Quarta-feira, 26 de Junho, 2019
Media

Novo Jornal Económico já nas bancas e online

Está nas bancas e online o novo Jornal Económico nascido da fusão do OJE e do Diário Económico.
O projecto, integra a redacção do OJE e cerca de 20 jornalistas vindos do Diário Económico, entretanto extinto, como foi já referido neste site

A nova marca e o grafismo foram desenvolvidos por uma agência suíça e o preço de capa do jornal, em versão semanário é de 2,90 €, com cerca de 96 páginas.

 Vitor Noronha, antigo director do OJE, assumiu a direcção deste Económico, tendo Filipe Alves como director-adjunto, cargo que já desempenhava anteriormente no Diário Económico.

 

Em declarações à Briefing, os responsáveis editoriais afirmam que o novo semanário tem o ADN dos dois jornais, pretendendo "ocupar uma posição de referência no mercado da informação económica".

 

Referem, ainda, que " será não só a evolução natural do OJE, mas representa também uma continuidade, ou até, se preferirmos, um regresso às origens do Económico, abordando de forma séria, isenta e rigorosa os temas-chave que interessam aos cidadãos, às empresas, aos investidores e aos aforradores".

 

"A informação que interessa" é sobre temas de macroeconomia e política, em áreas como finanças públicas, segurança social, função pública e política nacional e europeia.

 

Também temas relacionados com empresas e negócios constituirão  "uma forte aposta", bem como os mercados financeiros.

 

A cobertura dessas áreas será complementada com "um grande enfoque" em temas como PME, universidades e emprego, advogados, consultoras e bancos de investimento, internacional, África lusófona e media, entre outras. Haverá ainda uma área de lifestyle e cultura.

 

O Jornal Economico existirá em paralelo nos suportes digital e impresso. A edição digital será diária, com actualização permanente, e os conteúdos no site serão disponibilizados primeiro apenas a assinantes e depois, gratuitamente, aos utilizadores em geral.

 

Veja aqui o novo site do Jornal Económico

Connosco
"Metástases" da desinformação espalham-se pelo mundo Ver galeria

O alastrar da desinformação, potenciado pelas capacidades de contágio “viral” da revolução tecnológica, teve um impacto transformador sobre o jornalismo. Nos Estados Unidos, um dos primeiros factos surpreendentes com que os jornalistas tiveram de lidar, logo após a eleição de Donald Trump, foi a noção de que hackers russos, em “fábricas” de conteúdos, podiam semear desordem no eleitorado americano e desacreditar o jornalismo autêntico.

“Por vezes, os leitores encontravam notícias verdadeiras que Trump procurava desacreditar porque não gostava do modo como o faziam parecer;  outras vezes encontravam a deformação intencional da informação para distorcer a verdade;  em muitas ocasiões, o que encontravam era apenas completo absurdo.”  
E deixou de ser um problema local. As “metástases” da desinformação espalham-se pelo mundo e o jornalismo é arrastado para o caos:

“Vimos isso na Birmânia e no Brasil, no Sri Lanka e na Nova Zelândia, por vezes em campanhas orquestradas que trazem a dedada de agentes estatais, por vezes em manifestos individuais de mentes perturbadas. O resultado é sempre o mesmo: relatos falsos envenenam as plataformas que abrigam o verdadeiro jornalismo. Ninguém na Imprensa está a salvo de ver o seu trabalho, sério e diligente, exposto na enxurrada.”
A reflexão é de Kyle Pope, director da Columbia Journalism Review, em “Todo o jornalismo é global”.

O pesadelo dos jornalistas filipinos perseguidos pelo regime Ver galeria

A luta pela liberdade de Imprensa pode ser uma guerra de resistência entre os carcereiros e os candidatos a presos  - que são todos os jornalistas que tenham a coragem de o ser. Num dos mais recentes episódios em que foi detida, em Fevereiro de 2019, a jornalista filipina Maria Ressa, fundadora do site Rappler, comentou ironicamente à saída do tribunal:

“Esta é a sexta vez que pago fiança, e vou pagar mais do que criminosos condenados. Vou pagar mais do que Imelda Marcos.”

Como conta no artigo “Alvos de Duterte”, que aqui citamos, o Presidente das Filipinas, que “foi o primeiro político do meu país a usar as redes sociais para ganhar umas eleições, conduz uma campanha incansável de desinformação (trolling patriótico) para reduzir os críticos ao silêncio”:

“O seu governo vomita mentiras a tal velocidade que o público já não consegue saber o que é realidade. Mesmo os seus próprios membros ficam confusos.”

“Desde Junho de 2016, quando Rodrigo Duterte se tornou Presidente, houve cerca de 27 mil assassínios decorrentes da sua ‘guerra contra a droga’. Este número vem das Nações Unidas, mas não foi muito divulgado. A polícia mantém a sua própria contagem menor, pressionando os órgãos de informação a publicá-la.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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02
Jul
The Children’s Media Conference
16:00 @ Sheffield,Reino Unido
21
Ago
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09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigeria