Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020

  

“Madame Figaro” faz 40 anos e celebra com edição especial

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A revista francesa de moda “Madame Figaro” celebrou o 40º aniversário com o lançamento de uma edição de coleccionador.

Nas 32 páginas do suplemento especial incluem-se a lista das 20 mulheres do ano, uma entrevista exclusiva com a cineasta Sofia Coppola, conversas com jovens personalidades e textos sobre filmes lançados na década de 1980.

Esta edição está, igualmente, disponível em formato de vídeo. Nos conteúdos de “palavra por palavra”, celebridades, que chegaram à capa da revista nas últimas décadas, comentam as declarações que fizeram nessa época.

Já a pasta “Transformação” disponibiliza vídeos em 360º, para uma experiência imersiva.


APM volta a instituir prémios de jornalismo

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A Associação de Imprensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- anunciou a 82ª edição dos Prémios APM de jornalismo.

Tal como aconteceu em edições anteriores, serão atribuídos galardões em quatro categorias: Prémio APM de Honra; Prémio APM de Melhor jornalista do ano; Prémio APM de Jovem Jornalista do ano; e Prémio APM de Jornalista especializado em Madrid.

Esta edição corresponderá a uma entrega conjunta, dos anos de 2019 e 2020, pelo que três das quatro categorias terão dois vencedores.

O prémio de Honra será atribuído a um único jornalista, já que este galardão pretende destacar todo um percurso profissional, e não um artigo em concreto.


Estudo de "media" espanhol sobre leitores com limitações intelectuais

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A maioria dos cidadãos espanhóis, com deficiência intelectual, não tem interesse em ler conteúdos informativos, por considerá-los “demasiado complexos” , concluiu o estudo “Acceso a la Información y a los Medios de Comunicación en Personas con Discapacidad Intelectual”, da associação A La Par.

De acordo com aquele relatório -- cujas conclusões foram apresentadas numa conferência promovida pelaFederação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- cerca de 75% dos inquiridos disseram que as suas necessidades não eram atendidas pelos “media”.

Quando estes cidadãos consultam os “media”, procuram satisfazer cinco necessidades básicas : “alimentar” os seus “hobbies”; facilitar a tomada de decisões; construir uma imagem do mundo; tomar uma posição moral;  e manter relações sociais com o seu meio envolvente.

A sua exposição ao conteúdo informativo não é negligenciável nem anedótica, mas estes cidadãos manifestam uma evidente dificuldade na percepção dos acontecimentos actuais. 

 É importante ressalvar que um maior consumo não conduz a uma maior compreensão dos artigos, e que a lacuna se prende com duas causas: uma falta de interesse racional pelo conteúdo, e certas limitações cognitivas.


"Media" privados na Tanzânia alvo de censura...

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As restrições à liberdade de imprensa continuam a intensificar-se na Tanzânia, onde o regulador dos “media” tem sancionado operadores privados, que emitem conteúdos sem autorização prévia, denunciou um relatório do Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).

No final de Agosto, a Cloud TV e a Cloud FM foram obrigadas a alterar a sua programação, depois de divulgarem a nomeação de candidatos parlamentares às eleições de 28 de Agosto, sem consultar o órgão regulador.

Além disso, o canal de televisão e a emissora de rádio tiveram que incluir, na “grelha” de programas, um pedido de desculpas ao Governo.

De acordo com o CPJ, este tipo de sanções está a tornar-se cada vez mais comum na Tanzânia. Por medo de represálias, os jornalistas começaram a auto-censurar o seu conteúdo e alguns recusam cobrir temas relacionados com política.

Os profissionais tanzanianos garantem, igualmente, que a aplicação das sanções é totalmente arbitrária.

Ademais, a programação estrangeira passou a ser proibida, e os operadores só estão autorizados a emitir conteúdos de produção interna.


... E "Kashmir Times" perseguido pelo governo local

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As instalações do jornal indiano “Kashmir Times”, da região de Caxemira, foram evacuadas por autoridades policiais, que restringiram, posteriormente, o acesso ao edifício, impedindo a edição da versão impressa.

De acordo com a editora-executiva, Anuradha Bhasin, este incidente tratou-se de uma retaliação contra o “relato da realidade”.

Bhasin foi, igualmente, expulsa do seu apartamento, que lhe tinha sido atribuído, em 2000, pelo governo de Caxemira.“Quando cheguei ao meu apartamento, as fechaduras tinham sido trocadas e havia novos inquilinos, que ficaram na posse dos meus pertences e de documentos importantes, que ainda não me foram devolvidos”, disse aquela responsável, em entrevista aos Repórteres sem Fronteiras (RSF). 

Aquela jornalista acredita estar a sofrer represálias por defender a liberdade de imprensa nas regiões de Caxemira e Jammu, que perderam o estatuto de autonomia em 2019.

Até então, o “Kashmir Times”, -- um das publicações mais antigas daquela região -- era considerado um dos jornais com maior influência na região e admirado por profissionais do sector pela sua independência.

Rede de "podcast" locais para contrariar "desertos noticiosos"...

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Com a pandemia, a realidade de cada indivíduo passou a cingir-se a alguns quarteirões e os cidadãos começaram a prestar mais atenção à realidade das suas imediações, considerou o empresário David Plotz, num texto publicado no “site” “Medium”.

Da mesma forma, Plotz acredita que a crise pandémica fez com que os cidadãos norte-americanos passassem a valorizar os incidentes comunitários, que condicionam, directamente, o seu dia-a-dia.

Perante este quadro, o empresário decidiu lançar o City Cast, uma rede norte-americana de “podcasts” locais.

De acordo com o seu fundador, os programas daquela rede irão aliar informação pertinente, com entrevistas a personalidades locais, que serão convidadas a dar o seu parecer sobre a comunidade na qual estão inseridas.


A Google acusada de monopólio ilegal pela Justiça dos EUA

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O Departamento da Justiça dos Estados Unidos acusou a Google de deter um monopólio ilegal de motores de pesquisa e publicidade na internet. O processo, que deu entrada no Tribunal Federal de Washington D.C, é já considerado o maior desafio legal colocado a uma empresa tecnológica

Entre as acusações, estão contratos e acordos de negócios exclusivos que bloqueiam, alegadamente, a competição no sector. 

A Google já se defendeu, entretanto, da acusação: “A acção do Departamento de Justiça (...) é profundamente defeituosa. Os cidadãos utilizam o nosso motor de pesquisa porque querem, não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas”, afirmou um porta-voz da Google .

De acordo com o “New York Times”, este processo é mais um passo na luta contra os “gigantes da tecnologia”, como é o caso da Google, Amazon, Facebook e Apple, que têm sido criticadas por diversas personalidades políticas, tanto do Partido Republicano como do Democrata. 

O “Guardian” escreveu, por sua vez, que este processo marca uma reviravolta impressionante no ecossistema de Sillicon Valley, que costuma evitar entrar em conflito com Washington.


Apple News poderá ser modelo de negócio de curto prazo

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Os agregadores de notícias tornaram-se uma tendência popular no sector dos “media”, por reunirem, numa única plataforma, milhares de artigos, que podem ser filtrados consoante os interesses de cada utilizador.

Contudo, os “publishers” nem sempre se mostram disponíveis para colocar os seus artigos nestas “apps” gratuitas, por considerarem que não seria benéfico. Isto aconteceu tanto em pequenos empreendimentos, como em iniciativas de “gigantes tecnológicas”, como a Apple.

Independentemente de milhões de utilizadores recorrerem à Apple News para se manterem informados, esta “app” oferece poucas garantias aos jornais associados, por restringir alguns tipos de publicidade.

Assim, títulos como o “New York Times” e o “Washington Post” recusaram fazer parte do projecto. Outras publicações, como o “Guardian” e o “Daily Mail” não disponibilizam os seus artigos para a versão UK, já que conseguiram estabelecer-se no mercado britânico.

Perante esta realidade, alguns especialistas em “media” consideram que o modelo de negócio da Apple será descredibilizado, dentro de um ou dois anos.

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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....