Sexta-feira, 17 de Janeiro, 2020

  

Jornalistas sobem ao palco para contar as suas histórias ...

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Os jornais deixaram de estar devidamente enraizados no seu lugar, os jornalistas não interagem com a comunidade e as comunidades de leitores estão a desintegrar-se. Uma nova tendência mediática está, contudo, a aproximar, novamente, os jornalistas das audiências. 

A imprensa de alguns países - como a Finlândia, Espanha e França -, está a começar a apostar num formato de "notícias ao vivo", onde os jornalistas estão, literalmente, em cima do palco e conversam com o público sobre as suas histórias, reportagens e vivências, o que está a ajudar o jornalismo a combater a crise de credibilidade. 

O público está pronto a conhecer a pesquisa preliminar dos jornalistas, que se mostram dispostos a partilhar os desenvolvimentos das suas histórias. Ouvir os jornalistas em “carne e osso” humaniza tanto as histórias quanto os escritores e levanta o véu sobre as práticas da redacção. Os participantes dos eventos ficam satisfeitos por terem a oportunidade de fazer perguntas, participar numa discussão e potencialmente influenciar a estratégia editorial.

Em Helsínquia, por exemplo, a “performance” do principal jornal diário está, habitualmente, esgotada. Em Madrid, o "Diário Vivo" oferece "uma noite única em que os jornalistas contam histórias verdadeiras, íntimas e universais pela primeira vez". O público compromete-se a não gravar o evento e, na Finlândia, reúne-se com os jornalistas para "tomar um copo", depois de saírem de cena.


Turquia entre os países que mais ameaçam os jornalistas

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O governo turco é um dos que mais persegue e prende jornalistas. Para além de correrem o risco de serem detidos, os jornalistas lidam com interferências diárias das forças policiais, que os impedem de cobrir determinados eventos e lhes confiscam o material de reportagem.

As detenções são realizadas, normalmente, na sequência da publicação de trabalhos e aos jornalistas não é apresentada nenhuma razão ou justificação.  Os profissionais são acusados, não poucas vezes, de fazerem propaganda para organizações ilegais ou terroristas. 

O CPJ - Comité Para Protecção dos Jornalistas -, falou com seis jornalistas turcos que relataram as suas experiências e confirmaram que são alvo de constantes intimações e actos violentos. 


Leitores franceses com reservas em relação aos “media”

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Um estudo anual realizado para o diário francês "La Croix", revelou que há um decréscimo no interesse pela actualidade e que os leitores confiam cada vez menos nos "media".

Segundo a pesquisa, apenas 59% dos franceses segue as notícias com interesse "muito elevado" ou "elevado", 41% dizem que estão "muito pouco" ou "bastante pouco" interessados. Esta é a maior queda registada desde que este tipo de inquérito começou a ser realizado, em 1987, o que confirma uma certa apatia.

A confiança nos "media" continua extremamente baixa. Apenas 50% dos franceses considera que as notícias transmitidas na rádio são credíveis e a credibilidade em relação ao conteúdo televisivo é de apenas 40%. Os jornais têm a confiança de 46% das leitores e a internet é considerada o meio de informação menos fidedigno.

O fenómeno parece estar ligado, em parte, ao número de canais de informação, que se multiplica pelas redes sociais, e às notícias que muitas vezes provocam ansiedade e medo.


Fundo de protecção de vítimas do 11 de Setembro divide jornalistas

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A segurança pessoal esteve no fim da lista de prioridades dos jornalistas que cobriram os acontecimentos durante o ataque do 11 de setembro de 2001. Os repórteres ficaram, no entanto, expostos ao ar contaminado pela combustão de 91 mil litros de combustível de avião e 10 milhões de toneladas de materiais de construção. 

Na sequência do atentado, foi revelado que o local esteve exposto a toxinas cancerígenas. Adicionalmente, quem esteve no local acusou sintomas de rinossinusite crónica, doença de refluxo gastroesofágico, asma, além de cancro.

Em Julho do ano passado, foi criado o Fundo de Indemnização de Vítimas. Esse fundo visa apoiar aqueles que enfrentam problemas de saúde devido a essa exposição.

O advogado Michael Barach representa 55 jornalistas vítimas de doenças relacionadas com o 11 de Setembro. Em entrevista ao CPJ - Comité para a Protecção de Jornalistas -, declarou que estes profissionais têm, porém, alguma relutância em aceitar tratamentos e dinheiro.


Plataformas indianas de notícias em dificuldades financeiras

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Os agregadores de notícias indianos têm registado um enorme sucesso, com um auditório alargado a recorrer a essas aplicações, embora isso não signifique que as plataformas sejam sustentáveis.

A publicidade digital não tem sido suficiente para cobrir os custos de manutenção de alguns agregadores e falta um modelo de negócio que permita alcançar lucro. Muitas empresas chegam mesmo a dispensar as equipas de especialistas e de vendas, pois a rentabilidade ainda está por obter.

A título de exemplo, o “DailyHunt” e o “Inshorts”, dois dos maiores agregadores de notícias da Índia, têm tido um processo de financiamento lento, apesar de o número de “downloads” ser elevado. Os custos de aquisição pelos subscritores são dispendiosos e, embora o número de anunciantes seja crescente, esse aumento não se tem sido suficientemente eficaz.


O financiamento do jornalismo e as contrapartidas dos investidores

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O modelo de receitas da indústria jornalística  está a mudar.. Se os jornais costumavam lucrar com publicidade e assinaturas, agora sobrevivem , em não poucos casos, com a ajuda de fundações que se interessam pelo  jornalismo.

Esta nova forma de apoio pode garantir a diversidade da imprensa, mas levanta questões éticas, visto que, para manterem o financiamento, os jornais devem sujeitar-se a escrever sobre temas  do interesse dos investidores. Não há almoços grátis…

Os jornalistas perdem a liberdade de escolha e passam a desempenhar funções normalmente atribuídas a agentes de publicidade ou de relações públicas.

O Columbia Journalism Review analisou um estudo publicado na revista  académica “Media and Communication “ e fez o levantamento de entrevistas a jornalistas e a fundações para tentar apurar a influência exercida no conteúdo noticioso, e as diferentes percepções dos agentes. 


“Podcasts”como alternativa para jornalismo desportivo

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Os “podcasts” estão a atrair audiências cada vez maiores. Estes programas abordam uma enorme variedade de temas e podem ser consumidos em qualquer altura e em qualquer lugar, o que os torna particularmente atraentes para uma geração que se encontra em constante movimento.  

Este formato surge como uma alternativa independente aos consagrados programas de debate desportivo e serve de rampa de lançamento para novos profissionais. É fácil de gravar e os custos reduzidos da produção são particularmente aliciantes para os jovens que querem vingar no jornalismo desportivo. 

A plataforma de “podcasts” brasileira Central 3 é um bom exemplo de sucesso. O projecto, que começou com apenas dois programas, produz, actualmente, 25  “podcasts” que se destacam pela variedade de assuntos que abordam. Os programas primam, principalmente, pela inovação da cobertura desportiva, tentando fugir ao formato de debate que, normalmente, se vê em televisão.

“Guardian Media Group”

Breves

Annette Thomas foi indigitada chefe executiva do Guardian Media Group, empresa responsável pelos jornais “The Guardian” e “The Observer”. 

Thomas iniciou  carreira como editora de um jornal científico e já  dirigiu a Macmillan Science and Education, uma das maiores editoras de artigos especializados do mundo. Deverá assumir funções em Março.


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O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
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