A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou a entrada do empresário Marco Galinha, do grupo Bel, na estrutura accionista do Global Media Group, onde passará a deter uma posição de cerca de 40%.
“O Conselho Regulador da ERC não se opõe à operação de concentração notificada, por não se concluir que tal operação coloque em causa os valores do pluralismo e da diversidade de opiniões, cuja tutela incumbe à ERC acautelar”, pode ler-se na deliberação daquele organismo regulador.
Além disso, a ERC considera que o empresário se mostrou conhecedor da responsabilidade nacional que contraiu ao adquirir propriedade do centenário “Diário de Notícias”, quando afirmou, designadamente, em entrevista ao “Público”, que aquele jornal voltaria a circular com periodicidade diária, em suporte de papel.
O regulador relembrou, porém, “a obrigação de submissão à ERC de um pedido de alteração de domínio relativamente aos operadores radiofónicos licenciados”, referindo-se à TSF.
O Grupo Prisa concluiu a venda da totalidade da sua participação na Media Capital, ao alienar os 64,74% que detinha da empresa.
Com esta operação, Mário Ferreira (30,22%) tornou-se o principal investidor da Media Capital, seguido pelo Grupo Triun, de Paulo Gaspar, que detém uma participação de 23%.
Seguem-se-lhe a empresa IBG — International Business Group Portugal — com 16,7%, a Capitais Privados (16,4%) e a Biz Partners (11,9%).
Além disso, a Regimidia, de Tony Carreira, detém, agora, 8,3% da empresa, tal como a Benecar.
Pelo menos 28 jornalistas e quatro colaboradores da imprensa foram mortos desde o início do ano, um número inferior ao de 2019, mas que continua a ser preocupante, anunciaram os Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Em 2019, 49 jornalistas foram mortos em todo o Mundo, o número mais baixo em 16 anos, comparado com a média de 80 mortes registadas, anualmente, nas últimas duas décadas, devido à diminuição de profissionais mortos em conflitos armados, explicaram à época os RSF.
O balanço deste ano volta a ser inferior ao de 2019, devido à crise sanitária, já que “muitos jornalistas não foram para o terreno”, sublinharam, ainda, o RSF.
O secretário-geral, Christophe Deloire, considerou, porém, que o panorama ainda tem contornos preocupantes, “Durante a última década, quase mil jornalistas foram mortos no exercício da profissão, crimes que quase sempre ficam impunes. Muitos destes casos não foram devidamente investigados e os culpados nunca foram responsabilizados”.
Aquele responsável reiterou, igualmente, o pedido ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para criar o cargo de “Representante especial para a segurança dos jornalistas”.
Dias depois da confirmação do despedimento colectivo no Grupo Global Media, o conselho de redacção do “Diário de Notícias” lamentou, em comunicado, que a administração da empresa não tenha conseguido evitar a medida, que reduz a equipa a 20 jornalistas.
O CR salientou, ainda, o “grande valor profissional e humano dos oito jornalistas” que foram dispensados, “bem como dos restantes profissionais, de outras áreas do jornal, afectados por este gravoso despedimento colectivo”.
Perante tal quadro, o conselho de redacção manifestou, igualmente, a sua “preocupação em relação ao futuro do ‘Diário de Notícias’, que, nos últimos três anos, perdeu mais de 30 profissionais.
Continuam a registar-se casos de violência contra profissionais dos “media” no Cazaquistão, onde a jornalista Saniya Toiken foi agredida pelas autoridades policiais, enquanto cobria uma manifestação.
De acordo com os Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Toiken, que colabora com a Radio Azattyk (o serviço cazaque da Radio Free Europe/Radio Liberty), estava a filmar o incidente, quando um grupo policial a abordou.
Entretanto, a jornalista apresentou queixa, acusando os agentes de agressão física, obstrução da actividade jornalística, e abuso de poder com recurso à força.
Perante este incidente, a responsável pelos RSF, Jeanne Cavelier, afirmou que as autoridades devem “respeitar o direito à reportagem, garantindo a protecção dos jornalistas”. “Apoiamos a queixa apresentada pela profissional e apelamos ao governo que promova uma investigação transparente”.
Após 13 anos de circulação, a edição impressa da revista “UP”, distribuída mensalmente a bordo dos aviões da TAP, chegou ao fim. Desde o início da pandemia da covid-19 que a publicação se encontrava suspensa.
Em declarações ao “site” “Meios e Publicidade”, uma fonte oficial da companhia aérea justificou a medida com os efeitos da Covid-19 no turismo. Será, agora, aberto um concurso para a produção da revista em formato digital.
A “Up” chegou a reivindicar uma audiência de 1,7 milhões de leitores por mês. Vencedora de vários prémios de “design”, a publicação foi também distinguida pelos World Travel Awards como a melhor revista de bordo da Europa e do Mundo.
O jornal diário “Le Figaro” ultrapassou o patamar dos 200 mil assinantes digitais, aproximando-se, cada vez mais, do seu objectivo a médio prazo (300 mil subscritores).
De acordo com aquele jornal, a versão digital da publicação tem crescido, de forma constante, desde o seu lançamento, há cinco anos, e registou o maior aumento no número de subscritores com a primeira vaga da pandemia.
Para Bertrand Gié, director de informação do jornal, isto prova que "a crise actual está a amplificar dois fenómenos: o aumento da procura por informação fidedigna e, consequentemente, o número de cidadãos que pretendem subscrever serviços ‘online’”.
Actualmente, o “Figaro” oferece quatro pacotes de subscrição digital.
O mais simples abre o acesso a todos os conteúdos “online”, por 9,90 euros por mês.
Existe, também, uma oferta a 14,90 euros por mês -- incluindo a versão PDF do jornal uma aplicação de jogos e direitos de acesso para três contas -- e outro a 19,90 euros por mês -- dando acesso às versões PDF das publicações do Grupo Figaro, tais como edições especiais de História ou Saúde, bem como newsletters” temáticas”.
Este site está a completar mais um ano de existência, primeiro como porta-voz das actividades do CPI , e, depois, como um dos espaços de referência para quem procura esclarecer-se sobre os temas mais relevantes relacionados com os media e o jornalismo.
A realidade do seu crescimento constante, desde o lançamento, em termos de visitantes e de sessões realizadas, encoraja-nos a não abrandar, apesar das dificuldades que o sector enfrenta, bem espelhadas em despedimentos colectivos praticados por grupos editoriais que já respiraram saúde e nas movimentações de compra e venda de activos.
Nestas condições, manter em carteira projectos com as características que animam o Clube Português de Imprensa é um desafio que precisamos de vencer todos os dias.
O CPI assinala, em breve, o seu 40 º aniversário. É uma efeméride importante para o Clube, fundado por um conjunto invulgar de jornalistas, que o impulsionaram e que fazem parte integrante da História que nos é contemporânea da Imprensa portuguesa.
Voltaremos ao assunto com o relevo que merece.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.