Terça-feira, 26 de Outubro, 2021

  

“NYT” lança plataforma agregadora para “podcasts”

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Em 2020, o “New York Times” iniciou uma nova aposta no mercado dos “podcasts”, ao reforçar a sua oferta áudio, e ao adquirir os direitos de emissão de alguns programas já estabelecidos.

Desta forma, o jornal nova iorquino conseguiu distinguir-se enquanto precursor deste novo formato informativo, disponibilizando conteúdos para todos os gostos.

Agora, com o objectivo de inovar a sua própria oferta e de melhorar os seus produtos, o “NYT” lançou uma plataforma agregadora dos seus “podcasts”.

Conforme apontou Sarah Scire num artigo publicado no “Nieman Lab”, os “podcasts” continuarão a ser de acesso gratuito, e estarão, também disponíveis noutros serviços de áudio, como o Spotify.

O principal objectivo da nova aposta do “NYT” será, assim, fazer testes para a introdução de novos conteúdos, e receber “feedback” directo das audiências.

“Do ponto de vista estratégico, estamos interessados em descobrir quais são os hábitos que podemos promover”, disse Stephanie Preiss, directora de áudio do “NYT”.

“Os ‘podcasts’ como o ‘The Daily’ já fazem parte da rotina dos nossos ouvintes. Agora, queremos perceber que outros programas têm esse potencial. Assim, conseguiremos apurar aquilo que leva o público a subscrever os nossos serviços”.

Novas denúncias comprometem Facebook

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Este tem sido um ano difícil para a reputação do Facebook. Depois de ter sido alvo de críticas por parte do governo australiano, que denunciou a empresa por não pagar pelos conteúdos jornalísticos que agregava na sua plataforma, a rede social de Mark Zuckerberg foi acusada de ignorar a suas próprias normas éticas.

A primeira profissional a tomar iniciativa foi Sophie Zhang, uma especialista em processamento de dados e ex-colaboradora do Facebook, que, em Abril, denunciou ao “The Guardian” que a rede social era cúmplice das violações dos direitos humanos cometidas pelos governos de oito países.

No início de Outubro, foi a vez de Frances Haugen, uma ex-colaboradora da Equipa de Integração Cívica do Facebook, que acusou aquela plataforma de partilhar conteúdo prejudicial para o bem-estar das crianças e dos adolescentes.

Agora, um outro profissional, que já trabalhou para a empresa tecnológica, veio corroborar as acusações já divulgadas.

Em entrevista para o “Washington Post”, aquele ex-colaborador, cuja identidade não foi revelada, afirmou que o Facebook dava prioridade aos lucros, em detrimento da moderação de conteúdos nefastos.

De acordo com aquele jornal norte-americano, este denunciante é um antigo membro da equipa do Facebook responsável pela integridade cívica da plataforma, e já prestou declarações à SEC (Securities and Exchange Commission), a agência federal que regula e controla os mercados financeiros.

Jornalistas veteranos sobem à direcção da “Paris Match” e do “JDD”

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Os jornalistas veteranos Patrick Mahé e Jérôme Bellay assumirão, respectivamente, a direcção da revista “Paris Match” e do “Journal du dimanche” ( JDD ), anunciou o Grupo Lagardère em comunicado.

Estas nomeações, explicou o jornal “Le Monde”, foram resultado da demissão de Hervé Gattegno, que dirigia o “JDD” desde 2016, e o “Paris Match” desde 2019.

Desta forma, ambos os profissionais irão regressar às publicações que já dirigiram anos antes.

Patrick Mahé, de 74 anos, ingressou no “Paris Match” em 1981, assumindo o papel de editor-executivo de 1990 a 1996. Já Jérôme Bellay, de 79 anos, foi director do “ Journal du dimanche” entre 2011 e 2016.

Na direcção do “Paris Match”, Patrick Mahé contará com a assistência de Caroline Mangez, até agora editora-executiva adjunta daquele jornal.

Assim, Mahé e Mangez ficarão, agora, incumbidos de “trabalhar em conjunto para consolidar a influência do título no panorama mediático francês”, declararam Arnaud Lagardère, CEO do grupo Lagardère , e Constance Benqué, presidente da Lagardère News, citados num comunicado enviado à imprensa.

Jérôme Bellay poderá, por sua vez, “contar com o profissionalismo e talento de Cyril Petit, que está envolvido em diversos projectos de transformação do ‘JDD’, nomeadamente na sua transição digital”.

Canal GB News tem novo director editorial

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A GB News continua a tentar "sobreviver", após diversos contratempos e controvérsias.

Como tal, o canal informativo de orientação conservadora contratou, agora, o jornalista Mick Booker para o cargo de director editorial, com o objectivo de melhorar os seus produtos e a sua reputação.

Booker é um profissional conhecido das audiências televisivas, tendo já colaborado com a Sky News e com a BBC.

Além disso, ao longo da sua carreira, Booker já ocupou o cargo de editor do “Sunday Express”, bem como do “Daily Express”.

Em comunicado, a GB News especificou que, nas suas novas funções, Booker irá “liderar as equipas editoriais em todas as plataformas, incluindo televisão, rádio e formato digital”.

Por sua vez, o CEO da empresa, Angelos Frangopoulos disse estar confiante no instinto daquele profissional “para as histórias que realmente interessam”.

Já Booker afirmou-se feliz por “integrar um dos mais entusiasmantes projectos do jornalismo britânico”.

Lançada em Junho deste ano, a GB News comprometeu-se com uma linha editorial conservadora, e com a promoção de diálogos disruptivos, distanciando-se do “politicamente correcto”.

 

AP aposta nas “blockchains” para combater desinformação

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A Associated Press (AP) anunciou que irá trabalhar com a empresa Chainlink para converter alguns dos seus conteúdos de desporto e sociedade em “blockchains”, com o objectivo de registar informações fidedignas de forma inalterável.

Conforme apontou o director de “blockchain” da AP, Dwayne Desaulniers, a Chainlink irá prestar auxílio técnico, de forma a assegurar que os conteúdos daquela agência noticiosa serão acessíveis através de aplicações e serviços especializados.

Com isto, a AP procura melhorar os níveis de confiança nos serviços noticiosos.

“O principal propósito de uma ‘blockchain’ é fazer com que a informação fidedigna passe a ter um registo seguro”, afirmou Desaulniers. “Como a AP é uma fonte importante de notícias confiáveis, consideramos que as ‘blockchains’ são uma óptima maneira de providenciar informação de qualidade a consumidores de todas as partes do mundo”.

“Acreditamos que as redes de ‘blockchain’ são uma tecnologia importante, porque exigem o nosso compromisso com a veracidade”, concluiu.

"Podcasts" inovadores para servir comunidade surda

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A Vox Media criou uma plataforma de “podcasts” visuais, para que estes produtos possam ser consumidos por cidadãos com deficiências auditivas, noticiou o “site” “Nieman Lab”.

De acordo com o “Nieman Lab”, estes “podcasts” caracterizam-se por disponibilizarem “transcrições imersivas” dos conteúdos, que incluem o texto de cada programa, bem como algumas imagens, com o objectivo de ajudar os consumidores a experienciarem os produtos de forma emotiva.

O primeiro projecto incluído nesta iniciativa chama-se “More Than This” e é apresentado por Danielle Prescod, que conta histórias de pessoas que “traçaram o seu próprio caminho”, através de uma mudança no percurso profissional, ou ajudando a sua comunidade a prosperar.

“Sabemos que as transcrições são algo comum no mundo dos ‘podcasts’, mas queríamos elevar esta experiência, ao fazer uma tradução visual das emoções, ritmo e atmosfera de cada programa”, disse Annu Subramanian, produtora da Vox Creative. “Assim, estamos a transformar o ‘podcast’ num meio visual”.

De forma a melhorar o produto, a Vox trabalhou em conjunto com uma equipa de engenheiros e “designers”.

Os conteúdos visuais foram, também, testados por um grupo de pessoas com deficiências auditivas.

Colunista do “NYT” influente no mercado dos "media"

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O colunista Ben Smith, que escreve sobre "media" para o "New York Times", tem tido um papel crucial na responsabilização dos jornais e dos jornalistas.

Conforme apontou Jon Allsopp num artigo publicado no “site” da “Columbia Journalism Review”, em menos de um mês, Smith alertou para a falsificação do número de audiências na plataforma digital "Ozy", além de ter reportado sobre a "conduta imprópria" do editor-executivo do jornal alemão "Bild".

Estas revelações, continuou Allsopp, resultaram em mudanças importantes.

Após a denúncia das falsificações das suas métricas, a “Ozy” anunciou o seu encerramento (apesar de ter feito promessas sobre o regresso).

Já o artigo sobre a conduta do editor-executivo do "Bild", Julian Reichelt, resultou na demissão daquele responsável.

Desta forma, Smith tem vindo a ser celebrado como “um super jornalista”, que detém a capacidade de alterar o “status quo” do mercado mediático.

Ainda assim, sublinhou Allsopp, em alguns dos casos, Smith não actuou sozinho, ao depender das reportagens realizadas por outras publicações jornalísticas, às quais aliou a sua própria investigação. Neste sentido, diz Allsopp, é importante reconhecer o trabalho de todos os jornalistas envolvidos.

 

Tribunal condena Colômbia pelo rapto e tortura de jornalista

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O Estado colombiano foi considerado culpado pelo rapto e tortura da jornalista Jineth Bedoya, que foi capturada em 2000, durante a cobertura noticiosa da guerra civil naquele país.

Após 21 anos de investigação e julgamentos, o Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos reconheceu a responsabilidade do Estado pela “agressão verbal, física e sexual” daquela colaboradora dos “media”.

O veredicto foi, entretanto, celebrado pela jornalista e por diversas associações dos “media”, entre as quais a Fundação Colombiana para a Liberdade de Imprensa (FCLI), que providenciou assistência legal durante todo o processo.

“Esta decisão estabelece um bom precedente, que irá recordar o governo de que não pode ignorar a violência contra a imprensa”, disse o presidente da FCLI, Jonathan Bock, citado pelo “Guardian”. “Isto também ajudará a sociedade e as mulheres jornalistas a alertarem para a violência de género”.

Conforme recordou o “Guardian”, Bedoya foi raptada em 25 de Maio de 2000, junto a uma prisão de Bogotá, onde se encontrava para entrevistar um líder paramilitar. A jornalista terá sido drogada e levada para fora da cidade, onde foi torturada.

Depois de as autoridades se terem demonstrado incapazes de investigar o ataque, Bedoya começou a implementar as suas próprias medidas, obtendo o apoio da FCLI e do Centro para a Justiça e Legislação Internacional (Cejil, na sigla inglesa).
De acordo com os relatórios da Freedom House, a Colômbia é um país parcialmente livre, onde os jornalistas são, frequentemente, alvo de perseguição e violência.

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O Clube


Conhecidas as propostas do governo para o Orçamento de Estado, verifica-se que o sector dos media continua a ser o “parente pobre”, sem atrair medidas de reanimação capazes de corrigirem e de equilibrarem o plano inclinado em que se encontra a maioria das empresas jornalísticas, já periclitantes antes de serem fortemente flageladas pela pandemia.
O Sindicato dos Jornalistas lamenta-o e estranha que o OE ignore “completamente as dificuldades da comunicação social”. As associações do sector, como é o caso do CPI, certamente não menos.
O documento é omisso em medidas de apoio, que possam contribuir para inverter o declínio das vendas de jornais e revistas, sem pôr em causa a independência das publicações.
O bom jornalismo não precisa de ser subsidiado, mas implica redacções ágeis e com capacidade de resposta, que não dependam das redes sociais para medirem a realidade.
Com as contas no “vermelho”, as empresas editoriais não dispõem , contudo, de meios nem de condições propícias ao investimento, por exemplo, na reportagem de investigação.
Os jornalistas saem cada vez menos e a pandemia, com o teletrabalho, mais acentuou esse défice de contacto com o exterior.
É impossível não concordar com o SJ quando este defende várias medidas, como a criação de um voucher de 20 euros por agregado familiar para assinaturas ou compra de jornais e revistas, o desconto do IVA de produtos de media no IRS e a oferta de jornais ou de uma assinatura digital a todos os jovens que completem 18 anos.
Salva-se apenas a digitalização, a única que tem verbas disponíveis no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). É importante. Mas não é exclusivamente por aí que se salvam os media em sérias dificuldades, que lutam pela sobrevivência. E que são um pilar da democracia. Eis um debate urgente ao qual nos associamos.


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Opinião
O jornalismo está de parabéns. O Nobel da Paz atribuído a dois jornalistas, Maria Ressa e Dmitry Muratov, uma filipina e um russo, premiou uma incansável e corajosa luta pela liberdade de expressão nos seus países, com risco da própria vida. São um exemplo. Foi necessário passar quase um século para um Nobel da Paz caber novamente a jornalistas, que pugnam pela sobrevivência do jornalismo sério e independente,...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...