Sábado, 17 de Novembro, 2018

  

Google critica directiva europeia sobre direitos de autor

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No debate que continua, sobre a nova directiva europeia de direitos de autor, Richard Gingras, vice-presidente da Google para as relações com a indústria dos media, sugere que o texto aprovado em Setembro pode ter “efeitos imprevistos”. Segundo afirma, a última versão do Artigo 11  - que permite aos editores exigirem uma remuneração pela utilização de extractos dos seus conteúdos por plataformas como a Google News ou o Facebook -  contém uma definição dos sites “demasiado larga”, e propõe, antes, que os editores possam decidir “suspender” a aplicação do chamado “direito vizinho”.

Essa versão pode mesmo eliminar o acesso a determinadas fontes, beneficiando editores já instalados, em prejuízo dos media pequenos ou emergentes. Em entrevista ao diário Le Monde, que aqui citamos, afirma que a sua empresa está “empenhada no apoio ao jornalismo de qualidade” e que será melhor que os editores mantenham o controlo e “possam decidir, como hoje, se desejam disponibilizar os seus conteúdos pela Google Search [o motor de busca na Web] ou pela Google News [motor de busca de actualidades].

“Le Monde” reformula edição "online"

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O diário francês Le Monde apresenta, desde 12 de Novembro, o seu site renovado, com o mesmo endereço www.lemonde.fr e uma página de entrada que é também a mesma, seja qual for o suporte de acesso e a condição do utente, assinante ou não. Uma peça noticiosa, que aqui citamos, descreve esse acesso como sendo agora mais simples e adequado ao volume de conteúdos disponível  - que chega a ser de mais de centena e meia de novos textos por dia.

O processo de reformulação foi concebido pela redacção e equipas técnicas do jornal, que apresentaram, no final de Julho, uma versão experimental a uma parte dos internautas, recolhendo lição dos seus comentários e contribuições.

Cândida Pinto e Helena Garrido na Informação da RTP

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As jornalistas Cândida Pinto e Helena Garrido vão integrar a nova Direcção de Informação da RTP, por proposta de Maria Flor Pedroso, que foi aceite pela administração. Cândida Pinto deixa, portanto, a SIC, onde estava desde o início da estação. Helena Garrido fez a sua carreira no jornalismo económico, tendo sido subdirectora do Diário Económico e directora do Jornal de Negócios, e é comentadora de temas de Economia na estação pública.

Maria Flor Pedroso, que foi nomeada directora de Informação da RTP na sequência da demissão de Paulo Dentinho, já convocou o Conselho de Redacção e lembra que faltam ainda "questões processuais" – como o parecer positivo da ERC - para que "a nova equipa seja uma realidade".

Global Media confirma problemas financeiros

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A Global Media comunicou aos trabalhadores das empresas que detém  - nomeadamente o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF -  que o subsídio de Natal será pago até ao dia 14 de Dezembro, e não com o salário de Novembro, como era habitual. A informação interna, divulgada por e-mail, reconhece que o ano de 2018 foi adverso para a comunicação social, “tanto no que respeita a circulação como no investimento publicitário em imprensa escrita e rádio”, o que teve “evidente impacto na situação económico-financeira da empresa e em particular na tesouraria”.

Segundo o Jornal de Negócios, que aqui citamos, os problemas estarão relacionados com o investimento em projectos que não correram da melhor forma, como uma plataforma de apostas e uma outra de vídeo. Paulo Rego, que tinha o pelouro destes projectos, deixou de integrar a comissão executiva da Global Media  - onde era vice-presidente e representava o accionista macaense KNJ, com 30% do capital -  mas mantendo-se como administrador não executivo.

Parlamento vai legislar sobre combate às "fake news"

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Por solicitação do Presidente da Assembleia da República, a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social vai estudar, de forma sistematizada e global, o problema da desinformação online, com o objectivo de abrir caminho para futura lesgislação.
O resultado do trabalho da ERC será “um documento com o seu pensamento estratégico sobre essa matéria”, a remeter ao Parlamento, que fará “o aprofundamento dessa reflexão e debate”.

O deputado José Magalhães, do Partido Socialista, já sugeriu à Comissão Parlamentar de Cultura que se inicie no Parlamento um debate sobre o assunto. As fake news, como disse, merecem dos deputados portugueses “mais atenção”.

Álbum de fotos dos "RSF" celebra o ambiente

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A organização Repórteres sem Fronteiras colocou à venda uma edição de fim-de-ano do álbum “100 Fotos pela Liberdade de Imprensa”, desta vez dedicada à causa da preservação da biodiversidade. O trabalho é assinado pelo fotógrafo francês Vincent Munier, especializado na recolha de imagens da vida animal.

Nascido no departamento de Vosges, na Lorena, o autor declara que teve “a sorte de crescer numa região onde a natureza impõe a beleza dos seus caprichos sazonais, e de descobrir estas paisagens com o meu pai, que me ensinou a respeitar a quietude do mundo selvagem enquanto me iniciava na fotografia”.

O álbum agora publicado  - com a intenção de aparecer junto dos pinheiros de Natal -  é povoado de imagens de Inverno e de neve, com ursos castanhos da península russa de Kamtchatka, lobos brancos e bois almiscarados do Ártico, panteras do planalto tibetano, pinguins do Antártico e muitos outros animais.

Jornalistas em tribunal por causa da "Operação Marquês"

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O Ministério Público requereu o julgamento de sete jornalistas da SIC, “arguidos pela prática de um crime de desobediência”. Nos termos da nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, que não refere directamente a estação de Carnaxide, os arguidos “decidiram teledifundir em canal televisivo uma reportagem que efectuaram e supervisionaram, e cujo conteúdo consistia, em grande parte, na reprodução ilícita de peças processuais do denominado processo ‘Operação-Marquês’, sem autorização dos visados e Magistrados titulares do processo”. Os factos ocorreram em Abril de 2018.

Segundo o Sol, que aqui citamos, “a SICdivulgou gravações dos interrogatórios a José Sócrates e outros arguidos e testemunhas da ‘Operação Marquês’; logo a seguir à divulgação destas peças, o MP instaurou um inquérito, que foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção penal de Lisboa”.

UNESCO lança Observatório sobre jornalistas assassinados

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No contexto do Dia Internacional pelo fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, recentemente comemorado em todo o mundo, a UNESCO anunciou o lançamento do Observatório dos Jornalistas Assassinados, na forma de uma base de dados online, que divulga informação sobre o estado em que se encontra a investigação conduzida sobre cada um dos casos. O ponto de partida são os 1.293 assassínios cometidos desde 1993 (80 dos quais desde o início deste ano), que constam do registo elaborado pela UNESCO, sobre informação fornecida pelos países onde sucederam.

Segundo o mais recente relatório da directora-geral da organização, Audrey Azuley, sobre a segurança dos jornalistas e o risco de impunidade, um jornalista ou outro profissional dos media é morto no mundo todos os quatro dias.

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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