A revista francesa de moda “Madame Figaro” celebrou o 40º aniversário com o lançamento de uma edição de coleccionador.
Nas 32 páginas do suplemento especial incluem-se a lista das 20 mulheres do ano, uma entrevista exclusiva com a cineasta Sofia Coppola, conversas com jovens personalidades e textos sobre filmes lançados na década de 1980.
Esta edição está, igualmente, disponível em formato de vídeo. Nos conteúdos de “palavra por palavra”, celebridades, que chegaram à capa da revista nas últimas décadas, comentam as declarações que fizeram nessa época.
Já a pasta “Transformação” disponibiliza vídeos em 360º, para uma experiência imersiva.
A maioria dos cidadãos espanhóis, com deficiência intelectual, não tem interesse em ler conteúdos informativos, por considerá-los “demasiado complexos” , concluiu o estudo “Acceso a la Información y a los Medios de Comunicación en Personas con Discapacidad Intelectual”, da associação A La Par.
De acordo com aquele relatório -- cujas conclusões foram apresentadas numa conferência promovida pelaFederação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- cerca de 75% dos inquiridos disseram que as suas necessidades não eram atendidas pelos “media”.
Quando estes cidadãos consultam os “media”, procuram satisfazer cinco necessidades básicas : “alimentar” os seus “hobbies”; facilitar a tomada de decisões; construir uma imagem do mundo; tomar uma posição moral; e manter relações sociais com o seu meio envolvente.
A sua exposição ao conteúdo informativo não é negligenciável nem anedótica, mas estes cidadãos manifestam uma evidente dificuldade na percepção dos acontecimentos actuais.
É importante ressalvar que um maior consumo não conduz a uma maior compreensão dos artigos, e que a lacuna se prende com duas causas: uma falta de interesse racional pelo conteúdo, e certas limitações cognitivas.
As restrições à liberdade de imprensa continuam a intensificar-se na Tanzânia, onde o regulador dos “media” tem sancionado operadores privados, que emitem conteúdos sem autorização prévia, denunciou um relatório do Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).
No final de Agosto, a Cloud TV e a Cloud FM foram obrigadas a alterar a sua programação, depois de divulgarem a nomeação de candidatos parlamentares às eleições de 28 de Agosto, sem consultar o órgão regulador.
Além disso, o canal de televisão e a emissora de rádio tiveram que incluir, na “grelha” de programas, um pedido de desculpas ao Governo.
De acordo com o CPJ, este tipo de sanções está a tornar-se cada vez mais comum na Tanzânia. Por medo de represálias, os jornalistas começaram a auto-censurar o seu conteúdo e alguns recusam cobrir temas relacionados com política.
Os profissionais tanzanianos garantem, igualmente, que a aplicação das sanções é totalmente arbitrária.
Ademais, a programação estrangeira passou a ser proibida, e os operadores só estão autorizados a emitir conteúdos de produção interna.
As instalações do jornal indiano “Kashmir Times”, da região de Caxemira, foram evacuadas por autoridades policiais, que restringiram, posteriormente, o acesso ao edifício, impedindo a edição da versão impressa.
De acordo com a editora-executiva, Anuradha Bhasin, este incidente tratou-se de uma retaliação contra o “relato da realidade”.
Bhasin foi, igualmente, expulsa do seu apartamento, que lhe tinha sido atribuído, em 2000, pelo governo de Caxemira.“Quando cheguei ao meu apartamento, as fechaduras tinham sido trocadas e havia novos inquilinos, que ficaram na posse dos meus pertences e de documentos importantes, que ainda não me foram devolvidos”, disse aquela responsável, em entrevista aos Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Aquela jornalista acredita estar a sofrer represálias por defender a liberdade de imprensa nas regiões de Caxemira e Jammu, que perderam o estatuto de autonomia em 2019.
Até então, o “Kashmir Times”, -- um das publicações mais antigas daquela região -- era considerado um dos jornais com maior influência na região e admirado por profissionais do sector pela sua independência.
Com a pandemia, a realidade de cada indivíduo passou a cingir-se a alguns quarteirões e os cidadãos começaram a prestar mais atenção à realidade das suas imediações, considerou o empresário David Plotz, num texto publicado no “site” “Medium”.
Da mesma forma, Plotz acredita que a crise pandémica fez com que os cidadãos norte-americanos passassem a valorizar os incidentes comunitários, que condicionam, directamente, o seu dia-a-dia.
Perante este quadro, o empresário decidiu lançar o City Cast, uma rede norte-americana de “podcasts” locais.
De acordo com o seu fundador, os programas daquela rede irão aliar informação pertinente, com entrevistas a personalidades locais, que serão convidadas a dar o seu parecer sobre a comunidade na qual estão inseridas.
O Departamento da Justiça dos Estados Unidos acusou a Google de deter um monopólio ilegal de motores de pesquisa e publicidade na internet. O processo, que deu entrada no Tribunal Federal de Washington D.C, é já considerado o maior desafio legal colocado a uma empresa tecnológica
Entre as acusações, estão contratos e acordos de negócios exclusivos que bloqueiam, alegadamente, a competição no sector.
A Google já se defendeu, entretanto, da acusação: “A acção do Departamento de Justiça (...) é profundamente defeituosa. Os cidadãos utilizam o nosso motor de pesquisa porque querem, não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas”, afirmou um porta-voz da Google .
De acordo com o “New York Times”, este processo é mais um passo na luta contra os “gigantes da tecnologia”, como é o caso da Google, Amazon, Facebook e Apple, que têm sido criticadas por diversas personalidades políticas, tanto do Partido Republicano como do Democrata.
O “Guardian” escreveu, por sua vez, que este processo marca uma reviravolta impressionante no ecossistema de Sillicon Valley, que costuma evitar entrar em conflito com Washington.
Os agregadores de notícias tornaram-se uma tendência popular no sector dos “media”, por reunirem, numa única plataforma, milhares de artigos, que podem ser filtrados consoante os interesses de cada utilizador.
Contudo, os “publishers” nem sempre se mostram disponíveis para colocar os seus artigos nestas “apps” gratuitas, por considerarem que não seria benéfico. Isto aconteceu tanto em pequenos empreendimentos, como em iniciativas de “gigantes tecnológicas”, como a Apple.
Independentemente de milhões de utilizadores recorrerem à Apple News para se manterem informados, esta “app” oferece poucas garantias aos jornais associados, por restringir alguns tipos de publicidade.
Assim, títulos como o “New York Times” e o “Washington Post” recusaram fazer parte do projecto. Outras publicações, como o “Guardian” e o “Daily Mail” não disponibilizam os seus artigos para a versão UK, já que conseguiram estabelecer-se no mercado britânico.
Perante esta realidade, alguns especialistas em “media” consideram que o modelo de negócio da Apple será descredibilizado, dentro de um ou dois anos.
Com o aparecimento da pandemia, surgiram novas e melhores oportunidades para publicações de jornalismo satírico, que registaram, no início da crise, um aumento na sua audiência.
É esse o caso do jornal britânico “Daily Mash”, que registou, em Março um pico de audiência.
Em entrevista à “Press Gazette”, o editor-executivo da publicação, Tom Whiteley, justificou o acontecimento com o facto de os cidadãos desejarem “ler sobre algo que reflecte a sua experiência pessoal e que lhes oferece alguma orientação, perante uma contexto confuso e assustador”.
Contudo, pouco tempo depois, o tráfego voltou ao normal,com os leitores a mostrarem-se descontentes perante o grande volume de artigos relacionados com a Covid-19.
Isto não significa, porém, que a publicação satírica esteja em risco.
Lançado em 2007, o jornal costuma ser, especialmente, popular, em período de eleições, durante os quais satiriza as declarações de candidatos ou situações caricatas, como a visita de Donald Trump à família real britânica.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.