null, 22 de Maio, 2022

  

TVI consolidou a liderança no segmento digital

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A TVI voltou a liderar o “ranking” “online” da NetAudience, ao registar, em Abril, uma audiência multiplataforma de 3 milhões e 317 mil leitores.

Apesar de este número representar um ligeiro recuo relativamente a Março, a estação de Queluz manteve-se “no topo”, seguida da SIC, que conquistou um “reach” de 3 milhões e 179 mil consumidores.

Por sua vez, o “Correio da Manhã” conseguiu voltar ao “top 3” dos meios digitais com maior audiência, algo que não acontecia desde o início do ano, com um “reach” multiplataforma de 3 milhões e 133 mil.

Já o “Jornal de Notícias” – que regressou ao “ranking” em Janeiro, após um ano de ausência – ficou abaixo da fasquia dos 3 milhões, com um “reach” próximo dos 2 milhões e 933 mil, assegurando, ainda assim, o quarto lugar.

A “Flash”, que liderou o digital nos primeiros meses do ano, fixou-se, agora, em quinto lugar, com 2,47 milhões de leitores.

Entre os títulos do segmento económico, a liderança mantém-se nas mãos do “Jornal de Negócios”, apesar da quebra registada pelo título da Cofina, que passa de 1,45 milhões de pessoas alcançadas em Março, para 1,08 milhões em Abril.

No segmento desportivo, a liderança pertence, mais uma vez, a um jornal detido pela Cofina, o “Record”, a segurar a posição, com um “reach” multiplataforma de 1,55 milhões.

Clientes da Lusa não ficaram afectados por ciberataque

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O ciberataque à Lusa não afectou os seus clientes, que continuaram a ter acesso às informações disponibilizadas “online” pela agência, garantiu o presidente do conselho de administração, Joaquim Carreira.

Num comunicado enviado aos colaboradores, e citado pela “Meios e Publicidade”, Carreira explicou que a Lusa foi alvo de um “Distributed Denial of Service (DDoS)”, que se caracteriza por criar uma “saturação na resposta de servidores ‘web’, levando a instabilidade no serviço ou mesmo indisponibilidade total”.

No entanto, garantiu Carreira, nenhum dos clientes da Lusa manifestou dificuldades em aceder ao “site”. Aquele responsável alertou, no entanto, que a Lusa poderá vir a ser alvo de novos ataques informáticos.

A agência Lusa, recorde-se, sofreu um “ciberataque”, entre 11 e 12 de Maio.

Este não foi, contudo, um caso isolado em Portugal, já que outros “media” viram o seu trabalho dificultado por piratas informáticos.

O primeiro incidente deu-se em Janeiro, quando os “sites” do semanário “Expresso” e da SIC, ambos pertencentes à Impresa, foram “hackeados” por um grupo de piratas informáticos, denominado Lapsus$. À época, os jornalistas recorreram às redes sociais e a “sites” temporários para continuarem a servir os leitores.

Mais tarde, em 6 de Fevereiro, as publicações da Cofina estiveram indisponíveis.

Etiópia continua a perseguir jornalismo independente

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O governo da Etiópia expulsou um correspondente da "Economist", por considerar que o jornalista em causa havia abordado "de forma errada" o conflito entre as autoridades nacionais e os movimentos rebeldes.

“Em 13 de Maio, o governo etíope retirou o credenciamento de imprensa de Tom Gardner, correspondente da ‘Economist’. Disseram-lhe que tinha 48 horas para deixar o país ”, explicou a revista em comunicado.

“Para justificar a expulsão, as autoridades disseram que Gardner estava a partilhar uma ‘abordagem jornalística errada”, continuou a mesma publicação, que elogiou, por sua vez, o “profissionalismo” e a “imparcialidade” daquele correspondente.

Esta não é, contudo, a primeira vez que o governo etíope retira as credenciais de imprensa a correspondentes internacionais. Aliás, em Maio de 2021, um correspondente do “New York Times”, Simon Mark, recebeu ordens para abandonar o país.

De acordo com a Freedom House, a Etiópia é um país não livre, onde os “media” independentes enfrentam várias restrições, e são pressionados a seguir uma determinada narrativa acerca dos conflitos internos.

BBC cria novas plataformas digitais

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As redes sociais podem ser prejudiciais para o trabalho jornalístico, pelo que os meios de comunicação devem criar as suas próprias plataformas “online”, considerou Naja Nielsen, directora digital da BBC, durante a sua participação numa conferência da Society of Editors.
Nielsen afirmou, neste âmbito, que as redes sociais são um “verdadeiro faroeste”, uma vez que são um motor de “bullying”, violência, e crimes de ódio.
Por isso mesmo, esta responsável acredita que os “media” devem
dedicar-se ao desenvolvimento de “sites” únicos e diferenciados que promovam o jornalismo e sirvam as audiências.
“O algoritmo do TikTok oferece demasiados conteúdos a certos utilizadores, mas ignoram os restantes. É preciso recordar que esta e outras redes sociais, como o Facebook e o Instagram, não têm um propósito informativo”, disse Nielsen.
Assim, a participação da BBC nas redes sociais é feita de forma diferenciada, com o objectivo de oferecer conteúdos de qualidade, em detrimento da produção de vídeos para atrair audiências.
“Quando partilhamos vídeos no TikTok, fazêmo-lo à nossa maneira. Queremos ser bons neste formato, mas ainda não o conseguimos”, disse.

"Le Monde" melhora resultados e lança projectos

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O Grupo Le Monde publicou, recentemente, os resultados do exercício financeiro de 2021, partilhando os objectivos que foram alcançados, bem como as metas para o futuro.

De acordo com os dados divulgados, as publicações do Grupo – tais como o “Le Monde” e o “Courrier International” – registaram, no total, 48 milhões de euros em receitas de subscrição digital.

Graças a estes números, o Grupo Le Monde registou, pela primeira vez em muito tempo, um lucro operacional, que será, entretanto, reinvestido no desenvolvimento digital das revistas da empresa.

“Esta recuperação da solidez financeira é resultado de uma profunda transformação do nosso modelo económico e do peso, agora preponderante, das receitas de subscrição”, afirmaram Louis Dreyfus, Presidente do Conselho de Directores do Grupo e Jérôme Fenoglio, director do “Le Monde”

No entanto, estes números podem estar ameaçados pelo aumento acentuado dos custos de produção.

“A nossa indústria – explicaram os dois directores – vive uma inflação muito elevada devido ao aumento dos preços da energia e à duplicação, num ano, do preço do papel, a que se somam as recentes dificuldades de abastecimento”.

Assim, o Grupo traçou novos objectivos, que deverão melhorar o nível de audiências, e aprimorar o modelo de negócio.

Ataque informático afectou a agência Lusa

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A agência Lusa foi alvo de um ataque informático que causou “uma contínua instabilidade no serviço noticioso,” entre 12 e 13 de Maio.

Em comunicado, o presidente do Conselho de Administração, Joaquim Carreira, explicou que a Lusa implementou “soluções de mitigação” com os seus parceiros tecnológicos, a fim de “solucionar o problema”.

Na mesma nota, Joaquim Carreira afirmou que o incidente havia sido comunicado às “autoridades competentes”.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que um meio de comunicação português é alvo de um ataque informático.

Aliás, em Janeiro, os “sites” do semanário “Expresso” e da SIC, ambos pertencentes à Impresa, foram “hackeados” por um grupo de piratas informáticos, denominado Lapsus$. À época, os jornalistas recorreram às redes sociais e a “sites” temporários para continuarem a servir os leitores.

Mais tarde, em 6 de Fevereiro, as publicações da Cofina estiveram indisponíveis.

Já o Ciberataque à Vodafone, em 7 de Fevereiro, afectou o acesso quatro milhões de clientes a informações actualizadas, já que o funcionamento da televisão e dos dados móveis ficou condicionado.

Rádio Comercial reforça vantagem no "ranking" nacional

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A Comercial reforçou a sua liderança entre as rádios portuguesas, ao registar 21% de Audiência Acumulada de Véspera (AAV), na segunda vaga da Bareme Rádio.

Desta forma, a estação da Media Capital aumentou a distância em relação à RFM, que ocupa, novamente, o segundo lugar do “ranking”, e que registou uma AAV de 19% (menos oito décimas do que na vaga anterior).

No relatório homólogo de 2021, que ainda reflectia os efeitos do segundo confinamento, ambas as estações apresentaram crescimentos expressivos. Os números agora registados pela Comercial representam uma subida de 3,2 pontos percentuais enquanto a RFM cresceu 2,7 pontos percentuais.

A terceira estação mais ouvida do país continua a ser a M80, que mantém os 7,7% de AAV registados na vaga anterior.

Já a Renascença assegurou, novamente, o quarto lugar do “ranking”, com uma AAV de 6,3% (mais sete pontos percentuais do que na primeira vaga do ano).

Por sua vez, a Cidade FM volta a encerrar, pela quarta vaga consecutiva, o “top 5” das rádios mais ouvidas no país, com uma AAV de 4,7%.

A Antena 1 voltou a ficar-se pela sexta posição. Já a Mega Hits conquistou o sétimo lugar, embora tenha recuado dois pontos percentuais, relativamente ao início do ano.

Já a TSF, que há um ano se encontrava à frente da Mega Hits, surge agora na oitava posição com 3,6%.

A encerrar o “top 10” fica a Smooth FM, com uma AAV de 1%.

"CM" cria Bolsa de Jornalismo Marta Louro

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O “Correio da Manhã” abriu as candidaturas para as Bolsas Marta Louro, criada em memória da jornalista que morreu em serviço, no passado dia 27 de Abril.

A Bolsa oferece um estágio para jovens licenciados, até aos 27 anos, idade que tinha Marta Louro quando faleceu.

“O talento, a capacidade de trabalho, a tenacidade e os princípios éticos e de rigor da Marta, mas também a sua alegria por fazer o jornalismo que queria, foram uma inspiração e um exemplo para os seus colegas”, declarou Isabel Rodrigues, diretora-geral de marketing e desenvolvimento digital do grupo Cofina Media, citada pelo “CM”.

“Abrimos, em nome da Marta, uma oportunidade a jovens que tenham, como ela, o sonho do jornalismo”, concluiu a mesma responsável.

De acordo com o jornal, será dada prioridade a jovens de áreas interiores do país.O estágio, de 12 meses, poderá ser realizado em Lisboa ou numa das delegações do Grupo Cofina.

Os interessados deverão submeter a sua candidatura para BolsaMartaLouro@cofina.pt, com currículo e carta de motivação.

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O Clube


Os ciberataques passaram a fazer parte da paisagem mediática portuguesa. Depois do Grupo Impresa ter sido seriamente afectado, juntamente com a Cofina, embora esta em menor grau de exposição, chegou a vez do Grupo Trust in News, que detém o antigo portfólio de revistas de Balsemão, como é o caso do semanário “Visão”.
Outras empresas foram igualmente visadas, em maior ou menor escala, desde a multinacional Vodafone aos laboratórios Germano de Sousa.
Não cabe neste espaço qualquer comentário especializado a tal respeito, mas não nos isentamos de manifestar uma profunda preocupação relativamente à continuidade - e aparente impunidade - destes actos ilegais, que estão a pôr a nu as vulnerabilidades dos sistemas e redes, tanto públicos como privados.
Recorde-se que este site do Clube Português de Imprensa já foi alvo, também, de intrusões pontuais que bloquearam a sua actualização regular, o que voltou a acontecer, embora de uma forma indirecta, como consequência da inoperacionalidade do operador de telecomunicações atingido.

Oxalá estes ataques de “hackers”, já com um carácter mais “profissional”, tenha contribuído para alertar os especialistas e as autoridades competentes em cibersegurança no sentido de adoptarem as medidas de protecção que se impõem.
As fragilidades ficaram bem à vista.

 


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No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...