Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
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Inteligência Artificial é o novo desafio para o jornalismo da era pós-industrial

A inteligência artificial é o novo desafio que se coloca ao jornalismo num momento de crise de mudança tecnológica e de desregulação. Esse é o tema abordado num oportuno artigo publicado no site media-tics e assinado por Miguel Ormaetxea, inspirado num trabalho de Richard e Daniel Susskind, divulgado na prestigiada revista Harvard Business Review

Com base em mais de cem entrevistas, abordando diversos profissionais tais como médicos, professores, auditores, assessores fiscais, consultores e jornalistas, as conclusões do estudo apontam no sentido de que dentro de algumas décadas várias actividades profissionais serão desmanteladas e os seus profissionais substituídos por gente de nível mais elementar, ou, até por novas profissões, todos assistidos pela Inteligência Artificial e pelos sistemas de alto rendimento.

Essa nova fronteira, que é a Inteligência Artificial - ou a machine learning -são susceptíveis de criar uma disrupção em várias profissões, maior que a chegada da internet, incluindo o jornalismo e os media.

Leia aqui na íntegra o artigo de Miguel Ormaetxea 

Imagem retirada do site media-tics.com
Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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