Sexta-feira, 25 de Maio, 2018

  

Os jornalistas têm o dever de resistir à manipulação

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A opinião pública é hoje atingida pelo “maior caudal informativo da História”, mas esta informação chega aos cidadãos “cheia de verdades e mentiras, de realidade e ficção, de razões e emoções, muitas vezes parcial e sem contexto”. Um relativismo crescente provoca “que se confunda o verosímil com o verdadeiro, sem qualquer verificação”; e “dilui as fronteiras entre a verdade e a mentira, reduzindo a zero o valor moral da primeira e a recusa da segunda”.

Por estes motivos, “o jornalismo do futuro, sem o qual não podemos imaginar uma sociedade aberta com cidadãos livres, enfrenta agora o desafio de restaurar o valor e o mérito da verdade”. É esta a reflexão estruturante de um trabalho do jornalista Fernando González Urbaneja, na 35ª edição da revista Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O jornalismo ameaçado pelo regulamento de protecção dos dados

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Passando a estar em vigor, a partir de 25 de Maio, no espaço da União Europeia, o Regulamento Geral de Protecção de Dados, e não existindo ainda uma lei nacional que enquadre a sua aplicação, várias organizações ligadas ao jornalismo, reunidas na Casa da Imprensa a 23 de Maio, tomaram uma posição conjunta “apelando à rápida criação de um regulamento nacional que exclua a actividade jornalística das regras que são impostas às empresas comerciais”. O texto adoptado, que a seguir publicamos na íntegra, afirma que, para além da incerteza legal da situação, “no caso dos media pode conduzir a uma verdadeira ameaça à liberdade de Imprensa”.
O CPI - Clube Português de Imprensa, embora não tendo participado presencialmente na reunião em causa, associa-se aos pressupostos contidos na declaração conjunta.

Lei contra "notícias falsas" suscita dúvidas em França

Media Galeria

Especialistas de várias disciplinas, reunidos no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de França, exprimem as suas dúvidas sobre a viabilidade da lei contra as “falsas notícias”, cujo projecto começou a ser debatido na Assembleia. As reservas que colocam referem-se tanto à sua legitimidade, como à sua eficácia ou ainda a eventuais resultados contraproducentes.  A chamada “Lei de fiabilidade e de confiança na informação”, prometida pelo Presidente Emmanuel Macron no princípio de 2018, foi desde o início objecto de um debate polémico, que se encontra agora no seu terreno parlamentar.

Media sob vigilância entre Moscovo e Londres

Media Galeria

Os meios de comunicação britânicos na Rússia, assim como o canal de televisão RT (do seu primeiro nome Russia Today) no Reino Unido, podem tornar-se as próximas vítimas colaterais da polémica decorrente do caso Skripal. Na sequência da decisão pelo Ofcom, o organismo britânico regulador das comunicações, de abrir três novas investigações sobre a objectividade das reportagens da RT, o Kremlin anunciou que vai também vigiar a produção dos media do Reino Unido que trabalham na Rússia.

Mário Centeno: “Há sempre alternativas”, mas “os riscos estão sempre presentes”

Jantares-debate Galeria

O exercício de cargos de governo “é uma missão de serviço público” e, portanto, de “representação de escolhas colectivas”, as quais devem ser feitas entre opções bem clarificadas perante a sociedade. Porque “há sempre alternativas”. Mas é também verdade que a alternativa pode significar opções de “regresso a algo por que Portugal já passou”, sabendo que “os riscos estão sempre presentes”. Foi esta a linha de discurso de Mário Centeno, Ministro das Finanças, orador convidado no jantar-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Alberto Dines, maestro das redacções e fundador do Observatório

Memória Galeria

Alberto Dines, sem cujo trabalho pioneiro de crítica dos media no Brasil não existiria o Observatório da Imprensa, dedicou grande parte dos seus 60 anos nesta profissão a criar “condições e oportunidades para se fazer jornalismo com método e para se reflectir o jornalismo com método”. Como disse ele mesmo, no princípio deste século, “as grandes empresas de media brasileiras não querem que o seu poder seja enfrentado por um contrapoder, mesmo que social ou público”. Agora que nos deixou, a sua obra é reconhecida pelos seus pares, que, como Carlos Castilho, apontam que “a observação crítica da Imprensa viria a transformar-se numa necessidade inadiável e insubstituível na era das fake news”. Numerosos testemunhos, reunidos pela equipa do site sob o título “Maestro das redacções”, tomam o espaço principal do Observatório da Imprensa do Brasil  - com o qual o CPI mantém um acordo de parceria, celebrado precisamente com Alberto Dines.

O “Diário de Notícias” desiste… de ser diário em Junho

Media Galeria

O Diário de Noticias, jornal centenário, está a prestes a desaparecer como quotidiano, passando a semanário aos domingos, a partir de Junho próximo, a confirmarem-se os rumores de que se fez eco o site electrónico Meios & Publicidade.

A hipótese estava há muito a ser considerada, em desespero de causa, atendendo  à irrisória circulação em papel, que desceu para um mínimo histórico de 6280 exemplares por dia, segundo dados recentes da APCT – Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens.


Jornalista Alberto Dines faleceu em São Paulo

Memória Galeria
Fundador do Observatório da Imprensa do Brasil, o jornalista Alberto Dines faleceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O Clube Português de Imprensa regista, com profunda mágoa, o desaparecimento de um dos maiores jornalistas do país irmão, que desde muito cedo manteve estreitas ligações com a Imprensa portuguesa.
Deve-se a Alberto Dines a parceria estabelecida pelo CPI com aquele Observatório, pioneiro de um trabalho notável de reflexão critica sobre os Media, um caminho que este site procura também seguir, inspirado pelo seu grande exemplo.
O Observatório da Imprensa prepara uma edição especial sobre o legado do Mestre Dines, a ser publicada em breve, da qual faremos adequado eco.
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O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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