Terça-feira, 29 de Setembro, 2020

  

Media Capital com prejuízos acima dos 14 milhões

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A Media Capital registou prejuízos de 14,4 milhões de euros no primeiro semestre, com os rendimentos operacionais a caírem 36%, as receitas de televisão (TVI) a diminuírem 34%, e as de rádio e entretenimento a decrescerem 48%.

Contudo, a empresa detentora da TVI perspectiva “a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”, justificando as quebras com os efeitos económicos da pandemia. 

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital referiu, que “a conjugação de uma retoma, ainda que titubeante, da normalidade da actividade económica, com a melhoria clara das audiências em televisão, digital e a continuação da liderança das rádios do Grupo, bem como a tendência para a normalização da actividade de produção de conteúdos permitem perspectivar a melhoria dos indicadores financeiros nos próximos meses”.


Director do JN com assento na administração Global Media

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O director do “Jornal de Notícias”, Domingos de Andrade, passará a acumular estas funções com a de vogal da administração da Global Media. A decisão foi anunciada num “email” distribuído pelos colaboradores do Grupo.

Andrade, que conta com cerca de 30 anos no sector dos “media”, licenciou-se em Jornalismo, com pós-graduação em Sociologia das Organizações, pela Universidade do Minho.

Ao longo da sua carreira, passou por diversas publicações, tanto em Lisboa como no Porto, nas quais exerceu funções de repórter, editor e chefe da redacção. Actualmente, é docente na Universidade Católica e comentador político em vários “media”. 

Assumiu a direcção do JN, no qual já era editor-executivo, em Setembro de 2018, quando Afonso Camões passou a director-geral de publicações do Grupo.


Governo espanhol veta jornalistas no ensino de línguas

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A Federação das Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) solicitou à ministra da Educação e Formação Profissional, María Isabel Celáa, o levantamento do veto que impede os jornalistas de ensinar línguas.

A FAPE, que actua como porta-voz da Plataforma de Professores Jornalistas, desencadeou este pedido após María Isabel Celaá ter declarado que a Educação vai tornar os requisitos para o ensino mais flexíveis, "de uma forma excepcional e limitada", no contexto da pandemia. 

O presidente da FAPE, Nemesio Rodríguez, enviou, entretanto, uma carta à ministra, na qual suscita esta reclamação, solicitando, ainda, uma entrevista para a informar sobre a situação destes professores, que são, arbitrariamente, impedidos de dar aulas de línguas nas referidas escolas. 

A FAPE salientou, da mesma forma, que os profissionais em questão já completaram mestrados em educação.


“Smart TV” supera os “tablets” no acesso à Internet

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As “smart TV” estão a tornar-se populares, junto dos portugueses, e são, já, o terceiro dispositivo mais utilizado para o acesso à internet, de acordo com dados do Bareme Internet 2020, realizado pela Marktest. 

A “smart TV” surgiu, pela primeira vez, nos dados do Bareme Internet em 2012, com uma utilização de apenas 2%, tendo revelado “crescimentos modestos” até há dois anos. Em 2016, ultrapassou as consolas de jogos, para se tornar na quarta plataforma mais utilizada para aceder à internet, mas continuava a ser referida por apenas 10% dos portugueses. Subiu para os 19% em 2019 e superou, agora, o “tablet”, com 25% contra  22%.

 “Entretanto, aumentou a oferta de televisores com acesso a conteúdos ‘online’, com a respectiva descida de preços, tornando este equipamento multimédia cada vez mais acessível. Trata-se de uma substituição tecnológica, a qual continuará a ocorrer nos próximos anos”, pode ler-se no relatório. 


Moniz troca TVI pelo "streaming"

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O antigo director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, vai deixar as funções no canal, enquanto consultor da produtora Plural, para se dedicar à criação e produção de conteúdos para plataformas de “streaming”, em associação com autores e produtores internacionais.

A mudança ocorre um mês depois de Cristina Ferreira ter assumido a direcção de Entretenimento e Ficção daquele canal.

O profissional vai, também, deixar o Benfica, onde é vice-presidente, administrador da SAD, e actual responsável pela Benfica TV. A notícia foi avançada pelo “Correio da Manhã”, que não apurou as circunstâncias da decisão.


Acesso limitado de jornalistas ao desporto universitário

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As competições desportivas foram retomadas, nos EUA, depois de meses de confinamento e de eventos cancelados, devido à pandemia.

O jornalismo especializado em desporto voltou, então, a dispor de temas para relatar e tem procurado, acima de tudo, entrar em contacto com os atletas que regressaram, agora, ao activo.

Contudo, de acordo com um artigo de Frank LoMonte publicado no “site” do instituto “Poynter”, os desportistas universitários estão a ser proibidos de estabelecer contacto com a imprensa.

Depois de analisar os regulamentos de programas de atletismo, nas universidade públicas norte-americanas, LoMonte concluiu que a maioria proibia os seus membros de darem entrevista sem a autorização prévia da direcção.

Alguma universidades eram, ainda, mais rígidas com o regulamento, ao desencorajarem os atletas de denunciarem práticas abusivas. 

Distribuição de jornais normalizada em Marselha

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Os jornais voltaram às bancas de Marselha, onde a distribuição de jornais estava condicionada desde Maio, altura em que a Presstalis entrou em liquidação e iniciou o seu processo de “rebranding”

Agora, a distribuição de publicações impressas vai ser assegurada pela France Messagerie ( que resultou a transformação da Presstalis) e pela Messageries lyonnaises de presse (MLP).

Para que a actividade fosse reiniciada, foi necessário pagar o aluguer do espaço da filial de Marselha, que está assegurado até Dezembro.

Ainda assim, a distribuição de jornais permanece “por um fio”, já que os colaboradores das empresas desejam continuar a sua actividade com uma nova estrutura: uma Société Coopérative d'intérêt Collectif (SCIC).

Pandemia provoca crise nas revistas de viagem

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O período de confinamento fez com que alguns sectores dos “media” entrassem em crise, já que os cidadãos deixaram de deslocar-se às bancas para comprarem as edições impressas das publicações.

Foi esse o caso do jornalismo de viagens. Isto porque, além de algumas publicações ainda assentarem no modelo tradicional, a maioria das deslocações, em férias, foi adiada ou cancelada.

Assim, boa parte das revistas de viagens perderam o seu público e anunciantes.

A título de exemplo, a “Family Traveller” foi forçada a suspender, em Abril, a edição impressa. O “site” continuou activo, até Setembro, e registou uma boa afluência. Contudo, a empresa não conseguiu “monetizar” os acessos “online” e entrou em liquidação.


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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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