Quinta-feira, 9 de Abril, 2020

  

Consumo de rádio em Portugal poderá descer em Abril

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O consumo de rádio em Portugal apresentará, em Abril, uma quebra face ao patamar registado nas duas primeiras vagas do último ano, segundo um comunicado extraordinário da Marktest, que visa aferir o impacto da crise de covid-19 nas audiências de rádio.

“Considerando a situação especial, a Marktest e os principais grupos de rádios acordaram em disponibilizar dados gerais de audiências, após o fecho da vaga intermédia de Março. Esta vaga não tem, numa situação normal, divulgação de resultados oficiais”, ressalva a empresa de estudos de mercado. 

Teletrabalho afecta nos EUA consumo de “podcasts”

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Desde que o auto-isolamento passou a ser obrigatório na maioria dos Estados americanos, que o consumo de informação “online” disparou. Alguns jornais digitais estão a prosperar e a registar um crescimento no número de subscritores.

Os “podcasts”, porém, estão a ressentir-se dos efeitos do confinamento. Isto porque, a maioria dos ouvintes de “podcasts” consomem-nos quando parados no trânsito, a caminho do trabalho. Uma realidade que deixou de se verificar, agora que grande parte da força de trabalho americana está activa partir de casa.

De acordo com o NiemenLab o consumo de “podcasts” caiu 8%, relativamente à primeira semana de Março. Os programas de entretenimento estão a ter dificuldades em adaptarem-se aos interesses do público, que se mostra cada vez mais preocupado em perceber a evolução da epidemia de Covid-19. 

Jornal " A Bola" avança com "lay-off"...

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O jornal “A Bola”, diário desportivo que se distinguiu pela sua forte circulação, está a experimentar, também, dificuldades, decorrentes da crise originada pelo coronavírus. 

Assim, “A Bola”, vai avançar para um “lay-off” de 50 profissionais, incluindo jornalistas, gráficos e administrativos.

O director do jornal, Victor Serpa, considera que a situação actual da imprensa desportiva atingiu o ponto de “calamidade pública”. 

O jornal, como outros títulos da imprensa desportiva, enfrenta uma situação dilemática, provocada, desde logo, pela suspensão das competições, em particular o futebol.

... E jornal digital “Eco” pede donativos aos leitores

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A pandemia do novo coronavírus está a afectar todos os sectores da sociedade e os “media” estão a atravessar um período particularmente penoso, devido às quebras no investimento publicitário e à suspensão de outras fontes de receita.

Assim, muitos títulos e emissoras portuguesas enviaram pedidos de ajuda ao governo e aos leitores. O jornal “Eco” juntou-se, agora, a esse apelo colectivo.

“No Eco, o acesso às notícias (ainda) é livre, mas não é gratuito. Tem custos elevados, e exige investimento”, salientou António Costa, “publisher” do “site” de informação económica, numa “newsletter”. “Vamos precisar de si, caro leitor, para garantir que o Eco é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão”.

“Mirror” dispensa mais de mil colaboradores

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No Reino Unido, a indústria “tablóide” está a ressentir-se dos efeitos da pandemia do Covid-19 nos “media”. Devido à quebra nas receitas publicitárias, o Grupo detentor do “Daily Mirror”, do “Daily Express” e do “Daily Star” viu-se forçado a suspender o contrato com mais de mil colaboradores, nos quais se incluem editores “senior”.

O Grupo, que emprega 4700 pessoas, suspendeu, igualmente, os “bónus” salariais e “cortou”, em 10%, o salário do “staff” que ainda se encontra activo.  Além disso, a administração solicitou debate para adiar os pagamentos do fundo de pensões. 

O regime prevê, ainda, que o pessoal com salários superiores a 40 mil libras esterlinas aceite uma redução salarial gradual, que varia entre 1% e 26%

O “New York Times” oferece assinaturas à comunidade escolar

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Nos Estados Unidos, muitas crianças encontram-se confinadas em casa, sem acesso a recursos escolares, visto que nem todas as escolas apostaram no desenvolvimento de ferramentas digitais de ensino. 

Perante este panorama, o “New York Times” decidiu oferecer assinaturas a todos os alunos e professores do ensino secundário, para que os estudantes continuem a informar-se sobre a realidade mundial, sem precisar de sair casa. 

"De 6 de Abril a 6 de Julho, alunos e professores poderão aceder online ao jornalismo do Times", afirmou Mark Thompson, CEO do jornal, em comunicado. "Isto significa que, mesmo enquanto estudam à distância, os alunos terão na ponta dos dedos um jornalismo profundo e especializado -- desde questões internacionais às artes e cultura, passando pela ciência, política e muito mais".

EUA limitam acesso de jornalistas a hospitais

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Nos Estados Unidos a divulgação de dados sobre o novo coronavírus está a ser limitada, e a imprensa encontra dificuldade em aceder a informação relevante, segundo um artigo de David Cullier, publicado no “NiemenLab”.

De uma forma geral, a comunicação entre os jornalistas e as autoridades sanitárias está limitada e a entrada nos hospitais, ao serviço do tratamento do vírus, foi proibida. 

Algumas instituições de ensino superior estão, mesmo, a filtrar informação sobre o novo coronavírus, alegando medidas de protecção anti-terrorista. O mesmo acontece nos Estados do Texas e da Flórida. Sob o mesmo pretexto, o FBI está a recusar pormenores na sua informação “online”. Os cidadãos que tiverem questões a colocar deverão fazê-lo por correio, de forma a evitar a intercepção de dados. 

UNESCO lança “workshop” “online” sobre liberdade de imprensa

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O actual panorama tem condicionado a liberdade de imprensa, levantando várias denúncias de censura e de repressão do trabalho jornalístico. Assim,  a UNESCO, em parceria com o Knight Center, lançou um “workshop” “online”, visando os juízes e magistrados que trabalham, directamente, nessa área.

Isto porque a pandemia forçou a sociedade,  a enfrentar, não só, os desafios na área da saúde e da economia, mas, igualmente,  a ultrapassar obstáculos à garantia dos direitos humanos. 

“Especialmente em situações de emergência, como a actual pandemia relacionada ao coronavírus, a tomada de decisões pelos diferentes actores do Estado tem de ser devidamente questionada, de forma a garantir a manutenção dos direitos fundamentais”, disse ao Centro Knight,Guilherme Canela, chefe da Secção de Liberdade de Expressão e Segurança dos Jornalistas da UNESCO.

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O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

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