Sábado, 11 de Julho, 2020

  

Quando há códigos éticos associados ao jornalismo

Media Galeria

O jornalismo está em constante mudança e, como tal, os códigos éticos associados à profissão deve ser actualizados, em permanência.


Há, contudo, alguns elementos que se vão mantendo, mais ou menos, constantes, como as ideologias associadas aos jornais.

Confrontado com este cenário, Pedro Pablo Bermúdez, um estudante colombiano de jornalismo, decidiu questionar os colaboradores da Fundación Gabo quanto à sua opinião sobre os posicionamentos políticos da imprensa e dos jornalistas.

Feita a consulta, alguns jornalistas da Fundação exprimiram os seus pontos de vista.

Assim, para a jornalista Mónica González, a isenção da imprensa é uma utopia. Assim, os jornais devem tentar ser o mais transparentes possível sobre a sua posição ideológica, para que os leitores consigam distinguir uma notícia de uma falácia construída em detrimento da oposição.

Da mesma forma, as empresas mediáticas deverão revelar quais as suas fontes de financiamento e o nome dos seus investidores.


Agradecer a assinatura como forma de sensibilizar leitores

Media Galeria

O modelo de negócio dos “media” está a mudar e cada vez mais títulos estão a optar pela implementação de um plano de subscrição.

Como tal, os editores procuram, naturalmente, conquistar um número crescente de leitores, que pagam, regularmente, pelo consumo dos seus conteúdos.

Ora, um estudo da Citizens and Technology Lab sugere que a forma ideal de alcançar esse objectivo passa, simplesmente, por agradecer aos subscritores pela sua contribuição.

Os responsáveis por este estudo analisaram as interacções no “site” Wikipedia, que depende de uma comunidade internacional, disposta a manter a plataforma actualizada, a custo zero. 


A importância da deontologia nas notícias sensíveis

Estudo Galeria

Desde o início do século XX que o jornalismo passou a  reger-se por códigos deontológicos, que ditam as normas éticas da profissão, e que ajudam os jornalistas a solucionarem dilemas.

Estes princípios são, por norma, semelhantes, independentemente do “media” ou do país, e  podem ser resumidos em: verdade; verificação; relevância; diferenciação entre notícia e opinião;  lealdade para com o cidadão; e rectificação.

Tudo isto pode ser alargado com mais conceitos e raciocínios, desde a presunção de inocência à atribuição e transparência de fontes e citações , bem como à boa gestão de conflitos de interesse.

No entanto, afirmou o jornalista Fernando González Urbaneja num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas” -- editados pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- o incumprimento de qualquer um dos seis elementos enunciados é imperdoável.

Isto aplica-se, especialmente, às reportagens de cariz mais sensível. O dever de informar e o direito de conhecer os cidadãos são o coração, a espinha dorsal, a natureza do trabalho dos jornalistas. É necessário ter em conta as consequências, os efeitos, mas o essencial é satisfazer o direito de saber.


“Público” e “Folha de S. Paulo” -

Breves

Os jornais “Público” e “Folha de São Paulo” uniram-se para oferecer aos  leitores uma proposta de assinatura partilhada das suas edições digitais.

A iniciativa partiu do “Público”, perante o número crescente de brasileiros em Portugal.

O “Folha de São Paulo”, por sua vez, encara esta parceria como uma oportunidade para conquistar novos leitores em território luso.


Media Capital confirma saída de Sérgio Figueiredo

Media Galeria

O director de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, vai deixar a estação, de acordo com a revista “Sábado”. Esta saída verifica-se poucos dias depois de a jornalista Ana Leal ter decidido cessar funções.

Num comunicado emitido, entretanto, a Media Capital informou que o actual subdirector de informação, Pedro Pinto, vai assumir o cargo interinamente. O Grupo não revelou o motivo da saída.

Na mesma nota, a Media Capital lembrou que Sérgio Figueiredo estava no Grupo desde 2015, “tendo conduzido os principais jornais durante o período mais longo da liderança da TVI”. 

Recorde-se que, recentemente, Sérgio Figueiredo foi acusado de censura, por não emitir reportagens do programa “Ana Leal”, respeitantes à pandemia. 


José António Saraiva recorre de decisão de tribunal

Media Galeria

O jornalista José António Saraiva foi condenado pelo crime de devassa da vida privada pelo Tribunal Judicial de Lisboa.

De acordo com o “Diário de Notícias”, o ex-director do “Expresso” e do “Sol” foi condenado a pagar, durante 180 dias, uma multa diária de 30 euros, perfazendo um total de 5.400 euros. 

José António Saraiva terá, ainda, de pagar uma indemnização à jornalista Fernanda Câncio e ao seu ex-namorado (15 mil euros a cada um), ambos autores da queixa e assistentes no processo.

Em declarações ao jornal “Observador”, José António Saraiva confirmou que recorrerá da decisão.


Jovens americanos menos interessados em política

Mundo Galeria

Os cidadãos norte-americanos têm manifestado um interesse crescente pelo consumo mediático, procurando seguir, de perto, a pandemia, as manifestações sociais e, ainda, as campanhas presidenciais.

Contudo, segundo um estudo do Pew Research Center, o interesse pelos conteúdos noticiosos varia consoante a idade.

Conforme indicam os dados do relatório, os adultos mais jovens (18 a 29 anos) não têm prestado especial aos conteúdos relacionados com a eleições presidenciais.

Por outro lado, os cidadãos desta faixa etária têm acompanhado a agitação social com maior atenção e são mais críticos das políticas de Donald Trump.


Empresas de "fact-checking" empenhadas em travar "fake news"

Media Galeria

As empresas de “fact-checking” continuam empenhadas em combater a desinformação sobre o novo coronavírus e em travar novas vagas de “fake news”.

Com este objectivo, a CoronaVirusFacts Alliance, que reúne dezenas de organizações de verificação de factos, aliou-se à academia, de forma a conseguir analisar as principais tendências da “infodemia”, bem como os seus efeitos na sociedade.

A aliança de “fact-checkers” seleccionou, então, os projectos das Universidades de Minas Gerais, Wisconsin-Madison, Dartmouth, MIT, e Texas, cada um com objectivos específicos.

O representante Universidade de Minas Gerais ficará responsável por catalogar os diferentes tipos de notícias falsas, para que seja mais fácil identificar padrões de desinformação.

Na Universidade de Wisconsin-Madison, as duas investigadoras seleccionadas vão estudar a utilidade dos infográficos no combate das “fake news” e as diferenças entre os “fact-checkers” de cada país.

Já no MIT, serão analisadas notícias facciosas divulgadas, através do Whatsapp, em países do sul asiático.



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O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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A internet e a liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
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Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....