Sábado, 23 de Janeiro, 2021

  

Google celebra acordo com “publishers” franceses

Mundo Galeria

A Google e a Alliance de la Presse d’Information Générale (APIG) chegaram a um acordo sobre a remuneração dos "publishers'', no âmbito dos direitos de autor e direitos conexos.

Esta é a primeira vez que a Google alcança um entendimento com um Grupo de jornais. Até aqui, a empresa tinha, apenas, assinado acordos individuais com algumas publicações, como os diários “Le Monde'' e” Le Figaro”.

Num comunicado conjunto, a Google e o grupo de “publishers” franceses anunciaram ter chegado a um acordo que permitirá abrir caminho ao pagamento pela disponibilização de conteúdos noticiosos dos jornais através do motor de busca.

O contrato estabelece, ainda, as condições para as negociações individuais e direitos de licenciamento de cada um dos jornais.

Entre as condições previstas no acordo, indica-se que os pagamentos serão baseados em critérios como o volume diário de publicações e o tráfego mensal, a par da “contribuição para a informação política e geral”.

No que diz respeito aos valores ou à forma exacta como serão calculados os montantes a pagar aos "publishers", não foram avançados mais pormenores.

A revista "Sábado" muda de estratégia digital

Media Galeria

A “newsmagazine” “Sábado” vai adoptar uma nova política de acesso aos conteúdos.

Em entrevista à “Meios e Publicidade”, o director da publicação, Eduardo Dâmaso, revelou que a maioria dos artigos digitais -- entre 85 e 90% -- vai passar a ser reservada a assinantes. Apenas os temas da actualidade, como é o caso dos conteúdos relacionados com a covid-19, continuarão a ser de acesso livre.

“O digital traz uma prioridade totalmente diferente. Somos uma revista semanal no segmento das ‘newsmagazines’ e um diário digital de informação. No digital, a ‘Sábado’ é um diário em concorrência com os outros títulos de informação diária”, indicou.

Eduardo Dâmaso referiu, por outro lado, que a nova estratégia do título foi adoptada depois de serem analisados diversos “media” europeus. “Percebemos que tínhamos de avançar para o modelo de assinaturas. É essencial para alargar as fontes de receita, que até aqui eram muito dependentes do papel”.

O director da “Sábado” reitera, também, que os códigos publicados na revista, para aceder aos conteúdos fechados do “site”, serão uma forma de valorizar quem compra a revista em papel.

“Pode parecer quixotesco, mas o digital pode puxar pelo papel. Estávamos com bons números de venda em banca antes da covid-19, mas o contexto pandémico mudou tudo para toda a gente”.

Curso “online” sobre “fact-checking” e desinformação

Mundo Galeria

O Knight Center vai promover -- entre 15 de Fevereiro e 14 de Março -- um curso "online" gratuito sobre a desinformação relativa ao covid-19, com foco na América Latina e nas Caraíbas. O "workshop" será leccionado em espanhol, português e guarani (uma das línguas oficiais do Paraguai).

A iniciativa foi desenvolvida para jornalistas e outros colaboradores dos “media”, mas as inscrições estão abertas para qualquer cidadão que queira aprender mais sobre as “fake news”.

No decorrer das quatro semanas de curso, os participantes irão debruçar-se sobre a história do “fact-checking” e aprender como lançar um projecto de verificação de factos.

Além disso, os alunos irão passar a conhecer as ferramentas básicas de “fact-checking”, bem como a regulação internacional sobre a desinformação.

Aqueles que concluírem com sucesso os questionários semanais e participarem nos fóruns de discussão ficam qualificados para receber um certificado de participação no final do curso.

ERC e Concorrência no Parlamento sobre agência Lusa

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Os deputados da comissão de Cultura e Comunicação aprovaram, por unanimidade, a audição da ERC e da Concorrência sobre compra da Lusa, que diz respeito à transacção de 22,35% daquela agência pelo Grupo Bel.

O grupo parlamentar do PS entendeu que “a eventual reconfiguração do capital social pode ter impacto na governação da agência de notícias nacional”.

Por isso, o PS não colocou de parte “ouvir os próprios empresários ou grupos empresariais sobre os seus planos para a comunicação social”.

Recorde-se que, em 4 de Janeiro, a Impresa anunciou a celebração de um contrato-promessa com a Páginas Civilizadas (Grupo Bel), do empresário Marco Galinha, que é accionista maioritário da Global Media -- Grupo detentor de 23,36% do capital da agência Lusa.

A celebração do contrato definitivo para venda das ações da Lusa está, ainda, sujeita “à finalização de uma auditoria contabilística e financeira e à não oposição à transacção por parte da Autoridade da Concorrência (ou confirmação de que a notificação à Autoridade da Concorrência não é necessária)”, de acordo com o comunicado da Impresa.

Crise financeira continua a condicionar a BBC

Media Galeria


O futuro da BBC pode estar em causa devido à dependência financeira das taxas de TV, alertou um relatório do National Audit Office (NAO).

De acordo com a empresa de auditoria, o operador público britânico tem evitado tomar “decisões difíceis” sobre futuras fontes de receitas.

A análise financeira apontou, ainda, que a BBC tem sido “lenta a implementar” mudanças no âmbito da “grelha programática”, cujos conteúdos não interessam à população mais jovem.

Este relatório destaca, igualmente, que o operador público tem vindo a perder audiências televisivas. Em 2010, a população assistia a cerca de 80 minutos/dia de conteúdos oferecidos pela BBC. Em 2019, o número caiu para 53.

O mesmo aconteceu a nível da rádio, que registou uma quebra de 15% no número de ouvintes.

O NAO sublinha, ainda, que a BBC não realiza uma análise económica há mais de uma década, sob o pretexto de ser um operador “de alto valor para os cidadãos britânicos”.

“A BBC tem de desenvolver um plano financeiro bem delineado, demonstrando onde pretende investir e como continuará a poupar”, apontou, Gareth Davies, responsável pela empresa.

Por outro lado, fontes da BBC dizem que estão a ser avaliados novos meios de financiamento. Em Agosto, o agora director-geral da BBC, Tim Davie, terá apresentado uma proposta baseada no modelo sueco.

Barómetro revela pouca confiança dos espanhóis nos "media"

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A maioria dos espanhóis (58%) não tem confiança nos “media”, revelou o barómetro de Confiança nas Instituições, elaborado pela empresa de relações públicas Edelman.

Além disso, cerca de 73% dos inquiridos consideram que os meios de comunicação social não são objectivos e imparciais no seu trabalho.

A percentagem varia, contudo, se considerarmos o sector mais informado da população, que está limitado a cidadãos entre os 25 e 64 anos, licenciados, com o rendimento mais elevado e envolvidos em assuntos políticos e económicos. Neste caso, a confiança nos “media” aumenta para 57%.

De acordo com o estudo, os “media” tradicionais foram os que mais caíram no nível de confiança (dos 61% para os 53%).

Seguiram-se-lhe os motores de pesquisa (de 62 para 56%), os meios de comunicação das empresas e marcas (de 46 para 41%) e as redes sociais (de 40 para 35%).

Este ano, o Barómetro Edelman introduziu, ainda, a medição da “higiene” da informação da população.

Esta higiene é entendida como a realização de quatro actividades: controlar a informação, evitar partilhas nas redes sociais, verificar a informação e não disseminar desinformação.

Fox News afasta jornalistas na ressaca eleitoral

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A Fox News “convidou a sair” Chris Stirewalt, o jornalista que transmitiu, na noite eleitoral dos EUA, a projecção de que Joe Biden iria vencer no Estado do Arizona.

À época, a Fox News foi criticada pela campanha de Trump e pelo governador daquele Estado.

Stirewalt não foi, porém, a única “vítima”: Bill Sammon, de 62 anos, chefe de redacção da Fox News em Washington DC, anunciou, entretanto, que vai reformar-se. 

Além disso, outros 20 jornalistas vão abandonar a estação, como parte de um plano de “reestruturação pós-eleitoral”.

Recorde-se que a projecção foi apresentada às 23h30 --hora da costa leste dos EUA -- da noite eleitoral. Três horas depois, a agência Associated Press viria a confirmar a notícia.

Dois dias depois, Stirewalt afirmou, em directo:  “o Arizona está a fazer exactamente aquilo que antecipávamos. Nós continuamos serenos e limpos”. 

O jornalista foi afastado dos ecrãs em meados de Novembro.


Rádio Observador reforça cobertura

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A Rádio Observador vai passar a estar disponível em Aveiro, na frequência 88.1 fm.

Esta frequência local, com antena em São João da Madeira, pode ser, ainda, ouvida, em outras localidades do Grande Porto, como  Santa Maria da Feira, Gaia, Arouca, Vale de Cambra, Valongo, Gondomar, Espinho, Ovar, Ílhavo, Estarreja, Vagos, Ílhavo, Águeda, Albergaria-a-Velha, Murtosa e Sever do Vouga.

Esta passa a ser a terceira frequência que transmite a Rádio Observador, juntando-se aos 98.7 fm na Grande Lisboa e aos 98.4 fm no Porto e Braga. 

A Rádio Observador é uma rádio de teor informativo, que se estreou a 27 de Junho de 2019. Pode ser acompanhada em qualquer parte do mundo, através da emissão “online”.



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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Notas breves
José Leite Pereira
1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...