Quinta-feira, 21 de Novembro, 2019
Media

Jornal digital económico ECO já está online

Já está online o novo jornal digital de natureza económica, ECO, liderado por António Costa e Paulo Padrão. Tal como fora referido neste site, e de acordo com António Costa, o publisher da marca, o novo jornal tem como objectivos matriciais “informar, inovar e orientar” e promete ser “um projecto com um posicionamento diferenciado em relação aos restantes jornais de informação económica, o que será visível tanto nos conteúdos como na forma como estes serão apresentados.”

Na altura, os responsáveis afirmaram ainda que “50% das notícias terão gráficos ou infografias e que haverá uma forte aposta no vídeo”, encarando a tecnologia/plataforma e os conteúdos como “factores críticos para o sucesso”.

 

Segundo o director-executivo, Pedro Sousa Carvalho, “o que vai mesmo fazer a diferença é a qualidade do jornalismo. E achamos que, pelo menos em algumas áreas nucleares, nomeadamente Macro-Economia, Tecnologias, Mercados Financeiros, Segurança Social, Mercado de Trabalho e Empreendedorismo, fomos buscar ao mercado dos melhores jornalistas que existem”.

 

A uma semana da entrada online, António Costa dizia à M&P:

 

“Quando formos para o ar vamos identificar as nossas fragilidades, as nossas necessidades, as prioridades que queremos ter. Até ao final do ano é possível que entrem mais um ou dois seniores, em função dessa identificação. Mas depois temos uma segunda linha, com pessoas até cinco, sete anos de experiência e mais três ou quatro estagiários ou pessoas que têm até um ano de experiência. Queremos criar uma cultura nova e isso também explica porque é que fomos buscar pessoas com perfis diferentes e com matrizes diferentes.”

 

No seu primeiro editorial, António Costa fala da CaixaBank e do registo da OPA sobre o BPI. A primeira edição do ECO aborda a actualidade da política e da economia nacional e internacional. Faz ainda uma análise dos mercados e publica informação sobre a situação social. Fazem também parte desta primeira edição secções como finanças pessoais, tecnologia, automóveis e lifestyle.


Mais informação na revista M&P  e o site de ECO - Economia Online

Connosco
O risco do jornalismo de dados produzir gráficos enganosos Ver galeria

As visualizações de dados podem ser enganosas. No seu novo livro, "How Charts Lie",Alberto Cairo, não poupa palavras para expor os perigos de visualizações de dados mal projectadas. 

O autor identifica cinco grandes categorias de desenhos de gráficos, que não são o que parecem à primeira vista, desde os que contêm dados insuficientes até aos que, deliberadamente, ocultam ou enganam o espectador. 

Os jornalistas podem proteger-se de serem "enganados" pelos gráficos, aceitando que são tão vulneráveis quanto o público em geral.

Cairo descreve os gráficos como argumentos feitos visualmente, que precisam de ser avaliados e verificados com o mesmo cuidado que qualquer outro dado ao qual recorremos para escrever uma história. 

O número crescente de ferramentas de visualização de dados gratuitas e de baixo custo, como Datawrapper e Flourish, tornaram as histórias baseadas em dados acessíveis, até mesmo às pequenas redacções.

"Pensamos no New York Times como o padrão ouro da visualização de dados, mas, na Flórida, o Tampa Bay Times tem apenas duas ou três pessoas a realizar esse tipo de trabalho e estão a fazer peças vencedoras do Pulitzer", explica o autor. 

O artigo de Corinne Podger, publicado no site do IJNet, analisa os riscos dos enganos do jornalismo de dados.

Jornalismo tecnológico requer soluções no mundo digital Ver galeria

A postura dos jornalistas em relação aos meios tecnológicos tem vindo a sofrer algumas alterações. 

Os jornalistas têm adoptado novamente uma atitude de “watchdog” em relação a Silicon Valley, tendo começado a produzir reportagens sobre negligência e outros problemas gerados por estas empresas. Começaram a debater questões sociais e técnicas, como o caso das campanhas de desinformação e os efeitos discriminatórios de algoritmos. 

Porém, é importante que os jornalistas não só ajudem a compreender os problemas tecnológicos, mas que identifiquem, também, as possíveis soluções e os efeitos positivos da tecnologia na sociedade. 

Os autores do texto, publicado no site Columbia Journalism Review, sugerem que seja adoptado um jornalismo de soluções como um movimento a seguir na cobertura de temas tecnológicos. Este género de jornalismo propõe realizar reportagens centradas nas respostas aos problemas sociais reportados, minimizando a ideia feita de que os jornalistas apenas estão presentes quando ocorrem escândalos. 

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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