Quarta-feira, 19 de Junho, 2019

  

António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca

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O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".

ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve"

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A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

Maioria dos americanos vê televisão sem "largar" a Internet...

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Na sua grande maioria, quase a chegar aos 90%, os cidadãos dos Estados Unidos vêem televisão com as mãos ocupadas a fazer pesquisa na Internet, ou a consultar as suas redes favoritas, ou outra coisa qualquer. Muitas vezes é para identificarem melhor aquilo de que se trata no programa, outras é mesmo para “partilhar” imediatamente com alguém...

Já estávamos habituados a ver as pessoas fazerem isto à mesa, ao lado da família ou dos amigos reais (não os do Facebook). Os olhos e ouvidos estão sempre noutra “janela”. Agora, os dados colhidos pelo grupo Nielsen, especializado em medidas de audiência, revelam a extensão desta espécie de dupla presença simultânea.

O estudo original, intitulado “Internet e tendências digitais para 2019”, é da especialista em capital de risco Mary Meeker.

Diário francês "Libération" propõe assinatura vitalícia

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O diário francês Libération propõe aos seus leitores mais devotados a possibilidade de uma assinatura vitalícia da respectiva edição digital, pela importância de 400 euros. A oferta é válida entre os dias 17 e 23 de Junho, com a advertência de que só os primeiros 1.000 a inscreverem-se serão abrangidos por ela.
Às 9h.30 do primeiro dia já havia 30 assinantes confirmados.

Segundo Clément Delpirou, director da SFR Presse e co-gestor do Libération, a ideia partiu de “uma reflexão colectiva”, no sentido de fazer algo de “diferente e inovador”, mostrando também que “acreditamos no futuro do nosso jornal”.

Grupo Axel Springer dá boas-vindas à OPA da KKR

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A gestora de fundos de investimento KKR – Kohlberg Kravis Roberts, dos EUA, vai lançar uma OPA de 6.800 milhões de euros sobre uma fatia minoritária do grupo alemão Axel Springer, que detém os diários Die Welt e Bild, além de outras publicações, como Business Insider e Rolling Stone. A KKR ofereceu 63 euros por acção, tendo esta operação o acordo da maior accionista  - a viúva do fundador, Friede Springer -  e do CEO da editora, Mathias Doepfner.

Segundo a Reuters, que aqui citamos, Friede Springer e Mathias Doepfner controlam, entre si, 45,4% da Axel Springer. Dois netos do fundador detêm 9,8% que não participam deste acordo, e podem decidir vendê-los ou reduzir a sua participação. Estão assim disponíveis 44,8%. Se a operação for confirmada, a KKR, Friede Springer e Doepfner vão controlar a empresa, mantendo-se os actuais órgãos de gestão.

Sexto jornalista assassinado este ano no México

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A jornalista mexicana Norma Sarabia foi assassinada a tiro à porta da sua casa, no estado de Tabasco, no sul do país. Dois atacantes que se faziam transportar numa motocicleta dispararam e puseram-se em fuga. Norma Sarabia, que fora durante mais de quinze anos a correspondente do diário Tabasco Hoy, na cidade de Huimangillo, e continuava a trabalhar noutros jornais locais, é a sexta profissional da Imprensa morta no México desde o início do ano.

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, o México é o terceiro país mais perigoso do mundo para a Imprensa, logo a seguir à Síria e ao Afeganistão, com mais de 100 jornalistas mortos desde o ano de 2000. Foram assassinados 47 durante os seis anos de mandato presidencial de Enrique Peña Nieto, e os primeiros seis meses de López Obrador seguem a mesma tendência.

Políticos e comentadores interessados…

Opinião

Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento.

O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem as almas  com as suas doutas opiniões, enquanto seguem escrupulosamente uma agenda própria ou ditada pelos partidos ou capelas a que pertencem.

Todos, sem excepção, “batem com a mão no peito”,  jurando pela sua independência e rigor de análise,  mesmo quando são iniludíveis os sinais dos interesses que perseguem.

António Carrapatoso em Junho no ciclo de debates do CPI

Jantares-debate Galeria

O ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” prossegue no próximo dia 18 de Junho, tendo António Carrapatoso como orador-convidado do Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Gestor e empresário com um percurso assinalável, desde a Vodafone ao grupo editorial do jornal digital Observador, do qual é um dos fundadores, Carrapatoso afirmou-se pela discrição e pela eficácia, sendo um dos nomes mais respeitados da sua geração no meio empresarial .

António Rui de Lacerda Carrapatoso nasceu em Lisboa, em 1957, e licenciou-se  em Administração e Gestão de Empresas na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, obtendo, depois, um MBA pela Universidade Nova de Lisboa e pela Wharton School. De 1980 a 1988 foi assistente na Universidade Católica Portuguesa, regendo posteriormente a disciplina de Organização e Direcção de Empresas.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...