Sábado, 20 de Abril, 2019

  

"Le Monde" progride em resultados e em assinantes

Media Galeria

O Grupo Le Monde divulgou as suas contas do ano findo, declarando um resultado operacional (ebitda) de 11,6 milhões de euros, e um resultado líquido  - positivo pelo terceiro ano consecutivo -  de 14,6 milhões, em clara progressão relativamente ao de 2017. Estes números são explicados, em primeiro lugar, pela alienação do terreno da impressora de Ivry, que contribuíu para uma baixa significativa da dívida do Grupo, de 56 milhões para 38 milhões de euros.

Segundo um texto  - invulgarmente assinado em conjunto pelo director de Le Monde, Jérôme Fenoglio, e pelo presidente do Grupo, Louis Dreyfus -  a repartição do volume de negócios é conforme à prioridade atribuída aos leitores, com as receitas de circulação representando 68% do total. O número dos assinantes digitais subiu 18%, contando Le Monde, no final de 2018, com cerca de 260 mil, somando os da edição digital com os da impressa.

Outra baixa na Global Media com demissão do CEO

Media Galeria

O presidente executivo da Global Media, Victor Ribeiro, apresentou a demissão do seu cargo, como informa um comunicado aos trabalhadores das empresas do Grupo  - o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, a TSF e O Jogo. O texto, assinado pelo presidente do Conselho de Administração, Daniel Proença de Carvalho, acrescenta que “Victor Ribeiro apresentou a sua renúncia de Presidente da Comissão Executiva da Global Media Group para ir abraçar um novo desafio profissional”.

Como recorda o Observador, que aqui citamos, “a saída de Victor Ribeiro surge menos de dois meses depois de o Expresso ter noticiado que o Grupo ia avançar de novo para um despedimento colectivo que podia eliminar até 100 postos de trabalho. Esse mesmo despedimento estaria apenas dependente da luz verde da banca”.

 

World Press Photo em Lisboa

Breves

A exposição com as fotografias vencedoras da 62.ª edição do World Press Photo vai abrir ao público a 27 de abril, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Nesta exposição estarão em exibição imagens captadas por 43 fotógrafos, oriundos de 25 países. Entre os premiados, está a imagem do fotojornalista português Mário Cruz, na categoria Ambiente, com o título “Living Among What's Left Behind" ("Viver entre o que foi deixado para trás").

Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF

Media Galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.

José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental"

Jantares-debate Galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".

Atribuídos os Prémios Pulitzer 2019

Media Galeria

Duas reportagens de investigação de conteúdo embaraçoso para o Presidente Donald Trump encontram-se entre os trabalhos destacados pelo Prémio Pulitzer de 2019, agora conhecidos. A primeira, em The New York Times, contraria a versão oficial de como Trump construiu de facto a sua fortuna, enquanto a segunda, em The Wall Street Journal, confirma uma história de suborno a uma actriz, para garantir o seu silêncio.

Na categoria de Internacional, são destacados os dois jornalistas da Reuters, Kyaw Soe Oo e Wa Lone, condenados a sete anos de prisão na Birmânia pela cobertura que fizeram das preseguições aos muçulmanos Rohingya.

Na categoria de Actualidade foi premiada a redacção do diário Pittsburgh Post-Gazette pela reportagem sobre o ataque à Sinagoga "Árvore da Vida", que causou onze mortos em Outubro.

O incêndio que quase destruíu Notre-Dame nas capas dos jornais

Mundo Galeria

No rescaldo da tragédia, muitos jornais dedicam o espaço principal das suas primeiras páginas ao incêndio que destruíu grande parte da catedral de Notre-Dame de Paris. Os títulos mais fortes são os mais sóbrios, com menos palavras sobre o fumo e as labaredas:

De língua francesa, o do Libération -  “NOTRE DRAME”;   de Le Parisien -  “Notre-Dame DES LARMES”;  de La Croix -  “Le coeur en cendres”;  de Le Temps -   “Notre-Dame de Paris, coeur brisé”;  e de Les Echos -  “La tragédie de Paris”.

Em língua inglesa, o do britânico i  -  “Tragedy of Notre Dame”;  em The Independent -  “Notre Dame in flames”.

Dos jornais portugueses, destacam-se o do i -  “Minha Nossa Senhora”  e o do Público -  “Notre-Dame da Europa”.

Assange e o jornalismo

Opinião

O caso Assange dura há quase sete anos. Agora, com a sua expulsão da embaixada do Equador em Londres e consequente prisão pela polícia britânica, o caso entrou numa nova fase. É possível que Assange venha a ser extraditado para os Estados Unidos (o que ele não quer) ou para a Suécia (o que ele agora prefere, embora tenha recusado essa possibilidade há sete anos). 

Também se fala muito da mudança do poder governamental no Equador, que em parte explica a sua retirada da embaixada em Londres. Ao longo dos últimos sete anos houve quem elogiasse Julian Assange pela fuga de documentos oficiais que promoveu – foi nomeadamente o caso de Trump, que em 2016, antes de ser eleito presidente, declarou “adorar ler os WikiLeaks” (os documentos ilegalmente divulgados). Hoje, Trump distancia-se do caso…

1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião