Quarta-feira, 30 de Novembro, 2022

  

Jornalista da “Figaro” premiada por reportagem sobre a invasão da Ucrânia

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A jornalista e repórter franco-canadense do Le Figaro, Margaux Benn, recebeu o 84º prémio Albert Londres para a imprensa escrita.

O prémio foi concedido a Benn pelas suas reportagens acerca da invasão russa na Ucrânia, tendo sido elogiada a sua “escrita singular e a inovação constante da sua arte de contar histórias”.

Sem falar ucraniano, a repórter conseguiu “transmitir as emoções dos jovens ucranianos que partem para a frente de batalha e das suas mulheres”, assim como expressar, verbalmente, todos os horrores provenientes da guerra vivida no país. 

Recorde-se que, previamente à sua carreira no Le Figaro, a jornalista estudou na Saint Andrews University e no Instituto de Estudos Políticos de Paris, tendo, mais tarde, trabalhado para o jornal New York Times e para as agências noticiosas Agence France-Presse e BBC.

A jornalista escreveu, igualmente, acerca da situação vivida no Afeganistão durante quatro anos, antes de realizar as reportagens sobre a Ucrânia.

Além de Benn, o júri premiou, também, as jornalistas Alexandra Jousset e Ksenia Bolchakova, pelo seu filme “Wagner, Putin's Shadow Army”, e o jornalista independente Victor Castanet, pelo seu livro de investigação “Les Fossoyeurs”.

A obra cinematográfica de Jousset e Bolchakova descreve a história das “acções dos mercenários russos em vários campos de guerra”, incluindo no Mali e na Ucrânia. 

Revelados finalistas do British Journalism Awards

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A 11ª edição do British Journalism Awards 2022 - News Provider of the Year terá lugar no próximo dia 15 de Dezembro, em Londres.

Esta tem como objectivo “celebrar o melhor jornalismo de interesse público produzido para as audiências do Reino Unido”.

A submissão de candidaturas a concurso esteve aberta a todos os editores e jornalistas, independentemente do meio de comunicação (impresso, televisivo, online), tendo sido concluída no passado dia 30 de setembro.

Das 15 organizações de notícias que se inscreveram no concurso, estão entre os finalistas The Guardian, Sky News, Financial Times, Daily Mirror, Daily Mail The Times.

Estes jornais foram nomeados pelos seus diferentes contributos, destacando-se The Guardian, pelas mudanças políticas que causou, o Sky News, Financial Times e Daily Mail, pela sua cobertura da invasão russa na Ucrânia, e o Daily Mirror e The Times, pelo relato e investigações do Governo de Boris Johnson.

Na mesma cerimónia serão, também, entregues os prémios “Jornalista do Ano”, “Marie Colvin”, “Serviço Público”, “Mulher do Ano” (apoiados pelo Women in Journalism) e “Georgina Henry de Inovação Digital”.

Jornalistas e editores contra oligarcas no Reino Unido

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Mais de 70 editores, jornalistas e advogados dos media, de todo o espectro político, solicitaram que Dominic Raab, vice-primeiro-ministro do Reino Unido, apoie uma proposta de lei que visa combater o silenciamento dos jornalistas britânicos por oligarcas.

O pedido foi feito através de uma carta aberta, assinada por editores da Guardian, Daily Mail e Times, que exige que o governo tome “medidas urgentes para impedir que os oligarcas e cleptocratas usem as suas fortunas para explorar os tribunais britânicos, intimidando e silenciando jornalistas investigativos com processos estratégicos contra a participação pública (Slapps)”.

Segundo os profissionais visados, integrando parte dos jornalistas do Sun, Financial Times e Bloomberg, este processo prejudica não só o jornalismo de investigação, mas igualmente as autoridades, afectando a capacidade de investigarem irregularidades de forma rápida e eficaz.

Acrescentaram, ainda, que o combate aos Slapps é mais urgente tendo em conta a era de “crescente vulnerabilidade financeira em que a indústria de notícias se encontra”.

Mais recentemente, foi possível observar exemplos do efeito destes processos, como é o caso da jornalista Catherine Belton, processada pelo seu livro “Putin’s People”, e de Tom Burgis, pelo livro “Kleptopia: How Dirty Money is Conquering the World”.

Katharine Viner, editora-chefe do Guardian, admitiu que “o abuso do sistema legal do Reino Unido por indivíduos poderosos, com a intenção de intimidar jornalistas, deveria ser motivo de vergonha nacional”.

Assinaturas de jornais e revistas dedutíveis no IRS

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De acordo com o Orçamento de Estado 2023 (OE2023), os jornais e as revistas passarão a contar para as deduções do IRS.

Esta medida foi aceite no final da semana passada, tendo sido sugerida por Carla Madureira, deputada do PSD, que destacou a urgência de “contribuir para o fortalecimento da imprensa nacional”.

A alteração ao Orçamento foi feita no artigo do Código do IRS, que “enquadra as deduções concedidas através da totalidade ou parte do IVA suportado nos gastos de restaurantes, cabeleireiros, oficinas ou passes de transportes”.

A medida permitirá que as famílias abatam ao IRS “parte dos gastos com assinaturas periódicas de jornais e revistas, incluindo as digitais, sendo, para isso, necessário a respectiva factura”. Além disso, o limite para as despesas com exigência de facturas é de 250 euros.

Recorde-se que, no debate da passada quarta-feira, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, manifestou “disponibilidade para encontrar uma solução que permitisse a dedução em IRS das despesas com jornais e revistas”.

CNN americana enfrenta crise com despedimentos

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A CNN tem vindo a perder audiências, ficando “em último lugar nas classificações das redes de notícias por cabo nos EUA durante as recentes eleições intercalares”.

Em consequência, a empresa procura traçar um novo caminho para cortar custos e recuperar audiências, estratégia que será conduzida pelo presidente e CEO da CNN, Chris Licht, e apoiado por David Zaslav, chefe executivo da Warner, e John Malone.

Verifica-se, contudo, que a CNN se encontra numa posição frágil, com a quebra nas receitas, designadamente, da publicidade, ao mesmo tempo que regista, também, o enfraquecimento das suas acções no mercado.

Licht acredita que parte do problema se deve à cobertura excessiva da política de Donald Trump, que tornou a CNN demasiado dependente desse tema, ao invés de permanecer neutra entre os partidos dominantes.

Entretanto, devido à orientação mais espartana de despesas, a crise na CNN reflete-se, igualmente, em despedimentos no sector editorial.

Jay Rosen, professor de jornalismo na Universidade de Nova York, confessou que, actualmente, é impossível cobrir ambos os lados de igual forma, uma vez que este método não se encaixa num mundo que “tem um candidato a concorrer contra o sistema e a tentar ‘explodir’ o que o outro partido está a fazer”.

Jornalista detido na Somália por defender a liberdade de expressão

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As autoridades da Somália impuseram condições de fiança restritas a Abdalle Mumin, co-fundador do Somali Journalists Syndicate e colaborador do Guardian.

Munin foi preso em Outubro, após os protestos da imprensa contra as diretrizes anunciadas pelo Ministério de Informação, que puseram em risco os profissionais que estavam incumbidos da cobertura da ofensiva contra militantes islâmicos.

O colaborador da Guardian foi detido, no total, durante treze dias, antes de ser libertado sob fiança, estando, neste momento, impedido de trabalhar e/ou deixar o país.

O jornalista revelou que além de estar “preso” na Somália, com o seu passaporte confiscado e na lista de “pessoas proibidas”, Munin está, também, refém do seu próprio hotel, uma vez que “enfrenta sérias ameaças de extremistas islâmicos e do Governo”.

Estas condições impossibilitam a procura de assistência médica, apesar do suspeito “problema renal [de Munin] agravado pelas más condições da sua detenção, realizada pelos serviços de inteligência e pela polícia, no início do ano”.

Esta já não foi a primeira vez que Munin foi ameaçado e detido na Somália, tendo sido, em 2015, forçado a fugir do país, quando fez uma reportagem para o Wall Street Journal.

A liberdade de expressão tem sido uma das principais vítimas do longo conflito armado na Somália.

Jornalismo perseguido na Rondônia

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A imprensa da Rondônia sofreu dois atentados contra o jornalismo, em Porto Velho.

O primeiro deu-se na sede do “Rondoniaaovivo”, que foi alvo de tiroteio, embora sem vítimas a lamentar, após ter sido ameaçada dias antes, devido à “cobertura das manifestações do ‘grupo golpista antidemocrático’, que questiona o resultado da eleição presidencial brasileira de 2022”.

O segundo atentado foi direccionado contra um docente da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), cujo carro foi atacado durante o Colóquio de Comunicação e Cultura na Amazónia Rondoniense (CANOAR). Este acto pretendia “reprimir qualquer pensamento divergente da maioria, reconhecido pelo amplo apoio a Jair Bolsonaro”.

Outros profissionais de comunicação da Rondônia foram, também, alvos de intimidação, nomeadamente, a TV Allamanda, em Cacoal, SIC TV, em Candeias do Jamari, e a TV Rondônia, em Porto Velho.

Num texto publicado no Observatório de Imprensa, Allyson Martins admitiu que “as tentativas de silenciar a imprensa rondoniense não são novas e já partiram, inclusive, de um secretário do governo do Estado”. No entanto, os ataques têm vindo a aumentar com a “não reeleição de Jair Bolsonaro e com a cobertura das manifestações anti-democráticas”.

A autora sublinhou que é importante reagir a estes ataques e defender a liberdade e a vida dos profissionais dos media, uma vez que sem o jornalismo, “não existe democracia plena”.

Martins acrescentou, ainda, que a resposta do público revelou que este, normalmente, espera um “alinhamento directo e explícito aos ideais conservadores e reacionários” por parte dos media rondoniense.

Direito ao sigilo profissional para jornalistas em Espanha

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A Federação das Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE), as Associações de Jornalistas CC    OO., a União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Federação dos Sindicatos dos Jornalistas (FeSP) celebraram a intenção do Governo de aprovar uma lei de sigilo profissional para jornalistas, nos próximos meses.

Esta lei garantirá que os profissionais não serão obrigados a revelar as suas fontes de informação, sendo cumprido o mandato contido no artigo 20 da Constituição espanhola, após mais de 43 anos de espera.

O grande obstáculo do sigilo profissional no jornalismo está, directamente, relacionado com o sector, uma vez que, “no campo jornalístico, a divulgação da fonte confere credibilidade à informação e a transparência e confiabilidade das informações veiculadas”.

As organizações profissionais e sindicais de jornalistas envolvidas têm-se reunido com os grupos parlamentares da Assembleia dos Deputados. Estes manifestaram a intenção de apoiar a lei de sigilo profissional para jornalistas, tendo trabalhado com o governo para a legislar.

O direito ao sigilo era já concedido aos jornalistas, apesar não ser respeitado por alguns juízes, que processaram denúncias contra aqueles profissionais.

Os representantes das referidas organizações profissionais e sindicais aguardam a publicação na íntegra do projeto de lei, que o Governo enviará posteriormente ao Parlamento. 

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O Clube


Lançado em novembro de 2016, este site do Clube Português de Imprensa tem mantido, desde então, uma actividade regular, com actualizações diárias, quer sobre iniciativas próprias da Associação, quer sobre a actualidade relacionada com os media portugueses e internacionais.

O site tem sido, ainda, um fórum de debate e de reflexão sobre as questões que se colocam ao jornalismo e aos jornalistas, reunindo a opinião de vários colunistas e textos editados por instituições com as quais celebrámos parcerias, desde o Observatório de Imprensa do Brasil à Asociacion de la Prensa de Madrid ou ao jornal “A Tribuna” de Macau.

Em seis anos de presença online constante, com um crescimento assinalável de visitantes, é natural que o site deva corresponder a essa procura, reinventando-se e procedendo a uma actualização tecnológica.

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