null, 23 de Setembro, 2018

  

CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia

Prémio Galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções

Colectânea Galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Combater as "fake news" é fundamental para a democracia

Colectânea Galeria

A fiabilidade das fontes e o rigor da verificação constituem dois passos indispensáveis na produção de notícias autênticas, muito mais em tempos de “distribuição deliberada de desinformação e boatos”  - hoje feita por meio da Internet. “Sem fonte não há notícia. Sem ‘checagem’ não há a possibilidade de descobrir ‘o mínimo de verdade’. Leon Sigal (1979) conclui que a notícia não é aquilo que os jornalistas pensam, mas o que as fontes dizem. Notícia sem fonte pode ser notícia? Notícia falsa pode ser notícia? Se é falso é notícia?” 

É este o teor da reflexão do jornalista Edgar Leite, em texto publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A revolução digital obriga o jornalismo a escolher a via das "slow news"

Colectânea Galeria

O culto da “cacha”  - termo de origem francesa que designa uma notícia exclusiva, que a concorrência não viu -  está a ser abalado pelos efeitos secundários da revolução digital. A comunicação instantânea, acessível a todos os “cidadãos-jornalistas”, multiplica tanto a verdade como o boato e a mentira. O jornalismo sério tenta responder-lhe com verificação de factos, que pede mais tempo. Ora, isto é incompatível com o imediatismo da “cacha”.

São estes os termos da reflexão de Carlos Castilho, editor do site do Observatório da Imprensa do Brasil, num texto intitulado, no original, “Das fake news ao fenómeno slow news”.

O autor recorda que “as empresas jornalisticas passaram a ter que concorrer com milhares de amadores responsáveis pela publicação de blogs ou com acesso a redes sociais; (...)  a combinação entre leviandade informativa e imediatismo acabou assustando os donos de empresas de comunicação, porque as fake news abalavam a já desgastada confiança do público em jornais, revistas e telejornais”.

E conclui: “Tudo indica que a cautela, indispensável num contexto de incerteza e dúvidas, derrubará as resistências existentes contra a consolidação das slow news, notícias mais pensadas e preocupadas com a credibilidade.” 

O original, na íntegra, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Amazon cresce na publicidade digital

Breves

Superando claramente as previsões a Amazon prevê facturar em 2018 cerca de 4.600 milhões de dólares em publicidade digital, o que significa que detém uma quota de mercado de 4,15%, segundo dados publicados pela eMarketer. Só no primeiro trimestre deste ano facturou mais de 2.000 milhões de dólares. O seu crescimento será ainda maior nos próximos anos, prevendo-se que em 2020 chegue a 7% do mercado.

O desempenho do cérebro perante a revolução digital

Colectânea Galeria

A revolução digital trouxe a ilusão de que nos libertava. Os seus “brinquedos novos” davam-nos poder e nós tínhamos poder sobre eles. Hoje sabemos que não é tão simples. Pelo lado “bom” como pelo “mau”, ficar dependente deles pode tornar-se perigoso. Pelo da comunicação  - os e-mails, as redes sociais, notícias e vídeos -  a dispersão constante entre funções apelativas (multitasking) diminui as nossas capacidades de concentração. Pelo do entretenimento, os jogos tornam-se compulsivos e esgotantes, e não nos libertam  - capturam-nos. São eles que ganham sempre, à nossa custa.

Carlos Daniel sai da RTP para o canal 11

Media Galeria

O jornalista da RTP vai sair da estação pública, onde trabalhou nos últimos anos, para assumir a direção de conteúdos da plataforma da Federação Portuguesa de Futebol, onde vai coordenar os vários projetos de comunicação como o site e várias publicações.

De acordo com o jornal online Observador, o jornalista vai assumir as novas funções já no próximo mês de Novembro.

Revolução digital no jornalismo: mistura de coisas boas e más

Colectânea Galeria

No início da revolução digital, muitos aplaudiram a queda de influência do jornalismo tradicional, e o facto de os seus profissionais terem perdido o papel de “porteiros” do notíciário. Os “missionários” do digital aplaudiram a chegada de uma nova situação, em que “as pessoas anteriormente referidas como sendo a audiência” podiam agora voltar o jogo: todos os cidadãos podiam ser “escritores, repórteres e analistas”. Mas o que aconteceu a seguir foi mau dos dois lados: nem o jornalismo profissional aprendeu a lição, nem a Internet inaugurou uma era de informação verdadeira, responsável e não tendenciosa.

É esta a reflexão inicial de um artigo de Roy Greenslade, jornalista e docente de Jornalismo na Universidade da Londres, em The Guardian.

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O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...