A era digital veio descredibilizar o jornalismo, já que facilitou a propagação de informações falsas, que põem em causa o trabalho dos profissionais dos “media” e, consequentemente, a saúde das democracias.
Assim, tornou-se essencial que os jornalistas assumam um maior compromisso com a informação fidedigna, como forma de travar as “teorias da conspiração”, alimentadas pela desconfiança nas instituições, considerou a jornalista Santamaria N. Silveira num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Até porque, actualmente, a verdade já não é consensual, por se dividir entre correntes de opiniões paralelas, que se focam na promoção de confrontos.
Desta forma, a motivação das “fake news” não é apenas trocar a verdade pelo falso, mas, intencionalmente, distorcer e descontextualizar os factos por motivações política e ideológicas.
Perante este quadro, a autora considera que os jornalistas devem seguir a premissa defendida pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht: “Quem, hoje em dia, quiser combater a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de vencer, pelo menos, cinco obstáculos”.
A pandemia fez com que as receitas publicitárias diminuíssem em todo o Mundo, e a França não foi excepção. De acordo com um estudo da France Pub, este ano, as receitas do sector caíram 22%, relativamente ao período homólogo ( uma perda de 7 milhões de euros).
"O ano registou um bom começo, mas a queda foi abissal em Março-Abril, durante o primeiro confinamento", explicou Xavier Guillon, director-geral do France Pub. “A recuperação teve bons progressos em Maio, mas, desde o início do Outono, os níveis de investimento permaneceram 20% aquém dos de 2019".
Os “media” tradicionais foram os principais afectados por este panorama, com os meios de comunicação digitais a registarem uma quebra menos significativa (cerca de 9%).
O empresário Mário Ferreira vai tornar-se o novo presidente do conselho de administração (CA) da Media Capital, de acordo com a proposta para os novos órgãos sociais, que será votada em assembleia geral no dia 24 de novembro. O dono da Douro Azul, que passou a ser accionista maioritário da empresa, substituirá, assim, Manuel Alves Monteiro.
O vice-presidente será Paulo Francisco Gaspar, do Grupo Lusiaves, detentor de 23% da Media Capital.A proposta inclui, também, sete vogais, entre os quais a apresentadora e accionista Cristina Ferreira.
O Conselho de Administração contará, ainda, com Miguel Osório Araújo, antigo quadro da Modelo Continente que, até Julho, era presidente executivo da rede de hipermercados que Isabel dos Santos lançou em Angola, a Contidis.
A rede social Twitter está a desenvolver novas ferramentas para desacelerar a partilha de desinformação.
De acordo com a engenheira Jane Manchun Wong, citada pelo “site” “Techcruch”, a plataforma está a escrever linhas de código, para travar as interacções com informações consideradas falsas.
Ou seja, os utilizadores serão alertados sempre que tentarem “gostar” de um conteúdo de desinformação.
Esta medida não conseguirá travar a disseminação de “fake news”, mas poderá reduzir a rapidez com que chega aos cidadãos.
O Twitter confirmou o desenvolvimento desta nova funcionalidade, mas ainda não revelou a data do seu lançamento.
“ O nosso objectivo é contextualizar os cidadãos, através de informação credível” -- afirmou um porta-voz do Twitter, em declarações ao “Techcrunch” -- “Trata-se de um processo interactivo, que continuará a ser desenvolvido”.
As Filipinas continuam a ser um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo, onde os profissionais dos “media” são mortos por publicarem reportagens sobre corrupção, ou outros temas relacionados com a acção do governo.
Recentemente, o jornalista Virgil Maganes, de 62 anos, foi assassinado junto à sua residência, depois de ter sobrevivido a uma outra tentativa de homicídio.
Registaram-se, assim, 18 assassinatos de profissionais dos “media”, desde a eleição, em 2016, do Presidente Rodrigo Duterte.
De acordo com a União Nacional de Jornalistas Filipinos ( NUJP, na sigla inglesa), estes actos de violência demonstram que a liberdade de imprensa no país continua a ser violada.
Segundo relatórios publicados pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), as Filipinas ilibam a maioria dos crimes cometidos contra repórteres e outros colaboradores da comunicação social.
Morreu, aos 83 anos, o jornalista e escritor, Artur Portela, vítima de pneumonia e infecção com covid-19.
Artur Portela nasceu em 1937 numa família de escritores e jornalistas; herdou o nome do pai, e assinava Artur Portela Filho. Formou-se em História e, no decorrer da sua carreira, fundou e dirigiu alguns jornais, como o “Jornal Novo” e o semanário “Opção” , tendo passado pelas redacções do “Diário de Lisboa”, da “Capital”, TSF e, ainda, da RTP.
Na década de 1990, integrou a Alta Autoridade para a Comunicação Social, antecessora da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
Enquanto escritor, Artur Portela Filho publicou vários volumes de crónicas, sobre actualidade política e social, alguns deles durante o período do Estado Novo, como a “Feira das Vaidades" e "A funda".
Destacam-se, ainda, algumas obras de ficção da sua autoria, como "Marçalazar: Romance" (1977), "Três lágrimas paralelas" (1987), "As noivas de São Bento" (2005) e "A guerra da meseta" (2009) .
Admirador da obra de Eça de Queirós, Artur Portela Filho chegou a adaptar para teatro a obra "A Capital", publicou o estudo "Eça é que é Eça" e assinou várias crónicas, recuperando a personagem Conde de Abranhos.
O jornalismo local tem sido uma ferramenta crucial para a protecção de todos os cidadãos, face à pandemia de covid-19.
Assim, no Brasil, algumas associações têm-se dedicado a fazer a cobertura noticiosa das comunidades tradicionais, que incluem “povos indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais,etc.”, recordaram Lara Ramos Monteiro Silva, Leda Gitahy, e Taísa Tavares Baldassa, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo indicaram as autoras, estas iniciativas podem ser divididas em duas principais categorias: a notificação e a informação.
A notificação consiste na contabilização dos novos casos de contágio nestas comunidades, bem como dos óbitos. Assim, os cidadãos que integram estes grupos, podem manter-se contextualizados quanto às zonas mais afectadas pela doença.
A cobertura mediática do coronavírus poderá ter consequências permanentes na saúde psicológica dos profissionais dos “media”, revelou um estudo do Centro Internacional de Jornalismo e do Centro Tow para o Jornalismo Digital da Universidade de Columbia.
Os responsáveis pelo relatório realizaram um inquérito junto de 1406 repórteres --que cobriram os acontecimentos relacionados com a crise pandémica -- de forma a apurarem os principais efeitos desta incumbência na vida dos profissionais.
Cerca de 70% dos jornalistas afirmou que o principal efeito negativo se relaciona com a deterioração da sua saúde mental e bem-estar emocional. Da mesma forma, o estudo apurou que a pandemia prejudicou a situação financeira de mais de metade dos jornalistas inquiridos.
Os jornalistas referiram, igualmente, a partilha de “fake news”, como um dos principais obstáculos ao exercício da profissão. Neste contexto, os profissionais consideraram que os governos são a principal fonte de desinformação.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.