Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019

  

Morreu o jornalista José Queirós fundador do "Público"

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Morreu o jornalista José Queirós, que foi um dos fundadores e director-adjunto do Público, sendo mais tarde, durante três anos, o seu provedor do leitor. Natural do Porto, onde sempre viveu, começou como repórter estagiário do Primeiro de Janeiro, em 1977. Durante a década de 80 foi o responsável pela organização e expansão da delegação do Expresso na mesma cidade. Entre 2002 e 2008 trabalhou no Jornal de Notícias, de que foi chefe de redacção.

José Queirós deixou, da sua experiência como provedor do leitor, uma avaliação pessoal:  "Agora farto-me de ler, sou sério candidato a leitor número um do Público, leio o jornal de ponta a ponta. Se já antes o fazia, quando por aqui andei e ajudei a criar este diário, continuei a fazê-lo por gosto."

"Tenho orgulho neste jornal e zango-me com ele quase todos os dias. Suponho que se chama a isto um afecto possessivo, que devo recalcar semana após semana, para ganhar a distância necessária na avaliação das críticas que me chegam." 

Carta de associações europeias sobre condições de trabalho dos jornalistas

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Foi divulgada, em Belgrado, a Carta sobre as Condições de Trabalho dos Jornalistas, documento assinado por 14 associações representativas da classe profissional e filiadas na Federação Europeia de Jornalistas. O texto está aberto a outras organizações, empresas de media públicas ou privadas, ou autoridades envolvidas no melhoramento das referidas condições de trabalho.

O documento reparte por dez artigos os grandes princípios que dizem respeito às relações de trabalho entre os jornalistas, os seus empregadores e a opinião pública, beneficiário final do seu produto. Formula também os valores que as autoridades, públicas ou privadas  - incluindo as instituições da União Europeia -  devem respeitar na sua relação com os jornalistas.

A Carta vai ser entregue à Comissão Europeia, em Bruxelas, bem como ao Conselho Europeu, em Estrasburgo, durante o ano de 2019.

Liberdade de Imprensa piorou na Europa

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O Conselho da Europa divulgou um relatório preocupante sobre a situação da liberdade de Imprensa, que “piorou significativamente” nos seus Estados-membros em 2018. Homicídios impunes, actos de intimidação e detenções arbitrárias são alguns dos ataques mais frequentes.

Elaborado por doze organizações parceiras, incluindo os Repórteres sem Fronteiras e o Comité para a Protecção de Jornalistas, o estudo indica que, durante o ano findo, houve 140 violações sérias à liberdade de Imprensa em 32 dos 47 Estados-membros, concluindo que a mesma “está no momento mais frágil desde o final da Guerra Fria”.

Segundo o mesmo documento  - que aqui citamos do Observador -  o número de ataques a jornalistas tem aumentado “continuamente”, com as ameaças de morte a duplicarem no último ano, e não tem havido progressos em casos antigos de impunidade pelo assassinato de jornalistas.
Até ao final do ano passado, 130 jornalistas estavam detidos em Estados-membros do Conselho da Europa, dos quais 110 na Turquia, um “recorde mundial” do Mediterrâneo, segundo o estudo.

Portugal e Suíça poupados em relatório dos Repórteres sem Fronteiras

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Portugal e a Suíça são apresentados como exemplo positivo no capítulo europeu do Informe Anual 2018, elaborado pela secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras e divulgado em Madrid.

A Suíça, por ter decidido a continuação do financiamento da estação pública de radiotelevisão, que teria fechado em caso contrário. E Portugal por ter aprovado nova legislação que agrava as sanções em caso de crimes cometidos contra os que informam, que passam a figurar como “pessoas protegidas”.  

Tanto este capítulo sobre a Europa, como a introdução geral assinada por Alfonso Armada, presidente de Reporteros sin Fronteras, destacam as ameaças e retrocessos da liberdade de Imprensa aqui e em todo o mundo: “Sopram ventos maus sobre a liberdade de Imprensa no mundo, porque sopram ventos maus sobre a liberdade”  -  afirma.

A apresentação pública do documento realizou-se, a 8 de Fevereiro, no salão nobre da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Jovens repórteres franceses renunciam à profissão

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Pressionados pelas chefias para estarem sempre disponíveis, insultados e agredidos nas ruas quando fazem a cobertura das manifestações, muitos jornalistas franceses estão a chegar ao limite da sua resistência e a deixar a profissão. Quando a NextRadio TV  - o grupo que detém o canal noticioso BFM TV -  propôs aos seus jornalistas, no final de 2018, rescisões voluntárias em condições favoráveis, cerca de um terço dos 700 jornalistas da empresa aceitou.

O problema é que muitos dos que o fazem, agora, pertencem a uma geração mais jovem, que chegou à profissão nesta última década. Para fechar o círculo, os cortes de pessoal “aumentam a pressão sobre os que ficam”.

A reflexão é da jornalista francesa Alice Antheaume, da Slate.fr e France5, no Observatório Europeu do Jornalismo.

Fenómeno da desinformação pode atingir Portugal

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O fenómeno da desinformação organizada já está em Portugal e pode ter consequências sobre as próximas eleições, como aconteceu noutros países.

“Vejo todos os dias a formação de novos grupos no Facebook e outras plataformas, com opiniões muito extremas, grupos com opiniões que tentam desconstruir temas consolidados, como a questão da escravidão, por exemplo”  - afirmou à Lusa o director da agência AP Exacta e investigador da Universidade do Minho, Sérgio Denicoli.

Existem “grupos muito focados em questões religiosas e em agressões às minorias. Isso já está colocado nas redes em Portugal e eu acredito que, quando as eleições começarem, vai subir de uma forma muito forte, porque a rede já está armadilhada”  - acrescentou.

"L'Express" pode mudar de mãos mais uma vez

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Uma alteração de gestores no seio do universo Altice poderia levar o semanário L’Express a mudar mais uma vez de mãos. Segundo informação do semanário económico Challenges, Patrick Drahi, que detém neste momento a totalidade do capital de L’Express, por via do seu Grupo Altice (com sede na Holanda), poderia ceder a maioria a Alain Weill, administrador executivo da Altice France e director-geral da Altice Europe, mantendo apenas 10%.

A redacção de L’Express ficou estupefacta pela revelação da Challenges, que não foi ainda confirmada. Segundo a Altice France, será enviada brevemente uma “comunicação muito exacta” aos trabalhadores, para deixar “tudo clarificado”.  

“Desde 2015 nos interrogávamos sobre o motivo pelo qual Patrick Drahi adquiria L’Express”  -  diz uma jornalista do semanário. “Visivelmente, nunca teremos a resposta.”

"L'Humanité" continua sob administração judicial

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O diário francês L’Humanité foi colocado sob administração judicial pelo Tribunal do Comércio de Bobigny, em Paris, podendo prosseguir actividade até nova decisão. Está prevista uma segunda audiência para 27 de Marco, sendo o período de observação de seis meses.

O conhecido jornal comunista, em dificuldades financeiras, declarou-se no final de Janeiro em cessação de pagamentos e fez apelo à solidariedade dos seus leitores. Foi marcada para 22 de Fevereiro um jornada de apoio a L’Humanité.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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