Terça-feira, 5 de Julho, 2022

  

Twitter é mais popular junto dos jornalistas

Mundo Galeria

Mais de nove em cada dez jornalistas norte-americanos (94%) utilizam as redes sociais enquanto ferramenta de trabalho, sendo o Twitter a mais popular, de acordo com um relatório do Pew Research Center.

Conforme indica o documento, o Twitter é utilizado por 69% dos jornalistas nos Estados Unidos, enquanto o Facebook é a segunda rede social mais popular, com 52% dos colaboradores dos “media” a considerarem-na útil para o desempenho das suas funções.

Por outro lado, o Instagram, o Linkedin, e o YouTube têm taxas de utilização consideravelmente reduzidas juntos dos profissionais dos “media”, fixando-se, respectivamente, nos 19%, 17% e 14%.

A nível demográfico, o Twitter é, particularmente, popular junto dos jornalistas mais jovens, entre os 18 e os 29 anos. Já as taxas de utilização do LinkedIn e do Youtube sobem no caso dos colaboradores com mais de 50 anos.

Por outro lado, o público prefere o Facebook e o Youtube para o consumo noticioso, com o Twitter a ser referido por, apenas, 13% da população adulta norte-americana, apesar da sua popularidade junto dos jornalistas.

Intensifica-se vaga de crimes no México contra jornalistas

Media Galeria

O jornalista António de la Cruz, de 47 anos, e a sua filha, de 23 anos, foram assassinados ao sair de sua casa em Ciudad Victoria, capital de Tamaulipas, no México. Somam-se, agora, doze homicídios de profissionais dos “media” mexicanos desde o início do ano.

O “Expreso”, órgão de comunicação onde o jornalista trabalhava, é alvo de constantes ataques e ameaças. A título de exemplo, em 2012, uma organização criminosa fez explodir um carro bomba junto às portas da sede daquele jornal.

Várias figuras políticas reagiram, entretanto, à morte deste profissional.

Foi esse o caso do governador de Tamaulipas, Francisco García Cabeza de Vaca, que lamentou o desaparecimento do jornalista e afirmou, no Twitter, ter “pedido à Procuradoria Geral do Estado o compromisso de esclarecer os factos”, para que o crime não permanecesse “impune”.

A Procuradoria, por sua vez, afirmou que será destacada, para o caso, uma equipa especializada em crimes contra a liberdade de expressão.

Perante a actual vaga de violência contra jornalistas, a União Nacional de Editores de Imprensa mexicana (SNRP) acusou o governo de não combater, eficazmente, “a delinquência e o crime”, que prejudicam “ o Estado de Direito, a aplicação das leis e toda a Constituição”.
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) reiterou, entretanto, a sua preocupação com “a alarmante onda de violência contra os colaboradores da imprensa”, que está a transformar o México “num dos países mais perigosos para o exercício da profissão”.
O México encontra-se em 127º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, entre 180 países.

“El Mundo” muda estrutura directiva

Media Galeria

O jornal “El Mundo” anunciou a reestruturação da sua equipa de administração, um mês após Joaquín Manso ter assumido a direcção do título.

Agora, Vicente Ruiz ocupou o cargo de vice-director, estando, também, responsável pela estratégia e inovação do título, enquanto Roberto Benito assumiu a direcção de informação.

Há, também, novos nomes à frente das editorias de Economia, Finanças, Opinião, Internacional, Finanças e Política. As áreas de “design” e impressão sofreram, igualmente, alterações na estrutura directiva.

Joaquín Manso nomeou, ainda, uma directora para a áreas das redes sociais, que deverá ajudar o “El Mundo” a alcançar uma audiência mais jovem, e a acompanhar as novas tendências de consumo.

“Esta estratégia consolida a renovação das gerações”, explicou a equipa em comunicado, salientando o seu compromisso com os “leitores das camadas mais jovens”.

Ainda assim, o “El Mundo” quer manter uma ligação com o passado, contando com a ajuda de profissionais mais experientes.

O “El Mundo” é, actualmente, o terceiro jornal mais lido em Espanha, com uma circulação impressa de 248.463 exemplares – segundo dados da Oficina de Justificación de la Difusión (OJD) – e mais de um milhão de leitores diários no digital – de acordo com relatórios do Estudio General de Medios (EGM).

“Cuadernos de Periodistas” e a cobertura noticiosa da guerra na Ucrânia

Media Galeria

A mais recente edição dos “Cuadernos de Periodistas” – editados pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria – reflecte, em profundidade, sobre a cobertura noticiosa da invasão da Ucrânia.

O 44.º número dos “Cuadernos de Periodistas” inclui, como tal, um artigo da jornalista Pilar Bernal, vice-presidente dos Repórteres sem Fronteiras, sobre as melhores práticas jornalísticas dos correspondentes de guerra.

Outra das peças em destaque, da jornalista “freelancer” Mónica G. Prieto, relata as histórias de correspondentes internacionais na Ucrânia, e alerta para a falta de apoios, de material de segurança, e de remuneração justa.

Já Julio Montes, director do “site” Maldita.es, reflectiu sobre a disseminação de “fake news” acerca do conflito armado.

“Esta é a primeira guerra em que as mentiras nos chegam de forma directa”, escreveu Montes. “Conquistar a opinião pública tornou-se um objectivo primordial, tanto para a Rússia, como para a Ucrânia. O imediatismo tornou-se mais importante, e obrigou-nos a mostrar ao espectador aquilo que está a acontecer, em cada momento”.

Perante este cenário, Montes considera que os jornalistas devem tentar arranjar soluções.

“Peneda-Gerês Mag”

Breves

Chegou às bancas a "Peneda-Gerês Mag", uma revista trimestral bilingue (português e inglês), dedicada à riqueza ambiental, biodiversidade, turismo e história geológica do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A primeira edição da revista, com uma tiragem de 1700 exemplares, já está à venda, por 4.99 euros, em lojas de turismo e postos de abastecimento.
A edição está a cargo da Words & Company.

"Washington Post" quer fidelizar leitores para o próximo meio século

Media Galeria


O “Washington Post” está a oferecer planos de subscrição anuais de 50 euros, para os próximos 50 anos. Ou seja, os novos assinantes têm oportunidade de pagar uma taxa anual fixa, pelo serviço noticioso digital, até 2072.

Conforme apontou Joshua Benton num artigo publicado no “Nieman Lab”, apesar de ser impossível adivinhar como estará o mundo daqui a 50 anos, esta é uma estratégia de “marketing”, que espelha o “WP” enquanto uma instituição jornalística.

Até porque, segundo recordou Benton, o “WP” celebrou, agora, os 50 anos da divulgação do “caso Watergate”. Logo, esta oferta de subscrição vem oferecer mais meio século de jornalismo de investigação e de confiança.

Isto ajuda, também, a marcar a diferença entre o “Washington Post”, que consegue assegurar o seu funcionamento, e os muitos títulos que foram forçados a fechar as portas no decorrer das últimas décadas.

Portanto, explicou Benton, através deste pacote de assinatura, o “Washington Post” quer, igualmente, passar uma ideia de robustez, tanto do seu trabalho jornalístico, como do seu modelo de negócio.

Além disso, esta estratégia ajuda a garantir uma base de subscritores fixos, e a diminuir a taxa de cancelamento, que, actualmente, ronda os 0,85% semanais.

CEO da Media Capital

Breves

O empresário Pedro Morais Leitão está de regresso à Media Capital, preparando-se para assumir o cargo de CEO, em substituição de Luís Cunha Velho.

De acordo com a “Meios e Publicidade”, esta decisão foi, entretanto, oficializada junto da CMVM.

Pedro Morais Leitão regressa, assim, a uma empresa que já conhece, e onde desempenhou funções de administrador da Media Capital Multimédia, além de ter coordenado o lançamento do portal IOL.

Este empresário substitui, agora, Luís Cunha Velho, que se encontrava no cargo de forma “transitória”, desde Novembro de 2020, de modo a assegurar “tempo para que a nova estrutura accionista procedesse à escolha de uma solução de gestão executiva definitiva”.

Estudo da ERC sobre assimetrias nas rádios portuguesas

Media Galeria


A ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) alertou que existe, no sector português da rádio, “um padrão de desenvolvimento a duas velocidades”, nomeadamente quando se compara a realidade das grandes estações com a das estações locais.

Por isso mesmo, a entidade reguladora considera que há uma distribuição assimétrica da disponibilidade de acesso a este meio nas várias regiões do país, “comparando os maiores centros populacionais com zonas mais interiorizadas, despovoadas e envelhecidas”.

O estudo “Rádio em Portugal. Uma década de intervenção regulatória” revela essas mesmas assimetrias, ao mostrar que os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro concentram 25% dos serviços de programas locais, enquanto 23% dos concelhos do portugueses não dispõem de qualquer rádio licenciada.

Neste contexto, a ERC considerou pertinente “proceder-se a uma avaliação prospectiva e estratégica da reorganização da paisagem radiofónica nacional”.

Da mesma forma, a ERC defendeu a valorização das “estruturas de menor dimensão, na medida em que cumprem um serviço público tangível e insubstituível, através de mecanismos que assegurem as condições para o exercício da sua atividade, como apoios públicos adequados, garantindo ao mesmo tempo uma maior transparência do sector”.

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O Clube


Os ciberataques passaram a fazer parte da paisagem mediática portuguesa. Depois do Grupo Impresa ter sido seriamente afectado, juntamente com a Cofina, embora esta em menor grau de exposição, chegou a vez do Grupo Trust in News, que detém o antigo portfólio de revistas de Balsemão, como é o caso do semanário “Visão”.
Outras empresas foram igualmente visadas, em maior ou menor escala, desde a multinacional Vodafone aos laboratórios Germano de Sousa.
Não cabe neste espaço qualquer comentário especializado a tal respeito, mas não nos isentamos de manifestar uma profunda preocupação relativamente à continuidade - e aparente impunidade - destes actos ilegais, que estão a pôr a nu as vulnerabilidades dos sistemas e redes, tanto públicos como privados.
Recorde-se que este site do Clube Português de Imprensa já foi alvo, também, de intrusões pontuais que bloquearam a sua actualização regular, o que voltou a acontecer, embora de uma forma indirecta, como consequência da inoperacionalidade do operador de telecomunicações atingido.

Oxalá estes ataques de “hackers”, já com um carácter mais “profissional”, tenha contribuído para alertar os especialistas e as autoridades competentes em cibersegurança no sentido de adoptarem as medidas de protecção que se impõem.
As fragilidades ficaram bem à vista.

 


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Opinião
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