Quarta-feira, 17 de Julho, 2019

  

Álbum dos RSF com "100 cartoons pela Liberdade de Imprensa"

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Está disponível um novo album dos Repórteres sem Fronteiras, desta vez não com 100 Fotos, mas com  “100 cartoons pela Liberdade de Imprensa”.  O autor escolhido foi o caricaturista francês Jean-Jacques Sempé, apresentado como símbolo de “uma França nostálgica, tão poética como hilariante, com um humor capaz de ultrapassar fronteiras e chegar a um público universal, para lhe arrancar um sorriso... ou uma gargalhada”.

A conhecida ONG presta uma merecida homenagem a este artista, hoje com 86 anos, reproduzindo uma centena escolhida de entre os seus melhores trabalhos.  Os fundos recolhidos são destinados integralmente ao trabalho dos Repórteres sem Fronteiras, “que inclui a vigilância pela liberdade de informação em todo o mundo, a denúncia de agressões e de censura, apoio a jornalistas e meios em dificuldades, acolhimento de jornalistas exilados e fornecimento gratuito de coletes à prova de bala e capacetes”, entre outras missões.

Estudantes e estagiários candidatos ao desemprego

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O que sabemos até agora, desta primeira fase da era digital, é que significa um desastre para a profissão do jornalismo, para a qualidade da informação em geral e para a desigualdade económica a nível planetário.

A maioria dos jornalistas ao serviço dos meios digitais trabalha em situação de freelance, o que significa precariedade laboral mal remunerada. Uma página Web dirigida a este nicho profissional anunciava recentemente que uma empresa procurava redactores oferecendo dois euros por cada artigo de 200 palavras, ou seja, 0,01 cêntimos por palavra.

Segundo outras páginas semelhantes, o normal, agora, é que se pague a esses freeelancers  desde 30 a 50 euros por uma peça editada de cerca de mil palavras. “Mas é frequente que se ofereçam trabalhos muito abaixo destes valores, claramente irrisórios, senão mesmo ofensivos.”

A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

Nova vaga de despedimentos nos “media” europeus

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Entrou numa nova fase o negócio à volta das noticias na União Europeia, com uma significativa perda de empregos nos primeiros cinco meses, a pior da década, segundo escreve Miguel Ormaetxea  no jornal eletrónico Media Tics. Só a Bloomberg despediu cerca de três mil profissionais,  além da Gannett, McClatchy, BuzzFeed, Vice Media y el canal CNN.

Ao mesmo tempo, os periódicos locais queixam-se que viram desaparecer grande parte das suas receitas de publicidade.

Em Espanha a situação não é muito diferente, tendo sido despedidos 200 jornalistas desde o inicio do ano, com destaque para o Grupo Zeta.

"El Confidencial" prepara leitores para assinaturas pagas

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O jornal “El Confidencial” enviou recentemente uma mensagem a todos os seus subscritores, relembrando os seus 18 anos online e as conquistas que fez durante este periodo,entre as quais ter participado na investigação que publicou os Panamá Papers, além de ter sido o primeiro a anunciar que o Rei Juan Carlos iria abdicar.

A mensagem, assinada pelo director do diário, agradece aos leitores e subscritores a sua fidelidade, e informa que a publicidade não é suficiente para continuar a crescer, satisfazendo a procura de um jornalismo livre e independente de qualidade, propondo que a subscrição passe a ser paga.

Revista "fRoots" foi cortada pela raiz...

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A revista britânica fRoots, especializada na música folk em todas as suas franjas, anunciou o fim dos seus 40 anos de vida.
Uma declaração divulgada online explica que “o decréscimo do sustento da publicidade, na era digital, associado às presentes incertezas políticas e económicas”, não ajudou as últimas tentativas de solução que estavam em curso.

A fRoots, à qual The Guardian chama “a bíblia da folk britânica”, começou em 1979, no auge do ambiente musical post-funk e disco. Tinha então o título The Southern Rag e era uma publicação trimestral, de âmbito regional, divulgada no centro e sul da Inglaterra. Passou a ser Folk Roots a partir de 1984, tornando-se mensal e de circulação nacional, com muitas assinaturas.

A lealdade dos leitores manteve-a viva enquanto muitas outras revistas colapsavam. Mesmo em 2019, 90% ainda renovaram a assinatura, 40% deles de outros países.

Quem são os donos dos Media em França

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Acrimed, (o título que reune os termos Action, Critique e Médias, designando deste modo o Observatório dos Media em França), anuncia a publicação do seu mapa actualizado da paisagem mediática francesa, “que permite destrinçar o emaranhado das concentrações na propriedade dos grandes meios de comunicação”.

Não é a primeira vez que o faz, sendo possível consultar, no site do Acrimed, edições anteriores. Este mapa, fruto de uma parceria entre Acrimed e Le Monde Diplomatique, virá em forma destacável no próximo número da revista Médiacritiques, para o qual é chamada a atenção dos leitores interessados.

Informação contaminada pela "comunicação lixeira"

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Veio para ficar, e está instalada entre nós, a “comunicação lixeira”, depois de ultrapassados todos os limites de degradação da qualidade da comunicação, que era suposto transmitir “informação e conhecimento”.

Parece-nos hoje inevitável que, nos processos eleitorais, a transmissão das mensagens se tenha convertido num “exercício de impostura, um território em que tudo é permitido, incluindo a mentira e o insulto e, no limite, o espaço do debate público se tenha tornado uma autêntica lixeira cívica”.

A reflexão é do jornalista José Antonio Zarzalejos, um dos autores destacados na mais recente edição da revista Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, cujo tema de fundo é “O assalto da mentira à comunicação política”.

Congresso de ensino do jornalismo reunido em Paris

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Mais de meio milhar de participantes, oriundos de mais de 70 países, encontram-se reunidos no quinto Congresso Mundial de Ensino do Jornalismo, que este ano decorre, entre 9 e 11 de Julho, na Universidade Dauphine – PSL, em Paris. O WJEC  - World Journalism Education Congress, único grande evento internacional exclusivamente consagrado ao ensino do jornalismo, e federação de 32 organizações de escolas de jornalismo em todo o mundo, escolheu como tema de 2019  - “Ensinar o jornalismo na era da disrupção”.

Pascal Guenée  - director do IPJ - Institut Pratique de Journalisme, que pertence à referida Universidade e é portanto, além de um dos membros da Conferência francesa de Escolas de Jornalismo, a entidade anfitriã e organizadora do Congresso -  reconhece que muitos dos participantes vêm de países onde o jornalismo não é famoso  - China, Irão, Polónia, Rússia, Zimbabwe e outros:

“Não fiz da liberdade de expressão do país de origem um pré-requisito”  - afirmou -  “senão arriscávamo-nos a fazer um encontro entre nós...”

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...