Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017

História breve do Clube

O Clube Português de Imprensa (CPI) foi fundado em 1980, congregando jornalistas e gestores de empresas de media.

Na primeira acta da Assembleia Geral fundadora do Clube, datada de 17 de Dezembro, consta a lista dos primeiros corpos sociais eleitos.

Dois jornalistas prestigiados à época, Norberto Lopes e Raul Rego, aceitariam presidir, respectivamente, à Assembleia Geral e ao Conselho Fiscal. 

A lista dos corpos sociais incluiria ainda os nomes de Vítor Direito, Pacheco de Andrade, Freitas Cruz, José Manuel Barroso (Assembleia Geral);  Francisco da Costa Reis, José Eduardo Moniz, Helena Marques e Mário Mesquita (Conselho Fiscal);  Dinis de Abreu, Carlos Barbosa, Nuno Rocha, Marcelo Rebelo de Sousa e Diogo Pires Aurélio (Conselho Directivo).

O projecto dos Estatutos, pelos quais o CPI ainda hoje se rege, foi de Marcelo Rebelo de Sousa.

Entre as primeiras iniciativas, deliberadas nessa Assembleia fundadora, figuravam três debates, cujos temas centrais abrangiam as relações da Imprensa e o Poder, a gestão das empresas jornalísticas, o ensino de jornalismo e a carteira profissional dos jornalistas.

Eram ainda instituídos três Prémios de Jornalismo: Reportagem, Fotojornalismo e “Cacha”. Outros se seguiriam mais tarde, formando  um conjunto de incentivos, onde o CPI foi pioneiro, na valorização do jornalismo e dos jornalistas.

Nessa acta consagra-se, também, que o jornalista Francisco Pinto Balsemão seria considerado sócio-fundador, “logo que cesse as suas funções governativas”, por ter sido “um dos principais animadores do projecto”.

O impulso original  para o lançamento do CPI coube a Carlos Barbosa e a Dinis de Abreu, logo secundados por Marcelo Rebelo de Sousa e Francisco Pinto Balsemão.

À distância de 35 anos, a História do Clube tem etapas inesquecíveis, designadamente  a atribuição do Diploma pelo qual foi reconhecido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, conforme despacho publicado no Diário da República  de 18 de Abril de 1989, assinado pelo então Primeiro Ministro,  Aníbal Cavaco Silva.

Connosco
“Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois” - a reportagem vencedora do Prémio de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

Um trabalho sobre Camilo Pessanha, no âmbito das comemorações  dos 150 anos do nascimento do poeta, assinado pela jornalista Sílvia Gonçalves ,  no jornal “Ponto Final” , foi distinguido com o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído em parceria pelo Clube Português de Imprensa e pelo Jornal Tribuna de Macau.

Trata-se de uma reportagem com o título “Floriram por Pessanha  as rosas bravas, 150 anos depois”  que o júri, escolheu por unanimidade, realçando “a originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa” , reconhecendo que o texto “não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha,  contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia”.

Isabel Mota abre em Outubro novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.


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Opinião
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