null, 7 de Março, 2021

  

BBC reforça aposta em conteúdos juvenis no canal três

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O canal BBC Three voltará a ser emitido em sinal aberto, cinco anos após ter sido “retirado do ar”.

De acordo com o operador britânico, a decisão de disponibilizar este canal a partir de Janeiro de 2022 prende-se com a estratégia comercial da empresa, que quer voltar a captar audiências jovens.

Assim, a programação deste canal -- cujos conteúdos são direccionados a adolescentes e jovens adultos -- irá incluir algumas séries reconhecidas como “Killing Eve”, “Normal People” ou “Fleabag”, disponíveis em plataformas de “streaming” internacionais.

Recorde-se que, em 2016, a BBC considerou que a BBC Three deveria passar a funcionar, exclusivamente, “online”.

Isto porque, à época, um estudo britânico revelou que os jovens passavam mais tempo a assistir a televisão “online”, do que no “formato tradicional”.

Além disso, a BBC esperava que esta decisão fosse benéfica a nível financeiro.

Anos mais tarde, o operador público chegou à conclusão de que esta medida não havia surtido os efeitos desejados e que tinha passado a mensagem errada aos seus consumidores.

"Le Monde" volta a promover festival de jornalismo

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Tudo indica que o Festival Internacional de Jornalismo, promovido pelo Grupo Le Monde, irá decorrer ainda este Verão, na localidade de Couthures-sur-Garonne.

Isto porque, em Fevereiro, o ministério da Cultura francês autorizou a realização de festivais e concertos ao ar livre, desde que a audiência não seja superior a cinco mil espectadores.

Assim, os entusiastas do jornalismo estão confiantes de que, entre 9 e 11 de Julho, poderão assistir a palestras sobre os “media”.

De acordo com o Grupo Le Monde, a quinta edição do Festival irá focar-se nos efeitos da pandemia, e contará, igualmente, com conferências sobre diversidade informativa, teorias da conspiração, e a importância da ciência no jornalismo.

O Festival contará, ainda, com a presença da redacção do jornal "P’tite", que irá colaborar com as crianças presentes para publicar três edições especiais daquele título.

Os adolescentes ficarão, por sua vez, responsáveis pela actualização das redes sociais.

Fundador do Twitter compra plataforma musical

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O fundador da rede social Twitter, Jack Dorsey, tornou-se accionista maioritário da plataforma de música Tidal, numa operação de 300 milhões.

Até agora, a Tidal tinha o “rapper” Shawn Carter como seu principal investidor.

Em comunicado, aquele músico, mais conhecido por Jay-Z, garantiu, contudo, que a Tidal continuará a ser uma “plataforma que apoia artistas em todos os momentos das suas carreiras”.

“Os artistas merecem ter acesso a ferramentas que os ajudem no seu caminho criativo. Eu e o Jack Dorsey tivemos diversos debates sobre as possibilidades da Tidal, o que me tornou ainda mais confiante sobre o futuro”.

Além disso, o músico norte-americano reforçou que esta parceria servirá, sobretudo, para encontrar novas fórmulas de apoiar outros profissionais do sector.

“As novas ideias encontram-se quando fazemos parcerias, e nós acreditamos que existe uma união interessante entre a música e a economia”.
Criada em 2014, a Tidal é uma plataforma norueguesa de “streaming”, conhecida por oferecer música de alta fidelidade e vídeos em alta definição.

 

Rádio Observador com duas frequências em Lisboa

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A Rádio Observador vai ter uma segunda frequência na região de Lisboa, passando a emitir no concelho da Amadora nos 93.7 FM.
Em declarações para o “site” da “Meios e Publicidade”, Miguel Pinheiro, director executivo do ''Observador”, confirmou que o jornal “online” está nos “preparativos finais” para passar a emitir nesta frequência.
“A nossa estimativa é que possa acontecer daqui a cerca de duas semanas. Em conjunto com a antena do Seixal, vamos conseguir reforçar a cobertura das zonas norte e central de Lisboa”, disse.
A nova frequência da rádio Observador corresponde à Fi FM, pertencente ao operador Rádio Mais, que se junta, assim, à da antiga Rádio Baía, licenciada para o concelho do Seixal (98,7 FM).
Lançada em Junho de 2019, a rádio Observador chega, igualmente, aos distritos do Porto, Braga e Aveiro, através das frequências 98.4 e 88.1, que emitem, respectivamente, a partir de Vila do Conde e de São João da Madeira.

“Público” celebra aniversário com vários eventos "online"

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O “Público” assinala o seu 31.º aniversário com o Festival P.

O evento “online” arranca a 5 de Março, com conferências de Marcelo Rebelo de Sousa, D. Manuel Clemente e Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil.
O jornal assinala, ainda, a efeméride com uma edição especial que terá o cientista António Damásio como convidado para dirigir o título por um dia.

Além disso, neste primeiro dia, o “Público” convida os leitores a participarem em “workshops” sobre consumo sustentável, numa conversa sobre vinhos para o confinamento e a assistir a um concerto da banda Kiko @ The Blues Refugees.

No sábado, 6 de Março, o programa inclui “workshops” e conversas sobre temas como alimentação saudável, pandemia, natalidade e emprego.

O segundo dia do Festival P termina com a actuação de Dino D’ Santiago, num concerto com convidados.

Os temas de domingo-- o último dia do festival -- incluem conferências sobre jornalismo de dados, confinamento e actividades em família.

O programa é gratuito, com a excepção de algumas conferências e concertos, que têm um valor de cinco euros. Contudo, os assinantes do “Público” terão acesso ilimitado a todas as actividades.

Grupo “Daily Mail” compra revista de ciência

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O Grupo DMGT -- detentor do “tablóide” “Daily Mail” -- adquiriu a revista de ciência e tecnologia “New Scientist”, numa operação de 70 milhões de libras.

A “New Scientist”, em circulação há 65 anos, era controlada por um grupo de investidores liderado pelo empresário britânico Bernard Gray.

De acordo com Gray, a proposta do DMGT foi inesperada, e o negócio foi finalizado em apenas três semanas.

“Isto não foi planeado”, disse Gray em entrevista para o “Guardian”. “Há três semanas estava a planear o futuro estratégico da ‘New Scientist’. Esta manhã, (...) recebi chamadas sobre a finalização do negócio e estou desempregado”.

O Grupo DGMT garantiu, entretanto, que a “New Scientist” continuará a usufruir de independência editorial.

“A ‘New Scientist’ é uma publicação reconhecida mundialmente e adorada pelos seus leitores. (...) Estamos muito entusiasmados por poder apoiar os seus planos e o seu crescimento enquanto título de referência para aqueles que se interessam pelo mundo científico”, disse Jonathan Harmsworth, presidente do DMGT.

Por sua vez, o director-executivo do Grupo, Paul Zwillenberg, referiu que a aquisição da “New Scientist” representa um “marco normal na estratégia de consumo” da empresa.

 

 

Candidatos à Media Capital obrigados a aumentar as OPAs

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O empresário Mário Ferreira e o Grupo Cofina terão que subir as ofertas públicas de aquisição (OPA) da Media Capital, já que um auditor independente, requisitado pela CMVM, avaliou aquela empresa de "media" em 61,3 milhões de euros.

Este valor chega a ser 75% acima daquilo que a Cofina havia proposto pagar na sua OPA, fixada nos 0,415 euros por acção.

No caso da OPA submetida por Mário Ferreira, o valor agora determinado pelo auditor é 10% superior àquele proposto pelo empresário (0,67 euros por acções), e obrigará o dono da Douro Azul a pagar mais 12%.

Isto porque, sendo a OPA de Mário Ferreira posterior à da Cofina, o preço por acção tem de ser 2% superior, pelo que “o respectivo valor da contrapartida deverá ser de 0,7395 euros”, aponta a CMVM.

Resta, agora, saber se a OPA da Cofina irá manter-se, já que o Grupo admitiu a possibilidade de deixar cair a operação no caso de o valor determinado pelo auditor ser superior ao que se tinha disposto a pagar.

 

Intensifica-se perseguição a jornalistas no Afeganistão

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No Afeganistão, os profissionais dos “media” e os activistas de direitos humanos continuam a ser considerados “alvos a abater”.

A título de exemplo, no início de Março, três jovens que trabalhavam para o canal de televisão Enikass TV foram assassinadas na cidade de Jalalabad.

As três mulheres eram estudantes, que estavam a realizar um estágio naquela emissora.

Estes ataques surgem apenas três meses após o homicídio da jornalista Malala Maiwand, que colaborava com o mesmo canal de televisão.

As autoridades locais sugeriram, entretanto, que estes ataques poderão ter sido realizados pelo grupo talibã.

Em declarações à agência Reuters, o responsável pelo grupo de “media” Nai, Mujib Khalwatgar, referiu que “os assassinatos de jornalistas poderão provocar medo no interior da comunidade de profissionais, o que poderá resultar em auto-censura, abandono da actividade profissional, ou até, migração para outro país”.

Além disso, a embaixada dos Estados Unidos em Cabul considerou que estes ataques têm como objectivo “asfixiar a liberdade de expressão, num país onde os ‘media’ têm vindo a florescer, nos últimos 20 anos”.

De acordo com a Freedom House, o Afeganistão é um país não livre, onde os jornalistas são, permanentemente, ameaçados por representantes do grupo talibã.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...