Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019

  

Uma pausa no site em quadra festiva

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 

A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva

Prémio Galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países

Estudo Galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

Medidas para promover e preservar o jornalismo na União Europeia

Media Galeria

Medidas para promover e preservar o jornalismo na União Europeia

 

O actual desenvolvimento dos meios de comunicação social europeus apresenta várias oportunidades para os cidadãos e para as empresas, mas igualmente  muitos riscos. 

Existem vários desafios no presente e, certamente, mais surgirão no futuro.

A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa estão seriamente ameaçadas em muitas partes da Europa, e, consequentemente, também, os direitos dos cidadãos e o papel central do jornalismo nas democracias está ameaçado. 

“Devemos estar conscientes de que a evolução da actividade jornalística pode comprometer a sustentabilidade dos meios de comunicação social do sector privado e, por conseguinte, a maior parte do investimento no jornalismo profissional independente em todo o continente”, referem as conclusões do relatório publicado no site do Reuters Institute, no qual se resumem algumas das principais questões que o jornalismo e os meios de comunicação social enfrentam na Europa . 

Modelos de interacção dos “media” com comunidades de leitores

Media Galeria

À medida que mais empresas de media adoptam modelos baseados em assinaturas para gerar receita, o envolvimento com os leitores tornou-se cada vez mais importante. Contudo, algumas instituições parecem desconfortáveis com a construção de comunidades para os leitores. 

Mike Masnick - que fundou o site Techdirt – falou sobre o processo e referiu que o erro fundamental de muitos canais de notícias é "não perceber que sempre foram uma empresa de construção de comunidades". 

Mathew Ingram publicou um artigo no site Columbia Journalism Review sobre o tema.

Joy Mayer, que dirige o projecto Trusting News, explicou que nesta fase, em que a confiança no jornalismo está extremamente abalada, o envolvimento com os leitores é a melhor maneira de recuperar a confiança. 

"Trabalhamos com redacções que usam  vários modelos  de chamar a atenção para a sua missão, motivações, processos e ética”, disse Mayer.

Estudo revela que a desinformação também escapa aos jovens

Estudo Galeria

Os jovens são tão susceptíveis de serem enganados pela desinformação como outros utilizadores da internet, segundo revelou um estudo da Universidade de Stanford.

Os jovens parecem ter, igualmente, dificuldades na avaliação de fontes digitais e em identificar a sua veracidade. 

Joel Breakstone, Mark Smith e Sam Wineburg, de Stanford, e uma equipa da Gibson Consulting avaliaram a alfabetização digital de 3446 estudantes do ensino médio, entre Junho de 2018 e Maio de 2019.

Com base no estudo, foi possível concluir que 52% dos estudantes acreditavam que um vídeo, supostamente, mostrava o preenchimento de boletins nas primárias democratas, em 2016, quando se tratava de uma filmagem na Rússia. Apenas três dos mais de três mil estudantes da amostra foram procurar a fonte do vídeo. 

Dois terços dos estudantes não conseguiram identificar, também, a diferença entre o conteúdo patrocinado, mesmo quando era identificado como tal, e as notícias, num teste que utilizou a página inicial da Slate como exemplo.

Para além disto, 96% dos estudantes não ponderaram que a relação entre um site sobre mudanças climáticas e uma empresa de combustíveis fósseis poderia afectar a credibilidade do site.

Plataformas e editores mantém uma relação atribulada

Media Galeria

O estudo “Plataformas e Editores: O Fim de uma Era”, analisa a relação entre as plataformas tecnológicas e os editores de notícias. Essa “era” é definida pela convicção de que as ofertas maciças das plataformas de audiência levariam a uma receita publicitária significativa para os editores.

Em grande parte de 2018, os editores ainda acreditaram  que essa parceria com as plataformas e as iniciativas baseadas em escalas numéricas poderiam ajudar a sustentar o negócio do jornalismo.

Actualmente, os editores continuam a depender de uma variedade de produtos das plataformas, mas o espírito de colaboração diminuiu significativamente e os editores expressaram cada vez maior  desconfiança . 

Na conclusão do estudo, citado por  Emily Bell, a autora refere que “à medida que a primeira década da web móvel e social se aproxima do fim, torna-se claro que a influência das plataformas tecnológicas de grande escala perturbou, mas não reformou, o campo do jornalismo”. 

Os funcionários das editoras e das plataformas , entrevistados para o relatório,  concordaram de forma esmagadora que é o fim de uma era de exploração.

Columbia Journalism Review publicou o relatório, que faz parte de um estudo contínuo e plurianual do Tow Center for Digital Journalism da Columbia Journalism School, sobre a relação entre as empresas de tecnologia de grande escala e o jornalismo.

 

Directora de “ El País” aposta em modelos de assinatura digital

Media Galeria

Para  El País os modelos de assinatura digital devem fazer parte dos media, para fazer face à forte redução do investimento em publicidade, o que os  forçou a procurar novas formas de financiar a sua sustentabilidade.

Soledad Gallego-Díaz, directora de El País, considera "essencial" a assinatura digital "para garantir o nosso futuro", segundo afirmou no New Communication Forum, organizado pela Nueva Economía Fórum.

Em 2019, o jornal tem "avançado no estudo e preparação desse modelo" de assinatura paga, cujo objetivo será alcançar "mais rendimento por assinatura paga do que por qualquer outro método", destacando a importância da percepção e relação com o leitor.

"Realizámos um estudo das necessidades dos leitores, tanto em termos de objectivos informativos como de mecanismos de verificação e qualidade; implementamos melhorias na busca de novos modelos narrativos, com um desenvolvimento visual mais rápido e poderoso, e temos dedicado muita atenção para fazer melhor uso das bases de dados".

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O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

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