Quarta-feira, 23 de Outubro, 2019

  

Sindicato dos Jornalistas opõe-se a compra da TVI

Media Galeria

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) anunciou que se constituiu como parte interessada no negócio da aquisição da Media Capital, por parte do Grupo Cofina, e comunicou à Autoridade da Concorrência (AdC) a sua opinião desfavorável em relação ao mesmo.

O SJ assumiu esta posição "uma vez que é uma entidade que defende os interesses legalmente protegidos dos seus associados, que podem vir a ser afectados por esta operação de concentração", alertando, ainda, para o facto de se estar a verificar um agravamento da concentração dos media “a uma escala sem precedentes”.

Segundo o sindicato, esse possível “controlo absoluto” do mercado de trabalho poderá constituir um grande risco no condicionamento da liberdade de expressão e de emprego, bem como a deterioração das condições de trabalho dos jornalistas. 

A aquisição em causa poderá, ainda, gerar um “domínio hegemónico do mercado de publicidade e de definição unilateral das suas regras”.

O Sindicato mencionou, também, que “por norma, e lamentavelmente, este tipo de fusões tem-se traduzido em cortes de pessoal e emagrecimento de redacções”.

Reestruturação da revista “L’Express” gera despedimentos

Media Galeria

A redacção do L’Express está prestes a sofrer uma reestruturação, implementada por Alain Weill, CEO da Altice, que adquiriu 51% do Grupo de Imprensa.

A revista tinha perdido cerca de dez milhões de euros no ano anterior e, portanto, será submetida a uma redução de custos que levará a grandes alterações.

Perante esta notícia, os trabalhadores da revista desfilaram junto do edifício da Alticeexibindo cartazes: "#Weill Massacre L'Express" (Weill massacra L’Express).

Alain Weill assume que pretende salvar o L’Express, mas que a publicação necessita de uma intervenção dolorosa.

A direcção tinha assumido, anteriormente, que quarenta despedimentos, dos quais trinta jornalistas, seria o bastante para que o Grupo conseguisse recuperar. 

Posteriormente, 42 jornalistas invocaram uma cláusula que lhes permitia despedirem-se com indemnização devido à alteração do proprietário do jornal. 

Contudo, a direcção anunciou um plano de protecção ao trabalho, que inclui a eliminação de outros 26 cargos e a supressão de departamentos, como por exemplo o da cultura e da investigação.

A jornalista Sandrine Cassine publicou no site do Le Monde um artigo sobre o respectivo plano de trabalho.

Repórter conta em livro as aventuras de uma profissão

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A partir de lições que aprendeu na sua carreira, Peter Copeland definiu três valores fundamentais do jornalismo: rapidez, rigor e imparcialidade.

Copeland foi correspondente da Scripps na América latina, na década de 1980, período durante o qual esteve na Cidade do México. Em meados dos anos 90, tornou-se correspondente no Pentágono e assumiu funções de editor na redacção.

O jornalista, que publicou recentemente o livro "Finding the News: Adventures of a young reporter", considera que o rigor é o requisito básico para o exercício da profsisão. 

Em relação à rapidez, defende que é o factor que garante um ambiente competitivo no sector, para que o jornalismo não se resuma apenas a repórteres a cobrirem histórias.

O terceiro valor, que considera fundamental, é a imparcialidade e justiça, pois entende que até uma criança de dois anos percebe o que é justo. 

Para o autor, a objectividade e a justiça para com as pessoas envolvidas e com a própria história, são o mais importante.

Quase 40 anos depois, o jornalista relata no livro a sua primeira história e relembra a sua carreira, que o levou a 30 países, em cinco regiões do mundo, para dar testemunho do que viu.

Copeland falou com a IJNet sobre o seu livro e reflectiu sobre o estado actual da profissão.

“Ouest France” celebra 75 anos com edição especial

Media Galeria

Ouest France celebrou o seu 75º aniversário com a tiragem de 1,2 milhões de exemplares de uma edição de coleccionador.

Esta edição é dedicada, especialmente, aos leitores fiéis da publicação e relembra a história do jornal e os seus valores, dando, ainda, voz aos colaboradores, leitores e a personalidades diversas.

Cada assinante recebeu um segundo exemplar da edição para oferecer a um vizinho ou familiar, que beneficiará da assinatura gratuita do jornal durante um mês, em formato papel e digital. A oferta é limitada a 15 mil pessoas.

Segundo Olivier Porte, director de vendas e marketing do jornal, o objectivo é converter 15 a 20% dessas subscrições gratuitas em subscrições pagas.

A edição especial apresenta Tintin na primeira página e anuncia, também, uma iniciativa: o "rendez-vous avec Ouest-France”. 

“LA Times” assina novo acordo colectivo de trabalho

Media Galeria

Após semanas de negociações, com várias sessões, o Los Angeles Times chegou a um acordo colectivo de trabalho provisório, que terá como resultado o aumento dos salários de forma imediata, entre outras medidas.

Segundo o resumo do contrato, o acordo prevê um aumento imediato de 12,5% nas remunerações, com um aumento médio superior de a mil dólares.

O acordo cobrirá quase todos os elementos da redacção, desde os jornalistas aos designers, e garante, também, nova protecção no emprego, licenças parentais, indeminização por despedimento e direitos para jornalistas que queiram escrever livros.

De forma aumentar a pluralidade das redacções, o contrato inclui, ainda, um compromisso de realizar entrevistas a jornalistas de minorias.

Associações de imprensa preocupadas com crise do sector

Media Galeria

As associações de imprensa manifestaram, através de carta dirigida ao Primeiro Ministro, a sua preocupação pelo facto de o novo Governo não ter apresentado uma figura responsável pelo sector da comunicação social,

Associação Portuguesa de Imprensa (API) e a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC) alertaram para os problemas do sector, “que está a enfrentar a maior crise de sempre”, e consideraram que a ausência de um responsável pelos media “constituiu um grande retrocesso nas políticas para o sector”.

As associações mencionam no referido documento as medidas que julgam inadiáveis e para as quais é necessário encontrar soluções, de forma a manter a “sustentabilidade deste pilar fundamental da sociedade portuguesa”. 

Destacam, também, a necessidade de haver uma clarificação nas relações entre o Estado e o sector dos media, atendendo aos desafios tecnológicos, económicos e de regulação que vão enfrentar no curto e médio prazo. 

“National Geographic” celebra 130 anos com exposição no Porto

Cultura Galeria

A National Geographic Society assinala 130 anos e, para celebrar a efeméride, vai inaugurar, este mês, uma exposição no Museu de História Natural e Ciência da Universidade do Porto, subordinada ao tema “Um século e Tanto”.

A mostra estará patente até 19 de Julho de 2020, contando com nove secções, que darão oportunidade aos visitantes de conhecerem o passado, presente e futuro daquela organização.

A exposição incluirá, ainda, uma secção dedicada a capas de edições internacionais e nacionais da revista, que representam momentos icónicos dos últimos três séculos.

Devido ao importante papel da fotografia para a National Geographic, a mostra incluirá uma selecção de imagens organizadas por temas, entre as quaism, a “Rapariga Afegã”, uma das mais célebres capas publicadas.

Vaga de detenções de jornalistas no Egipto

Mundo Galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) solicitou às autoridades egípcias que libertem todos os jornalistas ainda detidos na sequência de uma recente vaga de prisões, que abrangeu 21 profissionais, em todo o país, desde o início dos protestos contra o governo.

Estas detenções ocorrem aquando do surgimento de notícias que revelam que serviços do governo trabalharam com agências de informação para realizar ciberataques contra críticos do regime, o que resultou na localização dos jornalistas e na violação das suas comunicações.

Também os Repórteres Sem Fronteiras anunciaram que condenam a prisão e a tortura de uma jornalista no Cairo, uma das mais recentes vítimas desta vaga de repressão, e exigem às autoridades egípcias que ponham termo ao condicionamento dos media.

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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
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