O jornal digital “eldiario.es” conquistou, no último semestre, mais 10 mil assinaturas, graças a artigos de investigação, sobre figuras políticas espanholas.
Em Março, o jornal “online” iniciou a publicação de uma série investigativa, sobre o alegado “tratamento favorável” da presidente da Comunidade de Madrid, Cristina Cifuentes, durante a realização de um mestrado.
Durante vários dias, a publicação digital desmantelou as justificações apresentadas por Cifuentes, que acabou por demitir-se, um mês após a publicação da primeira reportagem exclusiva.
Um mês depois, "elDiario.es" publicou uma outra reportagem, desta vez sobre Pablo Casado, presidente do Partido Popular. De acordo com a investigação, aquele responsável não tinha realizado uma "pós-graduação de Harvard", como afirmava no seu currículo, mas um “workshop” de quatro horas numa cidade perto de Madrid.
A publicação deu origem a uma investigação aprofundada sobre os estudos de Casado, encontrando ligações entre um curso de mestrado realizado pelo político na Universidade Rey Juan Carlos e o de Cristina Cifuentes.
O responsável pelo Youtube UK,Ben McOwen Wilson, defendeu que aquela plataforma é mais representativa da “Inglaterra moderna” do que os serviços de televisão.
De acordo com Wilson, a televisão inglesa continua a focar-se num estilo de vida cosmopolita e elitista, que reflecte o dia-a-dia no centro de Londres.
Por outro lado, o YouTube oferece uma grande diversidade de conteúdos, que respondem aos interesses de utilizadores das mais variadas regiões, etnias e culturas.
Além disso, Wilson acredita que há formatos que são exclusivos desta plataforma e que não podem ser encontrados em qualquer outro serviço de “media”.
Agora, a empresa de tecnologia poderá estar próxima de concorrer com a popularidade da BBC, já que a maioria dos jovens ingleses, entre os 16 e os 34 anos, consome, diariamente, cerca de 46 minutos, de programas no YouTube.
O jornal “Público” conquistou todos os lugares do “podium”, na categoria “Imprensa Nacional”, da segunda edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, promovido pela EAPN-Portugal/Rede Europeia Antipobreza.
O primeiro lugar foi atribuído à reportagem “Portugal desconhece quantas pessoas vivem em pobreza energética”, da autoria de Ana Brito e fotografia de Adriano Miranda.
A jornalista Mariana Correia Pinto e o fotojornalista Paulo Pimenta, com a reportagem “Paulo M. não é sem-abrigo de Natal mas de todas as estações do ano”, ocuparam o segundo lugar.
Já a reportagem “A pobreza passou dos mais velhos para jovens e crianças”, com texto de Raquel Martins e fotografia de Manuel Roberto, recebeu a medalha de Bronze.
Na categoria de “Imprensa Regional" o primeiro lugar foi ocupado por “Teatro das Figuras”, publicado no jornal “Barlavento”, de Faro.
A medalha de prata foi para “Frigorífico solidário combate a pobreza envergonhada”, do “Diário de Aveiro”.
O terceiro lugar foi atribuído à reportagem “Nosso Bairro, Nossa Cidade: a união faz a força entre os moradores”, do jornal “O Setubalense”.
A jornalista Caroline Monnot vai assumir funções de editora-executiva
no jornal “Le Monde”, em Janeiro do próximo ano, substituindo Luc Bronner, que desempenhava o cargo desde Julho de 2015.
Bronner tinha vindo a expressar, desde há alguns meses, a intenção de se afastar do cargo, para se dedicar ao trabalho jornalístico e à realização de reportagens.
"Após alguns anos no comando, mal posso esperar para voltar ao ‘stress’ de um repórter, que parte sem saber o que vai encontrar, as conversas com pessoas que não são jornalistas, as noites sem dormir, com café e escrita, o entusiasmo, muito particular, da investigação e da informação exclusiva...", justificou Bonner numa mensagem interna.
Em comunicado, o director do diário, Jérôme Fenoglio, não quis deixar de elogiar o trabalho do responsável demissionário. “Bronner foi um grande director da nossa redacção. Através das suas ideias e intuições, das suas exigências editoriais, do seu talento e do seu sentido de inovação, ele foi crucial para o sucesso e influência do nosso título nos últimos anos, sendo ao mesmo tempo um dos maiores defensores da sua independência. »
O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social angolana, Manuel Homem, negou a existência de censura nos “media” privados confiscados pelo Estado.
“Eu não sei do que é que estamos a falar, nós ainda não assistimos a nada relacionado com censura nos órgãos públicos ou privados, portanto esta é uma matéria que tem sido desenvolvida de forma intencional, para prejudicar todo um trabalho de reforma do Executivo, nos ‘media’”, afirmou o ministro, em declarações à agência Lusa.
Manuel Homem falava aos jornalistas, em Luanda, no final da cerimónia de lançamento da Plataforma do Ensino a Distância do Instituto de Telecomunicações de Luanda (ITEL) e de uma biblioteca virtual. Sem especificar quem, de “forma intencional”, tenta manchar as acções em curso no sector que dirige, o ministro referiu, apenas, que o assunto vem da “parte de quem tem estado a criar esses factos”.
Entretanto, o jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho foi impedido de entrar numa estação de televisão angolana, Palanca TV, depois de ter sido proibido de abordar um caso de corrupção na TV Zimbo.
Em entrevista à Lusa, o jornalista afirmou ter sido avisado pela produção do programa de que “já não poderia participar”.
A Rainha Isabel II publicou uma mensagem de apoio à imprensa britânica, considerando que os “media” de confiança desempenham um papel essencial para a garantia do bem-estar de todos os cidadãos.
Numa carta enviada à News Media Association -- a organização que representa a maioria das publicações naquele país -- a monarca referiu que “a pandemia demonstrou, mais uma vez, a importância do serviço público prestado por todos os ‘media’.
"Os esforços dos ‘media’ para apoiar as comunidades, em todo o Reino Unido, durante a pandemia têm sido inestimáveis -- pode ler-se na missiva --, seja através da angariação de fundos, ou da criação de uma linha de vida para os idosos e outros segmentos vulneráveis”.
A declaração foi emitida no dia do lançamento da campanha “Journalism Matters”, que tem o objectivo de recolher apoios junto dos consumidores de informação e do governo.
O jornal tablóide "Daily Mirror" está a ser acusado de utilizar métodos ilícitos para a obtenção de informações, sobre juízes, pertencentes à Justiça britânica.
De acordo com a acusação, os jornalistas do “Daily Mirror” terão recorrido aos serviços de detectives privados, de forma a “conseguirem dados sobre qualquer pessoa que quisessem incluir na sua agenda noticiosa”.
Este processo enquadra-se numa série de outras queixas, apresentadas contra a publicação, no contexto de “phone hacking”.
O grande número de casos envolvidos no litígio significa que os relatórios foram divididos em parcelas separadas. Até agora, foram apresentadas 68 reclamações, das quais 18 dessas "elegíveis" a serem ouvidas em Tribunal. Entre as reivindicações pendentes estão os casos apresentados pela família Real britânica.
O advogado David Sherborne, que representa vários requerentes, revelou que o “Mirror” tinha sido forçado a divulgar outros dados, não publicados, que resultaram da investigação dos detectives contratados.
A Google está prestes a estabelecer um acordo com a “Alliance Française de La Presse D'information Générale (APIG)”, sobre a questão "direitos conexos", respeitante a receitas publicitárias.
O CEO da Google France, Sébastien Missoffe, saudou "os progressos, registados nos últimos meses, ao abrigo da lei francesa”, e garantiu querer “apoiar o jornalismo e assegurar que todos os cidadãos tenham acesso contínuo a conteúdos de qualidade".
Recorde-se que a Google e a imprensa francesa depararam-se com um impasse quanto à aplicação da legislação europeia, conhecida como "direitos conexos", que deveria assegurar a remuneração de publicações, cujos artigos são agregados no serviço Google News.
Até agora, a Google recusou-se a pagar o montante estabelecido, e os editores de imprensa acusaram a empresa tecnológica de violar a lei francesa.
O anúncio da Google surge, agora, na véspera de uma importante decisão do Tribunal de Recurso de Paris, que deve avaliar a conduta da Autoridade da Concorrência, quanto à exigência do pagamento.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.