Segunda-feira, 19 de Agosto, 2019
Media

Jornal digital económico ECO já está online

Já está online o novo jornal digital de natureza económica, ECO, liderado por António Costa e Paulo Padrão. Tal como fora referido neste site, e de acordo com António Costa, o publisher da marca, o novo jornal tem como objectivos matriciais “informar, inovar e orientar” e promete ser “um projecto com um posicionamento diferenciado em relação aos restantes jornais de informação económica, o que será visível tanto nos conteúdos como na forma como estes serão apresentados.”

Na altura, os responsáveis afirmaram ainda que “50% das notícias terão gráficos ou infografias e que haverá uma forte aposta no vídeo”, encarando a tecnologia/plataforma e os conteúdos como “factores críticos para o sucesso”.

 

Segundo o director-executivo, Pedro Sousa Carvalho, “o que vai mesmo fazer a diferença é a qualidade do jornalismo. E achamos que, pelo menos em algumas áreas nucleares, nomeadamente Macro-Economia, Tecnologias, Mercados Financeiros, Segurança Social, Mercado de Trabalho e Empreendedorismo, fomos buscar ao mercado dos melhores jornalistas que existem”.

 

A uma semana da entrada online, António Costa dizia à M&P:

 

“Quando formos para o ar vamos identificar as nossas fragilidades, as nossas necessidades, as prioridades que queremos ter. Até ao final do ano é possível que entrem mais um ou dois seniores, em função dessa identificação. Mas depois temos uma segunda linha, com pessoas até cinco, sete anos de experiência e mais três ou quatro estagiários ou pessoas que têm até um ano de experiência. Queremos criar uma cultura nova e isso também explica porque é que fomos buscar pessoas com perfis diferentes e com matrizes diferentes.”

 

No seu primeiro editorial, António Costa fala da CaixaBank e do registo da OPA sobre o BPI. A primeira edição do ECO aborda a actualidade da política e da economia nacional e internacional. Faz ainda uma análise dos mercados e publica informação sobre a situação social. Fazem também parte desta primeira edição secções como finanças pessoais, tecnologia, automóveis e lifestyle.


Mais informação na revista M&P  e o site de ECO - Economia Online

Connosco
História de um editor espanhol de sucesso em tempo de crise Ver galeria

No decorrer de uma década, e em plena crise económica e do jornalismo,  a Spainmedia ocupou o seu lugar de editora de revistas internacionais na área designada por  lifestyle  - trazendo para o mercado espanhol a versão local de marcas como a Esquire e a Forbes, entre outras.  A história do seu êxito neste espaço é também a de um jornalista, Andrés Rodríguez, que se torna um director editorial bem sucedido  -  e é essa, naturalmente, a primeira pergunta da entrevista que lhe é feita por Media-tics.

A sua resposta é que foi na base de “paixão, entusiasmo e inconsciência”, e muito por tentativa e erro. Logo acrescenta:

“Aprendi, também, a dirigir recursos humanos  - e que, se não formos rentáveis, fechamos mais tarde ou mais cedo. Os media podem sobreviver algum tempo sem rentabilidade mas, por fim, impõe-se a conta dos resultados.”

Reconhece que aprendeu muito na Prisa, mas ficou frustrado com a fronteira marcada entre o sector jornalístico e o financeiro e publicitário. Como explica,  “pensava que para fazer a minha revista eu tinha que poder vender, ter alianças, mas na Prisa isso não podia ser feito por um jornalista”:

“Se alguma coisa corria bem, resultava do êxito do jornalista e do gestor; se corria mal, era resultado do jornalista. Eu queria ser responsável pelo que fizesse mal.”

"Jornalismo de soluções" como mito ou alternativa Ver galeria

Muitos chegam ao jornalismo com o sonho de fazer reportagem que comunique “impacto, conhecimento e inspiração”. Mas quando encontram o espaço ocupado principalmente por notícias negativas, sem caminho de saída, desanimam e chegam a desistir da profissão.

A jornalista argentina Liza Gross conta que passou por isto, tendo deixado o jornalismo “porque estava esgotada a todos os níveis, não só pelo modelo económico como também pelo modo como nós, jornalistas, estávamos a fazer o nosso trabalho”.

O rumo que seguiu levou-a à rede Solutions Journalism Network [Red de Periodismo de Soluciones  nos países de língua espanhola], cujos métodos promove, no sentido de alterar a imagem clássica do jornalista, que deixa de ser apenas o watchdog (“cão de guarda”) que vigia os poderes e denuncia o que está mal, para se tornar o “cão-piloto” capaz de de fazer “a cobertura rigorosa e baseada na evidência de respostas a problemas sociais”.

A reflexão é desenvolvida em dois textos que aqui citamos, da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, que trabalha em parceria com a Red de Periodismo de Soluciones  para dar formação nesta nova disciplina.

O Clube

É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto,  como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso,  a  actualização diária,  a partir do  fim de semana. 

Quando retomarmos a actualização  das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares,  que nos acompanham  em número crescente e que  se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos,  como  valor matricial do Clube, desde a sua fundação,  há quase meio século.   


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