Quinta-feira, 9 de Abril, 2020

  

Consumo de rádio em Portugal poderá descer em Abril

Media Galeria

O consumo de rádio em Portugal apresentará, em Abril, uma quebra face ao patamar registado nas duas primeiras vagas do último ano, segundo um comunicado extraordinário da Marktest, que visa aferir o impacto da crise de covid-19 nas audiências de rádio.

“Considerando a situação especial, a Marktest e os principais grupos de rádios acordaram em disponibilizar dados gerais de audiências, após o fecho da vaga intermédia de Março. Esta vaga não tem, numa situação normal, divulgação de resultados oficiais”, ressalva a empresa de estudos de mercado. 

Editores descontentes com projecto de apoio aos jornais "à medida das televisões"

Media Galeria

Na sequência de apelos de várias empresas mediáticas, o Governo está, finalmente, a preparar um conjunto de medidas de apoio aos “media”, gravemente afectados pela crise instalada no país, na sequência da pandemia de Covid-19. 

Tudo indica, contudo, que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não irá ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, tão pouco, de quem as distribui.

Isto porque as medidas que o Governo está a preparar terão como base a quebra de receitas da publicidade, omitindo, porém, o valor perdido com a diminuição abrupta na circulação, problema que não afecta as televisões.
"O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta os jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver", explicou Afonso Camões, administrador do Grupo Global Media. "Sem imprensa escrita, é ,em primeira e última análise, o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa".

Perseguição à imprensa gera divisão ideológica no Brasil

Media Galeria

Apesar dos esforços dos “media” para alcançar um consenso perante a pandemia do coronavírus, o discurso do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem contribuído para a polarização ideológica dos cidadãos, referiu Francisco Fernandes Ladeira, num artigo publicado no Observatório da Imprensa.

Isto porque, segundo Ladeira, Bolsonaro tem contrariado as directivas da imprensa para a contenção do coronavírus, apontadas pela OMS e pelo próprio ministério da Saúde brasileiro, acusando os “media” de disseminarem o pânico, deliberadamente, e sem fundamento.
Até meados do mês de Março, com a divulgação dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, havia um relativo consenso entre a população sobre a quarentena transversal ser a melhor alternativa para evitar a rápida propagação do coronavírus.
Porém, devido aos discursos “inflamados” do Presidente os “media” têm sido descredibilizados. Essas premissas incentivaram, mesmo, aviolência sob jornalistas, que têm encontrado cada vez mais obstáculos ao exercício da profissão.

O vendaval que afecta jornais e rádios

Opinião

Com a crise do coronavirus, os sinos começaram a “tocar a rebate” pela Imprensa que, em Portugal, já se defrontava com uma situação precária, devido à quebra continuada de vendas e de receitas publicitárias.

Os anunciantes começaram por migrar para as televisões, com uma política de preços em jeito de “saldo de fim de estação”, e mais tarde para a Internet, seduzidos pelas  plataformas globais e redes sociais. 

A imprensa ficou confinada a um nicho de mercado, cada vez mais simbólico, e a Rádio, que conseguiu sobreviver airosamente à concorrência agressiva do mundo digital, viu fugir-lhe, também, aos poucos, a publicidade, agravando-se essa erosão com a crise sanitária. 

No caso da Imprensa, a debilidade das tiragens  piorou com as actuais dificuldades de distribuição, tendo em conta o encerramento de numerosos quiosques  e outros postos de venda.  


Teletrabalho afecta nos EUA consumo de “podcasts”

Mundo Galeria

Desde que o auto-isolamento passou a ser obrigatório na maioria dos Estados americanos, que o consumo de informação “online” disparou. Alguns jornais digitais estão a prosperar e a registar um crescimento no número de subscritores.

Os “podcasts”, porém, estão a ressentir-se dos efeitos do confinamento. Isto porque, a maioria dos ouvintes de “podcasts” consomem-nos quando parados no trânsito, a caminho do trabalho. Uma realidade que deixou de se verificar, agora que grande parte da força de trabalho americana está activa partir de casa.

De acordo com o NiemenLab o consumo de “podcasts” caiu 8%, relativamente à primeira semana de Março. Os programas de entretenimento estão a ter dificuldades em adaptarem-se aos interesses do público, que se mostra cada vez mais preocupado em perceber a evolução da epidemia de Covid-19. 

Guia de conselhos na era da pandemia para entrevistar cientistas

Media Galeria

O coronavírus está a estreitar os laços entre os jornalistas e a comunidade científica. Todos os dias surgem novas questões, que requerem conhecimento especializado e é, agora, bastante comum assistirmos a entrevistas com médicos e investigadores, que partilham as suas previsões sobre o “comportamento” da pandemia ou sobre o desenvolvimento de uma vacina.

Entrevistar um cientista pode, porém, ser uma tarefa árdua,  apontou o médico Eduardo Finger num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria. Isto porque os investigadores são, por natureza, propensos a interrogarem-se, prontos a corrigir qualquer verdade “pré-fabricada”. 

Finger elaborou, então, um guia para jornalistas, visando facilitar a tarefa de colocar perguntas à comunidade científica e contornar possíveis discursos longos e desconexos.
Segundo aquele médico é importante formular questões de resposta “semi-aberta”. Isto porque os investigadores foram talhados para analisar os tópicos segundo metodologias científicas, o que poderia resultar numa resposta de duas horas, com pouco interesse para o público. 

O essencial em jornalismo em tempo de pandemia

Fórum Galeria

A imprensa, em todo o mundo,  está a adaptar-se à nova realidade, desencadeada pela pandemia do coronavírus, e a trabalhar, maioritariamente, por via remota.


Os jornalistas parecem querer zelar pela saúde dos leitores e, nos “media” os avisos e as advertências repetem-se: ficar em casa para conter a disseminação do vírus, evitar aglomerados de pessoas, sair só em caso de emergência, ou para adquirir bens essenciais.

Ainda assim, alguns profissionais, nos Estados Unidos parecem não seguir a conduta que promovem, realizando reportagens no exterior e expondo-se à contaminação do vírus,  destaca Alexandria Nelson, num artigo publicado no “Columbia Journalism Review”

De acordo com a autora, os repórteres estão a pôr em causa a saúde pública,  deslocando-se, por exemplo, a praias para dar conta de cidadãos que não estão a cumprir as normas de isolamento. Os jornalistas querem, assim, distinguir-se dos restantes concidadãos. 

Jornal " A Bola" avança com "lay-off"...

Media Galeria

O jornal “A Bola”, diário desportivo que se distinguiu pela sua forte circulação, está a experimentar, também, dificuldades, decorrentes da crise originada pelo coronavírus. 

Assim, “A Bola”, vai avançar para um “lay-off” de 50 profissionais, incluindo jornalistas, gráficos e administrativos.

O director do jornal, Victor Serpa, considera que a situação actual da imprensa desportiva atingiu o ponto de “calamidade pública”. 

O jornal, como outros títulos da imprensa desportiva, enfrenta uma situação dilemática, provocada, desde logo, pela suspensão das competições, em particular o futebol.

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O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
No Brasil uma empresa de mídia afixou uma campanha, de grande formato, com uma legenda: “Eu tô aqui porque sou um outdoor. E você, tá fazendo o quê na rua?”. Este é o melhor exemplo que vi nos últimos dias sobre a necessidade de manter a comunicação e reforçar as mensagens. Em Portugal e no estrangeiro sucedem-se adiamentos e cancelamentos de campanhas. Mas há também marcas que resolveram até...