O Grupo Global Media anunciou a reestruturação da área comercial, justificando a medida com a necessidade “reorientar e agilizar a organização das suas equipas comerciais”, com o objectivo de “dar aos anunciantes uma resposta mais rápida e eficiente às suas necessidades”.
As mudanças surgem na sequência da saída Luís Ferreira, que ocupou, nos últimos dez anos, a direcção-geral comercial da Global Media e anunciou, no final do último mês, que iria deixar a empresa.
Na nova estrutura, a área comercial fica distribuída por seis profissionais: Frederico Almeida Dias (Direcção Comercial Agências), Pedro Fernandes (Direcção Comercial Directos Sul), Vítor Cunha (Direcção Comercial Agências e Directos Norte), Miguel Simões (Direcção Comercial TSF), Luís Barradas (Direcção Comercial Projectos, Activações e Conteúdos) e Carlos Rebocho (Coordenação Comercial Classificados).
Recorde-se que o Grupo -- que detém títulos como “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias” e “O Jogo” -- está em processo de mudança da estrutura accionista.
À medida que a data das eleições presidenciais norte-americanas se aproxima, os utilizadores das redes ficam mais propensos a entrar em contacto com desinformação sobre os candidatos.
Como tal, o Instituto Poynter desenvolveu um guia com sete ferramentas, para que os eleitores consigam detectar, mais facilmente, “fake news”, e ignorar o seu conteúdo.
Em primeiro lugar, o Instituto Poynter considera essencial que os utilizadores da Internet se informem, devidamente, sobre o processo eleitoral. Desta forma, conseguirão descartar, mais facilmente, qualquer informação falaciosa. Para tal, os cidadãos devem dar prioridade a “fontes primárias”, como os “sites” oficiais “Vote.org”, ou, o “USA.gov”.
Além disso, os autores do artigo recomendam que os eleitores consultem guias certificados sobre a campanha dos candidatos. Estes documentos podem ser encontrados nas páginas “BallotPedia” ou “Congress.gov”, que contém, igualmente, informações sobre a carreira política de Joe Biden e Donald Trump.
Em terceiro lugar, o Instituto sugere que os leitores não confiem em declarações sobre fraude eleitoral, já que alguns estudos sustentam que este tipo de incidente é bastante incomum.
Nos últimos meses, os “media” norte-americanos têm sido monopolizados por notícias sobre as eleições presidenciais, agendadas para o início de Novembro.
Estes artigos incluem as campanhas dos candidatos, a veracidade (ou não) dos seus discursos e, ainda, a análise das intenções de voto. Contudo, a notícia mais importante será aquela que anunciará o vencedor e a Associated Press (AP) está incumbida de a divulgar.
De acordo com Sally Buzbee, editora executiva da AP, a agência já tem um plano delineado, para que acima de tudo, a cobertura do dia das eleições seja a mais isenta e exacta possível.
Como nos EUA o processo eleitoral é descentralizado, a AP destacou equipas de jornalistas para cada um dos 50 Estados, que deverão acompanhar a contagem dos votos e relatá-las em primeira mão.
Mas, acima de tudo, a AP quer certificar-se de que anuncia, com exactidão, o vencedor das eleições, ainda que isso signifique apresentar os resultados um dia depois.
O Ofcom -- entidade reguladora dos “media” britânicos -- criticou, publicamente, o programa “Newsnight” da BBC, pela divulgação de imagens da morte da jornalista irlandesa Lyra Mckee.
Naquele programa, foram partilhadas filmagens de telemóvel, que mostravam a profissional deitada, no meio da multidão, com os sapatos visíveis.
Perante este acontecimento, a irmã da jornalista, Nichola Corner, apresentou uma queixa ao Ofcom, considerando que a privacidade de Mckee tinha sido violada pelo operador público.
De acordo com o Ofcom, este acto constituiu “uma grave intrusão no direito à privacidade da jornalista”. “Apesar de os ferimentos não terem sido partilhados, as imagens eram de natureza sensível, porque mostravam os momentos finais de alguém que estava a morrer”, acrescentou aquela entidade em comunicado.
Lyra McKee morreu alvejada, em 19 de Abril de 2019, na zona de Creggan de Londonderry, quando cobria uma “troca de tiros”. O crime foi reivindicado pelo Novo IRA.
As estações de rádio “online” têm sido fundamentais para manter a população informada sobre a pandemia. Isto verifica-se, especialmente, na rádio, que desenvolvem a sua programação consoante os interesses de uma determinada comunidade.
É o caso na Rádio Portuguesa UK, recentemente criada em Londres, cujo trabalho foi elogiado pelo embaixador de Portugal no Reino Unido, Manuel Lobo Antunes.
“É uma iniciativa excelente. É muito importante porque liga os portugueses. É uma referência cultural para aqueles que aqui vivem. Os portugueses sentem-se acompanhados, ouvem a sua música, ouvem debates sobre problemas que são importantes para eles”, disse o diplomata, em entrevista à Lusa.
Segundo um dos fundadores, João Carlos Faneca, a rádio tem, actualmente, cerca de 20 mil ouvintes diários. Mas, em algumas emissões, partilhadas nas redes sociais, a Rádio Portuguesa UK pode chegar a uma audiência de 100 mil pessoas.
O empresário Mário Ferreira poderá ter de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre 5% das acções da Media Capital, já que a CMVM considera ter havido, entre a Pluris (de Mário Ferreira) e a Prisa, o “exercício concertado de influência” sobre a empresa.
Em causa está o acordo sobre direitos de preferência na venda de acções da empresa espanhola, anunciado por Mário Ferreira aquando da comunicação da compra de cerca de 30% das acções da Media Capital.
“No referido projecto de indeferimento, a CMVM conclui, preliminarmente,(...) que os acordos celebrados entre a Vertix/Prisa e a Pluris/Mário Ferreira (...) configuram o exercício concertado de influência sobre a Media Capital”, anunciou o regulador.
Caso passe a definitiva, a decisão implicará que Mário Ferreira tenha de avançar, obrigatoriamente, para uma oferta pública sobre as posições accionistas da empresa, que ainda não são detidas pela Pluris e Prisa (cerca de 5%).
Neste momento, a Prisa detém 64% da Media Capital, tendo acordo para a venda de toda esta participação a vários investidores. Mário Ferreira é dono de 30%.
Devido à pandemia, e às recomendações de distanciamento social, os “media” têm vindo a cancelar eventos ou a adaptá-los a plataformas “online”.
Estas mudanças resultaram na diminuição da audiência nas iniciativas de algumas publicações, mas o mesmo não se verificou com a revista “New Yorker”, que vendeu mais de 20 mil bilhetes, para o New Yorker Festival.
Isto porque, além de o preço dos bilhetes ter diminuído, entre 60% e 70%, os organizadores do evento apostaram no factor de “exclusividade”.
Ou seja, para as 17 conferências, que decorreram entre 5 e 11 de Outubro, a “New Yorker” convidou personalidades bem conhecidas do público, como os actores Kevin Hart, Maya Rudolph e Jerry Seinfeld.
Os "Workshops para promover a leitura de imprensa nas escolas" -- uma iniciativa da Associação de Imprensa de Madrid (APM) e da Fundação "la Caixa", -- receberam o Prémio Nacional de Promoção da Leitura 2020, juntamente com a revista cultural "El Ciervo".
Estes “workshops” são realizados desde 2009, com o objectivo de promover o consumo responsável e crítico dos “media”, enfatizando, entre os jovens, a importância da leitura em geral, tanto em termos de quantidade como de qualidade.
Ao longo dos últimos 11 anos, esta iniciativa chegou a 72 centros educativos e ajudou 20 mil jovens a desenvolverem hábitos mais conscientes, no seu consumo mediático.
De acordo com a organização do prémio, estas aulas destacam-se pelo seu papel no combate à desinformação.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.