O “Diário de Notícias” (DN) vai voltar a circular com periodicidade diária, a partir de 29 de Dezembro, revelou, em comunicado, o Conselho de Redacção.
A decisão foi anunciada na reunião dos membros eleitos para o Conselho de Redacção, onde se formalizou, igualmente, a nomeação de Rosália Amorim como nova directora do jornal centenário.
Nessa reunião, Rosália Amorim “citou a intenção já expressa pelo novo accionista maioritário do Grupo Global Media, Marco Galinha, de ver o “Diário de Notícias” regressar às bancas como jornal diário no dia 29 de Dezembro, assinalando, assim, a data do seu [156º] aniversário”.
A nova directora declarou, ainda, que a versão diária irá apostar “em três áreas editoriais fortes – política, economia e um jornalismo local focado nos grandes concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”.
A ITV -- rede de televisão no Reino Unido, que concorre com a BBC pela liderança de audiências -- espera recuperar algumas das receitas publicitárias na época natalícia. De acordo com a empresa, os resultados dos últimos três meses deste ano, deverão, mesmo, ultrapassar os registados em 2019.
Estas projecções contrariam as expectativas dos analistas de “media”, que contavam com uma quebra de 5% no último trimestre do ano.
A rede de televisão atribuiu os bons resultados a “reality shows”, que deverão contar com patrocínios de produtos “topo de gama”. Além disso, algumas marcas estão a apostar em campanhas publicitárias, para aumentarem o volume de vendas, durante o período de “compras de Natal”.
Até porque os anunciantes acreditam que a audiência da ITV venha a registar um ligeiro crescimento, nas noites de Outono, quando a maior parte dos cidadãos fica em casa, em frente à televisão.
Um grupo de associações de jornalistas e editores francesas opôs-se, publicamente, à promulgação do artigo 24, da nova proposta de lei, na Assembleia Nacional.
Numa carta aberta, disponível para consulta no jornal “Le Monde”, as publicações afirmaram que o artigo -- que visa criminalizar a divulgação de imagens de agentes de autoridade, segundo determinados critérios -- poderá condicionar a liberdade de imprensa no país.
Até porque, caso a proposta seja aprovada, seria criado um novo delito, punível com um ano de prisão e uma multa de 45 mil euros.
Além disso, a promulgação deste artigo poderia intensificar o nível de violência praticado pelos agentes de autoridade contra jornalistas.
Os signatários argumentaram, ainda, que estas imagens já se revelaram úteis na resolução de processos judiciais, contra agentes de autoridade.
“Nós, como sociedades de jornalistas e editores, apelamos aos parlamentares para que não esqueçam os direitos democráticos essenciais”, pode ler-se na missiva.
Os profissionais de “media” espanhóis expressaram, recentemente, a sua preocupação face às restrições impostas pelo governo, no acesso a dados oficiais.
Num comunicado, várias associações de imprensa -- entre as quais a APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- consideraram que a pandemia não deve servir de pretexto para condicionar o direito de informar e de ser informado.
“Têm surgido situações em que os jornalistas são, claramente, impedidos de relatar situações incómodas para os seus protagonistas Estes incidentes são, por norma, justificados com medidas de segurança sanitária”, pode ler-se no documento
“Pelo contrário, quando essas mesmas instituições, ou organizações, estão interessadas em comunicar algo, não têm qualquer problema em pedir a comparência dos profissionais dos ‘media’”.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou a Turquia pela prisão preventiva de dez jornalistas da publicação “Cumhuriyet”.
Os profissionais em causa foram acusados de divulgar propaganda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ou do FETÖ, da rede do pregador Fethullah Gülen, acusado, também, por Ancara, de ter instigado o golpe de Estado falhado em 2016.
No seu acórdão, o Tribunal sustentou que, “a prisão preventiva imposta aos requerentes no âmbito do processo penal instaurado contra estes (…) constitui uma ingerência no exercício do seu direito à liberdade de expressão”. A sua detenção e a prisão preventiva “basearam-se em mera suspeita e não em razões plausíveis”, sublinhou a instituição.
O TEDH observou, ainda, que “as intervenções pelas quais os requerentes foram, criminalmente, responsabilizados fizeram parte de debates públicos sobre factos e acontecimentos já conhecidos” .
O TEDH destacou, ainda, que os dados divulgados não continham “qualquer indicação sobre uma possível vontade dos requerentes de contribuir para os objetivos ilegais das organizações terroristas, nomeadamente o recurso à violência e ao terror para fins políticos”.
A utilização dos serviços “on demand” continua a aumentar em Espanha.
De acordo com um estudo doPanel de Hogares CNMC, realizado entre Maio e Junho deste ano, cerca de 49% dos agregados familiares com acesso à internet subscreve, pelo menos, uma plataforma de “streaming”.
Verifica-se, assim, um crescimento de dois pontos percentuais, face ao período homólogo do ano passado.
O México é considerado um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo. As agressões partem, não só, de grupos criminosos, mas, igualmente, de agentes de autoridades, que procuram restringir a cobertura de determinados eventos.
A título de exemplo, recentemente, vários profissionais apresentaram queixas a organizações de defesa de jornalismo, por terem sido agredidos em manifestações contra a violência doméstica.
De acordo com relatórios do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), os agentes policiais não fazem distinção entre os manifestantes e os colaboradores dos “media”, mesmo que estes últimos estejam devidamente credenciados.
Em declarações ao CPJ, a jornalista “freelancer”, Lizbeth Hernández, referiu que os principais alvos das agressões são mulheres, que filmam ou fotografam os eventos.
Segundo indicou aquela profissional, este tipo de incidentes ocorrem mesmo que as manifestações sejam pacíficas.
O jornalista russo Aleksandr Pichugin poderá ser condenado pela “divulgação pública de informação falsa, que constitui uma ameaça para a segurança dos cidadãos”, denunciou o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).
Em causa está um texto satírico publicado, a 12 de Abril, na rede social Telegram, no qual o jornalista criticou a Igreja Ortodoxa, por não seguir as directivas de segurança relativas ao novo coronavírus.
Caso seja considerado culpado, Pichugin deverá cumprir dois anos e meio de pena suspensa.
No decorrer do julgamento, os representantes do jornalista argumentaram que a “desinformação” apresentada era, apenas, uma metáfora, pelo que o profissional não terá cometido nenhum delito.
Perante este quadro, o CPJ apelou às autoridades russas que retirassem as queixas contra o jornalista, que “deve exercer as suas funções em liberdade”.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.