York Times”, alguns especialistas consideram que a solução mais eficaz é o ensino .
De acordo com a autora, tal como as aulas sobre saúde evitam a propagação de certas doenças, os “workshops” sobre desinformação poderiam ajudar a travar a partilha de “fake news” nas redes sociais. Alguns estudos sugerem, mesmo, que este tipo de iniciativa aumenta a “resiliência contra a desinformação”.
Por isso, várias organizações nos Estados Unidos estão a tentar garantir que os governos locais apoiam projectos de literacia mediática nas escolas.
Em 2020, as capas de revista norte-americanas abordaram três vezes mais temas relacionados com a justiça social e racismo do que nos últimos 90 anos, revelou uma análise do Instituto Poynter.
Além disso, o relatório da Poynter apontou que todas as representações de personalidades afro-americanas foram positivas.
De acordo com o co-editor da Love Magazine, Ben Cobb, estas mudanças foram impulsionadas pela pandemia, confinamento social e pelas manifestações nas ruas dos EUA.
Para Cobb este movimento não é, propriamente, revolucionário, mas poderá tornar a percepção dos leitores mais positiva, perante a realidade e vivências da comunidade afro-americana.
Este site não será actualizado amanhã, dia 3 de Novembro, e poderão ocorrer também algumas dificuldades de acesso, devido a uma intervenção técnica de migração de alojamento.
Contamos que o site esteja normalizado a partir de Quarta-Feira. Esta migração foi considerada útil, atendendo à experiência adquirida na gestão do site desde o seu lançamento.
Entretanto, tem sido muito encorajador o crescimento constante da audiência deste espaço do CPI, criado com o único objectivo de ser um porta-voz das actividades do Clube e fórum de divulgação e de debate de tudo o que de mais relevante vai acontecendo no campo mediático, tanto no plano interno como internacional.
Contamos com todos – jornalistas, gestores de empresas editoriais, estudantes das ciências de comunicação ou outros estudiosos do jornalismo.
O novo director-geral da BBC, Tim Davie, publicou, em 29 de Outubro, um novo regulamento para a conduta social, que se destina aos jornalistas daquele operador público.
A partir de agora, os colaboradores da BBC devem manter-se imparciais em qualquer plataforma “online”, como o Twitter, e não poderão participar em manifestações de índole política, ou apoiar, publicamente, qualquer campanha.
O regulamento das redes sociais deve ser respeitado, tanto a título profissional como pessoal. O uso de “emojis” deve, igualmente, ser evitado.
Além disso, as regras explicitam que os colaboradores da BBC não devem criticar, “online”, a conduta de outros profissionais do operador público.
O comportamento dos profissionais será avaliado por um órgão independente. Em caso de incumprimento das regras, os jornalistas da BBC poderão ser obrigados a suspender as suas contas naquelas plataformas.
A BBC comunicou, ainda, que “as directrizes serão aplicadas de forma menos flexível [aos colaboradores] dos boletins informativos, actualidade, jornalismo factual, pessoal sénior” e a “um número reduzido de apresentadores, com grande visibilidade”.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.