Sexta-feira, 21 de Fevereiro, 2020

  

Literacia mediática como ferramenta contra desinformação

Media Galeria

Para além da infecção provocada pelo novo coronavírus, identificado na China, estamos, agora, a assistir à disseminação indiscriminada de notícias falsas sobre o tema, conforme refere Ricardo Torres, num artigo publicado na revista “objETHOS”.

De acordo com Torres, o volume e a nocividade das informações propagadas através dos “media” digitais, são o reflexo de formatos comunicacionais imersos num “ecossistema” que favorece a desinformação.

Em temas sensíveis, como a saúde, os riscos da disseminação maciça de informações falsas são ampliados e podem, mesmo, conduzir ao caos social e a um estado de pânico generalizado. 

A OMS tem tentado evitar situações de pânico e insegurança, fortalecendo a posição científica, desmistificando rumores e esclarecendo dúvidas. No entanto, o cenário difuso e hiperbólico, fortalecido pelo sensacionalismo, torna a missão informativa confusa e complexa.

A era digital veio complicar a narrativa jornalística

Media Galeria

A era digital e a revolução tecnológica vieram alterar o panorama do jornalismo. Se, anteriormente, os jornalistas apenas tinham de  preocupar-se com o conteúdo produzido na redacção onde trabalhavam, hoje, terão de manter-se competitivos com outras plataformas, e escrever com base nos artigos de outros jornais.

Muitos jornalistas, da chamada “velha guarda”, ainda não  conseguiram adaptar-se à nova realidade, e continuam a depender de uma cultura profissional baseada num jornalismo linear e sequencial, o que impede, por vezes, a tão desejada diversidade dos formatos de apresentação informativa.

O jornalista Carlos Castilho, especializado em “media” digitais, escreveu um artigo para o “Observatório da Imprensa”, no qual reflecte sobre a urgência de adaptação aos novos modelos. 

Amal Clooney advoga mais liberdade de imprensa

Media Galeria

A enviada especial britânica para a liberdade de imprensa, Amal Clooney, tem trabalhado, afincadamente, em defesa do livre exercício do jornalismo, mas acredita que os seus esforços estão a ser anulados por alguns líderes mundiais. Clooney destaca  as medidas coercivas de Donald Trump, a quem comparou, em entrevista ao “Guardian”, ao nível dos líderes autoritários.

Amal, que se distinguiu na defesa dos direitos humanos, destacou a urgência de o governo britânico unir esforços para derrotar os “predadores” da liberdade. A advogada acredita que tem em Dominic Raab, secretário dos Negócios Estrangeiros, um aliado, mas que as suas propostas requerem um apoio mais alargado. 

Agora que o Ofcom vai passar a regular a Internet no Reino Unido, Amal sugeriu a implementação de um instrumento, baseado nas sanções Magnitsky, visando penalizar qualquer entidade ou indivíduo que ameace os jornalistas, ou que restrinja conteúdos “online”.

Plataforma estabelece "ponte" entre académicos e imprensa

Media Galeria

Apesar do grande número de estudos científicos publicados diariamente no Brasil, contactar os responsáveis por essas pesquisas pode ser, particularmente, ingrato. Perante essa realidade, duas jornalistas brasileiras especializadas em ciência, Ana Paula Morales e Sabine Righetti, criaram uma plataforma “online” para servir de “ponte” entre especialistas académicos e a imprensa. 

A Agência Bori é já parceira de 90 revistas científicas, mas quer expandir-se a novas publicações. A plataforma vai, agora, apresentar, semanalmente, três estudos inéditos, com potencial de divulgação e interesse público. Além disso, a equipa da Agência Bori está a realizar “workshops” de “media” para os cientistas que disponibilizam os seus conteúdos.

A Bori funciona através de um sistema de inteligência artificial único,  que agrega artigos de jornais científicos e gera alertas, de acordo com critérios definidos pelos jornalistas. Para ter acesso aos estudos, os profissionais de imprensa podem subscrever, gratuitamente, a plataforma.


Governo espanhol demite presidente da EFE

Media Galeria

O governo espanhol destituiu Fernando Garea do cargo de presidente da agência EFE, segundo informações adiantadas pelo“El País”.  A decisão foi justificada com a necessidade de renovação dos recursos humanos nas empresas públicas.

Garea, que tomou posse em Julho de 2018, após a chegada de Pedro Sánchez à Moncloa, enviou uma carta aos trabalhadores da agência, a comunicar a decisão do executivo. Na missiva de despedida, Garea enfatizou que "a EFE é propriedade da sociedade como um todo" e que  "uma agência noticiosa pública não é uma agência noticiosa do governo, nem mesmo uma agência oficial".

Garea destacou, também, o apoio que recebeu de todos os partidos políticos, enquanto presidente da agência: "Em 2018 pedi apoio expresso de todos os partidos para a minha nomeação e consegui-o. Meses depois, consegui que todos assinassem um documento, comprometendo-se a promover a eleição parlamentar dos presidentes da EFE”.


Cofina prepara operação de compra da Media Capital

Media Galeria

A Cofina prepara a aquisição da Media Capital. Para se financiar, a empresa, que detém o “Correio da Manhã” e a CMTV, vai fazer um aumento de capital na ordem dos 85 milhões de euros, aberto a actuais e a novos accionistas, entre os quais Mário Ferreira, empresário da Douro Azul.  Ferreira deverá tornar-se o segundo maior accionista do Grupo, ao investir 20 milhões, segundo o jornal “Expresso”.

A operação requer, no entanto, ainda mais investimento, que deverá ser conseguido através de um financiamento junto do Banco Santander Totta e do Société Générale

Ainda assim, faltará refinanciar as dívidas dos dois Grupos. No final de Setembro, os empréstimos obtidos pela Cofina ascendiam a 52 milhões, enquanto os da Media Capital estavam se aproximavam dos 75 milhões.


Novas funcionalidades implementadas pela Movistar+

Media Galeria
A operadora espanhola Movistar continua a trabalhar para melhorar a sua plataforma de televisão e para a consolidar enquanto líder na Europa, ao oferecer aos seus clientes uma experiência única no mercado. A Movistar + é já uma referência em Espanha, graças a tecnologia de ponta e a funcionalidades ergonómicas e intuitivas. Os mais de quatro milhões de famílias que subscrevem o serviço da operadora têm acesso a gravações automáticas e “on demand”, bem com às funcionalidades “See from the Start” e “ Live Control”. Os assinantes têm, ainda, a possibilidade de ver dois programas ao mesmo tempo, em ecrã dividido, o que é, particularmente, popular entre aqueles que acompanham campeonatos desportivos. Além disso, os utilizadores podem, agora, interagir com o serviço de televisão através de um comando de voz, que facilita acções como a sintonização de canais ou a procura de programas.

"Spotify" muda de figura e concorre com a "Apple"...

Media Galeria

O Spotify tem reunido esforços para se tornar a principal plataforma de “podcasts”, e ultrapassar a Apple. Para o efeito, a empresa sueca tornou os “podcasts” mais centrais no interior da aplicação e assinou acordos exclusivos com empresas de produção, num investimento na ordem dos 400 milhões de dólares.

Um estudo da rede alemã de “podcasts”, zebra-audio.net, mostra que as apostas do Spotify estão, de facto, a surtir efeito. De acordo com os dados da investigação, em Janeiro de 2019, os “podcasts” da Apple representavam 45% de todos os episódios transmitidos  na Alemanha. O Spotify estava bem atrás, com uma taxa de 20%. Em Dezembro, porém, a pontuação das plataformas aproximou-se; a Apple ficou-se pelos 36%, e o Spotify chegou aos 34%.

Segundo especialistas, o sucesso da plataforma prende-se com o facto desta apostar na visibilidade dos “podcasts”, ao recomendar programas que vão ao encontro dos interesses dos seus subscritores.


1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

ver mais >
Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...