null, 11 de Abril, 2021

  

CT da Lusa critica Nicolau Santos

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A Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa criticou o presidente cessante, Nicolau Santos, pela “falta de esclarecimentos” sobre a exploração de sinergias com a RTP.

De acordo com o projecto estratégico 2021-2023 apresentado na candidatura da nova dupla de administradores da RTP, Nicolau Santos e Hugo Figueiredo, prevê-se a exploração de sinergias com a agência Lusa “na área da gestão de espaços e na colaboração editorial”.

Em comunicado, a CT conta que questionou Nicolau Santos sobre o tema, tendo o gestor respondido: “Significa isso mesmo: explorar sinergias na gestão de espaços e na colaboração editorial. Nada mais do que isso”.

Para a CT da Lusa, “esta falta de esclarecimentos suscita mais dúvidas do que respostas”, considerando que “nunca, como hoje, foi tão importante a autonomia dos jornalistas para que a informação seja clara, rigorosa e verificável”.

A Comissão de Trabalhadores salienta, da mesma forma, que “ninguém pode admitir que se pense sacrificar a voz da única agência de informação portuguesa com presença mundial e que fornece todas as televisões portuguesas, especialmente as concorrentes da RTP, graças à sua presença nos países lusófonos e resto do mundo”.

“Teen Vogue” nomeia nova responsável editorial após polémica

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A jornalista Danielle Kwateng foi nomeada para o cargo de editora-executiva da “Teen Vogue”, após a demissão (forçada) de Alexi McCammond.

McCammond, que ficou conhecida enquanto correspondente política para a revista “Axios”, foi “convidada a sair” ainda antes de assumir a liderança da revista juvenil de moda, por ter publicado, em 2011, “tweets” que foram considerados ofensivos.

Estas publicações resultaram em pressão dos investidores, que consideraram que McCammond não seria a pessoa indicada para representar a marca.

A editora Condé Nast reuniu-se, posteriormente, com a jornalista, chegando a um acordo mútuo sobre seu afastamento.

Agora, a liderança editorial da “Teen Vogue” será assegurada por Danielle Kwateng, antiga responsável pelas secções de cultura e entretenimento do título.

Kwateng publicou, entretanto, uma nota no “site” da publicação, demonstrando-se atenta às preocupações e interesses dos leitores.

“Nós, na ‘Teen Vogue’, lemos todos os vossos ‘e-mails’ e comentários, e tivemos em conta a frustração perante as publicações nas redes sociais”, afirmou, referindo-se aos “tweets” de McCammond.

Jornal centenário de Ovar suspende publicação

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O jornal “João Semana”, publicado há 107 anos no concelho de Ovar, está suspenso por tempo indeterminado devido a constrangimentos financeiros e dificuldades em angariar apoios locais, de acordo com a agência Lusa.

Inicialmente semanal, e nos últimos anos com periodicidade quinzenal devido ao mesmo tipo de problemas, este jornal do distrito de Aveiro é propriedade da Fábrica da Igreja de Ovar e, até Novembro de 2020 era dirigido pelo pároco Manuel Bastos.

No mês seguinte, o padre Vítor Pacheco, que assumiu a direcção do periódico, contactou os assinantes do “João Semana” a alertar para “encargos incomportáveis” com a manutenção do jornal e apelando à angariação de novos assinantes.

As colectas na igreja, durante as missas, também foram insuficientes para auxiliar o quinzenário: “os constrangimentos causados pela pandemia reduziram, drasticamente, as ofertas recebidas na igreja, o que veio agravar ainda mais a sua debilidade económica”.

“As pessoas não têm noção do esforço que manter o jornal implica e estamos a tentar arranjar soluções que permitam salvaguardar a continuidade da marca, contactando empresas e instituições, de alguma responsabilidade, que nos possam ajudar”, declarou Victor Pacheco.

Defendendo que as vendas de uma tiragem quinzenal de mil exemplares — dos quais 900 para assinantes e 100 distribuídos em banca — não é suficiente para fazer face às despesas, o pároco reconheceu, por outro lado, que a audiência do jornal está envelhecida e que é necessário chegar a leitores mais jovens.

Canal chinês sob investigação em França

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O Conselho Superior de Televisão francês (CSA) confirmou ter recebido as primeiras queixas contra as reportagens do canal chinês CGTN, cujas emissões já foram suspensas no Reino Unido.

As queixas foram apresentadas pela organização não-governamental Safeguard Defenders, que condena a repressão dos Uighurs na região autónoma de Xinjiang.

Estas acusações surgiram na sequência de uma entrevista concedida por Abudurehim, um Uighur exilado na Austrália, que acusou a CGTN de o difamar.

De acordo com Abudurehim, a CGTN coagiu uma das suas filhas a conceder uma entrevista, de forma a contradizer uma outra reportagem sobre os Uighur, emitida pela CNN.

O CSA está, agora, a investigar as acusações.

"O CSA gostaria de recordar que o canal, que controla de muito perto, é obrigado a respeitar as directrizes estabelecidas na lei. Se for encontrada uma violação, a CSA intervirá", disse aquela autoridade reguladora francesa, que confirmou, recentemente, que é responsável pela regulação das actividades da CGTN na Europa, após a revogação da licença britânica do canal.

TikTok melhora acessibilidade

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O TikTok vai introduzir a possibilidade de gerar legendas automáticas, com o objectivo de reforçar a acessibilidade dos conteúdos para utilizadores com défice auditivo.

Esta nova opção aparecerá após a gravação ou carregamento do conteúdo, no menu de edição da plataforma. Aí, os criadores de conteúdo da rede social poderão activar a opção de legendas automáticas antes de efectuar a publicação.

A opção, para já disponível apenas em inglês e japonês, será oferecidade forma simples, sem que o criador de conteúdo precise de ter trabalho adicional.

A par dos indivíduos com dificuldades auditivas, as legendas automáticas ajudarão, igualmente, os “utilizadores comuns” a desfrutar dos conteúdos, sempre que não puderem, ou não quiserem, activar o respectivo áudio.

Em comunicado, a rede social sublinhou a importância da inclusividade e da interacção com a comunidade “online”, como forma de incentivar a liberdade de expressão.

Partindo desta premissa, o TikTok afirma continuar a trabalhar para tornar a sua rede social acessível ao maior número possível de utilizadores.

Jornalistas guineenses investigados por difamação

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Dois jornalistas guineenses, que colaboram com a rádio privada Capital FM, estão a ser investigados na sequência de uma queixa-crime por difamação, denunciou o Comité para a Protecção de Jornalistas (CPJ).

De acordo com o CPJ, os procuradores questionaram os jornalistas -- Sumba Nansil e Sabino Santos -- sobre a sua conduta.

Em causa está uma queixa apresentada pela Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), que acusou a Capital FM de ter, alegadamente, difamado a empresa nos seus comentários.

A 27 de julho de 2020, a rádio anunciou que "homens armados não identificados" assaltaram as suas instalações, após terem imobilizado o segurança.

Na sequência daquele ataque, os jornalistas questionaram a actuação da EAGB que, dias antes, terá mudado os equipamentos de fornecimento da energia eléctrica da rede pública.

"A EAGB não quer ser culpada, mas foi a sua falta de serviço que deixou a estação vulnerável", argumentou Nansil, citado em comunicado.

Perante este cenário, o CPJ apelou às autoridades guineenses que encontrassem uma alternativa à investigação por difamação.

"As autoridades da Guiné-Bissau devem abandonar a sua investigação por difamação criminal à rádio Capital FM e aos seus jornalistas e deixar o órgão reportar livremente", afirmou a coordenadora do CPJ, Angela Quintal.

"O país deve eliminar as suas obsoletas leis de difamação criminosa e assegurar que existem soluções civis adequadas para tais questões, seguindo a tendência em toda a África e no resto do mundo", acrescentou aquela responsável.

O "anglo-centrismo" dos "media" e a aversão inglesa a línguas estrangeiras

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Os países anglófonos continuam a ler informação sobre a União Europeia através de "media" britânicos mesmo após o Brexit.

De acordo com o jornalista Ruadhán Mac Cormaic, do "Irish Times", isto acontece devido a uma aversão a línguas estrangeiras, o que favorece um único mercado europeu e prejudica a pluralidade informativa.

“Na Irlanda, existe uma aversão em aprender outros idiomas e apenas um pequeno número de jornais com a possibilidade de cobrir assuntos estrangeiros, o que facilita o florescimento de ‘mal entendidos'' ', começou por referir Cormaic.

“A forte presença de ‘media’ britânicos, com a sua complexidade e reportagens tendenciosas, agrava o problema”.

“Esta realidade tornou-se mais gritante com o ‘Brexit’. Agora, a informação sobre a União Europeia com maior audiência é produzida fora deste bloco de países”.

“Muita desta informação é produzida por correspondentes estrangeiros, mas acaba por ser filtrada pela editoria britânica, o reflecte as suas referências nacionais”.

Assim, os anglófonos residentes em países como Portugal, Espanha, Dinamarca, Polónia, entre outros, continuam a informar-se sobre o local onde vivem através de “media” estrangeiros, o que pode enviesar a sua percepção da realidade.

"Daily Telegraph" conquista novos assinantes

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O “ Daily Telegraph” anunciou a criação de 60 novos postos de emprego, na sequência de ter alcançado o patamar de 600 mil subscritores.

Com este investimento, o jornal espera alcançar um milhão de assinantes e 10 milhões de utilizadores registados até 2023.

As novas posições incluem oportunidades para jornalistas de investigação, produtores de conteúdo, editores de áudio e imagem, bem como para repórteres de arte.

O jornal irá, ainda, introduzir novos processos de produção de conteúdos digitais, para que os leitores tenham acesso a reportagens multiplataforma de alta qualidade.

Além disso, o “Telegraph” está a criar a sua primeira “equipa de inovação”, responsável pela implementação de novas estratégias de fidelização.

Por outro lado, o jornal vai desmantelar a editoria de inteligência artificial, o que irá resultar numa reorganização da redacção.

Os colaboradores desta editoria deverão, agora, passar a redigir para as secções de negócios ou tecnologia.

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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Se olharmos para o ranking da liberdade de imprensa, elaborado pela organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF), verificamos que Portugal fecha o top ten em 2020, entre 180 países avaliados, tendo melhorado duas posições desde o ano anterior. É uma classificação confortável, numa lista liderada pela Noruega, onde a vizinha Espanha aparece em 29.º lugar e a Coreia do Norte em último, um exemplo...
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...