Segunda-feira, 24 de Fevereiro, 2020

  

Pequim endurece e expulsa jornalistas do “Wall Street Journal”...

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O governo chinês, que continua a reprimir a liberdade de imprensa,  expulsou, recentemente, três jornalistas do “Wall Street Journal”, devido a um artigo de opinião sobre a China. O texto em causa, “ A China é o Verdadeiro Doente da Ásia”, é uma reflexão sobre o impacto do surto de coronavírus na economia do país. Nenhum dos jornalistas visados teve qualquer envolvimento no artigo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, assegurou, numa conferência de imprensa, que a manchete tinha intenções racistas. De acordo com o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China, o governo não expulsava jornalistas credenciados desde 1998.

Numa declaração pública, a equipa editorial do “Wall Street Journal” disse estar "profundamente decepcionada" com a decisão, e garantiu que a equipa jornalística nunca interfere com a publicação dos artigos de opinião.


... E os EUA desconfiam das empresas mediáticas chinesas

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Os Estados Unidos tencionam tratar os cinco grandes Grupos de “media” chineses como extensões do governo de Pequim, exigindo que  cumpram as regras que regem as embaixadas e os consulados estrangeiros.

Um alto funcionário do Departamento de Estado norte-americano confirmou que a China Global Television Network, China Radio International, China Daily e People's Daily serão designados como "missões estrangeiras", com efeito imediato.

A mudança na designação significa que essas empresas precisarão da aprovação do governo americano para comprar ou alugar espaço de escritório e terão que registar mudanças de pessoal, incluindo novas contratações e despedimentos. 

O funcionário justificou o passo, afirmando que os Grupos são propriedade do governo em Pequim e “parte integrante da máquina de propaganda da República Popular da China".

Governo espanhol demite presidente da EFE

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O governo espanhol destituiu Fernando Garea do cargo de presidente da agência EFE, segundo informações adiantadas pelo“El País”.  A decisão foi justificada com a necessidade de renovação dos recursos humanos nas empresas públicas.

Garea, que tomou posse em Julho de 2018, após a chegada de Pedro Sánchez à Moncloa, enviou uma carta aos trabalhadores da agência, a comunicar a decisão do executivo. Na missiva de despedida, Garea enfatizou que "a EFE é propriedade da sociedade como um todo" e que  "uma agência noticiosa pública não é uma agência noticiosa do governo, nem mesmo uma agência oficial".

Garea destacou, também, o apoio que recebeu de todos os partidos políticos, enquanto presidente da agência: "Em 2018 pedi apoio expresso de todos os partidos para a minha nomeação e consegui-o. Meses depois, consegui que todos assinassem um documento, comprometendo-se a promover a eleição parlamentar dos presidentes da EFE”.


“Amazon” cresce no “streaming”

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A Amazon ultrapassou a Netflix e tornou-se a plataforma de “streaming” com o crescimento mais rápido, no Reino Unido. O sucesso da Amazon prende-se com a aposta em conteúdos desportivos, destacando-se a transmissão, em directo, de jogos da “Premier League”.

A popularidade da Amazon deve-se, ainda, à disponibilização de séries de sucesso, como “Jack Ryan,” “The Marvellous Mrs Maisel” e “The Grand Tour”.


Cofina prepara operação de compra da Media Capital

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A Cofina prepara a aquisição da Media Capital. Para se financiar, a empresa, que detém o “Correio da Manhã” e a CMTV, vai fazer um aumento de capital na ordem dos 85 milhões de euros, aberto a actuais e a novos accionistas, entre os quais Mário Ferreira, empresário da Douro Azul.  Ferreira deverá tornar-se o segundo maior accionista do Grupo, ao investir 20 milhões, segundo o jornal “Expresso”.

A operação requer, no entanto, ainda mais investimento, que deverá ser conseguido através de um financiamento junto do Banco Santander Totta e do Société Générale

Ainda assim, faltará refinanciar as dívidas dos dois Grupos. No final de Setembro, os empréstimos obtidos pela Cofina ascendiam a 52 milhões, enquanto os da Media Capital estavam se aproximavam dos 75 milhões.


Novas funcionalidades implementadas pela Movistar+

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A operadora espanhola Movistar continua a trabalhar para melhorar a sua plataforma de televisão e para a consolidar enquanto líder na Europa, ao oferecer aos seus clientes uma experiência única no mercado. A Movistar + é já uma referência em Espanha, graças a tecnologia de ponta e a funcionalidades ergonómicas e intuitivas. Os mais de quatro milhões de famílias que subscrevem o serviço da operadora têm acesso a gravações automáticas e “on demand”, bem com às funcionalidades “See from the Start” e “ Live Control”. Os assinantes têm, ainda, a possibilidade de ver dois programas ao mesmo tempo, em ecrã dividido, o que é, particularmente, popular entre aqueles que acompanham campeonatos desportivos. Além disso, os utilizadores podem, agora, interagir com o serviço de televisão através de um comando de voz, que facilita acções como a sintonização de canais ou a procura de programas.

"Spotify" muda de figura e concorre com a "Apple"...

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O Spotify tem reunido esforços para se tornar a principal plataforma de “podcasts”, e ultrapassar a Apple. Para o efeito, a empresa sueca tornou os “podcasts” mais centrais no interior da aplicação e assinou acordos exclusivos com empresas de produção, num investimento na ordem dos 400 milhões de dólares.

Um estudo da rede alemã de “podcasts”, zebra-audio.net, mostra que as apostas do Spotify estão, de facto, a surtir efeito. De acordo com os dados da investigação, em Janeiro de 2019, os “podcasts” da Apple representavam 45% de todos os episódios transmitidos  na Alemanha. O Spotify estava bem atrás, com uma taxa de 20%. Em Dezembro, porém, a pontuação das plataformas aproximou-se; a Apple ficou-se pelos 36%, e o Spotify chegou aos 34%.

Segundo especialistas, o sucesso da plataforma prende-se com o facto desta apostar na visibilidade dos “podcasts”, ao recomendar programas que vão ao encontro dos interesses dos seus subscritores.


Agência desenvolve “ecossistema” para jornalismo sustentável

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À medida que os jornais diários e semanais locais diminuem, as redacções americanas, vão encontrando novas formas de trabalhar em conjunto. A sobrevivência do jornalismo depende, em grande parte, da colaboração entre os repórteres, que partilham a informação, deixando os egos de lado. 

Foi a pensar no actual panorama informativo que a agência AP -- Associated Press, desenvolveu a StoryShare, um “ecossistema” sustentável, no qual as peças podem “viver” e prosperar. Criada com o apoio da Google News Initiative, a StoryShare facilita a divulgação de notícias, entre os jornais nova iorquinos.  Os participantes, que são clientes da agência, partilham o trabalho que querem, quando querem. Até agora, mais de 200 histórias, de 24 publicações,  já se tornaram domínio da ferramenta.


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O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...