A rede social Instagram celebrou o 10º aniversário, no início de Outubro, e decidiu assinalar a data com o lançamento de novas ferramentas, que têm como objectivo melhorar a experiência do utilizador.
Uma das principais metas estabelecidas pela plataforma, que pertence ao grupo Facebook, é zelar pela saúde mental dos seus utilizadores. Nesse âmbito, o Instagram apresentou duas novidades, que prometem reduzir as interacções negativas, como o assédio ou o “bullying”.
“Uma das áreas em que nos focámos foi [ a do assédio], e aí demos prioridade aos mais jovens, porque [o ‘bullying’] persegue-te para onde quer que vás. Queremos dar poder a quem é alvo destes comportamentos”, esclareceu o director da rede social, Adam Mosseri, numa conferência “online”.
Neste contexto, a “app” já começou a testar uma opção que esconde, automaticamente, comentários negativos.
Além disso, o Instagram vai permitir que os utilizadores restrinjam a acção de alguns seguidores, no seu perfil.
A SIC vai lançar, em Novembro, o OPTO SIC, um serviço de “streaming”, que incluirá conteúdos exclusivos de personalidades como César Mourão, Ricardo Araújo Pereira, Bruno Nogueira e Ljubomir Stanisic.
Em comunicado, o Grupo Impresa (detentor do canal), destacou, ainda o lançamento das séries “A Generala” e “O Clube “ bem como de um “magazine” informativo com Clara de Sousa.
“Hoje damos mais um passo nesse caminho, através do lançamento de uma nova plataforma que revolucionará o panorama dos ‘media’ em Portugal e, mais importante, constituirá uma nova forma do nosso público poder aceder aos melhores conteúdos audiovisuais portugueses”, garantiu Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo.
A “OPTO SIC terá duas versões: uma versão gratuita (...) e uma versão ‘premium’, à qual se acrescenta (...) conteúdos exclusivos e a possibilidade de ver episódios de novelas que passam na antena na SIC 24h antes da sua emissão, ‘catchup’ de 30 dias SIC generalista e dois noticiários diários com a possibilidade de escolher entre a duração de 10, 15 ou 20 minutos”, pode ler-se no comunicado.
O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) condenou o facto de não ter sido transmitida, na TV Zimbo, a rubrica “Direto ao Ponto” do jornalista e economista angolano, Carlos Rosado de Carvalho.
De acordo com o SJA, a Comissão de Gestão terá travado a intervenção, porque abordava as suspeitas de enriquecimento ilícito do chefe do Gabinete do Presidente da República de Angola.
Em declarações à Lusa, o jornalista disse não ter dúvidas de que se tratou de um acto de censura.
No final de Julho, a TV Zimbo, a Rádio Mais e o jornal “O País” foram entregues ao Estado, no âmbito do processo de recuperação de activos criados com fundos públicos, segundo a Procuradoria-Geral da República.
Para o Sindicato, o acto da Comissão de Gestão da TV Zimbo, “contraria manifestamente a promessa do ministro das Telecomunicações e Comunicação Social de manter inalterável a linha editorial da TV Zimbo e outros órgãos transferidos para a esfera do Estado”.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) reuniu-se para denunciar violações ao direito à informação no Brasil, bem como os seus efeitos sobre populações historicamente vulneráveis.
No decorrer da audiência, a comissão começou por responsabilizar o governo brasileiro, uma vez que partiram do próprio poder executivo as decisões que provocaram um “apagão” de dados sobre a covid-19 no país.
Foi ainda abordada a desigualdade no acesso à internet no território brasileiro, como um dos factores que agravam as condições de vida dos grupos populacionais já referido , deixando-os ainda mais expostos à crise sanitária, económica e social que o mundo atravessa.
As organizações quiseram, igualmente, reforçar o pedido de visita da Relatoria para a Liberdade de Expressão da CIDH ao país.
A empresa de tecnologia Facebook passou a “etiquetar” as páginas de “media” controladas por governos. A medida foi anunciada em Outubro do ano passado, e começou, agora, a ser implementada na rede social Instagram (que pertence ao mesmo Grupo).
"O Instagram define 'meios de comunicação social controlados pelo Estado' como aqueles que podem estar, parcial ou totalmente, sob o controlo editorial do seu governo, com base na nossa própria investigação e avaliação em relação a um conjunto de critérios desenvolvidos para o efeito", pode ler-se na página na empresa "Aplicamos um padrão de transparência mais elevado a estas contas, porque acreditamos que combinam a influência de uma organização noticiosa com o apoio de um Estado".
Algumas das páginas “etiquetadas” são controladas pelo Kremlin e os seus conteúdos dirigem-se a jovens eleitores.
Para já, esta funcionalidade só se encontra disponível para utilizadores norte-americanos.
O “Diário de Notícias” (DN) poderá voltar a ter uma edição impressa diária, anunciou o empresário Marco Galinha, em entrevista ao jornal “Público”. Assim, o DN recuperará o modelo “perdido” em Junho de 2018, altura em que a circulação passou a ser semanal.
“O ‘Diário de Notícias’ tem que passar a diário em papel novamente — um diário semanal não faz sentido —, Com mais foco no digital e menos no papel, mas o papel nunca vai acabar”, afirmou o empresário.
Marco Galinha revelou, igualmente, ter planos para o jornal desportivo “O Jogo”, que passará a ter uma “versão Porto e outra Lisboa”.
O empresário, que finalizará, em breve, a aquisição de 40% do Grupo Global Media, anunciou, igualmente, que já tem em vista o aumento das suas participações para um controlo maioritário (de 51%) da empresa.
Além disso, Marco Galinha garantiu que redução de custos e os 120 despedimentos previstos não incidirão, maioritariamente, em jornalistas: “O plano que eu conheço não é de redução de jornalistas”. Até porque, no futuro, o empresário pretende contratar mais jovens jornalistas, como forma de investir na qualidade das publicações do Grupo.
O “Correio da Manhã” e a CMTV avançaram com uma queixa-crime contra Mário Ferreira. Em causa está a queixa, do accionista da Media Capital, enviada à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), na qual afirmou ser alvo de “ataques” por parte das publicações do Grupo Cofina.
O processo foi anunciado através de um editorial publicado pelo “Correio da Manhã”.
“Na sequência de notícias sobre a mudança de poder em curso na Media Capital, Mário Ferreira apresentou uma queixa na ERC contra a Cofina. A direcção do Correio da Manhã e da CMTV mandatou os seus advogados para avançarem com queixa-crime por difamação contra o empresário e seus aliados, que o secundaram, por considerarmos esse acto um ataque à nossa dignidade profissional”, pode ler-se no editorial.
O Grupo assegurou, também, que continuará a publicar artigos sobre o empresário. “Sobre a mudança de poder em curso continuaremos a investigar o currículo, em alguns casos o cadastro, dos investidores, e tentar saber a origem do dinheiro. E continuaremos a escrutinar o papel das autoridades reguladoras no processo”.
Alguns jornalistas do desportivo “A Bola” ainda não receberam o subsídio de férias, denunciou o Sindicato dos Jornalistas, num comunicado.
De acordo com o SJ, a situação é mais grave para os “jornalistas integrados no novo processo de ‘lay-off’, que teve início a meio do mês de Agosto, o que deixa alguns trabalhadores com quebra de rendimento há mais de seis meses, já que a maioria foi, igualmente, integrada, no ‘lay-off’ simplificado (...) que terminou a 31 de julho”.
Além disso, ressalvou o comunicado do SJ, os colaboradores em causa não receberam uma justificação plausível.
Perante este incidente, o SJ considera que a Sociedade Vicra Desportiva e a Vicra Comunicações (proprietárias do jornal “A Bola”, da Autofoco e de A Bola TV) devem ter em consideração “que este atraso no pagamento do subsídio de férias (...) motiva situações verdadeiramente aflitivas para alguns jornalistas. E configura, também, uma situação de desigualdade entre trabalhadores, já que alguns receberam o subsídio antes do mês de Março e outros negociaram com a empresa o pagamento em duodécimos”.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.