O Spotify poderá anunciar, nos próximos meses, a comercialização de pacotes de subscrição de “podcasts”, anunciou o analista de “media” Andrew Wallenstein através das redes sociais.
De acordo com os dados revelados por Wallenstein, estão a ser estudados dois modelos de assinatura, que variam entre os três e os oito dólares, e que suprimiriam os conteúdos publicitários.
Contudo, Joshua Benton, do “Nieman Lab”, considera que este modelo poderá ser mal recebido pelos utilizadores da plataforma.
O Spotify foi pioneiro nos modelos de subscrição para o consumo de música. Porém,há muito que esta indústria se estabeleceu como um negócio. O mercado estava, assim, preparado para este tipo de iniciativa.
O mesmo não acontece com os “podcasts”, que sempre foram gratuitos. Perante esta realidade, Joshua Benton reitera que de forma a ser bem sucedido, o Spotify teria que, em primeira instância, construir uma base sólida de fãs.
Isto porque, o HBO, por exemplo, só conseguiu estabelecer-se enquanto um serviço de “streaming”, quando os seus conteúdos se tornaram indispensáveis na vida de alguns telespectadores. A título de exemplo, entre 2011 e 2019, muitos cidadãos subscreveram este serviço, de forma a serem os primeiros a ver o mais recente episódio de “Game of Thrones”.
As autoridades sul-sudanesas continuam a coartar a liberdade de imprensa, através de acções de intimidação e da detenção de jornalistas independentes.
De acordo com o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), em Setembro, dois jornalistas, Jackson Ochaya e Zechariah Makuach Maror, foram tomados sob custódia judicial, com este último a ser sentenciado a um ano de prisão.
A detenção de Ochaya estará relacionada com a publicação de reportagens sobre a oposição e política do país. Maror, por outro lado, reitera que foi condenado por ter defendido, publicamente, a independência do trabalho jornalístico.
“O Sudão do Sul continua a ser um dos países mais hostis à actividade jornalística, com as constantes ameaças aos profissionais dos ‘media’ a demonstrarem que o governo não está disposto a melhorar este quadro”, denunciou Ângela Quintal, coordenadora do CPJ.
O “New York Times” alcançou o patamar dos 7 milhões de subscritores digitais, aproximando-se, a “ passos largos”, do seu objectivo para 2025 (os 10 milhões). De acordo com o jornalista Edmund Lee, este crescimento foi impulsionado pela cobertura noticiosa das eleições presidenciais norte-americanas.
O jornal nova-iorquino tem vindo a apostar nas subscrições “online” desde 2011, como forma de tornar o seu modelo de negócio sustentável, face à entrada dos “media” na era digital.
Agora, nove anos depois da implementação da estratégia, as receitas digitais são superiores àquelas registadas na circulação em papel.
No terceiro trimestre de 2020, os lucros operacionais da edição digital cresceram 28%, relativamente ao período fiscal anterior, alcançando os 56,5 milhões de euros.
Contudo, esta tendência pode revelar-se prejudicial para o “NYT”, já que o negócio digital foi o único a registar crescimento. As subscrições em formato tradicional diminuíram 3% e as receitas publicitárias caíram em 12%.
Na semana das eleições presidenciais, os cidadãos norte-americanos pesquisaram duas vezes mais “sites” noticiosos do que serviços de “streaming”, como o Netflix. A situação só normalizou no dia 7 de Novembro, após o primeiro discurso do Presidente eleito, Joe Biden.
De acordo com uma análise do jornal “Figaro”, os serviços digitais mais procurados foram o CNN e a Fox, que emitiram coberturas especiais da contagem dos votos. Da mesma forma, o “New York Times” registou, entre 3 e 7 de Novembro, 120 milhões de “visitas”.
O interesse pelos resultados eleitorais não foi, porém, exclusivo dos Estados Unidos. Na Grã-Bretanha, a cobertura mediática do “Guardian” conquistou 53 milhões de leitores, no decorrer da semana e, em França, o “Figaro” contou com 13 milhões de visitantes, em apenas um dia.
O Governo espanhol criou um mecanismo para combater a "desinformação", coordenado por uma Comissão Permanente, incumbida de estabelecer diferentes graus de resposta, em
em função da procedência das notícias falsas ou enganosas.
O plano permitirá, se considerado necessário, conduzir campanhas públicas de comunicação, lideradas pela Secretaria de Estado da Comunicação, a fim de conter a desinformação detectada.
Esta nova medida foi, entretanto, criticada por diferentes figuras políticas e organizações noticiosas, por considerarem que a lei poderá conduzir à censura dos “media”.
A título de exemplo, a APM -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- reiterou que os critérios de combate às “fake news” não deveriam ser estabelecidas pelo governo, mas pela imprensa independente, cujo principal objectivo é “lutar pela verdade”.
“A APM sempre defendeu que a melhor lei de imprensa é aquela que não existe, ou seja, a regulamentação excessiva é uma perda de liberdade”, pode ler-se numa nota publicada no “site” da associação.
A polícia metropolitana escocesa apresentou um pedido de desculpas à Sociedade de Editores (SoE, na sigla inglesa), depois de ter restringido a cobertura noticiosa de uma manifestação anti-confinamento, face à evolução do coronavírus naquele país.
De acordo com os SoE, as autoridades policiais dirigiram-se aos jornalistas, advertindo-os de que necessitavam de uma licença especial para estarem no local, já que não eram considerados “profissionais essenciais”.
Perante este incidente, a SoE pediu “clarificação urgente”, referindo que os cidadãos merecem ser informados sobre os desenvolvimentos da crise pandémica.
“No pior dos casos, a acção policial desrespeitou os princípios da liberdade de imprensa. É assustador que as autoridades tenham justificado a restrição aos jornalistas com a ilegalidade da manifestação”, referiu o director executivo dos SoE, Ian Murray.
Entretanto, as autoridades apresentaram um pedido de desculpas por qualquer “confusão ou dificuldade” impostas na cobertura, referindo que reconhecem a importância do jornalismo.
O canal de desporto ESPN, pertencente ao Grupo Disney, anunciou o despedimento colectivo de 300 colaboradores, agora que a empresa quer focar-se no seu serviço de “streaming”.
Em comunicado, o CEO do ESPN, Jimmy Pitaro, referiu que, de forma a cumprir os novos objectivos do Grupo, serão, posteriormente, contratados 200 novos profissionais.
O ESPN revelou, igualmente, que não irá renovar o contrato com alguns dos seus apresentadores.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considerou que o seu desempenho económico-financeiro teria sido “largamente” positivo em 2019, caso tivesse recebido, “como está previsto legalmente”, uma receita de dois milhões de euros das Finanças.
“O facto de a ERC apresentar resultados líquidos negativos de 359.460,37 euros não significa que tenha valores em dívida, para além dos prazos considerados habituais nas relações comerciais, para com quaisquer entidades ou pessoas”, referiu o regulador dos “media”.
“Se tal receita [das Finanças] tivesse sido recebida, seguramente a ‘performance’ económico-financeira da ERC, em 2019, seria largamente positiva”, acrescentou.
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O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
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