Sábado, 25 de Maio, 2019

  

"Conteúdo patrocinado" não pode ser feito por jornalistas

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A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista declara, na sequência de pedidos de informação que lhe foram dirigidos, ter conhecimento da “pressão a que muitos jornalistas, com carteira profissional, estão a ser sujeitos a produzir conteúdos patrocinados na forma de notícias, reportagens, entrevistas e outros géneros jornalísticos”.

Em comunicado intitulado “Recomendação sobre conteúdos patrocinados”, a CCPJ esclarece que o “jornalismo patrocinado” é expressamente proibido pelo Estatuto do Jornalista e que o jornalista que participe na sua concepção ou apresentação incorre  numa contraordenação “punível com coima”, podendo ainda ser objecto de “interdição do exercício da profissão por um período máximo de 12 meses, tendo em conta a sua gravidade e a culpa do agente”.

Lançamento da Rádio Observador aguarda "visto" da ERC

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A Rádio Observador, que estava prometida para a festa do quinto aniversário do referido jornal online, realizada a 22 de Maio, não foi ainda apresentada em funcionamento. Segundo uma pequena notícia na edição do dia seguinte, inserida no contexto da entrevista com o Presidente, “vai começar a emitir em breve e promete complementar o melhor do Observador num novo meio de comunicação”.

O ponto alto da festa foi a presença e intervenção do Presidente da República, que respondeu a perguntas dos leitores premium do jornal, seleccionadas internamente e colocadas a Marcelo Rebelo de Sousa pelo publisher do Observador, José Manuel Fernandes.

"Robots" falseiam resultado de concurso de TV russa

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Centenas de robots informáticos foram usados para manipular a votação final do concurso “A Voz Kids”, na Rússia, para dar o primeiro lugar à neta de um oligarca. A prova, em que jovens talentosos competem por um lugar na equipa de cada membro do júri, geralmente artistas conhecidos, foi viciada por milhares de chamadas telefónicas e mensagens SMS enviadas em apoio de uma menina de dez anos, filha de uma estrela pop e neta de um oligarca. O Canal 1, que exibe o concurso, teve de anular os resultados.

Uma série de eliminatórias vai reduzindo o número das crianças concorrentes, desde uma primeira em que o júri, de costas, não vê mas escuta a voz de quem canta, até uma final em que é o público a escolher entre as chegaram a esse ponto. Desta vez foram robots.

"Observador" lança rádio digital e novas revistas

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O diário digital Observador apresenta formalmente a Rádio Observador, projecto que estava previsto há vários meses e tinha sido anunciado, pela M&P, para Novembro de 2018. Na altura era anunciada como sendo “uma rádio de informação, emitida em digital mas também em FM, provavelmente com uma frequência em Lisboa e outra no Porto”.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa acompanha de perto o lançamento e participa numa “conversa sobre temas da actualidade”, na qual responde às questões dos convidados.

Agravou-se violência contra as jornalistas mexicanas

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Os seis anos de mandato presidencial de Peña Nieto, no México, foram caracterizados “pela impunidade da violência contra as mulheres jornalistas, que é quotidiana e estrutural”. Durante este período, de 2012 a 2018, a Cimac – Comunicación e Información de la Mujer registou 448 agressões de todo o tipo, incluindo onze assassínios. “Foi o sexénio mais violento, com maior número geral de jornalistas assassinados”  - afirmou Lucía Lagunes, directora daquela organização de direitos civis.

Os autores foram “agentes do Estado”  - governadores, militantes de partidos, polícia e militares, e a procuradoria criada para investigar estes crimes contra jornalistas teve um “resultado zero: nenhuma detenção, nenhuma investigação; esta procuradoria consente que as agressões se repitam”  - acrescentou.

Esta informação foi divulgada na apresentação do mais recente relatório da Cimac, em sessão organizada pela Cátedra Unesco de Comunicação da Universidade de Málaga, com o apoio da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jornal digital "Quartz" passa a ter acesso pago

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Quando começou, em 2012, o jornal online Quartz foi planeado como uma publicação de acesso livre, com “a mínima fricção possível ao seu crescimento, porque partia de audiência zero”. Dirigido a uma classe média-alta, e à comunidade dos homens de negócios, era suposto não ter quaisquer obstáculos, muito menos uma paywall, para ser usado por dispositivos móveis e estar aberto a toda a Rede.

Isso correu bem: menos de um ano depois do lançamento, já se gabava de estar à frente do Economist, nos EUA e, tendo começado com vinte funcionários permanentes, tem hoje uma redacção de mais de cem. Mas os tempos mudam e o Quartz anuncou agora a sua própria paywall, do modelo que estabelece um patamar de dez artigos consultados em acesso livre antes de propor a inscrição na Quartz Membership, que custará cem dólares por ano (ou quinze por mês).

A informação é do NiemanLab, que entrevistou o editor do Quartz, Jay Lauf.

Altice volta a separar revista e site

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A Altice continua a reduzir a sua presença no jornalismo em papel. Depois de ter fechado a edição impressa de À nous Paris, e de ter vendido, em Fevereiro, a maioria do capital de L’Express a Alain Weill (ele mesmo director-executivo do ramo Altice France), o referido Grupo está agora em negociações com a Alchimie Média para lhe ceder a sua revista informática 01Net.

A notícia preocupa os 17 trabalhadores da 01Net Magazine, que têm dúvidas sobre a solidez financeira da Alchimie Médias. Por este caminho, a Altice vai ficar em breve com apenas dois títulos impressos: a revista MyCuisine e o diário Libération  -  sobre o qual já correram também, segundo Le Journal du Dimanche, boatos de uma possível alienação.

Media Capital com prejuízos no primeiro trimestre

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O Grupo Media Capital registou prejuízos de 1,38 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, que comparam com os lucros de 1,9 milhões no período homólogo de 2018. Nesta informação, divulgada através da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Grupo declara que “estes resultados estão em linha com o orçamentado para o primeiro trimestre” (com menor impacto no ano, por força da sazonalidade), sendo de perspectivar que, no final do ano corrente, “a performance do grupo esteja em linha com a verificada em anos anteriores”.

“Os montantes investidos neste período foram superiores ao verificado em anos anteriores, e não são referência para o futuro. Acreditamos que terão um impacto positivo nos resultados do ano e na grelha da televisão já a partir de Maio”  - explicou Rosa Cullel, CEO da Media Capital.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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